senti uma vontade dilacerante de parar tudo que estou fazendo, tudo que
preciso fazer para escrever.
não sei bem o que, nem porque.
a única coisa que tenho certa até agora é que daqui a exatos 33 dias eu
estarei no Rio de Janeiro as 19:50h (agora).
e mesmo eu ainda tendo tanta coisa para fazer nesses 33 dias, tudo parece
que está correndo por minhas mãos e eu não consigo fazer com que isso se
eternize de alguma forma. talvez por isso a vontade de escrever.
as coisas em Florianópolis andam cada vez melhor e isso me chateia. as
pessoas andam cada vez mais legais e isso me entristece. seria muito mais fácil
se tudo tivesse difícil, se todas as pessoas continuassem em seu particular
mundo. sem se envolver demais, sem possíveis saudades futuras.
mas nunca disseram que seria fácil e a cada dia que entro pelo corredor de
pisos branquinhos do JOR UFSC eu me sinto pertencendo ainda mais àquele lugar.
Cada domingo em casa vendo um filme ou fazendo qualquer besteira para comer eu
me sinto cada vez mais pertencendo a esse lugar. Cada chuva que chega e me faz
estender as roupas no varal de dentro eu me sinto cada vez mais aceitando que
minha roupas vão demorar a semana toda para secar e que Florianópolis é assim
mesmo. Cada meio de mês que chega e eu vejo que não tenho mais dinheiro eu me
sinto cada vez mais na realidade de uma cidade rica, com pessoas ricas (ou
não).
e cada mudança é um novo aprendizado, e cada mudança é uma nova saudade.
acho que aprendi a julgar menos pela aparência. quando cheguei na UFSC achei
que nunca fosse me acostumar a realidade do Jornalismo daqui. Achei que nunca
fosse gostar dessas pessoas estranhas que aparentemente não gostavam de mim.
mas daí veio uma turma de Calouros B e me fez de alguma forma me sentir
inserida. JOR 2011.2. um monte de gente perdida, sem saber direito o que fazer
nem porque está ali, talvez por isso tenha dado certo comigo né... Mais ou
menos como a minha indecisão constante e eterna.
não sei nem quando, nem como aconteceu, mas sei que eu passei a me
considerar eles, e eles meio que me adotaram. e me inseriram no resto do JOR. e
claro que há algumas pessoinhas fofas que levarei para sempre e que não é
2011.2, mas talvez eu só tenha tido contato com elas porque eles me ensinaram
de alguma forma a sobreviver no JOR UFSC.
preciso comentar que calei minha boca com muita gente que achava insuportável,
e talvez esse tenha sido meu maior aprendizado de intercambista. conhecer antes
de pré-julgar ou de não curtir porque não fui com a cara, ou porque disse
alguma coisa que eu não concordei. a maioria dessas pessoas que eu pré-julguei
me impressionaram e me fizeram morder a língua milhares de vezes. cada um tem
seu jeito, sua criação, seus costumes, cada um está evoluindo e aprendendo
tanto quanto eu todos os dias.
enfim, não estou encerrando meu diário e bordo, até porque muita coisa pode
rolar em um mês. só preciso agradecer publicamente a 2011.2 por terem me
adotado, por terem me suportado, por terem me ensinado, por terem simplesmente
me aceitado. cara, sério, vocês são demais! e eu já estou morta de saudades.
enfim Florianópolis, enfim a UFSC. enfim o (quase) fim
veja a hirstória toda dessa intercambista maluca
"O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.” LISPECTOR, Clarice
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domingo, 17 de junho de 2012
capítulo treze
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domingo, 20 de maio de 2012
12: como escrever um texto jornalístico básico
Os parágrafos precisam ter de 5 a 7 linhas.
Você vai precisar de MUITA informação. O máximo que puder.
1° parágrafo: lead. a parte mais importante da notícia. terá três frases.
1° frase: longa e forte. Dizer o que aconteceu, geralmente com quem e onde. Mas isso pode mudar, é sempre o mais importante que deve aparecer aqui.
2° frase: apoia a primeira, dá informações complementares. Geralmente como se deu, quais foram as consequências.
3° frase: perspectiva do acontecimento.
2° parágrafo: desenvolver um tópico frasal, retornar ao gancho dando mais informações, Explorar as informações. Elas sempre aparecem de acordo com sua relevância. Os demais parágrafos vão nessa mesma linha. Não há uma quantidade certa, depende da massa de informação que você possuir.
3° ou último parágrafo: informações burocráticas do tipo organizadores, horários de funcionamento, telefones, sites,contatos. Tudo isso sempre por último.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------
fotos do passeio de sábado, em Praia da Armação - sul da ilha de Florianópolis
Você vai precisar de MUITA informação. O máximo que puder.
1° parágrafo: lead. a parte mais importante da notícia. terá três frases.
1° frase: longa e forte. Dizer o que aconteceu, geralmente com quem e onde. Mas isso pode mudar, é sempre o mais importante que deve aparecer aqui.
2° frase: apoia a primeira, dá informações complementares. Geralmente como se deu, quais foram as consequências.
3° frase: perspectiva do acontecimento.
2° parágrafo: desenvolver um tópico frasal, retornar ao gancho dando mais informações, Explorar as informações. Elas sempre aparecem de acordo com sua relevância. Os demais parágrafos vão nessa mesma linha. Não há uma quantidade certa, depende da massa de informação que você possuir.
3° ou último parágrafo: informações burocráticas do tipo organizadores, horários de funcionamento, telefones, sites,contatos. Tudo isso sempre por último.
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fotos do passeio de sábado, em Praia da Armação - sul da ilha de Florianópolis
sábado, 31 de março de 2012
Televisão sem fama
"(...)Dessa forma, não é surpreendente constatar a a alta proporção de jovens inciantes e recém-formados que sonham em trabalhar com telejornalismo, porque gostam - para serem visos por uma audiência de milhões, em lugares exóticos do planeta, apreciando o que algum colaborador da cobertura internacional chamou, certa vez, de "banco da frente da história". Em resumo mesmo que essa seja uma posição desconfortável, eles querem ser famosos."
do livro Telejornalismo de Ivor Yorke, página 123.
Cansei de ler esse tipo de comentário em livros e manuais de TJ.
E preciso dizer em um lugar público (no caso esse)
SOU ALUNA DE JORNALISMO, QUERO TRABALHAR COM TJ E NÃO QUERO TER FAMA. REPITO, NÃO QUERO SER FAMOSA!
Minha escolha pela televisão foi simplesmente pelo fato de ter a certeza que o jornalismo que vou fazer chegará a muito mais lugares. Minha escolha pela televisão foi simplesmente pelo fato de eu acreditar com todas as minhas forças que uma imagem produz mais impacto que um milhão de palavras. Minha escolha pela televisão se deu simplesmente pelo fato de eu me apaixonar loucamente pela produção ao entrar no estúdio pela primeira vez. E essa coisa de paixão não há muito como ser explicada.
Preciso deixar claro também que meu objetivo como jornalista de televisão não é ir no municipal cobrir o Ballet Bolshoi (eu quero ir ao municipal para ver o o Bolshoi e não para trabalhar). Meu objetivo é ir ao Oriente Médio e mostrar o que está acontecendo por lá. Tenho plena consciência que vou me deparar com cenas que a maioria das pessoas não vão ver pela televisão, como a pobreza extrema e milhares de pessoas mortas.
O lance todo é saber transmitir tudo isso que vou ver de forma sutil, sucinta e tocante. Esse é o barato da televisão, tocar pelas imagens, mexer com as sensações.
O de menos é a fama, o reconhecimento, o estrelismo.
Escutei um dia desses do meu professor que todo telejornalista tem que almejar ser o apresentador. Desculpe mas eu descordo totalmente. Meu objetivo passa longe da bancada do Jornal Nacional. Eu gosto da rua, da inconstância, da correria, do calor, da adrenalina, do transito, do perigoso. Eu gosto da apuração, gosto do povo, do contato com o real.
Sim eu quero ser jornalista de televisão, mas não para distribuir autógrafos nem apresentar o Jornal Nacional. Quero ser telejornalista para levar ao mundo a imagem que ninguém viu. Para estar do lado daquela senhora que perdeu sua casa depois de um bombardeio na Faixa de Gaza.
Não sei de onde todas essas pessoas que escrevem livros e artigos tiraram a ideia de que o estudante de jornalismo quer trabalhar na televisão para ser famoso. Se foi de pesquisas, eu estou fora delas e como na maioria dos casos me torno uma exceção.
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domingo, 11 de março de 2012
6: uma inevitável comparação
Exatamente 11 dias em Florianópolis. Exatamente 11 dias longe de casa, longe dos amigos, longe de meus pais. Exatamente como a 2 anos atrás. Só que dessa vez eu estou cozinhando e lavando roupas, porque não tenho minha mãe aqui do lado.
Exatamente os mesmos sentimentos de desencontros, felicidades efêmeras, desânimos, sorrisos passageiros, um pouco de desconforto, um pouco de insegurança e todo aquele blábláblá contraditório.
Mas não é disso que vou falar aqui, por que depois que você muda e muda de novo e de novo as coisas acontecem sempre como um dejavu e você supera e se acostuma, e sabe que vai melhorar.
O que me chamou muita atenção foi estudar a mesma coisa com pessoas diferentes. Em sentidos bons e ruins. Calma, eu vou explicar!
São dois pontos principais: O jornalismo na Rural é receptivo, é simpático, é materno. Todo mundo que chega lá de fora acaba achando sua turma. Todo mundo conversa, fica lado a lado, ajuda, trata bem, pergunta se precisa de alguma coisa, interage. Isso de alguma forma acontece, tanto pelos docentes, quanto pelos discentes. Jornal na Rural é o curso da integração, mesmo com tantos problemas, tá todo mundo ali lado a lado disposto a (quase sempre) ajudar o outro, trocar com o outro, doar-se ao outro.
Me lembro na entrada da segunda turma, vieram alguns calouros de outros estados e não tinham lugar para morar no primeiro dia de aula. Alguns veteranos abriram sua própria casa para eles passarem a noite.
Acho que nós, a primeira turma meio que aprendemos a ser ruralinos de uma forma instintiva. Essa coisa de ser amigo de todo mundo é meio exclusivo da Rural né.
O Jornalismo na UFSC é cada um por si e Deus contra todos. Pelo menos é assim que me sinto depois de uma semana frequentando aulas. Claro que todo mundo tem seu grupo, e todo mundo mais ou menos conhece todo mundo. Mas, a impressão que tenho é que eles não estão muito preocupados quando você chega de transferência ou de qualquer tipo de intercâmbio. Eles vão estar ali para tirar dúvidas e te dar oi, mas não para de fato ser seus amigos ou interagir com você, não para fazerem você ser do grupo. É fechado, não tem vivencia com ninguém além deles mesmos. São conhecidos na Universidade toda por serem 'metidos e se acharem'. Bem o reflexo do que a maioria da sociedade brasileira pensa dos profissionais da área. O jornaleiros da UFSC pensam neles mesmos, como algo isolado da Universidade. Programas feitos são consumidos pelos próprios, sem se preocupar muito com o que acontece no resto do campus.
O segundo ponto: O Jornalismo Rural é imaturo, inseguro, polemico (no pior sentido). TUDO que se coloca em discussão é resultado para 200mil comentários sejam contra ou a favor. E quando não, comentários pejorativos e sem relevância nenhuma. Zoação para o que (se foi exposto) deveria ter tratado com serenidade. E pior, NUNCA leva a lugar nenhum. Discussões e opiniões expostas num grupo do Facebook e que ninguém nunca toma uma atitude para resolver e melhorar. Ninguém nunca está aberto a novas sugestões e criticas construtivas para fazer de si mesmo pessoas melhores. Porque todo mundo já se acha o melhor! Atitudes de turmas de Ensino Médio que pouco estão se importando com o que é dado em aula e com o que deveria estar aprendendo com o professor. O que vejo na Rural são alunos que querem uma ementa fechada mas que não cumprem se quer a leitura obrigatória da disciplina, o que dirá ouvem e tiram duvidas sobre o que o professor propõe. E claro, depois acham SUPER correto ir escrever "cartas abertas" para reclamar da disciplina e dizer que NUNCA mais terão oportunidade de estudar algo do tipo e que não foi dado. Entre tantos outros exemplos que eu nem preciso ficar aqui citando. O que vejo nas três turmas de Jornalismo da UFRRJ é uma preocupação excessiva com o moralismo coletivo e pouquíssima preocupação em uma auto-reflexão.
Vejo na UFSC um Jornalismo maduro e disposto a aprender e sugar do professor tudo que ele pode oferecer. Vejo alunos interessados, dispostos e abertos a quantas possibilidades são necessárias. Alunos que mandam e-mail para o professor cobrando ementa para se atualizar da leitura obrigatória sem mesmo o professor ter citado sobre ela na aula de apresentação. Vejo alunos que estão disposto a aprender a mexer no programa de edição de áudio para se tornar um profissional preparado e não estão esperando que o professor pegue pela mão, sente do lado e ensine passo-a-passo. Vejo alunos que desde o primeiro semestre de faculdade são incentivados a participar do programa de rádio que os próprios alunos montaram por iniciativa própria e sem supervisão de professor nenhum. O que vejo no Jornalismo da UFSC são estudantes focados a se prepararem como bons profissionais e não esperando estimulo do professor para fazer isso e muito menos reclamando disso ou daquilo. Também vi professores comprometidos que começam a aula na hora que foi marcado e não admitem atraso por parte dos alunos. É como uma via de mão dupla, eles cobram e são cobrados.
E tenho apenas duas colocações a fazer:
a primeira
Sei que fazer comparações é meio chato e insuportável, mas foi inevitável depois de ler tantos cometários desnecessários no Grupo de Jornalismo UFRRJ. E estou expondo minha opinião em minha página pessoal, por se tratar de uma opinião pessoal! Queridos coleguinhas da Rural, pensem sobre comprometimento com sua futura profissão em primeiro lugar. Porque gostaria realmente que TODOS vocês ai tivessem a mesma experiência que estou tendo aqui para aprender um pouco sobre tudo isso. E o objetivo do post é exatamente esse: compartilhar a experiência!
a segunda:
preciso expor que todas as impressões que tive sobre o Jornalismo na UFSC foram em relação a primeira semana de aula, que podem sofrer milhares de mutações até julho.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sobre o ato de escrever: começar pelo final
Andava procurando um modo de explicar minha mudança em relação ao desespero inicial de nunca se tornar uma grande jornalista, de ser eternamente incompreendida, de toda dúvida em relação a tudo (como nesse ou nesse outro post). Depois de ler tantas coisas e pensar ainda mais sobre elas cheguei a uma conclusão que me parece óbvia agora:
todo o problema parte/partia do ato da escrita
A história tem começo, meio e possivelmente um fim. (que, certamente abre a porta para um novo começo).
O começo: antes de entrar para jornalismo eu tinha a certeza que isso era tudo que eu queria fazer e que com certeza desempenharia bem esse papel. Todas as pessoas ao meu redor também acreditavam nisso. O que, de certa forma, ficou bem confortável.
O meio: eu entrei para faculdade e pirei ao perceber que não era boa o bastante para estar ali e que o jornalismo não era nada do que eu achava e que eu não poderia dessa forma desempenhar o papel que acreditava e que eu não poderia desempenhar papel nenhum. Em resumo me senti um lixo.
O fim: Entendi que... Bom aí começa o post de hoje.
Quando eu surtei e me senti um lixo, procurei acreditar desesperadamente que poderia com certeza melhorar. Tentei de todas as formas escrever do jeito que agradava aquela ou aquela outra professora. Claro que cada uma me cobrava um estilo, claro que cada uma me falava uma coisa, claro que cada uma tinha um gosto diferente. O que mais me frustava era entregar um texto que eu sinceramente achava que estava bom e alguém me devolvia pedindo para eu trocar essa ou aquela palavra. Trocava. Passei a ser uma máquina. Fiquei um tanto (muito) desiludida com tudo isso. Eu não queria trocar a palavra porque isso mudaria todo o sentido do meu texto! Usar intelectuais ao invés de estudiosos faz toda a diferença para as entrelinhas!
E, por algum tempo tive dúvidas sobre o que eu de fato queria para o meu futuro.
Mas porque tantas dúvidas? Isso era tudo que eu sempre quis! Todos esses livros, esses textos, esses estudos, esse conhecimento! Escolhi ser jornalista justamente porque sempre quis saber e entender sobre tudo e todos, porque a minha paixão é por todas as profissões e, com o jornalismo eu posso ser todas!
Então, fui atrás do que eu achava que era bom pra mim, fui escrever de acordo com as regras. Fui escrever o final da história primeiro e resumir tudo em 10 linhas. Mas tudo isso se tornou um martírio! Era tão chato! Daí eu fui atrás das orações complexas e longas. Das palavras que a gente tira do dicionário de sinônimos do Word. As frases longas e complicadas também nunca fizeram meu estilo.
Me peguei perdida no momento em que eu tinha espaço para contar a história do jeito que eu queria. Em meio a tantas regras e exigências eu não conseguia ser mais eu mesma.
E então eu percebi que o barato de escrever é praticar como a dança: diariamente e com muito prazer. O lance da obrigação e das regras estraga toda a diversão. Abstrai de tudo e passei a escrever com as regras que meu coração faz.
Os maiores elogios do meu blog que ouço é em relação ao texto simples e verdadeiro. Orações curtas que significam. Entendi então que essa é minha forma de escrever, entendi o lance do estilo que os professores tanto falavam.
Não sou perfeita, meu texto muito menos. Minhas vírgulas nunca estão no lugar porque eu sempre emprego-as quando quero dar um ar dramático ou uma pausa para reflexão no texto. Do jeitinho que aprendi quando tinha 10 anos e estava sendo alfabetizada.
Não, eu não estou desprezando nada do que tenho aprendido na Universidade, no curso de jornalismo e com meus excelentes professores. Só parei de tentar provar para os próprios que vou ser uma grande jornalista porque escrevo bem. Só parei de tentar provar para mim mesma que preciso agrada-los com "bons" textos. ♫ Porque mentir para si mesmo é sempre a pior mentira... ♫ Afinal o bem, o bonito, o certo, o direito é sempre tão relativo!
Preciso apenas escrever, porque isso é com certeza muito maior que eu. Preciso escrever pelo prazer de ver letras formando palavras, pelo prazer de ver palavras formando frases, pelo prazer de ver frases formando histórias, pelo prazer de ver histórias formando vidas...
E isso talvez não fará de mim a melhor e mais excepcional jornalista, mas certamente fará de mim a pessoa mais feliz do mundo. E isso, por enquanto basta.
E claro, toda certeza serve somente para ser desconstituída.
todo o problema parte/partia do ato da escrita
A história tem começo, meio e possivelmente um fim. (que, certamente abre a porta para um novo começo).
O começo: antes de entrar para jornalismo eu tinha a certeza que isso era tudo que eu queria fazer e que com certeza desempenharia bem esse papel. Todas as pessoas ao meu redor também acreditavam nisso. O que, de certa forma, ficou bem confortável.
O meio: eu entrei para faculdade e pirei ao perceber que não era boa o bastante para estar ali e que o jornalismo não era nada do que eu achava e que eu não poderia dessa forma desempenhar o papel que acreditava e que eu não poderia desempenhar papel nenhum. Em resumo me senti um lixo.
O fim: Entendi que... Bom aí começa o post de hoje.
Quando eu surtei e me senti um lixo, procurei acreditar desesperadamente que poderia com certeza melhorar. Tentei de todas as formas escrever do jeito que agradava aquela ou aquela outra professora. Claro que cada uma me cobrava um estilo, claro que cada uma me falava uma coisa, claro que cada uma tinha um gosto diferente. O que mais me frustava era entregar um texto que eu sinceramente achava que estava bom e alguém me devolvia pedindo para eu trocar essa ou aquela palavra. Trocava. Passei a ser uma máquina. Fiquei um tanto (muito) desiludida com tudo isso. Eu não queria trocar a palavra porque isso mudaria todo o sentido do meu texto! Usar intelectuais ao invés de estudiosos faz toda a diferença para as entrelinhas!
E, por algum tempo tive dúvidas sobre o que eu de fato queria para o meu futuro.
Mas porque tantas dúvidas? Isso era tudo que eu sempre quis! Todos esses livros, esses textos, esses estudos, esse conhecimento! Escolhi ser jornalista justamente porque sempre quis saber e entender sobre tudo e todos, porque a minha paixão é por todas as profissões e, com o jornalismo eu posso ser todas!
Então, fui atrás do que eu achava que era bom pra mim, fui escrever de acordo com as regras. Fui escrever o final da história primeiro e resumir tudo em 10 linhas. Mas tudo isso se tornou um martírio! Era tão chato! Daí eu fui atrás das orações complexas e longas. Das palavras que a gente tira do dicionário de sinônimos do Word. As frases longas e complicadas também nunca fizeram meu estilo.
Me peguei perdida no momento em que eu tinha espaço para contar a história do jeito que eu queria. Em meio a tantas regras e exigências eu não conseguia ser mais eu mesma.
E então eu percebi que o barato de escrever é praticar como a dança: diariamente e com muito prazer. O lance da obrigação e das regras estraga toda a diversão. Abstrai de tudo e passei a escrever com as regras que meu coração faz.
Os maiores elogios do meu blog que ouço é em relação ao texto simples e verdadeiro. Orações curtas que significam. Entendi então que essa é minha forma de escrever, entendi o lance do estilo que os professores tanto falavam.
Não sou perfeita, meu texto muito menos. Minhas vírgulas nunca estão no lugar porque eu sempre emprego-as quando quero dar um ar dramático ou uma pausa para reflexão no texto. Do jeitinho que aprendi quando tinha 10 anos e estava sendo alfabetizada.
Não, eu não estou desprezando nada do que tenho aprendido na Universidade, no curso de jornalismo e com meus excelentes professores. Só parei de tentar provar para os próprios que vou ser uma grande jornalista porque escrevo bem. Só parei de tentar provar para mim mesma que preciso agrada-los com "bons" textos. ♫ Porque mentir para si mesmo é sempre a pior mentira... ♫ Afinal o bem, o bonito, o certo, o direito é sempre tão relativo!
Preciso apenas escrever, porque isso é com certeza muito maior que eu. Preciso escrever pelo prazer de ver letras formando palavras, pelo prazer de ver palavras formando frases, pelo prazer de ver frases formando histórias, pelo prazer de ver histórias formando vidas...
E isso talvez não fará de mim a melhor e mais excepcional jornalista, mas certamente fará de mim a pessoa mais feliz do mundo. E isso, por enquanto basta.
E claro, toda certeza serve somente para ser desconstituída.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Fala sério amiga
Só para aproveitar que a página nova do blog está pronta hoje eu vou falar de livros. Deixarei aqui um trecho do Fala sério amiga, de Thalita Rebouças.
Quando li esse livro ano passado tudo que me vinha a cabeça era uma pessoa, que eu achava que estaria ao meu lado para sempre. É uma pena que eu nunca me lembre que sempre é um tempo muito longo.
Enfim, eu vou falar do livro... Apensar de ser destinado a adolescentes trata de assunto relacionado a todos: amizade. Porque todo mundo tem amigos, porque todo mundo (ou pelo menos a maioria das pessoas) sabe da importância deles para nossa sobrevivência, para conseguirmos enfrentar a nossa luta diária da vida. O livro é narrado em primeira pessoa e cada capitulo é uma idade da personagem, contando as histórias da vida. Malu é a personagem principal do livro, é a mesma personagem em toda série "Fala Sério" da Thalita.
Enfim, vou deixar aqui dois pedacinhos (os meus preferidos). O primeiro fala sobre a escolha da profissão da Malu (ela quis ser jornalista). O segundo fala simplesmente sobre a melhor amiga. Acompanhem de qualquer forma...
"(...) Grito por socorro, mas como a praia é deserta o grito fica no vácuo. Estou no meio de duas bocas imensas, abertas no seu máximo(...). Eu olhando tudo desesperada, até que... Opa! Uma equipe de filmagem num barco mais adiante. Olho mais atentamente e reconheço é o Gugu. (...)entrevistando um ator cujo o rosto eu nunca vi na vida real, mas que no sonho era famosésimo e lindo de doer. Por alguma razão indefinida tenho super poderes e ouço a conversa:
_Como é a sensação de ser o primeiro , na história mundial da Playboy a posar na capa da revista? (...) Eu quero dizer para os meus amigos telespectadores que isso é um furo jornalístico(...).
A gente já está longe da areia e também do Gugu quando a cobra abocanha a focal urso. Vejo tudo preto e... pá! Acordo num salto, suada. (...) Uma pena ser um pesadelo tão idiota.
Idiota é pouco. Tentei buscar significados para esse sonho, mas estava difícil. Primeiro pensei que era um aviso para eu fazer biologia marinha. Ou mesmo que o sonho vinha para me avisar que o meu futuro estava na faculdade de dança, para me tornar uma talentosa e promissora guguzete(...).
Mas, um belo dia cheguei a conclusão de que o sonho não só queria me dizer uma coisa. Ele era um sinal para que eu cursasse a faculdade de jornalismo. Não por causa do super furo do Gugu, mas porque fico arrazada de pensar que os bichos querendo me comer estão me levando para uma ida sem volta, para o meio do nada e que, por causa disso, não vou poder sair correndo para contar para todo mundo que eu, Malu, sei que Mateus Zisfrdzlago vai ser o primeiro homem na história, na his-tó-ria!, a posar como veio ao mundo para a Playboy. A sensação que tenho no sonho é que pre-ci-so dividir isso com alguém. E preciso descrever o momento com detalhes(...) Sei que preciso contar para um, duas, milhões de pessoas."
p. 178 até 181
"Aprendi uma coisa ao longo dos anos: amigo é um dos bens mais preciosos que a gente tem. Podem me chamar de lunática mas, para mim, amizade é melhor que namoro, porque, se não houver nenhum contratempo no caminho, a gente sabe que é pra sempre. Família claro, é importante, mas amigo é tão importante quanto, pois é a gente que escolhe, é a família que a gente escolhe!
Amigo bom é aquele que está junto na hora da gargalhada, mas também na hora da tristeza. Amiga fofa é aquela que entende quando você está namorando e se afasta para ficar de chamego com o sortudo em questão, mas que lhe dá um puxão de orelha quando esse afastamento dura mais que o necessário.
Amiga é aquela que te dá bronca, que te avisa que a roupa que você está pensando em experimentar é brega, que te diz discretamente quando seu dente está sujo de feijão e/ou quando sa calcinha está aparecendo. É aquela que sabe ouvir calada quando você só quer saber de falar, que dá conselhos, você pedindo ou não (e continua dando, mesmo você fazendo exatamente o contrário do que ela aconselhou). Amiga é a pessoa para quem você pre-ci-sa contar um fofoca importante de primeira mão. Com amigas, a gente troca confidências, divide lamentos e vitórias, abraços e lágrimas. Amiga é aquela que a atura e a adora apesar (e por causa) dos seus defeitos.
No dicionário, amigo é aquele que ama, que demonstra afeto, que ampara, que defende, que é companheiro, camarada. Só que não diz que é aquele que diz "eu te amo" (...) cheguei a conclusão de que ouvir essas três palavras mágicas é tão gostoso quanto dizê-las. Faz bem para o coração, pra alma e para a auto-estima.
Eu e minha melhor amiga desde sempre somos amigas de verdade, daquelas que brincam, que brigam e fazem as pazes, mas que consegue, quando é preciso, falar sério
E seguimos assim, rindo, discutindo, sempre juntas pela vida a fora."
p211 até 214
informações gerais sobre o livro:
Título: Fala Sério amiga
Autor: Thalita Rebouças
Editora: Rocco
Quando li esse livro ano passado tudo que me vinha a cabeça era uma pessoa, que eu achava que estaria ao meu lado para sempre. É uma pena que eu nunca me lembre que sempre é um tempo muito longo.
Enfim, eu vou falar do livro... Apensar de ser destinado a adolescentes trata de assunto relacionado a todos: amizade. Porque todo mundo tem amigos, porque todo mundo (ou pelo menos a maioria das pessoas) sabe da importância deles para nossa sobrevivência, para conseguirmos enfrentar a nossa luta diária da vida. O livro é narrado em primeira pessoa e cada capitulo é uma idade da personagem, contando as histórias da vida. Malu é a personagem principal do livro, é a mesma personagem em toda série "Fala Sério" da Thalita.
Enfim, vou deixar aqui dois pedacinhos (os meus preferidos). O primeiro fala sobre a escolha da profissão da Malu (ela quis ser jornalista). O segundo fala simplesmente sobre a melhor amiga. Acompanhem de qualquer forma...
"(...) Grito por socorro, mas como a praia é deserta o grito fica no vácuo. Estou no meio de duas bocas imensas, abertas no seu máximo(...). Eu olhando tudo desesperada, até que... Opa! Uma equipe de filmagem num barco mais adiante. Olho mais atentamente e reconheço é o Gugu. (...)entrevistando um ator cujo o rosto eu nunca vi na vida real, mas que no sonho era famosésimo e lindo de doer. Por alguma razão indefinida tenho super poderes e ouço a conversa:
_Como é a sensação de ser o primeiro , na história mundial da Playboy a posar na capa da revista? (...) Eu quero dizer para os meus amigos telespectadores que isso é um furo jornalístico(...).
A gente já está longe da areia e também do Gugu quando a cobra abocanha a focal urso. Vejo tudo preto e... pá! Acordo num salto, suada. (...) Uma pena ser um pesadelo tão idiota.
Idiota é pouco. Tentei buscar significados para esse sonho, mas estava difícil. Primeiro pensei que era um aviso para eu fazer biologia marinha. Ou mesmo que o sonho vinha para me avisar que o meu futuro estava na faculdade de dança, para me tornar uma talentosa e promissora guguzete(...).
Mas, um belo dia cheguei a conclusão de que o sonho não só queria me dizer uma coisa. Ele era um sinal para que eu cursasse a faculdade de jornalismo. Não por causa do super furo do Gugu, mas porque fico arrazada de pensar que os bichos querendo me comer estão me levando para uma ida sem volta, para o meio do nada e que, por causa disso, não vou poder sair correndo para contar para todo mundo que eu, Malu, sei que Mateus Zisfrdzlago vai ser o primeiro homem na história, na his-tó-ria!, a posar como veio ao mundo para a Playboy. A sensação que tenho no sonho é que pre-ci-so dividir isso com alguém. E preciso descrever o momento com detalhes(...) Sei que preciso contar para um, duas, milhões de pessoas."
p. 178 até 181
"Aprendi uma coisa ao longo dos anos: amigo é um dos bens mais preciosos que a gente tem. Podem me chamar de lunática mas, para mim, amizade é melhor que namoro, porque, se não houver nenhum contratempo no caminho, a gente sabe que é pra sempre. Família claro, é importante, mas amigo é tão importante quanto, pois é a gente que escolhe, é a família que a gente escolhe!
Amigo bom é aquele que está junto na hora da gargalhada, mas também na hora da tristeza. Amiga fofa é aquela que entende quando você está namorando e se afasta para ficar de chamego com o sortudo em questão, mas que lhe dá um puxão de orelha quando esse afastamento dura mais que o necessário.
Amiga é aquela que te dá bronca, que te avisa que a roupa que você está pensando em experimentar é brega, que te diz discretamente quando seu dente está sujo de feijão e/ou quando sa calcinha está aparecendo. É aquela que sabe ouvir calada quando você só quer saber de falar, que dá conselhos, você pedindo ou não (e continua dando, mesmo você fazendo exatamente o contrário do que ela aconselhou). Amiga é a pessoa para quem você pre-ci-sa contar um fofoca importante de primeira mão. Com amigas, a gente troca confidências, divide lamentos e vitórias, abraços e lágrimas. Amiga é aquela que a atura e a adora apesar (e por causa) dos seus defeitos.
No dicionário, amigo é aquele que ama, que demonstra afeto, que ampara, que defende, que é companheiro, camarada. Só que não diz que é aquele que diz "eu te amo" (...) cheguei a conclusão de que ouvir essas três palavras mágicas é tão gostoso quanto dizê-las. Faz bem para o coração, pra alma e para a auto-estima.
Eu e minha melhor amiga desde sempre somos amigas de verdade, daquelas que brincam, que brigam e fazem as pazes, mas que consegue, quando é preciso, falar sério
E seguimos assim, rindo, discutindo, sempre juntas pela vida a fora."
p211 até 214
informações gerais sobre o livro:
Título: Fala Sério amiga
Autor: Thalita Rebouças
Editora: Rocco
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Thalita Rebouças
domingo, 4 de dezembro de 2011
Quando parei de correr atrás
O ano acadêmico quase chega ao fim com gosto de PELO AMOR DE DEUS ACABE LOGO! Apenas mais uma semana, uma revista que precisa estar pronta, uma mostra de dança meio sem sentido para mim e uma nota boa na prova de sexta. Dezembro chegou e eu, imersa a tantos acontecimentos e afazeres nem percebi. Meu aniversário cada vez mais próximo e eu nem ligando.
Consegui ter cabeça para programar minhas férias em Campinas e marcar a passagem (chego dia 10/12). Entretanto, o mais espetacular de um semestre tão longo, difícil, curto e fácil não foi nenhum desses estresses e confusões (porque tiveram conflitos internos, brigas com a turma, problemas de todas as espécies). O espetacular foi que quando eu resolvi parar de me estressar, parar de correr atrás, parar de pensar sobre o futuro (e aceita-lo), parar de me envolver tanto e apenar observar foi quando tudo aconteceu. Quando eu parei de me preocupar os sonhos correram atrás de mim e ligaram em meu celular mudando meu futuro. Engraçado essa vida...
Agora, nessa última semana tudo que tenho pensado é que morarei em Santa Catarina de março a junho ou julho de 2012. Que estudarei tevê e cinema e espero ser muito feliz.
Acredito muito que as coisas acontecem quando tem que acontecer e que nada acontece por acaso. Talvez um tempo longe do mundo me fará entender muitas coisas, ou ficar mais confusas com elas. Essencial não é entender o mundo, mas aprender aproveita-lo e ser feliz. Talvez esse tempo longe do mundo me fará perceber o quanto eu amo o Rio de Janeiro, o quanto eu amo a Cia de Dança da UFRRJ, o quanto as pessoas que estão aqui ao meu lado são importantes. Talvez não seja nada disso e eu descubra que de fato estou no lugar errado.
Eu não sei, e na verdade nem quero pensar sobre isso. Não quero pensar que as pessoas farão falta, nem quero me despedir. Porque afinal vão ser umas férias e depois eu poderei ter a oportunidade de voltar e corrigir o que eu vinha fazendo errado. Ou não, talvez nada disso aconteça.
Só sei que estou feliz, muito feliz na verdade, como há muito tempo eu não ficava.
E a proposito, seguirei a ideia da minha amiga Analine, enquanto estiver como aluna de Mobilidade Acadêmica estudando na Universidade Federal de Santa Catarina, usarei esse blog como diário de bordo, para que meus amigos possam acompanhar meu dia-a-dia catarinense. Na verdade, contarei todo o processo de mudança aqui também. Em fevereiro, procurai um lugar para morar. :)
Preciso voltar ao última semana de aula e aos intermináveis trabalhos acadêmicos
Consegui ter cabeça para programar minhas férias em Campinas e marcar a passagem (chego dia 10/12). Entretanto, o mais espetacular de um semestre tão longo, difícil, curto e fácil não foi nenhum desses estresses e confusões (porque tiveram conflitos internos, brigas com a turma, problemas de todas as espécies). O espetacular foi que quando eu resolvi parar de me estressar, parar de correr atrás, parar de pensar sobre o futuro (e aceita-lo), parar de me envolver tanto e apenar observar foi quando tudo aconteceu. Quando eu parei de me preocupar os sonhos correram atrás de mim e ligaram em meu celular mudando meu futuro. Engraçado essa vida...
Agora, nessa última semana tudo que tenho pensado é que morarei em Santa Catarina de março a junho ou julho de 2012. Que estudarei tevê e cinema e espero ser muito feliz.
Acredito muito que as coisas acontecem quando tem que acontecer e que nada acontece por acaso. Talvez um tempo longe do mundo me fará entender muitas coisas, ou ficar mais confusas com elas. Essencial não é entender o mundo, mas aprender aproveita-lo e ser feliz. Talvez esse tempo longe do mundo me fará perceber o quanto eu amo o Rio de Janeiro, o quanto eu amo a Cia de Dança da UFRRJ, o quanto as pessoas que estão aqui ao meu lado são importantes. Talvez não seja nada disso e eu descubra que de fato estou no lugar errado.
Eu não sei, e na verdade nem quero pensar sobre isso. Não quero pensar que as pessoas farão falta, nem quero me despedir. Porque afinal vão ser umas férias e depois eu poderei ter a oportunidade de voltar e corrigir o que eu vinha fazendo errado. Ou não, talvez nada disso aconteça.
Só sei que estou feliz, muito feliz na verdade, como há muito tempo eu não ficava.
E a proposito, seguirei a ideia da minha amiga Analine, enquanto estiver como aluna de Mobilidade Acadêmica estudando na Universidade Federal de Santa Catarina, usarei esse blog como diário de bordo, para que meus amigos possam acompanhar meu dia-a-dia catarinense. Na verdade, contarei todo o processo de mudança aqui também. Em fevereiro, procurai um lugar para morar. :)
Preciso voltar ao última semana de aula e aos intermináveis trabalhos acadêmicos
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sábado, 22 de outubro de 2011
essa semana passou.
Reproduzirei aqui o que consegui rabiscar por ai.
De 17 a 21 de outubro de 2011 aconteceu simultaneamente a primeira semana acadêmica de Curso de Comunicação Social da UFRRJ (Comunicar) e a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Foi uma longa e cansativa semana. Durante o dia eu procurava e cobria os eventos da SNCT e a noite eu fotografava e assistia as palestras da Comunicar. Os dias foram inspiradores, enquanto as noites foram desestimulantes. É, aparece novamente a questão: "Meu Deus, será que é isso mesmo que eu quero?" Tudo que foi dito deveria ter me animado, deveria ter me dado forças para continuar, deveria ter... não, não teve nada. A cada palavra vinham mais e mais duvidas e mais questões. Não consegui por hora tirar nenhuma conclusão sobre as palestras, descordei de algumas coisas, concordei com outras, não entendi tantas outras. Ao mesmo tempo que eu cobria eventos, entrevistava pessoas, aprendia coisas diferentes e me sentia feliz e completa.
E os pensamento se esgotaram. E minha cabeça ficou em branco. Não sei se foi de fato a Comunicar que me desanimou. Não sei se a SNCT me animou mesmo. Eu fiquei cansada. E ainda tenho poucas certezas sobre essa semana. Que passou.
Muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e por mais que eu tente não consigo expressar uma opinião sobre cada uma delas. Todas estão entrelaçadas e confusas. Sei que tem algo errado. Sei que tem algo que me incomoda. Em todos os lugares daquela Universidade, sempre tem um incomodo com algo. Entretanto eu ainda não sei dizer qual é o problema. E essa semana, que eu andei tanto por ali, talvez esse incomodo invisível tenha me sugado, tenha me consumido. Na sexta feira o incomodo já tinha se tornado uma irritação.
o fone de ouvido resolve o problema da irritação. ele resolve todos os problemas sempre.
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sábado, 1 de outubro de 2011
Mais uma vertente da profissão
Cada vez eu me apaixono mais.
Cada dia eu tenho mais dúvidas.
Cada momento eu tenho mais certeza de é que é isso que eu quero para a minha vida toda.
21 de setembro de 2011. Poderia ter sido qualquer outra quarta-feira comum de festas na Rural. Mas eu me levantei cedo, fui até o centro do Rio de Janeiro com a Letícia, montamos uma fantasia para ela, fizemos um lanche rápido e mal feito e fomos encontrar o novo professor de fotografia junto com um grupo de futuro jornalistas ruralinos no bairro da Glória.
Na verdade, pouco importa o que aconteceu até a chegada na Rádio Globo. Fascinante foi o que aconteceu lá dentro. Toda a galera estava muito animada com a visita, disso não há duvidas. Mas a maioria das pessoas que estavam ali (eu, principalmente) não faziam noção da magia do rádio.
Entramos e acompanhamos a principio uma gravação que seria colocada mais tarde. Depois fomos para outro estúdio e pudemos assistir toda a transmissão do programa que rola na rádio Globo das 13 as 15h na quarta.
Na verdade não aconteceu nada de muito diferente, foi uma transmissão animada, divertida. Acompanhamos a mesa de som por alguns momentos, a dinamicidade de como tudo acontece. Ao final do programa teve a sessão de fotos e depois uma volta pelo prédio da rádio.
O que mais me encantou no passeio não foi o que fizemos ali, foi a tensão e a apreensão que rola na hora do programa. Foi o dinamismo e a falta de rotina com que tudo acontece. Tudo exatamente cronometrado, precisa dar tudo certo, a coisa acontece na hora e não há como corrigir. Não há margem para erro.
E pesando bem, características que sempre prezei para o trabalho... falta de rotina, agilidade, tensão, instantaneidade.
Como sempre, eu dificilmente poderei explicar aqui o sentimento de acompanhar um programa de rádio. Eu sempre tento escrever coisas que não podem ser escritas. Não sei porque nem como, mas simpatizei com o lance do rádio. Gostei de ter contato com ele.
Cada dia eu tenho mais dúvidas.
Cada momento eu tenho mais certeza de é que é isso que eu quero para a minha vida toda.
21 de setembro de 2011. Poderia ter sido qualquer outra quarta-feira comum de festas na Rural. Mas eu me levantei cedo, fui até o centro do Rio de Janeiro com a Letícia, montamos uma fantasia para ela, fizemos um lanche rápido e mal feito e fomos encontrar o novo professor de fotografia junto com um grupo de futuro jornalistas ruralinos no bairro da Glória.
Na verdade, pouco importa o que aconteceu até a chegada na Rádio Globo. Fascinante foi o que aconteceu lá dentro. Toda a galera estava muito animada com a visita, disso não há duvidas. Mas a maioria das pessoas que estavam ali (eu, principalmente) não faziam noção da magia do rádio.
Entramos e acompanhamos a principio uma gravação que seria colocada mais tarde. Depois fomos para outro estúdio e pudemos assistir toda a transmissão do programa que rola na rádio Globo das 13 as 15h na quarta.
Na verdade não aconteceu nada de muito diferente, foi uma transmissão animada, divertida. Acompanhamos a mesa de som por alguns momentos, a dinamicidade de como tudo acontece. Ao final do programa teve a sessão de fotos e depois uma volta pelo prédio da rádio.
O que mais me encantou no passeio não foi o que fizemos ali, foi a tensão e a apreensão que rola na hora do programa. Foi o dinamismo e a falta de rotina com que tudo acontece. Tudo exatamente cronometrado, precisa dar tudo certo, a coisa acontece na hora e não há como corrigir. Não há margem para erro.
E pesando bem, características que sempre prezei para o trabalho... falta de rotina, agilidade, tensão, instantaneidade.
Como sempre, eu dificilmente poderei explicar aqui o sentimento de acompanhar um programa de rádio. Eu sempre tento escrever coisas que não podem ser escritas. Não sei porque nem como, mas simpatizei com o lance do rádio. Gostei de ter contato com ele.
ps. o lance mais legal é essa ai da mesa de som. *-*
domingo, 12 de junho de 2011
Literatura, jornalismo, textos, palavras...
Essa semana minha amiga de quarto (e de casa) estava terminando um texto para o Blog do ICHS e pediu que eu ouvisse o que ela escreveu. Em meio a tantos verbos objetivos, orações diretas, palavras que devem ser empregadas ao invés de outras, virgula no lugar certo, eu fiquei refletindo... Como é chato esse tal texto jornalístico!
Alguns dias antes, eu estava estudando e lendo Clarice Lispector com a finalidade de apresentar um trabalho na aula de Jornalismo Impresso II, para falar de crônicas. E foi inevitável não fazer a comparação entre os textos. Não que minha amiga tenha feito um texto chato, de maneira alguma, ele era até bem interessante e falava sobre uma palestra que aconteceu na Universidade e que eu não fui por pura preguiça e falta de vontade. Fato é que as crônicas de Clarice, os seus contos e suas frases subjetivas me encantam e me interessam bem mais. E pensando bem eu nunca gostei das coisas tão claras. Explicação demais perde toda a graça da interpretação e descoberta.
Mês passado, participei do Intercom Sudeste, em São Paulo. Durante os dias de Encontro eu vi e ouvi muitas coisas que me inspiraram, foi realmente uma recarga de energias. Uma das frases que mais me marcaram e que eu certamente levarei para toda a vida foi: "O jornalismo não pode ser objetivo, porque não falamos sobre objetos. Ele precisa ser subjetivo, porque falamos sobre sujeitos." E, então apesar entender, aceitar e concordar plenamente com isso eu fico me perguntado porque na faculdade a gente aprende totalmente o contrário?
Sim, eu me sinto totalmente incomodada com o jornalismo ultimamente. Quando mais eu estudo, mais eu aprendo, mais duvidas e aversões eu tenho. Mas não há como, me desculpe, eu não consigo me ver fazendo outra coisa. Entretanto eu usarei as palavras que uma outra amiga de minha casa me disse essa semana também: "Nem sempre o que a gente gosta de fazer é o que a gente faz bem."
Se um dia alguém descobrir o que eu faço bem, por favor me conta tá! Então eu passo a trabalhar com isso. Enquanto isso eu vou insistindo no que eu gosto. Ou no que restou para mim. :*
Alguns dias antes, eu estava estudando e lendo Clarice Lispector com a finalidade de apresentar um trabalho na aula de Jornalismo Impresso II, para falar de crônicas. E foi inevitável não fazer a comparação entre os textos. Não que minha amiga tenha feito um texto chato, de maneira alguma, ele era até bem interessante e falava sobre uma palestra que aconteceu na Universidade e que eu não fui por pura preguiça e falta de vontade. Fato é que as crônicas de Clarice, os seus contos e suas frases subjetivas me encantam e me interessam bem mais. E pensando bem eu nunca gostei das coisas tão claras. Explicação demais perde toda a graça da interpretação e descoberta.
Mês passado, participei do Intercom Sudeste, em São Paulo. Durante os dias de Encontro eu vi e ouvi muitas coisas que me inspiraram, foi realmente uma recarga de energias. Uma das frases que mais me marcaram e que eu certamente levarei para toda a vida foi: "O jornalismo não pode ser objetivo, porque não falamos sobre objetos. Ele precisa ser subjetivo, porque falamos sobre sujeitos." E, então apesar entender, aceitar e concordar plenamente com isso eu fico me perguntado porque na faculdade a gente aprende totalmente o contrário?
Sim, eu me sinto totalmente incomodada com o jornalismo ultimamente. Quando mais eu estudo, mais eu aprendo, mais duvidas e aversões eu tenho. Mas não há como, me desculpe, eu não consigo me ver fazendo outra coisa. Entretanto eu usarei as palavras que uma outra amiga de minha casa me disse essa semana também: "Nem sempre o que a gente gosta de fazer é o que a gente faz bem."
Se um dia alguém descobrir o que eu faço bem, por favor me conta tá! Então eu passo a trabalhar com isso. Enquanto isso eu vou insistindo no que eu gosto. Ou no que restou para mim. :*
sábado, 28 de maio de 2011
Renúncia.
É como se o mundo parasse e nada mais importasse além daquilo. É como se não fizesse sentido para ninguém além de eu mesma. É como se minha alma saísse de meu corpo e voasse. É o prazer, é o instantâneo. E tudo é saciado em alguns minutos, e todo nervosismo do mundo é depositado em alguém por alguns minutos, mas em seguida o nervosismo é trocado por uma intensa e inexplicável alegria. Chega a parecer egoísmo tanta alegria, chega a parecer egoísmo tanta satisfação para uma pessoa só. É o que chega mais perto de tentar explicar a sensação de estar em cima de um palco.
Horas de aulas, dores musculares constantes, paixões que se dividem, esforço, suor, dores, escolhas, exercícios que se repetem, piruetas, alongamentos, pernas altas, saltos altos, braços alinhados (ou não), perfeição, disciplina. Renúncia. Renúncia. Renúncia. Renúncia...
Renunciar o que? Seguir que caminho? Escolher que lado? Conciliar como? Manter como? Tentar como? E quando a vida não oferece oportunidades? E quando nada mais faz sentido além das horas de aulas? E quando já não há mais tempo para seguir? E quando a escolha já foi feita? E quando o corpo reclama, pede, pulsa? E quando as perguntas já não fazem sentido? E quando a vida já não mostra caminhos? E quando a paixão se torna maior que a razão? E quando a vontade do prazer se impõe sobre a obrigação do desejo? E quando a gente cresce? E quando já não há mais tempo para brincar? E quando a gente percebe que quiçá poderia ter acontecido? Ou que talvez nunca acontecerá de fato? E as dúvidas? O que fazemos com perguntas sem respostas? O que fazemos com tantas interrogações? Renunciar o que? O sonho? ou o prazer?
Já não há mais ninguém por perto que me faça parar, assim como já não há ninguém que insista que eu continue. O amor pela profissão diminui a cada dia, assim como a paixão pelo prazer grita dentro do meu peito. A minha consciência sussurra para eu seguir o sonho, o meu coração grita para esquece-lo. E os meus conceitos mudam. E minhas certezas se tornam questões. Desde de pequena eu tenho certeza que é sempre melhor seguir o coração, mas agora, enquanto percorro cada vez mais o mundo dos adultos, acho que devo seguir minha consciência.
Eu não quero entrar na questão amigos, mudança e saudades. Isso já é muito batido por aqui. Entretanto, é a minha maior falta. Eu tento desesperadamente não pensar, tento desesperadamente me desprender, tento desesperadamente ficar longe. E quanto mais eu tento mais eu penso, mais eu me prendo, mais eu me mantenho por perto. Eu tento desesperadamente me sentir inserida em todo esse novo mundo e tudo que eu consigo é me sentir feliz dentro de uma sala de dança com musica alta e uma sequência de jazz. O fato é que eu não me sinto inserida em grupo nenhum. Mas eu também não entrarei nessa questão, isso é assunto para outro dia. Quem sabe em um dia de reclamação e revolta com o mundo. Porque tudo que eu tento é não pensar nisso, tudo que eu tento é mentir para mim mesma dizendo que a fase de adaptação foi um sucesso.
Fato é que eu preciso fazer uma escolha, eu preciso decidir minha vida, eu preciso levar alguma coisa a sério de verdade. Fato é que eu não consigo. Porque nada nunca fez sentido de fato. E talvez nem a vida faça, mas ainda assim eu gosto muito de vive-la intensamente. E talvez seja essa intensidade e essa fascinação em querer viver tudo é que me dê tantas dúvidas, eu não sei bem o que quero. Eu sempre quis tudo! Eu sempre tive um apetite muito maior do que meu corpo e minha mente são capazes de absorver. Algumas pessoas não sabem o que querem por não querer nada. Eu não sei o que quero por querer tudo. E sinceramente, não sei o que é pior.
Talvez a maior dúvida já esteja resolvida. Porque o meu sonho é me tornar jornalista. Sempre foi esse. Sempre será esse. E todos os tipos de prazeres precisam ser aniquilados, afinal de contas, o prazer paralisa o desejo. E mesmo sem ninguém por perto para me dizer que esse é o certo, eu sei o que fazer. Essencial é ter consciência de que o certo é seguir o sonho, lutar por ele, não desistir dele. Mesmo quando ele se torna tão difícil a ponto de nem parecer mais sonho.
Renúncia. Renunciar. Abandonar. Desistir.Abdicar. Sobre as escolhas, sobre os caminhos a seguir... Talvez seja nós mesmos que construímos caminhos diferentes, nós construímos as portas a se abrirem. Eu ainda posso abrir qualquer uma das duas que construí e se mantém em minha frente. Mesmo que eu for julgada maluca por todos os outros. É como se ninguém mais importasse, ninguém mais entendesse, ninguém mais existisse, sou eu comigo mesma. Eu e as luzes. Eu e meu coração gritando. Eu e a música. Eu e os meus pés. Eu e eu mesma... Renúncia.
"(...)Renunciar é, sobretudo, um ato de coragem. E poucos conseguem praticá-lo. É fácil apegar-se. Difícil é desapegar-se.(...)" Carlos Romero
Horas de aulas, dores musculares constantes, paixões que se dividem, esforço, suor, dores, escolhas, exercícios que se repetem, piruetas, alongamentos, pernas altas, saltos altos, braços alinhados (ou não), perfeição, disciplina. Renúncia. Renúncia. Renúncia. Renúncia...
Renunciar o que? Seguir que caminho? Escolher que lado? Conciliar como? Manter como? Tentar como? E quando a vida não oferece oportunidades? E quando nada mais faz sentido além das horas de aulas? E quando já não há mais tempo para seguir? E quando a escolha já foi feita? E quando o corpo reclama, pede, pulsa? E quando as perguntas já não fazem sentido? E quando a vida já não mostra caminhos? E quando a paixão se torna maior que a razão? E quando a vontade do prazer se impõe sobre a obrigação do desejo? E quando a gente cresce? E quando já não há mais tempo para brincar? E quando a gente percebe que quiçá poderia ter acontecido? Ou que talvez nunca acontecerá de fato? E as dúvidas? O que fazemos com perguntas sem respostas? O que fazemos com tantas interrogações? Renunciar o que? O sonho? ou o prazer?
Já não há mais ninguém por perto que me faça parar, assim como já não há ninguém que insista que eu continue. O amor pela profissão diminui a cada dia, assim como a paixão pelo prazer grita dentro do meu peito. A minha consciência sussurra para eu seguir o sonho, o meu coração grita para esquece-lo. E os meus conceitos mudam. E minhas certezas se tornam questões. Desde de pequena eu tenho certeza que é sempre melhor seguir o coração, mas agora, enquanto percorro cada vez mais o mundo dos adultos, acho que devo seguir minha consciência.Eu não quero entrar na questão amigos, mudança e saudades. Isso já é muito batido por aqui. Entretanto, é a minha maior falta. Eu tento desesperadamente não pensar, tento desesperadamente me desprender, tento desesperadamente ficar longe. E quanto mais eu tento mais eu penso, mais eu me prendo, mais eu me mantenho por perto. Eu tento desesperadamente me sentir inserida em todo esse novo mundo e tudo que eu consigo é me sentir feliz dentro de uma sala de dança com musica alta e uma sequência de jazz. O fato é que eu não me sinto inserida em grupo nenhum. Mas eu também não entrarei nessa questão, isso é assunto para outro dia. Quem sabe em um dia de reclamação e revolta com o mundo. Porque tudo que eu tento é não pensar nisso, tudo que eu tento é mentir para mim mesma dizendo que a fase de adaptação foi um sucesso.
Fato é que eu preciso fazer uma escolha, eu preciso decidir minha vida, eu preciso levar alguma coisa a sério de verdade. Fato é que eu não consigo. Porque nada nunca fez sentido de fato. E talvez nem a vida faça, mas ainda assim eu gosto muito de vive-la intensamente. E talvez seja essa intensidade e essa fascinação em querer viver tudo é que me dê tantas dúvidas, eu não sei bem o que quero. Eu sempre quis tudo! Eu sempre tive um apetite muito maior do que meu corpo e minha mente são capazes de absorver. Algumas pessoas não sabem o que querem por não querer nada. Eu não sei o que quero por querer tudo. E sinceramente, não sei o que é pior.
Talvez a maior dúvida já esteja resolvida. Porque o meu sonho é me tornar jornalista. Sempre foi esse. Sempre será esse. E todos os tipos de prazeres precisam ser aniquilados, afinal de contas, o prazer paralisa o desejo. E mesmo sem ninguém por perto para me dizer que esse é o certo, eu sei o que fazer. Essencial é ter consciência de que o certo é seguir o sonho, lutar por ele, não desistir dele. Mesmo quando ele se torna tão difícil a ponto de nem parecer mais sonho.
Renúncia. Renunciar. Abandonar. Desistir.Abdicar. Sobre as escolhas, sobre os caminhos a seguir... Talvez seja nós mesmos que construímos caminhos diferentes, nós construímos as portas a se abrirem. Eu ainda posso abrir qualquer uma das duas que construí e se mantém em minha frente. Mesmo que eu for julgada maluca por todos os outros. É como se ninguém mais importasse, ninguém mais entendesse, ninguém mais existisse, sou eu comigo mesma. Eu e as luzes. Eu e meu coração gritando. Eu e a música. Eu e os meus pés. Eu e eu mesma... Renúncia.
"(...)Renunciar é, sobretudo, um ato de coragem. E poucos conseguem praticá-lo. É fácil apegar-se. Difícil é desapegar-se.(...)" Carlos Romerosegunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
A Jaula de Humanos

Leticia e Mari Mendes em minha casa. O plano de sábado era ir ao Shopping Via Parque, encontrar a Taís lá, visitar a Casa de Vidro do Big Brother Brasil 11. E fomos. Enfrentamos um calor (a)normal do verão carioca de ônibus. E logo que chegamos na Avenida Ayrton Senna, onde se encontra o shopping já pudemos perceber o tamanho do tumulto que aquela "Casa de Vidro" estava causando. Na entrada a fila de carros estava grande, e isso causava um pequeno congestionamento que se refletia no transito da avenida. Ao entrar no shopping não foi muito dificil encontrar o lugar procurado. Tanto pelo shopping não ser muito grande, quanto por a maioria das pessoas estarem se encaminhado para lá. E quando avistamos a casa foi a decepção: "Achei que isso fosse bem maior!". É isso que a mídia nos mostra sempre certo? A Grandeza!

E ao observar todas aquelas pessoas gritando:"Michelle, eu te amo!" comecei a me perguntar o que fazia com que elas amassem alguém que mal conhecem, e que a principio não tem nenhum talento em especial. E bom, dai vocês já podem perceber onde isso foi parar, é o instinto jornalisco onde quer que eu esteja. Na mesma hora eu e Leticia tivemos uma ideia: "Isso tem tudo a ver com o Necom! Vamos fazer pesquisa de campo (no campo!)" E a partir dai eu nao me importei muito com os Brothers, afinal eu assisto o programa nas terças feiras só para ouvir o (lindo) texto do Bial!

Começamos a programar as perguntas e até pensamos que seria legal tentar uma entrevista com um dos Brothers. Ou com o Vinicius Valverde. Só que jornalista não gosta de entrevista certo? Conseguimos conversar com uma moça da produção, Isabela.
Ela nos contou que não se precisa fazer muito coisa para as pessoas irem até o shopping. É só colcoar a casa lá e todo mundo vai, que as espctativas sempre são atingidas... Ah gente, fala sério! Brasileiro é mesmo alienado né? Pensem, os Brothers estão dentro de uma "jaula" de luxo, e as pessoas passam em frente a ela como num zoologico para ver animais, e todo mundo acha um máximo! E eu não vou ser hipócrita, eu também acho, eu fui lá ver. Claro que muito mais por curiosidade do que por amor as pessoas que estavam lá como animais. E refletindo um pouco mais, amor? Bem banalizada essa palavra, afinal de contas será que é possivel amar alguém que você não conhece? Que nem sabe da sua existencia? Talvez um pouco de exagera chamar de amor certo?

Entramos na fila, para passar em frente a "jaula" e ver o animais de perto. E na fila começamos a questionar umas meninas de 13 anos, sobre o amor que elas sentem pelo... Igor o nome dele? E elas super defendendo sabe? "Ah porque ele é sincero, ele foi injustiçado ao sair! Eu amo o Igor como uma relação de fã, ídolo sabe?" E eu: "Você acredita que é possivel ser 'você mesmo' em frente as cameras?" E ela: Não. Tem que jogar um pouco também né, por isso que eu gosto tanto do Igor, ele é tão sincero!" E eu continuo a me questionar depois de já ter entrevistado a garota: Como ele pode ser sincero e estar jogando? Ela não acabou de me dizer que não é possivel ser você mesmo diante das cameras? E essa coisa de ídolo? Meu Deus! O que ele faz para que ele se torne um ídolo? Qual é o talento dele?

Passar em frente a jaula é de fato muito interessante, os Brothers lá sorrindo, pulando, fazendo gracinhas, como verdadeiros macacos pedindo banana no Zoológico. A diferença é que eles pedem votos. "Me deixe voltar para A Casa!"

Casamos, eu, Leticia, Mariana, Taís. Fomos almoçar. E quando eu chego na Praça de Alimentação recebo o telefonema de minha mae: "Onde você tá? o Vinicius Valverde está aqui na minha frente, na fila pro almoço!" E lá fomos nós quatro, correndo para o outro lado da Praça de Alimentação com a minha mae. E dai aquela indecisão, ou a gente pode a foto, ou a gente pede as perguntas... A FOTO! Afinal de contas ninguém é de ferro! hahahahahaha.

E depois lá no meio da praça de alimentação encontramos a familia da Michelle. E ai sim resolvemos ser profissionais, fomos lá fazer as perguntas. "Você acha que sua filha está sendo a mesma pessoa lá dentro?" E a mãe: "Ela está sendo exatamente a mesma! Pena que ninguém ainda entendeu ela!" e eu: O que é mais importante? o dinheiro ou o auto reconhecimento, ou o reconhecimento das pessoas?" E o pai: "O dinheiro é importante, mas a midia muda muito a vida das pessoas também, quem não gosta de ser reconhecido?"
Pronto, a gente não precisa comtar mais nada depois disso né?
Vamos almoçar, eu estou morta e cansei de trabalho por hoje! Tchau!
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Trabalhos, Trabalhos, Trabalhos
É fim de período, e pior, é fim de ano! Mas eu tinha uma reportagem sobre "A Cultura de Festas na Rural" Incrivelmente eu fiz com calma, sem estar em cima da hora. Até porque vale 4 em P2. E diremos que são 4 pontos importantissimos pra quem não quer fazer optativa semana que vem! Enfim, eu me envolvi com a disciplina como deveria ter feito o periodo toda. Achei que o trabalho ficou razoavel. Mas o mais importante, eu me diverti muito trabalhando nele! Acho que é um bom sinal, afinal de contas isso é tudo que eu farei pelo resto de minha vida certo? Bom, ai está o resultado, espero que vocês se divirtam tanto quanto eu. Beijos!
Vida universitária é muito mais do que estudos.
Longe de casa, perto das Festas
Estudantes da Universidade Rural do Rio nos contam sobre as festas onde “tudo pode.”
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) é tradicionalmente conhecida por estabelecer bases no ensino agropecuário no país. Esse ano a UFRRJ completou o seu centésimo aniversário e vem se desenvolvendo com grande investimento federal e implantação de novos cursos. Uma faculdade aparentemente comum e tradicional. Dentro do Estado a realidade é outra. Quase todo carioca sabe que a tradição da “Rural” (como é popularmente conhecida) são as festas.
A Universidade fica localizada na cidade de Seropédica, no interior do Estado. A aproximadamente 70km do centro da capital, o que corresponde a um trajeto sem engarrafamento de em média 1h15min de carro. Essa enorme distancia, e a dificuldade de chegar até a cidade faz com que a maioria dos alunos se instale em Seropédica e permaneça lá a semana toda. De acordo com os alunos esse é o principal motivo de tantas festas. “A cidade é pequena e tem pouca coisa para fazer. Ficamos aqui a semana toda estudando, longe dos pais e sem ninguém por perto que nos impeça de fazer alguma coisa. As festas é o jeito que arrumamos de nos divertir!” – disse o Diego (eu preciso do sobre nome e idade), ex-estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e estudante do primeiro período de Licenciatura em Ciências Agrícolas. A principal característica dessas festas é o “tudo pode” e o “acontece de tudo”. Por isso elas são tão tradicionais e tão conhecidas.
As festas mais esperadas pelos estudantes são: “Barrados no Baile”; “Troca-Troca”; “Festa a Fantasia”; “Chopada de Administração” e “Chopada de Economia”. Falaremos mais sobre a dinâmica dessas festas logo abaixo.

Estudantes se divertem em Festa a Fantasia no Clube Social em Seropédica. A festa aconteceu dia 24/11/2010 e foi a ultima do período. Foi marcada por muita animação, música boa e fantasias criativas.
Estudantes nas Festas
Festas acontecem na maioria das faculdades. Festas na Rural acontecem praticamente toda semana, tudo acontece nas festas, e de tudo acontece nas festas. Kilber Moreira, 19 anos, estudante do segundo período de Comunicação Social nos contou que não ir a uma festa considerada muito tradicional é sinônimo de chegar desatualizado no dia seguinte para as aulas. Segundo ele o único modo de conseguir saber o que aconteceu é ir sondando com um e outro. Tentando variar de curso para curso, porque a visão também muda.
Sabendo de tantas festas, a principal questão que é levantada é: “Mas e os estudos? Não atrapalha?” Segundo a estudante do terceiro período de Ciências Econômicas Tamyris Mendonça de 20 anos, não. “As festas são para nos distrair e não para nos atrapalhar, quando tem que ir para aula às 8h da manhã depois da festa, a gente acorda as 7h e vai!” – ela continua nos contando com mais detalhes sobre as festas.
A pré-festa e o pós-festa
Considerando que a maioria das festas que acontecem na Rural são temáticas, quisemos saber com os estudantes como é a preparação das festas e o que acontece no dia seguinte delas. A Tamyris Mendonça nos respondeu essas questões.
Os alunos comentam e a principal divulgação é o velho boca-a-boca.
“A preparação para a festa começa no momento em que vemos a faixa divulgando-a.” Os alunos comentam e a principal divulgação é o velho boca-a-boca. “No dia da festa, é a única coisa que se comenta. A gente combina em casa que vai todo mundo se encontrar, o que cada um vai levar, e tem sempre aquela amiga que vai te emprestar uma roupa...” A estudante nos contou que a festa começa bem antes do horário, geralmente na casa de alguém. “São os esquentas”. É uma espécie de pré-festa, todo mundo se arruma junto, bebe alguma coisa, faz um lanche. Só depois todos vão para a festa.
As festas têm muita musica, geralmente com dois ambientes. “Os estudantes vão para se divertir, ver gente bonita, conhecer novas pessoas, e depois de um tempo você até reencontra pessoas só em festas. A faculdade é muito grande, não é fácil encontrar com todo mundo toda hora!” – comenta a futura economista.

A estudante de economia em sua casa, se arrumando para a Festa a Fantasia, que aconteceu no ultimo dia 24.
No dia seguinte, aula as 8h da manhã. Tamyris nos contou que a turma dela, no geral, não costuma faltar por conta da festa do dia anterior. Segundo ela o rendimento não é mesmo, eles ficam desatentos, com sono, mas não é algo que chega a atrapalhar a nota no final do semestre. “As vezes, quando sabemos que não vai ter nada de muito importante a gente até acaba faltando, mas não acontece com freqüência” – confessa.
As Festas Tradicionais e as nem tanto
Fizemos um levantamento das principais festas que acontecem na Universidade durante todo o ano. No geral cada festa acontece duas vezes por ano. Existe muitas festas, seria um papel muito difícil listar todas aqui. Tentamos nos concentrar nas mais comentadas entre os estudantes.
• Chopadas – cada curso tem a sua, geralmente acontecem no inicio do período. É a recepção para os calouros. Qualquer um pode ir na Chopada, até mesmo aqueles que são de outro curso.
• Barrados no Baile – Os homens são barrados até as 0h. as mulheres entram as 22h e têm direito a bebida liberada e dançarinos (homens).
• Troca-Troca – onde os homens se vestem de mulher e as mulheres se vestem de homem. O papel na hora da conquista também fica invertido.
• Festa a Fantasia – todos vão fantasiados. Existe um concurso da fantasia mais sexy e da melhor.
• Festa Pijama – todos vão vestidos como se fossem dormir
• Festa Hot – acontece a mesma coisa que na Barrados no Baile, mas com homens os homens não são barrados as 22h.
• Embalo na Viola – festa caracterizada por tocar apenas ritmos sertanejos e com musica ao vivo.
Vida universitária é muito mais do que estudos.
Longe de casa, perto das Festas
Estudantes da Universidade Rural do Rio nos contam sobre as festas onde “tudo pode.”
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) é tradicionalmente conhecida por estabelecer bases no ensino agropecuário no país. Esse ano a UFRRJ completou o seu centésimo aniversário e vem se desenvolvendo com grande investimento federal e implantação de novos cursos. Uma faculdade aparentemente comum e tradicional. Dentro do Estado a realidade é outra. Quase todo carioca sabe que a tradição da “Rural” (como é popularmente conhecida) são as festas.
A Universidade fica localizada na cidade de Seropédica, no interior do Estado. A aproximadamente 70km do centro da capital, o que corresponde a um trajeto sem engarrafamento de em média 1h15min de carro. Essa enorme distancia, e a dificuldade de chegar até a cidade faz com que a maioria dos alunos se instale em Seropédica e permaneça lá a semana toda. De acordo com os alunos esse é o principal motivo de tantas festas. “A cidade é pequena e tem pouca coisa para fazer. Ficamos aqui a semana toda estudando, longe dos pais e sem ninguém por perto que nos impeça de fazer alguma coisa. As festas é o jeito que arrumamos de nos divertir!” – disse o Diego (eu preciso do sobre nome e idade), ex-estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e estudante do primeiro período de Licenciatura em Ciências Agrícolas. A principal característica dessas festas é o “tudo pode” e o “acontece de tudo”. Por isso elas são tão tradicionais e tão conhecidas.
As festas mais esperadas pelos estudantes são: “Barrados no Baile”; “Troca-Troca”; “Festa a Fantasia”; “Chopada de Administração” e “Chopada de Economia”. Falaremos mais sobre a dinâmica dessas festas logo abaixo.
Estudantes se divertem em Festa a Fantasia no Clube Social em Seropédica. A festa aconteceu dia 24/11/2010 e foi a ultima do período. Foi marcada por muita animação, música boa e fantasias criativas.
Estudantes nas Festas
Festas acontecem na maioria das faculdades. Festas na Rural acontecem praticamente toda semana, tudo acontece nas festas, e de tudo acontece nas festas. Kilber Moreira, 19 anos, estudante do segundo período de Comunicação Social nos contou que não ir a uma festa considerada muito tradicional é sinônimo de chegar desatualizado no dia seguinte para as aulas. Segundo ele o único modo de conseguir saber o que aconteceu é ir sondando com um e outro. Tentando variar de curso para curso, porque a visão também muda.
Sabendo de tantas festas, a principal questão que é levantada é: “Mas e os estudos? Não atrapalha?” Segundo a estudante do terceiro período de Ciências Econômicas Tamyris Mendonça de 20 anos, não. “As festas são para nos distrair e não para nos atrapalhar, quando tem que ir para aula às 8h da manhã depois da festa, a gente acorda as 7h e vai!” – ela continua nos contando com mais detalhes sobre as festas.
A pré-festa e o pós-festa
Considerando que a maioria das festas que acontecem na Rural são temáticas, quisemos saber com os estudantes como é a preparação das festas e o que acontece no dia seguinte delas. A Tamyris Mendonça nos respondeu essas questões.
Os alunos comentam e a principal divulgação é o velho boca-a-boca.
“A preparação para a festa começa no momento em que vemos a faixa divulgando-a.” Os alunos comentam e a principal divulgação é o velho boca-a-boca. “No dia da festa, é a única coisa que se comenta. A gente combina em casa que vai todo mundo se encontrar, o que cada um vai levar, e tem sempre aquela amiga que vai te emprestar uma roupa...” A estudante nos contou que a festa começa bem antes do horário, geralmente na casa de alguém. “São os esquentas”. É uma espécie de pré-festa, todo mundo se arruma junto, bebe alguma coisa, faz um lanche. Só depois todos vão para a festa.
As festas têm muita musica, geralmente com dois ambientes. “Os estudantes vão para se divertir, ver gente bonita, conhecer novas pessoas, e depois de um tempo você até reencontra pessoas só em festas. A faculdade é muito grande, não é fácil encontrar com todo mundo toda hora!” – comenta a futura economista.
A estudante de economia em sua casa, se arrumando para a Festa a Fantasia, que aconteceu no ultimo dia 24.
No dia seguinte, aula as 8h da manhã. Tamyris nos contou que a turma dela, no geral, não costuma faltar por conta da festa do dia anterior. Segundo ela o rendimento não é mesmo, eles ficam desatentos, com sono, mas não é algo que chega a atrapalhar a nota no final do semestre. “As vezes, quando sabemos que não vai ter nada de muito importante a gente até acaba faltando, mas não acontece com freqüência” – confessa.
As Festas Tradicionais e as nem tanto
Fizemos um levantamento das principais festas que acontecem na Universidade durante todo o ano. No geral cada festa acontece duas vezes por ano. Existe muitas festas, seria um papel muito difícil listar todas aqui. Tentamos nos concentrar nas mais comentadas entre os estudantes.
• Chopadas – cada curso tem a sua, geralmente acontecem no inicio do período. É a recepção para os calouros. Qualquer um pode ir na Chopada, até mesmo aqueles que são de outro curso.
• Barrados no Baile – Os homens são barrados até as 0h. as mulheres entram as 22h e têm direito a bebida liberada e dançarinos (homens).
• Troca-Troca – onde os homens se vestem de mulher e as mulheres se vestem de homem. O papel na hora da conquista também fica invertido.
• Festa a Fantasia – todos vão fantasiados. Existe um concurso da fantasia mais sexy e da melhor.
• Festa Pijama – todos vão vestidos como se fossem dormir
• Festa Hot – acontece a mesma coisa que na Barrados no Baile, mas com homens os homens não são barrados as 22h.
• Embalo na Viola – festa caracterizada por tocar apenas ritmos sertanejos e com musica ao vivo.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Uma nova perspectiva sobre a Guerra Civil no Rio
Nunca Ignorar
Nunca se acomodar
Nunca Relaxar
Nunca Descansar
Nunca Desistir
Nunca se Intimidar
Nunca Fraquejar
Nunca Subestimar
Nunca Superestimar
Nunca Deixar Barato
Nunca Cochilar
Nunca Desligar
Ao acompanhar em diversas emissoras de televisão na última semana os acontecimentos do Rio de Janeiro consegui concluir algo muito diferente da maioria da população. Enquanto todos ficaram aterrorizados com os acontecimentos, eu fiquei fascinada com o trabalho de reportagem que interruptamente mostrava em tempo real os acontecimentos.
Meus olhos se enchiam e meu corpo ficava inquieto, eu não estava satisfeita ao ver as notícias chegando pela televisão. Eu queria desesperadamente estar lá, vestindo o colete a prova de balas e correndo atras dos carros de guerra. Eu queria passar a noite em claro vendo os onibus sendo queimados, entrando ao vivo com fogo atras. Eu queria amanhecer escrevendo a matéria da senhorinha que está assustada com os tiros na janela de sua casa.
E eu louca, fascinada o dia todo Globo, GloboNews, BandNews e derivados. E as pessoas olhavam para mim e perguntavam: "Você não cansa? Tá passando o dia todo a mesma coisa!" Mas jornalista não cansa, jornalista não desiste, jornalista não dorme, jornalista não pára...
E a cada nova notícia, cada novo acontecimento, cada nova explosão... Cada nova as minhas mão coçam, e meu corpo me impulsionam pára em um futuro próximo estar no meio desse mundo.
E essa paixão maluca e inexplicável me impulsiona para tudo isso.
É como Taciana Lobos me disse um dia: "Jornalismo é muito mais do que entrega, muito mais do que estilo de vida, muito mais do que simples paixão. Jornalismo é devoção." E faço dessas palavras as minhas palavras. Palavras de uma aspirante a jornalista, louca para estar no meio da guerra e mostrar para o resto do país o que está acontecendo.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Resenhar
você já teve aula de Comunicação e Linguagem Científica? ou dependendo do curso Metodologia de Pesquisa, algum derivado? Você com certeza aprendeu a fazer resenha então. Mas a sua professora te passou o exercício chato de ter que fazer uma? Com certeza passou, mas não na semana que você tem provas e precisava estudar ao inves de ficar quebrando a cabeça numa resenha certo?
Tudo bem, eu até me diverti, afinal o tema foi livre e eu pude me deliciar com meu livro preferido: "A menina que roubava livros".
Como o trabalho ficou até mais ou menos e como eu gosto muito do livro, colocarei o resultado aqui. Indico o livros para quem ainda não leu, vale a pena!
Ai vai:

Markus Zusak é um jovem autor de 35 anos. Conhecido principalmente por seus livros infanto-juvenis. O marco de sua carreira aconteceu em 2006 com o lançamento de “A Menina que Roubava Livros.”
O autor australiano cresceu a ouvir seu pai contar histórias da Alemanha Nazista e conseguiu conciliar muito bem essas histórias a uma ideia que já tinha anteriormente, a de uma personagem roubadora de livros. "Nós temos essas imagens das marchas em fila de garotos e dos 'Heil Hitlers' e essa ideia de que todos na Alemanha estavam nisso juntos. Mas ainda havia crianças rebeldes e pessoas que não seguiam as regras e pessoas que esconderam judeus e outras pessoas em suas casas. Então eis outro lado da Alemanha Nazista", disse Zusak numa entrevista com o The Sydney Morning Herald.
Em seu livro, o autor australiano consegue fugir de toda uma estrutura padrão, começando pelo narrador da história: a morte. Poético, assustador, emocionante, sarcástico, inteligente, o texto é envolvente até a última página. Mostrando como as palavras podem mudar a vida das pessoas, mesmo em meio a situações adversas.
Liesel Meminger é a garota de quem a morte resolve contar a história. Em meio à guerra, com tantas mortes, a menina se encontra três vezes com a narradora do livro, e a passa por ela às três vezes.
Abandona pela mãe, viu seu irmão mais novo morrer no caminho de sua nova casa. No enterro de seu irmão, numa cidadezinha no meio do nada, o coveiro deixa cair o seu livro de bolso, O Manual do Coveiro. Foi o primeiro livro que Liesel roubou. Ela viveu os próximos quatro anos em uma cidade próxima de Munique com um pai acordeonista e uma mãe lavadeira rabugenta. Ai desenvolve-se toda a história. A menina aprende a ler com o Manual do Coveiro, brigou, sentiu raiva das palavras, mas se reconciliou com elas. As palavras a principio faziam com que ela se lembrasse de seu irmão, era sua última lembrança dele. Depois os livros se tornaram sua maior paixão, sua razão de viver. E foram as palavras que a salvaram.
Novas histórias vão se misturando com a Liesel no decorrer do livro. A de seu pai acordeonista, sobrevivente da Primeira Guerra. A de sua mãe, lavadeira rabugenta com um ótimo coração. A do garoto Rudy, seu melhor amigo e o amor de sua vida. A do judeu Max, que ousou a apagar as palavras de Adolf Hitler para escrever uma nova história à Liesel. A da mulher do prefeito, com sua enorme biblioteca e sua tristeza incompreensível.
Todo esse drama mostra ao leitor a Segunda Guerra sob uma nova perspectiva, onde alemães também são boas pessoas e lutam para sobreviver em meio a tantas dificuldades e inconstâncias. Toda a história remete a uma reflexão sobre o poder transformador das palavras. Todas as entre linhas dão a certeza de que a vida não é fácil, mas vale a pena ser vivida.
O livro foi um marco para literatura do mundo todo. Permaneceu durante 43 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times. Hoje, o autor vive em Sydney, na Austrália.
beijos beijos beijos
que seja uma ótima semana, de provas.
Tudo bem, eu até me diverti, afinal o tema foi livre e eu pude me deliciar com meu livro preferido: "A menina que roubava livros".
Como o trabalho ficou até mais ou menos e como eu gosto muito do livro, colocarei o resultado aqui. Indico o livros para quem ainda não leu, vale a pena!
Ai vai:

Markus Zusak é um jovem autor de 35 anos. Conhecido principalmente por seus livros infanto-juvenis. O marco de sua carreira aconteceu em 2006 com o lançamento de “A Menina que Roubava Livros.”
O autor australiano cresceu a ouvir seu pai contar histórias da Alemanha Nazista e conseguiu conciliar muito bem essas histórias a uma ideia que já tinha anteriormente, a de uma personagem roubadora de livros. "Nós temos essas imagens das marchas em fila de garotos e dos 'Heil Hitlers' e essa ideia de que todos na Alemanha estavam nisso juntos. Mas ainda havia crianças rebeldes e pessoas que não seguiam as regras e pessoas que esconderam judeus e outras pessoas em suas casas. Então eis outro lado da Alemanha Nazista", disse Zusak numa entrevista com o The Sydney Morning Herald.
Em seu livro, o autor australiano consegue fugir de toda uma estrutura padrão, começando pelo narrador da história: a morte. Poético, assustador, emocionante, sarcástico, inteligente, o texto é envolvente até a última página. Mostrando como as palavras podem mudar a vida das pessoas, mesmo em meio a situações adversas.
Liesel Meminger é a garota de quem a morte resolve contar a história. Em meio à guerra, com tantas mortes, a menina se encontra três vezes com a narradora do livro, e a passa por ela às três vezes.
Abandona pela mãe, viu seu irmão mais novo morrer no caminho de sua nova casa. No enterro de seu irmão, numa cidadezinha no meio do nada, o coveiro deixa cair o seu livro de bolso, O Manual do Coveiro. Foi o primeiro livro que Liesel roubou. Ela viveu os próximos quatro anos em uma cidade próxima de Munique com um pai acordeonista e uma mãe lavadeira rabugenta. Ai desenvolve-se toda a história. A menina aprende a ler com o Manual do Coveiro, brigou, sentiu raiva das palavras, mas se reconciliou com elas. As palavras a principio faziam com que ela se lembrasse de seu irmão, era sua última lembrança dele. Depois os livros se tornaram sua maior paixão, sua razão de viver. E foram as palavras que a salvaram.
Novas histórias vão se misturando com a Liesel no decorrer do livro. A de seu pai acordeonista, sobrevivente da Primeira Guerra. A de sua mãe, lavadeira rabugenta com um ótimo coração. A do garoto Rudy, seu melhor amigo e o amor de sua vida. A do judeu Max, que ousou a apagar as palavras de Adolf Hitler para escrever uma nova história à Liesel. A da mulher do prefeito, com sua enorme biblioteca e sua tristeza incompreensível.
Todo esse drama mostra ao leitor a Segunda Guerra sob uma nova perspectiva, onde alemães também são boas pessoas e lutam para sobreviver em meio a tantas dificuldades e inconstâncias. Toda a história remete a uma reflexão sobre o poder transformador das palavras. Todas as entre linhas dão a certeza de que a vida não é fácil, mas vale a pena ser vivida.
O livro foi um marco para literatura do mundo todo. Permaneceu durante 43 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times. Hoje, o autor vive em Sydney, na Austrália.
beijos beijos beijos
que seja uma ótima semana, de provas.
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