Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de maio de 2014

qual é a vida real então?

Sou uma pessoa apegada. Me apego a uma bolsa, a um local, a um restaurante, a uma pessoa, a um sorriso. Me apego. Porque quando algo faz o nosso coração bater mais forte e transparece no sorriso não há como e nem porque não se apegar. (ok, até pode existir uma série de porquês, mas não vem ao caso). 
Eu fui muito apegada a escola, a amigos e a rotina que levava. Porque eu era sinceramente feliz, simplesmente feliz. Nessa época me diziam que essa não era a realidade. Eu fiz amigos, dos quais alguns ainda estão por perto e tanto outros já se perderam no caminho. E são mais de 4 anos, mais de 500km. Mas se fosse fantasia, será que os amigos dessa época ainda estariam por perto? 
Bom aí eu pensei, ok escola, hora de dar tchau. Oi vida real! E fui para a faculdade. Então eu me apeguei de novo, a amigos, a casa, a um campus lindo. Porque não há como não se apaixonar pela Rural. E me disseram de novo, essa não é a realidade da vida. Espere até você começar a trabalhar e pagar suas contas. Eu estou trabalhando e pagando contas agora. E já experimentei todas as aflições de não ter dinheiro, poder ser demitida, andar com o carro na reserva, virar a noite estudando, trabalhar até muito além da hora, não ter tempo para comer no dia. Mas agora a faculdade está acabando e eu tenho a sensação de que nada foi real. Será que os amigos vão ficar por perto como os da escola? 


Então, onde fica a vida real? Será mesmo que tudo a gente vive até os vinte e poucos anos é tudo uma fantasia?
Um dia me disseram que os amigos que levamos para a vida toda são os da faculdade, porque eles vão te acompanhar em sua profissão. Desculpe, eu preciso discordar do "senso comum" e dizer que os amigos que levo para a vida toda são aqueles que me escolhem, que não desistem de mim, que insistem ao meu lado. 
Claro que a faculdade faz da gente outra pessoa. Claro que todas as pessoas passam e contribuem para isso. E claro que depois de terminar o curso a gente sai conhecendo um monte de gente com a mesma profissão que a nossa, no caso da Rural, gente que não é também! 
Mas e agora? Será que vai começar mesmo a vida real? Talvez já seja tarde para isso né vida? 


Talvez a minha vida real seja cheio de sorrisos, de amigos e de bons momentos. Talvez a vida real que eu construí seja conseguir continuar sorrindo mesmo quando o chão some em baixo dos meus pés. Mas as vezes as coisas ficam tão difíceis que até o habitual sorriso se torna uma dificuldade e a vontade é de ficar deitada na cama o dia todo. Mas a gente não tem uma vida de fantasia para manter? Ou é essa mesmo a vida real? 


quarta-feira, 1 de maio de 2013

sobre a morte, de novo

Tenho andando com pânico da morte, sério!
Porque morrer é mesmo uma coisa de louco. Assim como viver.
Porque a vida é realmente louca e eu ando enlouquecendo por isso.
Sei lá, por mais que eu acredite que todo mundo vai pro céu depois (não, não todo mundo, mas o que merecem) e toda aquela coisa que te ensinam na igreja, bom a gente não vai mais viver como pessoas. Não vamos ter famílias, amigos, sorrisos...
E depois que a gente morrer tudo fica aqui! MEU DEUS, é desespero demais pensar nisso! Eu realmente ando desesperada em relação a tais pensamentos. Porque viver é a melhor coisa do mundo, porque respirar, comer, dormir, tomar banho, ficar a toa, ir pra balada, dançar, isso é essencial para a vida! E por mais que tudo seja lindo no céu, ai Jesus como eu vou viver sem comer?
E porque eu passo horas em frente ao computador editando um programa de rádio ou escrevendo um artigo se depois nada disso vai valer? E porque eu penso que preciso continuar comendo, dormindo e indo ao banheiro se depois nada disso vai valer?
Sério, é de ficar louca, é de perder todo o sentido da vida!

Desculpem abandonar tudo isso aqui por tanto tempo. O semestre na faculdade foi constantemente desesperador. A vida anda difícil em todos os sentidos. A única coisa me faz continuar seguindo é o tamanho do amor que tenho por viver. E tenho vivido bons momentos, ao lado de pessoas ótimas! Tenho sorrido muito e estado com meus pais de bom humor pelo tempo que é possível. Eu tenho dado muitos risadas com meus pais também. Mas eu realmente preciso formar, e isso também está me deixando maluca! Porque o tempo não passa, ele se arrasta.
É a vida com sabor de agridoce. É a montanha-russa da vida. E por mais que a montanha-russa me faça subir e descer toda hora eu também me divirto muito nela. Eu também dou risada constantemente com ela!

Prometo que não vou parar de escrever, vou tentar ao menos. Porque isso me faz bem, porque isso faz parte de mim.



 Estou mais loira e de franja
 Mudanças fazem bem!
 Elas me fazem olhar no espelho e sorrir!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

a vida parou

Aquele momento em que sua vida meio que para e você não consegue enxergar um caminho para seguir. Como se todas as portas tivessem se fechado e como não fizesse sentido nenhum nada do que você está fazendo. Até porque você tem feito pouquíssimas coisas e talvez esse sentimento de nada faz sentido seja exatamente esse.
A vida parou e eu tenho horror a ficar parada. Me acostumei a ter algum tipo de estímulo, a ter motivos para levantar da cama todos os dias. Me acostumei a te rum objetivo e uma busca.
Aquele momento em que você pensa em tudo que planejou para sua vida e vê que não realizou nem metade do que queria e que percebe que o tempo não para nunca. Sábio mesmo era o Cazuza, que já sabia disse desde a década de 80.


Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para

terça-feira, 3 de julho de 2012

devaneios da madrugada

comecei a escrever sobre a vida.
sobre todos os milhões de sentimento que permiam minha cabeça e meu coração diariamente.
sobre mais um daqueles post melancólicos e dramáticos que não farão sentido nenhum daqui uns meses. ou que até farão, mas que eu vou achar tudo uma idiotice de novo.
porque sentimentos vão e voltam e depois que eles vão agente acha que nem foi tão forte e devastador quanto pareceu na hora.
porque eu faço com que todos os sentimentos sejam excluídos, sejam exterminados. é melhor para todos, é mais fácil para mim.
tem sido cada vez mais difícil me concentrar em outras coisas e deixar tudo isso pra trás, apensar de ter certeza que preciso fazer disso um passado. 
até porque a vida toda é sempre um passado.
acho que é esse o assunto de hoje, o passado, o tempo. parece tudo meio estranho e dramático. parece tudo meio...
ontem era hoje e amanhã vai ser hoje que se tornará ontem. tudo e nada. depois de um monte de anos vivendo a gente morre. e meu maior desespero é morrer tendo simplesmente passado pela vida. por isso me apaixono, por isso aceito, por isso tento dormir pouco, por isso tento desfrutar de tudo, por isso tento me privar de nada, por não guardo dinheiro. eu vou morrer afinal e toda essa maravilha de vida vai acabar. por isso agradeço todos os dias em continuar a respirar. por isso morro de vontade de fazer as maiores loucuras e mais do que isso, busco sempre estar ao lado das pessoas que fariam todas e qualquer loucuras por mim, para mim e comigo. por isso tento fazer todas e qualquer loucuras para, com e por aqueles que eu acho que vale a pena. 
afinal é tudo uma loucura. e todos deveriam participar dela, se entregar a ela.


ainda assim é tudo uma contante contradição, porque eu comecei esse post dizendo que bloqueio sentimentos, que não vivo, que prefiro esquecer e fingir que nada aconteceu. prefiro deixar no passado e continuar sorrindo.
talvez porque sorrir e viver intensamente seja algo que deveria ser sinônimo, embora não seja. ainda assim eu costumo acreditar que são e continuo sorrindo, e continuo bem, e continuo feliz. mesmo que não seja nada disso, mesmo que seja tudo isso junto. 
acho que cada um tem seu jeito de viver, acho que cada um tem seu jeito de encarar a realidade, não sei o que é certo ou errado. não sei o que é bom ou não. não sei se vou morrer feliz vivendo assim, desse jeito inconstante e contraditório.só sei que tudo que tenho buscado é felicidade, só sei que tenho feito apenas as coisas me deixam com um sorriso no rosto por uma semana depois de ter durado apenas 1min. porque eu acho que são elas que valem a pena. mesmo assim continuo bloqueando. o bloqueio é a forma que tenho de tentar continuar sorrindo, de tentar continuar vivendo, de tentar não simplesmente passar pela vida. e vai continuar assim, até que alguém me prove ser tão louco quanto eu e que eu tenha certeza que vale a pena.