Mostrando postagens com marcador guerra civil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador guerra civil. Mostrar todas as postagens

sábado, 31 de março de 2012

Televisão sem fama

"(...)Dessa forma, não é surpreendente constatar a a alta proporção de jovens inciantes e recém-formados que sonham em trabalhar com telejornalismo, porque gostam - para serem visos por uma audiência de milhões, em lugares exóticos do planeta, apreciando o que algum colaborador da cobertura internacional chamou, certa vez, de "banco da frente da história". Em resumo mesmo que essa seja uma posição desconfortável, eles querem ser famosos." 
do livro Telejornalismo de Ivor Yorke, página 123.

Cansei de ler esse tipo de comentário em livros e manuais de TJ. 
E preciso dizer em um lugar público (no caso esse)
SOU ALUNA DE JORNALISMO, QUERO TRABALHAR COM TJ E NÃO QUERO TER FAMA. REPITO, NÃO QUERO SER FAMOSA!
Minha escolha pela televisão foi simplesmente pelo fato de ter a certeza que o jornalismo que vou fazer chegará a muito mais lugares. Minha escolha pela televisão foi simplesmente pelo fato de eu acreditar com todas as minhas forças que uma imagem produz mais impacto que um milhão de palavras. Minha escolha pela televisão se deu simplesmente pelo fato de eu me apaixonar loucamente pela produção ao entrar no estúdio pela primeira vez. E essa coisa de paixão não há muito como ser explicada.
Preciso deixar claro também que meu objetivo como jornalista de televisão não é ir no municipal cobrir o Ballet Bolshoi (eu quero ir ao municipal para ver o o Bolshoi e não para trabalhar). Meu objetivo é ir ao Oriente Médio e mostrar o que está acontecendo por lá. Tenho plena consciência que vou me deparar com cenas que a maioria das pessoas não vão ver pela televisão, como a pobreza extrema e milhares de pessoas mortas. 
O lance todo é saber transmitir tudo isso que vou ver de forma sutil, sucinta e tocante. Esse é o barato da televisão, tocar pelas imagens, mexer com as sensações. 
O de menos é a fama, o reconhecimento, o estrelismo. 
Escutei um dia desses do meu professor que todo telejornalista tem que almejar ser o apresentador. Desculpe mas eu descordo totalmente. Meu objetivo passa longe da bancada do Jornal Nacional. Eu gosto da rua, da inconstância, da correria, do calor, da adrenalina, do transito, do perigoso. Eu gosto da apuração, gosto do povo, do contato com o real. 
Sim eu quero ser jornalista de televisão, mas não para distribuir autógrafos nem apresentar o Jornal Nacional. Quero ser telejornalista para levar ao mundo a imagem que ninguém viu. Para estar do lado daquela senhora que perdeu sua casa depois de um bombardeio na Faixa de Gaza. 
Não sei de onde todas essas pessoas que escrevem livros e artigos tiraram a ideia de que o estudante de jornalismo quer trabalhar na televisão para ser famoso. Se foi de pesquisas, eu estou fora delas e como na maioria dos casos me torno uma exceção. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Uma nova perspectiva sobre a Guerra Civil no Rio



Nunca Ignorar
Nunca se acomodar
Nunca Relaxar
Nunca Descansar
Nunca Desistir
Nunca se Intimidar
Nunca Fraquejar
Nunca Subestimar
Nunca Superestimar
Nunca Deixar Barato
Nunca Cochilar
Nunca Desligar

Ao acompanhar em diversas emissoras de televisão na última semana os acontecimentos do Rio de Janeiro consegui concluir algo muito diferente da maioria da população. Enquanto todos ficaram aterrorizados com os acontecimentos, eu fiquei fascinada com o trabalho de reportagem que interruptamente mostrava em tempo real os acontecimentos.
Meus olhos se enchiam e meu corpo ficava inquieto, eu não estava satisfeita ao ver as notícias chegando pela televisão. Eu queria desesperadamente estar lá, vestindo o colete a prova de balas e correndo atras dos carros de guerra. Eu queria passar a noite em claro vendo os onibus sendo queimados, entrando ao vivo com fogo atras. Eu queria amanhecer escrevendo a matéria da senhorinha que está assustada com os tiros na janela de sua casa.
E eu louca, fascinada o dia todo Globo, GloboNews, BandNews e derivados. E as pessoas olhavam para mim e perguntavam: "Você não cansa? Tá passando o dia todo a mesma coisa!" Mas jornalista não cansa, jornalista não desiste, jornalista não dorme, jornalista não pára...
E a cada nova notícia, cada novo acontecimento, cada nova explosão... Cada nova as minhas mão coçam, e meu corpo me impulsionam pára em um futuro próximo estar no meio desse mundo.
E essa paixão maluca e inexplicável me impulsiona para tudo isso.
É como Taciana Lobos me disse um dia: "Jornalismo é muito mais do que entrega, muito mais do que estilo de vida, muito mais do que simples paixão. Jornalismo é devoção." E faço dessas palavras as minhas palavras. Palavras de uma aspirante a jornalista, louca para estar no meio da guerra e mostrar para o resto do país o que está acontecendo.