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domingo, 30 de junho de 2013

Bons pensamentos para o ano novo. não para o mês novo.

Outra vez a cabeça explode.
Mais ou menos como vai acontecer com a Dona Redonda no final de Saramandaia. (não que eu tenha visto, mas me contaram que ela explode e eu acredito).
E tudo sai do lugar em um mês que ao mesmo tempo que se arrastou foi embora sem eu lembrar de ter feito algo realmente útil, além de algumas boas noites de sono que me davam a impressão de resolver todos os problemas. Então os olhos abriam e bom... já sabemos que os problemas não são resolvidos enquanto dormimos.
Mas o último dia do mês ai embora junto com um evento tão esperado: o encerramento da Copa das Confederações Brasil 2013. E eu vou pisar do gramado com o Maracanã lotado e tudo vai ficar lá. A cabeça vai explodir lá.
Assim como todo mundo espera um novo ano, junto com novas energias, vibrações e pensamentos eu espero um novo mês. Eu espero dedicação aos estudos, bons livros durante horas dentro do ônibus, um bom tema para a monografia e uma linda e inesquecível viagem no Ano Novo de 2014 (que ainda não está totalmente certa, mas está gritando em meu coração, em minha cabeça e em todas as partes do meu corpo!)
Resoluções de um novo semestre, mesmo que um pouco atrasado porque já faz um mês que voltaram as aulas. Mesmo quando tá todo mundo entrando de férias.
Tudo começa na nossa cabeça. E também acaba nela. E também cresce ou morre nela. Só depende de nós mesmos.
Eu gosto de ficar criando histórias que nunca vão acontecer antes de dormir. Mesmo tendo certeza que elas nunca vão acontecer. Eu gosto de ficar criando imagens que não existe das pessoas. Ficar pensando sobre como a sua mão vai acariciar minhas costas enquanto eu durmo. Ou enquanto eu finjo dormir. Porque eu todos os meus pensamentos eu sempre sinto sua mão. Eu gosto de ficar pensando em como vai ser a viagem dos sonhos e dos amigos que eu vou querer levar comigo para rir da minha felicidade, e para ser feliz ao meu lado. Eu gosto de ficar criando a cena do reveillon com meus pais por perto. Eu gosto de imaginar que eles estarão para sempre por perto. Mesmo sabendo que nada disso vai acontecer. Mesmo tendo certeza que nada disso existe. E quando existe não é nada disso de qualquer forma.
Eu poderia fazer todos as ilusões que atrasam meu sono morrer. Porque eu tenho esse poder dentro de minha cabeça. Mas e daí? Eu não quero! Quero sim um mês novo, com muito mais foco em todas as minhas coisas. Quero sim que essa cerimonia de encerramento passe logo e minha vida volte ao normal o quanto antes. Mesmo sabendo que ela vai mudar, e que não vai ser mais tudo como antes.
Mesmo assim eu quero que os sonhos continuem, eu quero que meu mundo particular e somente meu ainda permaneça. Que graça tem o mundo sem sonhos? Que graça tem o mundo sem meu próprio mundo colorido?
E que a cabeça exploda, porque isso vai ser o fim. Oficialmente o fim. Assim eu posso ter uma nova cabeça. Assim eu posso ter novos pensamentos. E novos sonhos, e novos trabalhos e novas aulas. E um novo tempo. Um novo tempo. Um novo tempo.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

a vida parou

Aquele momento em que sua vida meio que para e você não consegue enxergar um caminho para seguir. Como se todas as portas tivessem se fechado e como não fizesse sentido nenhum nada do que você está fazendo. Até porque você tem feito pouquíssimas coisas e talvez esse sentimento de nada faz sentido seja exatamente esse.
A vida parou e eu tenho horror a ficar parada. Me acostumei a ter algum tipo de estímulo, a ter motivos para levantar da cama todos os dias. Me acostumei a te rum objetivo e uma busca.
Aquele momento em que você pensa em tudo que planejou para sua vida e vê que não realizou nem metade do que queria e que percebe que o tempo não para nunca. Sábio mesmo era o Cazuza, que já sabia disse desde a década de 80.


Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para

terça-feira, 3 de julho de 2012

devaneios da madrugada

comecei a escrever sobre a vida.
sobre todos os milhões de sentimento que permiam minha cabeça e meu coração diariamente.
sobre mais um daqueles post melancólicos e dramáticos que não farão sentido nenhum daqui uns meses. ou que até farão, mas que eu vou achar tudo uma idiotice de novo.
porque sentimentos vão e voltam e depois que eles vão agente acha que nem foi tão forte e devastador quanto pareceu na hora.
porque eu faço com que todos os sentimentos sejam excluídos, sejam exterminados. é melhor para todos, é mais fácil para mim.
tem sido cada vez mais difícil me concentrar em outras coisas e deixar tudo isso pra trás, apensar de ter certeza que preciso fazer disso um passado. 
até porque a vida toda é sempre um passado.
acho que é esse o assunto de hoje, o passado, o tempo. parece tudo meio estranho e dramático. parece tudo meio...
ontem era hoje e amanhã vai ser hoje que se tornará ontem. tudo e nada. depois de um monte de anos vivendo a gente morre. e meu maior desespero é morrer tendo simplesmente passado pela vida. por isso me apaixono, por isso aceito, por isso tento dormir pouco, por isso tento desfrutar de tudo, por isso tento me privar de nada, por não guardo dinheiro. eu vou morrer afinal e toda essa maravilha de vida vai acabar. por isso agradeço todos os dias em continuar a respirar. por isso morro de vontade de fazer as maiores loucuras e mais do que isso, busco sempre estar ao lado das pessoas que fariam todas e qualquer loucuras por mim, para mim e comigo. por isso tento fazer todas e qualquer loucuras para, com e por aqueles que eu acho que vale a pena. 
afinal é tudo uma loucura. e todos deveriam participar dela, se entregar a ela.


ainda assim é tudo uma contante contradição, porque eu comecei esse post dizendo que bloqueio sentimentos, que não vivo, que prefiro esquecer e fingir que nada aconteceu. prefiro deixar no passado e continuar sorrindo.
talvez porque sorrir e viver intensamente seja algo que deveria ser sinônimo, embora não seja. ainda assim eu costumo acreditar que são e continuo sorrindo, e continuo bem, e continuo feliz. mesmo que não seja nada disso, mesmo que seja tudo isso junto. 
acho que cada um tem seu jeito de viver, acho que cada um tem seu jeito de encarar a realidade, não sei o que é certo ou errado. não sei o que é bom ou não. não sei se vou morrer feliz vivendo assim, desse jeito inconstante e contraditório.só sei que tudo que tenho buscado é felicidade, só sei que tenho feito apenas as coisas me deixam com um sorriso no rosto por uma semana depois de ter durado apenas 1min. porque eu acho que são elas que valem a pena. mesmo assim continuo bloqueando. o bloqueio é a forma que tenho de tentar continuar sorrindo, de tentar continuar vivendo, de tentar não simplesmente passar pela vida. e vai continuar assim, até que alguém me prove ser tão louco quanto eu e que eu tenha certeza que vale a pena.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

porque mudar no ano novo?

E mais um ano chega ao final. E mais uma vez as pessoas fazem sua listinha de pedidos e objetivos. E mais uma vez chegam promessas e acordos (que nunca são cumpridos). Não entendo porque esperar até domingo, primeiro de janeiro de 2012 para se tornar uma boa pessoa, ou cortar o refrigerante, ou ser mais otimista ou reclamar menos. Penso aqui com meus botões que se eu quero mesmo emagrecer devo começar hoje e não segunda-feira. Se quero ter uma vida mais alegre basta eu começar sorrindo para o meu vizinho amanhã quando sair para trabalhar, pela manhã. Se quero deixar de lado as brigas eu preciso ligar hoje para quem me magoou ou me ofendeu e esclarecer tudo, e pedir desculpas. Porque deixar para segunda-feira? Porque deixar para o ano que vem? Porque deixar para amanhã?
Então, nesse ano novo, quero acordar na segunda-feira dia 2 de janeiro exatamente com os mesmos propósitos de domingo dia 1 e de sábado dia 31 de dezembro. Meu desejo de ano novo são pessoas melhores, mais conscientes, mais atentas, mais lutadoras, mais esperançosas todos os dias. Começando por hoje. Meu desejo de ano novo é um mundo melhor todos os dias do ano.
Não espere o ano novo para ser melhor, não faça planos de ano novo que serão esquecidos duas semanas depois. Faça planos todos os dias, faça algo bom para o seu planeta assim que levantar diariamente da cama. Não espere o ano novo para começar a agir. 

Mais um ano, mais um mês, mais uma semana, mais um dia, mais uma hora, mais um segundo. Tudo muda o tempo todo, portanto não espere que o ano mude para fazer a mudança.

domingo, 6 de novembro de 2011

parei e configurei tudo novo de novo

E mais uma vez minha cabeça se enche de devaneios.
Tenho certeza de tudo isso está valendo a pena, mesmo que seja apenas pelos momentos vividos, pelas pessoas encontradas e pela dinâmica do saber. 
A maior questão: Será que está sendo o suficiente? Será que está sendo o melhor? Será que dará o resultado esperado, mesmo que a longo prazo? Bem longo por sinal. Cada vez mais longe, cada vez mais perto. Cada vez mais confuso.
Só decidi parar de pensar, decidi fazer o máximo para não planejar, decidi esperar que a vida me mostre o que é o melhor para mim. Decidi que chegou a hora de focar no cuidado de meu jardim e para de correr atrás de borboletas. 
Decidi que chegou a hora de dar importância para quem tá ali te ajudando. Afinal eu não faço tanta falta assim, porque quem DE FATO faz falta para mim? (posso contar, no máximo, com os dedos das mãos) E por mais que pareça que o mundo vai acabar quando alguém não for estar por perto, a gente sempre sobrevive. E permanece por perto apenas quem se esforça para isso.
E, principalmente, permanece perto de mim somente aqueles que tem paciência de entender uma mente cheia de conflitos.

Vale a pena viver, sem se preocupar muito, sem sentir muitas mágoas, vale a pena viver perto daqueles que também acham que vale a pena ter você por perto.
E que anseiam por isso, e que se importam com isso. (estar por perto)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mas e o tempo...

por Mariana Dias, quarta, 20 de abril de 2011 às 17:39

Eu fico refletindo sobre o tempo. Todo mundo diz que ele é a cura para tudo. Todo mundo sempre me disse que ele resolve tudo. Eu sempre tive o tempo como algo soberano, que está além de todas as coisas. Só que quando pude conviver com ele de perto, percebi que o tempo não cura nada, que o tempo não é responsável por nada. A vida passa a ser intensa e efêmera. Pelo pouco que tenho aprendido a efemeridade é muito mais poderosa que o tal tempo. Sinceramente acho o tempo um cretino.

uma nota do encontrada perdida no FB.

Quadro: O Tempo, de Salvador Dali