Dia sem neve e muito, muito frio. Porque quando você pensa que não dá para o seu corpo sentir mais frio a temperatura abaixa um grau e até parece que abaixou dez.
Fui para escola e tive uma boa manhã. As vezes acho que eu sou louca, porque as vezes eu me sinto a inteligente que sei tudo na aula de inglês. As vezes eu me sinto a mais burra de todas e as vezes eu me sinto normal, igual a todo mundo. É que as vezes parece que todo mundo sabe de tudo, que ninguém encontra dificuldade em nada. Daí eu me desespero, como se só eu tivesse dúvidas.
Claro que não é né! Todo mundo deve ter dúvidas e dificuldades a superar. Deve.
Fomos no restaurante que tinha arroz de novo. Comi o mesmo prato, mas dessa vez com batata-frita ao invés de salada. Eu acho que tenho comido muitos vegetais aqui em casa, e comprei uma garrafinha de água para deixar na bolsa e eu lembrar de tomar o dia inteiro. Comi batatas-frita ao invés de salada sem peso na consciência.
Depois fiquei andando pela cidade e resolvi entrar na biblioteca. Lá dentro tem um museu e bom, claro que tem muitos livros! É fascinante, só para começar. É mais bonita que a da UFSC e tem livros novos e é uma biblioteca pública!
Vi várias mães com crianças lendo ou brincando nos diversos lugares que são disponibilizados para isso lá dentro. Chama-se library in touch ou algo desse tipo. E eu achei genial os pais levaram os filhos pequenos para um biblioteca em uma terça a tarde! Tipo, muito estou incentivando você a ser cult meu filho. Ou imagina, ter memórias de infância dentro de uma biblioteca!
Caminhei até em casa depois de dar aquela volta normal pela cidade.
Na jante teve um prato que se chama Quiche, delicioso! Eu perguntei se eles compravam pronto ou faziam em casa. O meu host dad falou que ele que fez e eu pedi para ele me ensinar. Ele me passou os ingredientes e o modo de fazer, mas me falou que vai fazer comigo durante a semana que vem para me ensinar melhor. Um fofo!
Depois subi, fiquei papeando, estudando e "treinando o inglês" pelo skype. (sqn)
não tenho fotos, me encantei demais com a biblioteca para lembrar de tirar fotos de lá!
"O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.” LISPECTOR, Clarice
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
dia 11 - biblioteca
sábado, 5 de maio de 2012
um vício
Hoje fiquei durante duas horas dentro de uma livraria, sem se preocupar nem me dar conta do tempo.
Fiquei subindo e descendo escadas, olhando livro por livro. Estante por estante. Me perdi no tempo e no espaço. Como se algo me chamasse para dentro, como se algum imã me puxasse cada vez mais pra dentro.
Já fiquei mais que duas horas perdida em meio a livros, estantes e autores. Já fiquei mais que duas horas mergulhada em uma história, em meio a centenas de páginas e personagens.
Ler é como viajar sentado no sofá, na cama, ou na poltrona de um ônibus. É fazer amizades e viver a vida de pessoas imaginarias, com super poderes ou com sofrimentos que nem você mesmo suportaria. É adquirir experiência sem precisar se dar mal depois te ter feito uma burrada. Ler é se envolver em uma história ao ponto de chorar, gargalhar e até sentir medo enquanto o personagem em questão sente todas essas sensações.
Eu sempre tento explicar, sempre tento entender, sempre tento me colocar no lugar. Mas na real, a experiência que se tem com um livro é única e intransferível. A imaginação que me faz ler um livro e mergulhar nele é certamente diferente porque possivelmente você leu o mesmo livro e não acho de todo inspirador e envolvente quanto eu.
Nenhum livro é ruim, se você não gostou de algo que leu é porque simplesmente aquilo não foi escrito para você.
Minha paixão pelos livros começou com um tal de Menino Maluquinho, de Ziraldo. Depois ela passou por uma tal de Meg Cabot e nesse momento aí até tentaram enfiar em minha cabeça alguns 'clássicos' de Machado de Assis ou José de Alencar. Alguns foram digeríveis. Outros não. Ultimamente ando lendo tudo que me indicam, tudo que vejo na frente, tudo que seja de fácil acesso. Alguns eu gosto, outros não.
Mas é como uma droga, que vícia, que é necessário, toda hora, todo momento. Eu preciso estar lendo algum livro. Eu preciso de uma cabeceira ocupada por um livro. Eu preciso ter livros novos na estante, mesmo sabendo que vai demorar para le-los. Eu preciso ter uma estante lotada, cheia, explodindo de livros. Muito mais do que eu preciso ter uma sapateira lotada por exemplo. Sim, eu tenho mais livros que sapatos. Eu adoro sebos, adoro o cheiro de livros velhas e as páginas amareladas. Eu adoro bibliotecas e todas aquelas estantes gigantes cheia de novas histórias, de novas coisas para conhecer. Eu pararia tudo que estou fazendo por uma boa literatura, por um bom texto, por uma boa conversa entre eu e mais umas 700 páginas. Eu deixaria de dormir por um bom livro (como já deixei algumas vezes).
Tudo meio louco demais. Mas não seria um vício se não fosse louco e incompreensível.
Fiquei subindo e descendo escadas, olhando livro por livro. Estante por estante. Me perdi no tempo e no espaço. Como se algo me chamasse para dentro, como se algum imã me puxasse cada vez mais pra dentro.
Já fiquei mais que duas horas perdida em meio a livros, estantes e autores. Já fiquei mais que duas horas mergulhada em uma história, em meio a centenas de páginas e personagens.
Ler é como viajar sentado no sofá, na cama, ou na poltrona de um ônibus. É fazer amizades e viver a vida de pessoas imaginarias, com super poderes ou com sofrimentos que nem você mesmo suportaria. É adquirir experiência sem precisar se dar mal depois te ter feito uma burrada. Ler é se envolver em uma história ao ponto de chorar, gargalhar e até sentir medo enquanto o personagem em questão sente todas essas sensações.
Eu sempre tento explicar, sempre tento entender, sempre tento me colocar no lugar. Mas na real, a experiência que se tem com um livro é única e intransferível. A imaginação que me faz ler um livro e mergulhar nele é certamente diferente porque possivelmente você leu o mesmo livro e não acho de todo inspirador e envolvente quanto eu.
Nenhum livro é ruim, se você não gostou de algo que leu é porque simplesmente aquilo não foi escrito para você.
Minha paixão pelos livros começou com um tal de Menino Maluquinho, de Ziraldo. Depois ela passou por uma tal de Meg Cabot e nesse momento aí até tentaram enfiar em minha cabeça alguns 'clássicos' de Machado de Assis ou José de Alencar. Alguns foram digeríveis. Outros não. Ultimamente ando lendo tudo que me indicam, tudo que vejo na frente, tudo que seja de fácil acesso. Alguns eu gosto, outros não.
Mas é como uma droga, que vícia, que é necessário, toda hora, todo momento. Eu preciso estar lendo algum livro. Eu preciso de uma cabeceira ocupada por um livro. Eu preciso ter livros novos na estante, mesmo sabendo que vai demorar para le-los. Eu preciso ter uma estante lotada, cheia, explodindo de livros. Muito mais do que eu preciso ter uma sapateira lotada por exemplo. Sim, eu tenho mais livros que sapatos. Eu adoro sebos, adoro o cheiro de livros velhas e as páginas amareladas. Eu adoro bibliotecas e todas aquelas estantes gigantes cheia de novas histórias, de novas coisas para conhecer. Eu pararia tudo que estou fazendo por uma boa literatura, por um bom texto, por uma boa conversa entre eu e mais umas 700 páginas. Eu deixaria de dormir por um bom livro (como já deixei algumas vezes).
Tudo meio louco demais. Mas não seria um vício se não fosse louco e incompreensível.
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