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sexta-feira, 26 de junho de 2015

quando a gente quer escrever e não consegue

quando a gente quer escrever e não consegue
quando a gente precisa externar mas não quer abrir mão
quando o chão sai debaixo dos pés e não há mais como caminhar
quando o caminho fecha e a gente é obrigado a voltar para buscar um facão para abrir.

quando a gente quer escrever e não consegue
quando a gente precisa externar e não quer abrir mão
porque falar é fazer real
porque contar para alguém é fazer com que n]ao seja mais exclusivamente nosso.
possessivo, egoísta

quando a gente quer escrever e não consegue
quando a gente quer externar e não quer abrir mão
quando a gente não consegue lidar com a diferença
de idade, de religião, de pensamento, de geração

muda, mudança, movimento.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

dia 31 - Lisboa e... problemas

Tive um dia inspirador. Consegui entender porque Camões conseguiu falar tão bem de amor. Não que Lisboa seja uma cidade romântica, longe disso. A cidade é poética, literária... inspiradora e não há como descrever melhor. É como se um mundo de histórias andasse em cima de seus ombros. Todas aquelas igrejas antigas e ladeiras. Sem contar os elétricos né! Lindinhos!



Não foi um dia muito diferente de todos os outros como turista que passei. A maior diferença é que andei por ladeiras o dia todo. Com todas aquelas ruas de paralelepípedos e prédios velhos. Nada muito lindo, grande ou cheio de luxo. Simples, pacato e lindo. Então, a gente está andando e vê uma pracinha para sentar e sentir o vento bater no rosto. Porque o cidadezinha pra ventar em! Ou então a gente continua a andar e vê uma igreja antiga, ou um elétrico, ou um beco daqueles bem estreito que eu teria medo de passar sozinha se fosse a noite. Um beco cheio de escadas e com pouco iluminação, mesmo de dia, porque os prédios tampam a luz do sol. Cidade da luz e da sombra em todos os prédios.
Cidade dos butequinhos, restaurantezinhos, lojinhas, tudo daqueles antigos e pequenos.


Se eu escrevesse poesia poderia ter sentado ou encostado em qualquer lugar por aí e escrito, sobre qualquer coisa. Até sobre o amor! (não tão bem quanto Camões, claro!) Mas Lisboa me incentivou a escrever, me incentivou a estudar, me incentivou a ler. Me inspirou, me renovou. Sem falar que ainda tem aquele mar delicia para olhar a qualquer momento, e sem muito esforço, qualquer morrinho que se sobre é possível ter uma vista privilegiada. Conheci poucos lugares e poucas coisas é verdade. Tenho a impressão que a cidade não é tão preparada quanto o resto da Europa para o turismo, mas e daí? Quanto menos turistas melhor né?


Tudo correu bem, até que eu percebi que não tinha mais 1 euro na carteira. Precisei pagar o almoço no dinheiro porque não aceitavam meu cartão (sobre isso que eu falo a preparação para o turismo) e bom, fiquei sem dinheiro. Tentei sacar em Lisboa, não consegui. Quando cheguei em Cascais não consegui de novo. Dai tive que ligar para o meu tio ir me buscar no centro porque eu não tinha dinheiro para subir de ônibus. (a passagem de trem eu já tinha comprado ida e volta)
Cheguei em casa e entrei na internet para ver qual a treta do meu cartão e bom, ele foi bloqueado. Ou seja, eu não tenho 1 euro no bolso, e não tem como meu pai me mandar nada porque o cartão está bloqueado! Isso aconteceu, porque apareceu umas compras que eu não fiz em meu extrato e eu pedi para contestar e daí "por segurança" eles bloquearam! Vê se pode! Fiquei um tempão com minha mãe e meu pai no skype tentando resolver isso. Um estresse atrás do outro, num quero nem ver o tanto de coisas para resolver quando chegar no Brasil. Amanhã meu pai vai tentar mandar dinheiro pela conta do meu tio, ou algo assim, não sei ainda o quanto de tempo vou precisar ficar em prisão domiciliar sem dinheiro, hahahaha!
Mas ok né, nem tudo dá certo na viagem, se não não teria graça, não teria histórias para contar depois!
Apesar de tudo isso valeu o dia, Lisboa não me deixou perder o bom humor de sempre e me deu um novo sentido para minha vida universitária e pós-universidade. Planos e mais sonhos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Um poema: Me falta vida

Me falta inspiração para escrever
Me falta criatividade para escolher um tema
Me falta iniciativa para falar a verdade
Me falta tolerância para entender o próximo
Me falta amor para ver o mundo colorido
Me falta disposição para se manter por perto
Me falta paciência para esperar
Me falta calma para entender
Me falta amigos para conversar
Me falta noites para sair
Me falta finais de semana para me divertir
Me falta alguém especial para que eu chame de melhor
Me falta sorrisos
Me falta lágrimas
Me falta abraços
Me falta alegria

Me falta sabedoria para fazer a escolha certa
Me falta coragem para seguir o sonho
Me falta inteligência para entender o não dito
Me falta bons livros para me envolver
Me falta objetivos para buscar
Me falta paz para dormir
Me falta vento para embolar meus cabelos
Me falta música para acordar
Me falta filmes para ver
Me falta humildade para pedir perdão
Me falta conhecimento para entender o erro
Me falta ideias para gerar inovações
Me falta sorrisos
Me falta lágrimas
Me falta abraços
Me falta alegria



uma constatação: não escrevo poemas desde 2006 (que eu me lembre)