Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de setembro de 2012

quantas outras eu poderia ter sido?


Me peguei pensando sobre como seria minha vida se eu tivesse seguido por outro caminho. Nunca tinha de fato reparado quantas escolhas eu já fiz, quantas coisas eu já deixei para trás, quantas outras possibilidades de vida eu poderia ter tido. Melhores? Piores? Mais felizes ou não? 


Na verdade eu nunca saberei o quanto eu seria mais feliz ou mais triste se tivesse escolhido mudar de academia de ballet aos 8 anos. Talvez eu tivesse me formado e me tornado um grande bailarina, uma grande professora. Talvez eu tivesse chego a mesma conclusão depois de um tempo e abandonado o ballet. E será que eu sorriria ao saber que tudo deu certo? Ou será que eu ficaria pensando que seria mais feliz se tivesse feito uma faculdade e me formado jornalista? 

Na verdade eu nunca saberei se eu seria mais feliz se eu tivesse escolhido ir para qualquer outra escola na 5° série. Porque isso mudaria toda a minha vida, todos os meus amigos, todos os meus amores. E quem sabe isso mudaria até meus objetivos de vida, minha futura profissão. Quem sabe eu não teria virado médica? Acho que eu não teria ido tanto ao cinema e me apaixonado pela telona. 

Na verdade eu nunca saberei se eu seria mais feliz se eu tivesse correspondido um amor no 1° colegial. Daqueles que quando você olha para o garoto hoje você nunca entende porque mesmo não quis tentar? Será que eu seria mais feliz se tivesse focado menos no estudos e mais no amor, e mais na dança, e mais na arte e mais nas baladas antes do tempo? 


Na verdade eu nunca saberei se eu seria mais feliz se eu tivesse me conformado em ficar em Campinas, em ter uma vida estável e não experimentar o doce gosto da mudança, da renovação. E então eu provavelmente casaria com alguém que estudou comigo ou com um vizinho que esteve sempre por perto e eu nunca reparei. Então eu teria virado professora de ballet e estaria feliz com minhas alunas, estaria realizada. Só viria as vezes ao Rio de Janeiro visitar meus pais e passear. Mas então eu sempre ia me perguntar se eu seria mais feliz se tivesse escolhido me mudar.


E mesmo depois que eu vim para o Rio de Janeiro, eu poderia ter escolhido a vida estável de uma Faculdade Particular e algumas horas de dança em uma academia perto de minha casa. Talvez eu tivesse empregada, talvez eu tivesse com um carro. Talvez eu ficasse arrependida pelo resto da vida de não ter ido estudar em uma Universidade Federal e realizar meu sonho. 


O que importa mesmo é que em qualquer outro lugar que eu estivesse eu estaria me questionando sobre como eu seria se tivesse feito outra escolha, se tivesse seguido por outro caminho. Quantas outras de mim mesma eu já tive a oportunidade de me tornar e deixei para trás? Quantas outras pessoas eu deixei de conhecer, ou me afastei, ou se afastou por causa de uma escolha, por causa de um caminho, por causa de uma ideia diferente. Quantas outras pessoas já passaram pela minha vida e se foram, e seguiram caminhos diferentes do meu? Seja por minha escolha, seja pela escolha de outro. 

Na verdade eu sempre vou achar que poderia ter sido mais feliz, que poderia ter aproveitado mais, que poderia estar me sentido mais inserida, que poderia ter mantido pessoas ao meu lado, que poderia... que poderia.. que poderia. 

Apenas o que tenho certeza sobre tudo isso é a gente sempre tem uma escolha a fazer, mesmo que a escolha seja não mudar nada. Mesmo não mudando nada, você ainda continua a escolher o caminho da não-mudança. O que tenho certeza é que nunca termos certeza sobre nada que escolhermos, que nunca teremos certeza sobre o que seria SE fosse uma coisa ou outra. 


O mais importante se todos esses SE'S que deixamos para trás é quando vemos em nossa frente algo que nos trás um sorriso nos lábios, daqueles que vem sem a gente perceber e que é impossível conter. Ter a certeza se esses sorrisos chegariam com mais frequencia se eu tivesse feito isso ou aquilo eu nunca vou saber, mas eu sei que o sorriso está aqui e isso é suficiente. 

domingo, 4 de dezembro de 2011

Quando parei de correr atrás

O ano acadêmico quase chega ao fim com gosto de PELO AMOR DE DEUS ACABE LOGO! Apenas mais uma semana, uma revista que precisa estar pronta, uma mostra de dança meio sem sentido para mim e uma nota boa na prova de sexta. Dezembro chegou e eu, imersa a tantos acontecimentos e afazeres nem percebi. Meu aniversário cada vez mais próximo e eu nem ligando.
Consegui ter cabeça para programar minhas férias em Campinas e marcar a passagem (chego dia 10/12). Entretanto, o mais espetacular de um semestre tão longo, difícil, curto e fácil não foi nenhum desses estresses e confusões (porque tiveram conflitos internos, brigas com a turma, problemas de todas as espécies). O espetacular foi que quando eu resolvi parar de me estressar, parar de correr atrás, parar de pensar sobre o futuro (e aceita-lo), parar de me envolver tanto e apenar observar foi quando tudo aconteceu. Quando eu parei de me preocupar os sonhos correram atrás de mim e ligaram em meu celular mudando meu futuro. Engraçado essa vida...
Agora, nessa última semana tudo que tenho pensado é que morarei em Santa Catarina de março a junho ou julho de 2012. Que estudarei tevê e cinema e espero ser muito feliz.
Acredito muito que as coisas acontecem quando tem que acontecer e que nada acontece por acaso. Talvez um tempo longe do mundo me fará entender muitas coisas, ou ficar mais confusas com elas. Essencial não é entender o mundo, mas aprender aproveita-lo e ser feliz. Talvez esse tempo longe do mundo me fará perceber o quanto eu amo o Rio de Janeiro, o quanto eu amo a Cia de Dança da UFRRJ, o quanto as pessoas que estão aqui ao meu lado são importantes. Talvez não seja nada disso e eu descubra que de fato estou no lugar errado.
Eu não sei, e na verdade nem quero pensar sobre isso. Não quero pensar que as pessoas farão falta, nem quero me despedir. Porque afinal vão ser umas férias e depois eu poderei ter a oportunidade de voltar e corrigir o que eu vinha fazendo errado. Ou não, talvez nada disso aconteça.
Só sei que estou feliz, muito feliz na verdade, como há muito tempo eu não ficava.

E a proposito, seguirei a ideia da minha amiga Analine, enquanto estiver como aluna de Mobilidade Acadêmica  estudando na Universidade Federal de Santa Catarina, usarei esse blog como diário de bordo, para que meus amigos possam acompanhar meu dia-a-dia catarinense. Na verdade, contarei todo o processo de mudança aqui também. Em fevereiro, procurai um lugar para morar. :)

Preciso voltar ao última semana de aula e aos intermináveis trabalhos acadêmicos

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bienal, doce Bienal

Tentei de diversas formas escrever. Tentei fazer algumas milhares de comparações. Só agora consegui entender que a Bienal do Livro para uma apaixonada por literatura como eu não pode ser descrita em apenas um texto. A Bienal é de muitas histórias, de muitos momentos, de muitos sorrisos inesquecíveis.
Só agora entendi que eu jamais conseguiria descrever 9h dentro do Rio Centro em apenas uma história.

Depois do almoço começou de fato o passeio. E é incrível como tudo isso ainda me fascina. Como todo esse mundo é tão difícil de ser explicado. Três pavilhões com mais mais de um milhão de livros. Andar por ali era como estar sob efeito de alguma droga, de algum anestésico. A vontade incontrolável que eu tinha era de comprar absolutamente tudo que eu via pela frente. Tá, isso foi um pouquinho exagerado, mas a vontade que eu tinha ao ver um livro de R$ 3,00 de um assunto que poderia me interessar era certamente essa. Claro que eu sei controlar meu espírito consumista e ser racional o suficiente para comprar o que valia a pena e o que eu tinha certeza que me faria feliz depois.
A maior questão é que naquelas horas que passei ali dentro não consegui senti absolutamente nada além da vontade louca de estar ali. Eu ficaria a vida toda olhando cada estante daqueles estandes. Eu leria cada sinopse de cada livro só para saber que eles existem, para conhece-los e poder compra-los e lê-los depois, um dia.
Talvez seja uma comparação esdruxula demais, mas foi quase como entrar em um campo de futebol e ver seu time arrasando. Foi quase como ver a banda favorita cantando e apontando para você. Talvez até a Bienal, ou, os livros, sejam a minha banda favorita. E cada autor ali represente de alguma forma um cantor com quem eu me identifique. A questão é que não é um gostar que possa ser explicado. (como se algum gostar pudesse! ¬¬) Não quero entrar no âmbito gosto, por não ter muita certeza sobre como argumentar sobre o assunto. Fato é que gostei, que gosto, que me faz bem, que me faz feliz. Feliz de um modo que não se explica, feliz de um modo doentio. Feliz, simplesmente feliz.



O dia passou sem que eu se quer percebesse. Eu andei muito, olhei muitos livros, e só me dei conta de que minhas pernas não estavam mais respondendo quando as 18h minha mãe disse que não aguentava mais andar. Então paramos um pouco e logo depois retomamos, ainda faltava a fila de autógrafos do Ziraldo (que vai vir em uma outa história)!
Só as 21h senti que precisava parar, que era hora de ir para casa, que eu já havia me divertido mais que o suficiente para uma mortal em um dia só. Sai do Rio Centro com três novos livros que poderei chamar de meu. Para alguém que tem um mini biblioteca em expansão em casa foi pouco, claro. Mas sai feliz, como uma criança que ganhou o seu doce preferido. (o que não deixa de ser, com certeza) Na verdade o que importa não são os livros que levei para casa e sim o contato que tive com todos os outros ali. Os que vieram morar comigo são apenas uma consequência de um dia como esse.



Por mim eu moraria os 11 dias de Bienal no Rio Centro, não para comprar livros, mas para ficar entre eles. É uma pena que precisar ser uma pessoa sensata e não poder fazer isso. É a Bienal passou contraditoriamente rápida considerando o tempo que ela demorou a chegar. Tchau Bienal, querida. A gente se vê em dois anos! :)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

64 coisas idiotas que todo mundo faz/fez

1. Fingir que Tic Tac é cápsula de remédio.

2. Apostar corrida com o locutor da tele-sena no comercial falando os números sorteados
3. Desenhar um relógio no braço quando era criança.

4. Tampar o ralo do chão do banheiro pra fazer uma piscininha.
5. Comer Trident com papel porque "papel de Trident é comestível"
6. Fazer a proeza de enfiar o dedo no próprio olho sem querer
7. Ficar entortando aquele lápis verde, e quebrar.
8. Apostar corrida de gotas na janela do carro quando tá chovendo.
9. Sonhar que foi pra aula pelado, ou sem uma parte da roupa.
10. Apagar tudo que estava escrevendo, quando vê que a outra pessoa está digitando alguma coisa no MSN.
11 Tentar equilibrar o interruptor de luz no meio, entre aceso e apagado.
12 Tirar uma nota melhor que o Nerd da sala sem ter estudado.
13 Abrir uma nova guia na internet e esquecer o que ia fazer.
14 Fingir que está fumando aqueles palitinhos salgados "Stiksy" da Elma Chips.
15 Ficar mordendo o copo de plástico depois de beber o que tinha dentro, depois rasgar em várias tiras pra fazer um sol.
16 Deixar sempre o volume do rádio/tv em um número redondo ou múltiplo de 5.
17 Ficar com preguiça de colocar um rolo novo de papel higiênico no lugar e deixar ele solto na pia.
18 Ficar desconfortável quando está assistindo TV ou um filme com os pais e começa uma cena de sexo.
19 Falar mal de alguém para outra pessoa e descobrir que era um parente/amigo dela.
20 Responder algo para alguém que está na sua frente e descobrir que a pessoa não estava falando com você
21 Tirou o recheio de todas as Trakinas do pacote pra depois comer tudo de uma vez.
22 Esqueci o Twitter aberto por 15 minutos e quando voltei tinha 159 tweets pra ler.
23 Sentir a necessidade de apertar uma tecla sempre que passa perto de um teclado ou piano.
24 Sonhar que está tentando correr e mesmo assim se mover vagarosamente.
25 Desligar o plugin do MSN que mostra a música que você tá ouvindo para ouvir
musicas toscas escondido
26 Gritar "Aeeeee" quando a luz acaba
27 Quando era pequeno, fingir que estava dormindo quando chegava de carro em casa, pra ser levado no colo pra dentro.
28 Ficar falando coisas obscenas (ou gemendo hahha) quando um amigo está falando com os pais no telefone.
29 Abrir o freezer e ficar feliz ao ver o pote de sorvete, abrir e ver que é feijão congelado.
30 Colocar caixinha vazia de Chiclets Adams/Clorets no dedo indicador.
31 Na hora de digitar a senha errar uma letra e apagar tudo só pra ter certeza.
32 Escrever uma risada gigante no MSN mesmo sem estar rindo.
33 Dar umas 5 chineladas em uma aranha. Ela nunca morre na primeira, começa a se retorcer, e vc tem que acabar logo com o sofrimento.
34 Estar assistindo algo super legal na Tv, e mudar sem querer tentando aumentar o volume.
35 Ficar se coçando com uma caneta e só depois de um tempão ver que se riscou inteiro porque a ponta tava pra fora.
36 Já falei para a mãe do meu amigo, que estava sem fome, mas estava com muita fome.
37 Tentar cortar um pedaço de carne com uma faca ruim, quando finalmente consegue, o pedaço sai voando do prato junto com o arroz.
38 Achar que está ganhando de alguém no videogame até descobrir que a sua tela era a de baixo.
39 Se molhar inteiro quando tenta lavar uma colher.
40 Se olhar no espelho no final do dia/aula e perceber que ficou o dia inteiro com o cabelo zoado, ou com alguma coisa na cara.
41 Querer digitar "!!!!!!!" e aparecer um "1" no meio!!!!!1!!
42 Levar mais tempo procurando o controle remoto do que levaria para simplesmente levantar e ligar direto na TV.
43 Colocar o braço perto da TV só pra ver levantar os pelinhos do braço.
44 Tentar pegar uma coisa que está caindo e derrubar outra.
45 Trabalho= 1.Wikipedia.com. 2. Ctrl+C. 3.Ctrl+V. 4.Mudar palavras difíceis. 5. Título, Nome. 6. Data de uns dias atrás.
46 Quando a vida tá muito complicada querer voltar no tempo, quando as únicas preocupações eram ganhar Tazos e acompanhar Pokémon.

47 Quando era pequeno, acordar cedo, pegar um cobertor e ir para a sala assistir desenho
48 Ficar com raiva de si mesmo quando queima a língua.
49 Quando tem alguém concentrado contando alguma coisa, ficar falando números aleatórios, só pra confundir.
50 Quando pequeno, querer ter uma entrada para o quarto igual do Nino do Castelo Rá-Tim-Bum.
51 Achar que a prova/teste foi fácil... até receber a nota.
52 Ter vontade de engolir o Bubbaloo vermelho.
53 Roubar dinheiro no banco imobiliário.

54 Se sentir FODA quando abre o livro na exata página que o(A) professor(A) pediu
55 Colocar o celular no silencioso quando pedem pra desligar.
56 Contar quantas pessoas têm na sua frente pra saber qual questão você vai ter que responder pro(A) professor(A).
57 Zoar um professor substituto junto com a turma inteira.
58 Fazer uma lista mental de todas as cagadas que você fez nas últimas semanas, quando o pai/mãe fala:"Precisamos ter uma conversa".
59 Ficar na tensão quando alguém vem e fala: "Preciso falar com você.."
60 Gostar quando acontece uma cagada enorme mas no final tudo fica bem, e você ganha uma história boa pra contar pra todo mundo.
61 Ir dormir Domingo esperando a próxima Sexta-feira ou feriado.
62 Ficar muito feliz quando tem uma pergunta no teste, que dá a resposta para outra.
63 Derrubar gelo no chão e chutar pra de baixo da geladeira, pra não precisar pegar.
64 Antes de ir dormir, contar quantas horas vai ter de sono até ter que acordar.