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quarta-feira, 7 de maio de 2014

qual é a vida real então?

Sou uma pessoa apegada. Me apego a uma bolsa, a um local, a um restaurante, a uma pessoa, a um sorriso. Me apego. Porque quando algo faz o nosso coração bater mais forte e transparece no sorriso não há como e nem porque não se apegar. (ok, até pode existir uma série de porquês, mas não vem ao caso). 
Eu fui muito apegada a escola, a amigos e a rotina que levava. Porque eu era sinceramente feliz, simplesmente feliz. Nessa época me diziam que essa não era a realidade. Eu fiz amigos, dos quais alguns ainda estão por perto e tanto outros já se perderam no caminho. E são mais de 4 anos, mais de 500km. Mas se fosse fantasia, será que os amigos dessa época ainda estariam por perto? 
Bom aí eu pensei, ok escola, hora de dar tchau. Oi vida real! E fui para a faculdade. Então eu me apeguei de novo, a amigos, a casa, a um campus lindo. Porque não há como não se apaixonar pela Rural. E me disseram de novo, essa não é a realidade da vida. Espere até você começar a trabalhar e pagar suas contas. Eu estou trabalhando e pagando contas agora. E já experimentei todas as aflições de não ter dinheiro, poder ser demitida, andar com o carro na reserva, virar a noite estudando, trabalhar até muito além da hora, não ter tempo para comer no dia. Mas agora a faculdade está acabando e eu tenho a sensação de que nada foi real. Será que os amigos vão ficar por perto como os da escola? 


Então, onde fica a vida real? Será mesmo que tudo a gente vive até os vinte e poucos anos é tudo uma fantasia?
Um dia me disseram que os amigos que levamos para a vida toda são os da faculdade, porque eles vão te acompanhar em sua profissão. Desculpe, eu preciso discordar do "senso comum" e dizer que os amigos que levo para a vida toda são aqueles que me escolhem, que não desistem de mim, que insistem ao meu lado. 
Claro que a faculdade faz da gente outra pessoa. Claro que todas as pessoas passam e contribuem para isso. E claro que depois de terminar o curso a gente sai conhecendo um monte de gente com a mesma profissão que a nossa, no caso da Rural, gente que não é também! 
Mas e agora? Será que vai começar mesmo a vida real? Talvez já seja tarde para isso né vida? 


Talvez a minha vida real seja cheio de sorrisos, de amigos e de bons momentos. Talvez a vida real que eu construí seja conseguir continuar sorrindo mesmo quando o chão some em baixo dos meus pés. Mas as vezes as coisas ficam tão difíceis que até o habitual sorriso se torna uma dificuldade e a vontade é de ficar deitada na cama o dia todo. Mas a gente não tem uma vida de fantasia para manter? Ou é essa mesmo a vida real? 


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

último ano

ATENÇÃO: se trata de post longo e cheio de lembranças, não comece a ler se não estiver disposto a saber sobre lembranças de terceiro no de ensino médio de uma garota chata que não fez bagunça e não matou aula para ficar bêbada.

Era 2002 e 2006. Depois foi em 2009 e agora é 2014. Ciclos que fecham em nossa vida e que são marcados por ciclos que fecham na escola enquanto ainda te obrigam a ser estudantes. Depois ciclos que continuam a se fechar por estudos porque você escolheu isso. Ou ciclos que se fecham pelo próprio caminho que você traçou.

Eu me lembro bem do meu 3° ano do Ensino Médio. Eu decidi que teria que ser o melhor. E desde que o ano começou eu sabia que seria o último naquela cidade, naquela realidade, com aqueles amigos e principalmente, naquela escola. E, hoje com mais consciência de tudo que já vivi e da responsabilidade que tenho com tudo que vou viver eu consigo perceber que desde muito nova eu sabia que estar onde eu estava não era o suficiente. E por esse mesmo motivo estou caminhando de modo tão diferente do que a maioria das pessoas que passaram e passam pela minha vida.
Eu acordava todos os dias as 5h45, pegava uma calça jeans o uniforme da escola, um chinelo ou um tênis, uns cadernos, uma bolsa cheia de roupa de ballet, tomava um copo de lite com chocolate, escovava os dentes, tentava fazer o meu cabelo ficar liso ou simplesmente prendia um rabo de cavalo, colocava um chapéu ou fazia com que a franja ficasse escondida. Saia de casa 6h25, encontrava o meu vizinho e caminhávamos até o terminalzinho perto de casa. Pegava o ônibus 6h35 e chegava no ponto da escola 7h55. Geralmente tinha alguém me esperando. Subia uma rua longa até a escola e a conversa era sempre qualquer futilidade que eu não lembro, ou a matéria da prova, ou a última fofoca, ou a programação do fim de semana, ou a programação de depois da aula (apensar de eu nunca ter tempo para nenhum dos dois).

Quando eu chegava no portão de trás (para que os alunos não ficassem na pracinha, como se adiantasse!) a diretora estava as 7h sorrindo, dando um carinhoso "Bom dia!" e pedindo para ver o nosso uniforme. Ela reclamou do meu uniforme cortado em forma de baby-look durante todos os 7 anos que eu estudei na escola, mas no 3° ano tenho a impressão que ela desistiu de mim (ainda bem!). Acho que foi aí que eu peguei a mania de dizer Bom dia todas as vezes que chego de manhã em qualquer lugar. Atravessava todo o pátio interno da escola, subia as escadas e eu ia para uma sala e a minha melhor amiga de Ensino Médio ia para outra. Eu decidi que precisava trocar de sala por motivos de ser odiada na sala que eu estava no 2° ano. Era engraçado o 3° ano. A realidade dentro da minha sala de aula era totalmente diferente do que a realidade no intervalo, entrada e saída da escola. Eu tinha que me dedicar a minha melhor amiga quando não estava na sala e podia ter outros amigos incríveis enquanto estava tendo aula.

Depois da escola eu tinha uma rotina diferente cada dia da semana, o que fazia com que ninguém (nem meus pais) soubesse onde eu estava a tarde, ao não ser quando a pessoa tinha que estar comigo. Eu podia estar no meu bairro dando aula para minhas alunas preferidas, ou podia estar no Projeto fazendo aulas de jazz ou dando aula para as minhas alunas amigas. Eu também podia estar na escola sendo monitora de matemática da 5° série ou na academia fazendo mais aulas de jazz. Só que eu também podia estar em qualquer outro lugar se encontrando escondido com meu então namorado. Costumava deixar um post it na buzina do carro do meu pai antes de sair para a escola para lembra-lo de onde ele precisava ir me buscar. Então todos os fins de tarde ele passava ou no projeto ou na academia e me levava até o pré-vestibular. Eu deixava o material da escola e a bolsa do ballet e pegava a apostila do cursinho. Atravessava a Av Brasil e sempre chegava cedo demais para aula. Mesmo assim entrava pelo portão lateral, mostrava a minha carterinha e ia para cantina ou para sala de estudos. As vezes eu ia direto para a minha sala de aula guardar lugar e tentar fingir que estudava alguma coisa. E quando dava 19h eu tinha que estar pronta, com outras 5 amigas do lado para encarar mais 4 horas de professores falando sobre coisas que eu já esqueci.

Eu me lembro de dormir nas aulas de física do 3° ano porque o professor do cursinho tinha explicado a mesma matéria na noite anterior. Me lembro de fazer a lição de matemática durante a educação física porque eu não tinha tido tempo de fazer em casa, na verdade eu nem tinha ficado em casa. Eu fazia alguns exercícios dos famosos Caderninhos do Aluno do Governo de São Paulo e trocava com a minha amiga de sala que tinha feito outros. Eu me lembro de copiar as redações que eu entregava no Pré-Vestibular para a professora de redação da escola. Também tinham as aulas que fazíamos reuniões de formatura ou de camiseta de formandos, para na verdade não assistir aula (eram sempre escolhidas a dedo, por exemplo aulas de Filosofia ou Sociologia, coisas desse tipo). E tinham as aulas que eu assinava uma autorização para que eu pudesse ir embora mais cedo para ir ao banco e não perder a aula de jazz a tarde. Tinham as quintas que passávamos pela diretora da escola as 7h e falávamos que entraríamos na 2° aula porque era dia de pastel. E nós realmente entrávamos na 2° aula. E teve um Diário de Bordo e um caderninho de lembranças desenvolvidos por mim e por minha melhor amiga. Teve dias que eu simplesmente quis ficar em casa dormindo e fiquei. Teve provas que eu descobri que teria no dia que ela seria aplicada. Teve aulas sentada no fundo da sala porque eu não queria fazer nada. E teve aulas que eu realmente não fiz nada porque eu achava mais importante fazer exercícios da apostila do cursinho. Eu de fato, fiquei pirada. Os intervalos eram em lugares que não poderiam me encontrar, geralmente perto da sala da diretora, onde tinha um sofá quentinho no inverno. Hoje em dia ele fica dentro da direção, o que impediria totalmente de passar lá o intervalo. Eu gostava de ficar no caminho que uma das professoras passaria na volta para a sala, porque ela me trazia amoras do estacionamento. Ah e também havia o sagrado salgado de salsicha: 10 min antes do sinal bater para o intervalo o dinheiro tinha que estar a mão e o material pronto para ser fechado em 2 segundos. Essa era uma das vantagens de sentar na primeira carteira em frente a porta, eu tinha o poder de sair da sala antes de qualquer outra pessoa. E também tinha a vantagem de estudar no corredor de salas mais perto do pátio de fora, onde ficava a cantina. Os salgados de salsicha se tornaram sagrados porque se eu não fizesse todo esse esquema de pegar o dinheiro antes, sentar perto da porta e (por sorte) estudar no corredor que ficava mais perto do pátio de fora eu jamais conseguiria o único salgado de salsicha que era vendido na cantina. Quantas vezes eu já não arrisquei minha vida descendo aquela escadaria de dois em dois degraus, correndo feito louca para garantir o meu lanche e para não pegar fila, claro!

O ano foi passando e eu tive que escolher que Universidade eu estudaria no próximo ano, isso incluiria me mudar de Campinas. Aconteceu também que eu precisava continuar estudando no pré-vest e eu já não tinha mais saco. E houve aquele desespero de não saber o que seria e como seria o ano seguinte. Eu não achava que podia existir vida pós escola. Eu não achava que podia existir uma ótima vida pós escola. E isso me deixava enlouquecida. Acho que só não pirei de vez porque tinha absoluta certeza do que eu queria fazer pelo menos. Eu já sabia que seria jornalista desde que eu entrei na 5° série. E não consigo imaginar outra profissão exatamente por ser a única que eu quis na vida. Mas me deixava enlouquecida o fato de eu não ter referências nenhuma sobre a faculdade e eu gostava tanto de ter tudo sob o meu controle absoluto. HÁ, coitadinha... O ciclo se fechou, hoje eu fico me perguntando se eu seria outra pessoa se não tivesse passado por isso, mas sei que eu estive exatamente no lugar que eu precisava e no momento que eu tinha que estar. E dois mil e nove passou e eu sobrevivi.
Não foi um ano que eu vivi adoidado como a maioria das pessoas que conheço. Eu não matei aula, não fiquei vagabundando no pré-vestibular, não fui pra balada e nem fiz nenhuma doideira. E não me arrependo de absolutamente nada, me tive um ano feliz e inesquecível. Eu não fui igual a todas as pessoas, mas de qualquer forma não é todo mundo que está estudando em uma Universidade Federal, não é todo mundo que foi selecionada para passar um semestre da graduação em outra federal do país...

Agora o último ano da faculdade vem chegando. Junto dele mais uma crise sobre o que fazer depois. E pesquisas sobre outros cursos, pós graduação, mestrado. Qualquer coisa que me mantenha estudando. Já que desde que eu me entendo por gente isso é tudo que eu faço na vida. Que se feche mais um ciclo. Que venha cheio de mudanças, pois hoje eu sei que são elas que me fazem, que me constroem. Eu já aprendi que eu nasci para as mudanças. Dois mil e quatorze, mais um último ano sombrio e desconhecido.

sábado, 26 de janeiro de 2013

o final do dia 20 e o dia 21

Eu fui para o centro da cidade, depois de um desencontro consegui encontrar o pessoal e ficamos andando por quase uma hora para encontrar um lugar que agradasse todo mundo.
Achamos um pubzinho tranquilo numa das travessas da rua principal.
Ganhei um cartão lindo dos meus amigos, e bom eu já falei deles no outro post e tudo, mas é sério, eu não poderia ter encontrado pessoas melhores para compartilhar comigo essa viagem.
E bom, isso é tudo sobre a noite. Foi bem divertida ótima para uma última noite, memorável eu diria.
Cheguei em casa bem tarde, dormi pouco e bom, eu precisava ir embora! Arrumei tudo e o fofo do meu host dad me levou até a estação de trem (ainda bem, porque olha eu sofri com essas malas em Paris hoje! mas vou chegar lá daqui a pouco!)
Peguei o trem até Ashford e de lá eu peguei o internacional para Paris. A estação de Ashford parece um aeroporto (na parte do embarque internacional, claro!). Nossa me senti num filme! Ok, isso já tá ficando batido aqui, eu sei! Mas é inevitável, sério!
A paisagem Inglaterra-França é linda, linda mesmo, mas meus olhos não respondiam e não consegui mantê-los abertos por muito tempo.
Cheguei em Paris e demorei uns bons minutos para conseguir destravar e perguntar para alguém da estação sobre um caixa eletrônico e sobre que metrô eu precisava pegar para vir para o hostel. Consegui, deu certo. Mas eu não gostei de Paris assim que cheguei. As pessoas são mal encaradas, mal humoradas, me deu medo. E a estação de metrô cheira xixi e a cidade é suja! eca! Nada como pintam sobre Paris. Comecei a implicar com tudo e com todos. Até que enquanto eu tentava achar o hostel e como de costume ninguém conhecia a rua, um casal de senhores se prontificou a me ajudar, até ligaram no hostel para pedir informação. Eles me falaram que foram ao Brasil e conheceram Salvador e Recife. Eu entendia pouco o que eles falavam porque eles quase não falavam inglês, então eu fiquei tentando entender francês meio que por osmose. Então eu achei o hostel graças a eles. Fiz check in, deixei minhas coisas, fiquei feliz porque tinha internet grátis e sai pro mundo. Conheci Notre Dame, Triunfos e Eiffel.


Eu coloquei em minha cabeça que estava com implicância com a cidade e resolvi que precisava aproveitar Paris. E realmente é romântico demais, excessivamente romântica, mas Paris não é o tipo de cidade que você se apaixona assim que chega e olha. E acha tudo lindo. Acho que é como quando você se apaixona por alguém, você vai gostando aos poucos da pessoa, conforme vai descobrindo e vendo quais são seus defeitos e suas qualidades. Paris não é uma cidade perfeita, na verdade passa bem longe disso, mas é adorável, porque a cada ponto turístico, a cada rua que você descobre você vê uma linda construção, ou algo muito fofo, ou algo simplesmente antigo que te deia fascinado. Comigo pelo menos está sendo assim, no decorrer do dia, a cada lugar que eu conhecia, cada rua que eu andava eu passava a simpatizar com o lugar, eu começa a gostar da cidade. E as pessoas, bom, elas continuam meio grossas, mas acho que meio o jeito europeu de ser sabe? Meio mal-humorado e fofo ao mesmo tempo. Não sei explicar direito, porque ao mesmo tempo que você acha que eles te odeiam porque você não fala sua língua e está no seu país de intruso, eles te tratam bem, te dão informação e te falam para ter um bom dia de passeio e se divertir e aproveitar. Sei lá, é estranho, mas acho que estou ficando enamorada por Paris, apesar de continuar xingando porque tudo é caro aqui.
Enfim, é quase como um caso de amor e odio.
Ah, quando estava saindo do hostel para andar, eu me dei conta que o relógio do meu celular não estava igual o rel[ogio da recepção do hostel, então eu me lembrei que estava em outro país e que tinha fuso-horário. Aff um país do lado do outro, pra que fuso Meu Deus? Só para ferrar a vida né?
Bom, agora estou aqui, já está tarde e acho que preciso dormir, amanhã continuo conhecendo Paris. E se acontecer algo de importante até a hora de dormir eu completo na att de amanhã.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

dia 19 e metade do dia 20

Na escola descobri que minha professora que eu tanto gostava foi para Austrália por problemas pessoais e deve voltar só depois que eu for embora. Ok, como eu sempre eu só descobri que ela é legalzinha na hora de ir embora. A professora de ontem muito muito legal sumiu e ninguém sabe dela... Enfim, vou tive aula o resto da semana com a professora de segunda-feira.
É chato saber que a escola vai acabar logo, mesmo tendo odiado muitas vezes o lugar, mesmo ter sido u saco voltar a estudar gramática de verdade (mesmo que em inglês), acho que aprendi bastante aqui, acho que vivi bons momentos aqui e pior ainda é me despedir dos amigos que fiz... Mas eu ainda estou contando o dia de ontem, então, espera!
Fui almoçar adivinhem? McDonalds, de novo, estou me sentido uma gorda!
Depois da aula voltei para escola, e esperei na internet até a hora da primeira aula da tarde terminar. Foi eu e um amigos para Ashford, uma cidade aqui perto que tem um bom outlet. Fica a 15min de trem, muito rapidinho!
Andamos, andamos, andamos e até que foi bom, meu me acabei na loja da Gap e o mais legal comprei duas calças jeans (DA GAP) por menos de 20P!
Voltamos logo porque era dia de Pub com a escola. Era uma Pub diferente e agente levou quase uma hora para achar o lugar. Por sorte, encontramos uma russa (ou algum país ali por perto, desculpa eu realmente não lembro o nome!) que tinha o nome e o endereço do lugar, porque nem isso a gente pegou (quer dizer, até perguntamos o nome antes de sair, mas não lembrávamos mais naquela altura do campeonato. Depois de passarmos em frente o Pub uma vez sem ter visto, da segunda conseguimos encontrar. Isso porque a cidade é pequena!
Era um lugar BEM legal! (eu ainda não tenho fotos, assim que aparecer no facebook eu coloco aqui!)
Primeiro acontecimento histórico da noite: o Pub tinha um cardápio! Porque aqui, geralmente, você pede a bebida no balcão como um bar, paga e pega tudo lá. Ok, eu ainda tinha que pedir a bebida no balcão e pagar lá, mas ok eles levam na mesa depois.
Segundo acontecimento histórico da noite: o primeiro item do cardápio era CAIPIRINHA!!!! Eu tinha comentado com o pessoal essa semana que estava com saudade de chegar no bar e pedir caipirinha! Fiqei bem feliz! Eu ainda podia escolher entre cachaça (sim tinha ç no cardápio) e vodka, preferi com vodka, mas fiquei feliz por ter cachaça aqui! (sei lá isso é tão tão brasileiro)
Foi uma noite divertida, cheia de risadas, amigos, histórias. Pena que acaba sempre tão rápido.
Vim para casa e me dei conta que troquei as sacola da Gap, fiquei chateada, mas falei com meu amigo na internet e trocaremos no dia seguinte de manhã.

Troquei as sacolas antes de sair de casa.
Fui para escola, tirei fotos com a brandeira do Brasil no intervalo, apresentei o carnaval do Brasil para os alunos (era um trabalho para falar sobre uma pessoa famosa no seu país), tirei fotos com os coleguinhas de classe no final da aula e recebi meu certificado que estudei na Stafford e as pessoas me disseram GoodBye. Convidei todo mundo para sair a noite para me despedir porque sou simpática!



Íamos todos almoçarmos no Pizza Hut, mas estava lotado, então fomos para o Subway. As pessoas foram para aula, eu fui no correio, na Poudland e vim pra casa arrumar malas. E aqui estou agora, tentando fazer tudo caber, arrumando papéis, com música brasileira tocando.
É estranho ter que ir embora, sei lá, você fica amiga das pessoas, é recebida numa casa, vive o dia a dia dessas pessoas e depois simplesmente vai embora com a possibilidade de nunca mais ver ninguém na vida! É estranho a amizade que você faz com as pessoas enquanto está em outro país, porque é tão pouco tempo e as pessoas ficam tão próximas! Vivem tanta coisa juntas! Eu conheci boas pessoas aqui, fiz bons amigos, sorri, vivi, conheci, aprendi. E agora é hora de dar tchau. Foi engraçado no almoço, a gente convidando os amigos para conhecer nossa cidade, a gente tentando marcar para nos vermos qualquer hora, ir para algum lugar. Ah doces planos!

Agora eu preciso acabar de arrumar tudo, depois eu vou me arrumar porque vou sair depois do jantar para encontrar meus amigos e ir para uma balada qualquer. Por isso eu já contei o dia de hoje, depois eu conto como foi a noite. Eu não sei com que frequencia eu vou conseguir acessar a internet em Paris, eu não sei com que frequencia eu vou ter disposição para conseguir atualizar. Prometo que vou me esforçar. Eu volto assim que der, prometo me manter viva!

Obrigada Inglaterra, é hora de dar tchau, é hora de encerrar mais um capítulo da vida. É hora da diversão agora, foi um mês intenso e com muitos estudos! Veeeeeeeeem Paris!!!!! *-*

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

dia 03

Dormi mal durante a noite. Acho que estava com medo de perder hora. Quando o celular despertou u tive vontade de ficar na cama, Lembrei imediatamente porque e tao  dificil acordar cedo no frio. Tomei coragem depois de uns 10min enrolando e fui me trocar. Arrumei tudo, desci tomei caf[e e sai. A cidade estava acordada e indo trabalhar/estudar.
Criancas com uniformes de filmes, adolscentes puns e fumantes, alias a cidade toda fuma!
Cheguei na escola, entreiguei meu passaporte, peguei um cracha e sentei em uma sala com varios ouros estudantes esperando pela tal prova de nivelamento. Na hoa de chamar para ir para sala foi por nacionalidade e acreditem eu encontrei uns 15 brasileiros so na sala de espera! Fiz uma prova cumprida de escrita, uma media de escutar e uma facil e simples falando.
Comecei a conversar com alguns brasileiros, dois meninos de Sao Paulo e um rapaz de Joinville. FIzemos tour pela escola, conversamos com o diretos, fomos apresentados aos funcionarios da escola, tivemos uma aula sobre as regras da escola e depois fomos liberardos para almocar. E o almoco foi BK. Os meus amigos basileiros teriam aula a tarde e eu nao. Fiquei perambulando pela cidade, olhando preco das coisas, olhando as lojas e pesquisando sobr eo que eu ia levar para o Brasil ou nao.
Tirei foto na entrada da cidade, estou fazendo as fotos turisticas aos poucos, porque tenho 3 semenas para isso.

Quando resolvi ir embora encontrei os meninos descendo da escola e resolvi dar mais uma volta com eles pela cidade. Foi nesse momento que encontramos o paraiso: uma loja com tudo por 1 pound. LINDO. ABSOLUTAMENTE TUDO por um pound!! Barras de chocolate, luvas, canecas, pilhas e tudo mais que se possa imaginar. E de pirar muito, mas eu so omprei uma luva que tira a ponta dos dedos para ficar mais facil de mecher no touch do celular. (:
Por volta das 17h local comecou a escurere, e 17:17 o ceu estava preto como se fosse 10 da noite! Fui pra casa, liguei o computador, conversei com as pessoas, meus hostparents chegaram do trabalho, jantamos pao sirio com frango empanado e salada. Vi tv com eles. (na verdade eu fico na sala para ter um momento de interacao com a familia porque a tv britanica nao e muio lgal nao) Ontem eu vi um programa tipo besteirol que era um pouco engracado. A minha hostmom adora!
Subi, falei com a minha mae no skype, tomei banho, li e dormi. Tava bem frio a noite.

terça-feira, 24 de julho de 2012

quinze, o último

Já estou no Rio desde o dia 11/07 mas estava evitando finalmente terminar esse diário de bordo. Talvez porque enquanto eu não fizesse isso em minha cabeça a mobilidade não acabaria, sei lá. Parece difícil imaginar a realidade ruralina outra vez. Mesmo já tendo ido a Seropédica, mesmo já tendo me estressado com meus amigos, mesmo já estar estudando comunicação de novo. Mesmo já tendo deixado a UFSC pra trás.
O balanço que preciso fazer desses quatro meses que passei longe de casa é o post que li no blog de uns amigos da UFSC.

"(...)E é nessas horas que você se dá conta de como é insignificante comparado ao tamanho do mundo. Ou que o mundo é pequeno demais para caber todos os seus sonhos. Depende de como se olha.

Você se dá conta que pode viver perfeitamente bem no mundinho em que você está e que tudo é estável. Mas algo falta. Quando você parte para outra cidade ou país, acha rapidamente os defeitos e virtudes do local. Admira, mas sente falta do lugar da onde você era.

Quando seu ciclo de amizades se transforma, você fica feliz por conhecer novas pessoas. Vê que existem milhares de homens e mulheres diferentes por todo o mundo. Ainda assim, sente falta daquele seu amigo retardado que só falava besteira.
(...)
Deseja que seus diferentes círculos de amizade fossem reativados e que você pudesse falar com todos. É quando se dá conta que nada disso é possível e que você não consegue se adaptar a lugar algum. E nem quer ser assim tão adaptado.

Nenhum lugar é tão perfeitamente feito pra você. Mas nenhum lugar também é tão ruim. Você não tem mais uma zona de conforto e seu “status quo” é único e exclusivamente, você mesmo.

E nessas horas que você consegue perceber a dimensão e beleza de cada lugar, de cada rosto, de cada sorriso. É assim que você aproveita mais o ambiente em que trabalha ou se diverte muito em uma simples saída com os amigos para comer cachorro quente. Tudo se torna melhor, mais bonito, mais crítico e também mais difícil.

Quem sabe isso seja apenas uma desculpa para aqueles que gostam de se aventurar, viajar, conhecer o mundo. Mas você já se perguntou até quando vai durar o mundinho em que você está tão perfeitamente feliz? E o que vai fazer depois disso? O que vai ser da sua vida?(...)"


leia aqui o texto completo

Voltei a mesma pessoa, voltei uma pessoa diferente. Não sei diferente em que, nem o quanto essa diferença vai gritar. Me sinto melhor, mais feliz, me sinto mais dona do mundo e ao mesmo tempo sinto que ele é tão grande que nunca serei capaz de ser dona nem de mim mesma. Mesmo assim tenho evitado meus amigos da UFSC, tenho evitado olhar fotos e sentir saudades. Tenho preenchido meu tempo com o máximo de coisas que consigo (isso não tem sido muito difícil, tenho feito nada e tudo nesses dias). Mas sei que um dia a saudades vai chegar desesperadamente e eu vou ter que sentir. Mas sei lá, as vezes acho que ela nem dói tanto assim mais. Até que ela chegue claro.
Não quero comentar sobre minha grande experiência profissional, porque tudo que relatei nos últimos meses por aqui... Mas mesmo aprendendo tantas coisas sobre minha futura profissão eu ainda aprendi coisas sobre a vida. O que mais me chamou a atenção e que eu preciso compartilhar aqui é que a gente aprende a fazer as coisas, ninguém nasce sabendo. Claro que tem um ou outro que nasce com o dom, mas isso não me impediu de aprender e estar caminhando para ser boa. A repetição leva a perfeição. Nunca acreditei muito nessa coisa de aprender a fazer, até que provei para mim mesma que seria capaz e acho que fiz um bom trabalho no final das contas.

E só para concluir, eu não quero prolongar demais, tudo em nossas vidas deixa marcas. Tudo que vivemos, aprendemos, sentimos, absolutamente tudo nos modifica, nos influência de alguma forma. E sempre deixamos um pouco de nós e sempre levamos um pouco dos outros.

Tchau UFSC, o sonho acabou.


a história toda

sexta-feira, 8 de julho de 2011

são esses...

1 ano, 5 meses e 1 dia. Tempo suficiente para reconstruir uma vida. Tempo suficiente para aprender costumes, gestos, falas, Tempo suficiente para adquirir confiança, conhecer e entender pessoas.
Hoje eu preciso reconhecer para mim mesma que é SIM tempo suficiente para ter conquistado amigos. Desculpe-me a contradição. Nos últimos meses tudo que tenho falado é da falta que amigos me fazem. Nos últimos meses tudo que tenho feito é reclamado para quem quer ouvir que não me sinto inserida e que amigos são só os que estão há 600km de distancia.
Resolvi parar de ser hipócrita. Cansei de ser vítima. Resolvi olhar para minha realidade e aceitá-la.
Aceitei que todas as pessoas são diferentes e que por mais que seja tudo que eu quero eu nunca vou encontrar amigos como os que tenho em Campinas. Entretanto percebi que isso não vai impedir de que eu encontre amigos. Desculpe-me isso parece obvio demais, todavia, só agora consegui admitir e entender. E, acho... melhor, tenho certeza, que esse que agora chamo com toda convicção de amigos precisam de um reconhecimento.
Foram as duas semanas mais corridas, intensas, e difíceis que eu tive esse período e todas as pessoas que convivem comigo diariamente na Rural não participavam de tudo que eu precisava fazer. Cada uma estava no seu mundo particular de final de período e eu estava em vários mundos ao mesmo tempo. No final dessas duas semanas eu percebi o quanto esses que convivo diariamente me ajudaram, estiveram ao meu lado e fizeram muito mais do que sua obrigação.
Limparam minha parte em casa, estudaram para Teoria II comigo dentro de um Teatro, me ouviram reclamar e me estressar, me aguentaram falando loucamente da prova de carro, se  preocuparam em pensar em mim durante a prova, me abraçaram todas as manhãs de cansaço,  sorriram e me deram um "Bom Dia" carinhoso que na maioria das vezes me desarmava do estrese, entregaram trabalho, me obrigaram a comer, me levaram doce, me mandaram dormir cedo, me emprestaram computador e internet... Eu poderia listar quantas outras coisas aqui, coisas que somente amigos fazem uns pelos outros.
E não há como agradecer, não há como demostrar, não há como explicar. Eu apenas me sinto na obrigação de pedir desculpas por ter demorado tanto tempo a perceber o quanto você se tornaram essenciais em minha vida. Com certeza se eu não tivesse amigos por perto eu não teria conseguido sobreviver a essas duas últimas semanas... Obrigada, Obrigada, Obrigada.
1 ano, 5 meses e 1 dia. Talvez eu ainda sinta falta, talvez eu sinta saudades para sempre. E é claro que as vezes tudo que eu vou querer são meus amigos de Campinas por perto. Eu sei que ainda há muito o que superar, eu sei que ainda há muito o que aprender. Hoje, eu consigo ver amigos ao meu lado, tudo muito diferente do que eu sempre tive, mas ainda assim amigos. E eu tenho me tornado quem eu sou graças a vocês... Obrigada Amigos Ruralinos! E isso é tudo que eu consigo dizer, mesmo não dizendo quase nada. O maior fato é que são vocês e que palavras são pequenas demais para explicar esse tipo de sentimento.

ps. eu não vou citar nomes nem colocar fotos, posso estar sendo injusta com alguém. Todos vocês sabem que me ajudaram de alguma forma. :)

sábado, 16 de abril de 2011

17 de dezembro de 2009.

Eu estava fazendo 18 anos. Doces 18 anos. Estava preparada (ou achava isso) para me mudar da minha cidade natal dali há 2 meses. Eu tive uma linda festa. Eu tive algumas amigas me dizendo coisas que eu nunca imaginei escutar. Eu tive uma despedida como ninguém teve. 1 ano e dois meses depois eu tenho certeza que dentre muitas pessoas que deixei para trás em Campinas, essas são as que nunca ficarão para tras em meu coração. O texto ainda me toca muito, talvez até mais do que me tocou há 1 ano e pouco atras. Porque só hoje eu consigo entender o verdadeiro sentido dele. Só hoje eu consigo perceber do que elas realmente estavam falando. Muito sábia essas minhas amigas.

Mariana,
Os anos se passaram e percebemos o quanto você é importante para nós. Você nos mostrou como uma amizade pode ser linda, quando existe verdade, companheirismo, carinho, amor e simplicidade. Ano que vem não será a mesma coisa sem você. É né, Rio 40 graus, mais um de seus sonhos sendo realizado.
Aquela menininha em que conhecemos na 5°série, hoje está se tornando uma grande mulher. E lhe desejamos nessa data muitas felicidades, saúde, amor e que Deus ilumine seus passos. Pois você merece tudo isso e mais um pouco.
Continue com esse sorriso maravilhoso que contagia a todos. É bom pararmos por aqui se não vamos ficar até amanhã dizendo o quanto você é maravilhosa. Viemos aqui fazer essa pequena homenagem e dizer o quanto TE AMAMOS.


Esse texto foi escrito em uma folha de guardanapo que estava sobre a mesa. As palavras são simples e ele é todo marcado pela oralidade. Mas cada vez eu leio eu çembro do rosto de cada uma, do olhos triste e felizes de cada amiga que permaneceu ao meu lado. E eu devo confessar que morri de medo de tudo isso acabar. Mas hoje, eu sou feliz, porque sim, eu tenho amigas de verdade que moram há 600km da minha casa e ainda assim permanecem por perto.

Mari Leite, Mi, Dane, Rentatinha, Leli, Nessa, Ju. eu amo vocês. sempre.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

TudoTemUmTempo



2009 foi um ano intenso. intenso de amizades. intenso de estudos. intenso de algrias. intenso de tristezas. intenso de lembranças. intenso de saudades.
mas quanto estudo. acho que eu não tinha estudado tanto em toda minha vida. as vezes eu não tinhas forças nem para abrir a apostila a noite no cursinho. ainda bem que eu tive ao meu lado as melhores amigas, os prefessores mais animados e divertidos. ainda bem que elas me deram forças para continuar. para estudar muito, muito, muito.

o ano chegou ao fim, veio os vestibulares. o médio ficou pra tras. a escola. o cursinho tudo acabou. e nada daquela resposta sabe? as minhas amigas do cursinho, umas passaram na publica. outras começaram particular. e algumas estão sem fazer nada, sem rumo. o pessoal da escola também, cada um segiu seu caminho. cada foi cuidar de sua vida. e a minha respota boa, nada de chegar!



E dai, quando eu já tinha perdido todas as esperanças. Quando nada mais parecia fazer sentido. Veio a grande noticia. É minha gente, eu passei no vestibular!
Durante o ano passado todo eu disse que não importaria onde, não importaria se fosse em ultimo. O que realmente importaria é entrar. E bem, eu estou lá dentro da Federal Ruaral do Rio de Janeiro



Ah, a sensação de trabalho bem feito é indescritivel. A felicidade é do tamanho do mundo! E aquele friozinho na barriga quando se entra no campus pela primeira vez. E aquele medo delicioso! Ah meus queridos, eu agora sou uma universitaria. 8)