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quarta-feira, 18 de março de 2015

quando eu me apaixonei


cinco anos, um mês e doze dias. Mais do que meia década.
Eu já expus sentimentos sobre as crises pós mudança algumas muitas vezes e outras tantas falei da cidade que tenho vivido. 

Todo esse tempo a primeira pergunta das pessoas quando me viam ou percebiam o meu "R" puxado era "Você tá gostando do Rio de Janeiro?" E a minha resposta era sempre: "Eu estou me habituando". E o tempo passou. Doce tempo. 

Vez dessas que me fizeram a habitual pergunta eu percebi que há tempos eu não refletia mesmo sobre a minha resposta.

Eu sempre gostei do Rio de Janeiro, eu sempre quis mudar para cá e senti que esse era o lugar que eu precisava estar. Só que a vida aqui foi muito diferente do que os sonhos me mostrava. A  adaptação foi um inferno. As pessoas foram muito diferentes do que eu esperava que elas fossem. 

Mas depois toda a tempestade em alto mar passou e fez com que meu barquinho chegasse em um lugar seguro, iluminado, cheio de luz e muita alegria. E agora eu preciso dizer que estou pronta para viver o Rio de Janeiro. Um belo dia eu acordei e percebi que a cidade maravilhosa ficou realmente maravilhosa. Assim, de verdade como todo mundo descreve. 

Eu sou capaz de sorrir todos os dias, porque eu escolhi o Rio de Janeiro para ser o meu lar. Home. Assim mesmo, no sentido fraternal da palavra. Eu sou feliz todos os dias porque apensar de todos os problemas da cidade, de toda a cultura carioca que me irrita, de todo o transito maluco, eu consigo entender que o lado bom recompensa. Eu consigo sorrir por Santa Tereza, pelo show no fim de semana, ou pela Lapa no sábado a noite. Eu consigo sorrir pela quantidade de pessoas que conheci e que me fizeram alguém melhor, pelos amigos de verdade que me ajudam, que escutam minhas crises e que entendem minhas loucuras. Eu consigo sorrir pelo fato de saber realmente quem são as pessoas que se importam e que importam mas que estão longe. E consigo sorrir muito quando elas vem passar as férias na minha casa. Porque ser feliz é morar no lugar onde o mundo passa as férias. Eu consigo ser feliz porque, apesar do calor, eu tenho a praia, apesar do sol eu tenho a maresia, apesar do abafado eu tenho a chuva. Eu consigo sorrir porque sentir o clima, o vento e a vibe do Rio de Janeiro todos os dias é o sonho de muita gente no mundo, mas principalmente é o meu sonho sendo realizado. 

Agora não tem mais jeito, eu sou uma paulista cariocando. Eu sou uma paulista que vai ao shopping de havaianas e que usa bermuda com casaco no inverno. Agora não tem mais jeito eu sou moradora da Cidade Maravilhosa e gosto dela. Agora não tem mais jeito, eu estou perdida e completamente apaixonada pelo Rio de Janeiro.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Copacabana feliz ou não

Pelo segundo ano consecutivo passo a virada do ano em um dos lugares mais famosos do mundo. Uma queima de fogos impecável, um povo feliz e diversidade reinando sempre.
Cenário: Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil.
Data: 31 de dezembro de 2011. 8 pessoas e um tempo chuvoso.
Estávamos todos em casa, na região da Barra da Tijuca e descemos de carro até o Leblon por volta das 18h. Paramos o carro na avenida principal e bem movimentada e pegamos um ônibus circular que nos deixou atrás do Copacabana Palace por volta das 19:30h
E daí por diante é meio previsível, chuva, andamos a toa, chuva, comemos um lanche, chuva, compramos 4 guardas-chuva, chuva, comemos mais um pouco em uma cantina italiana, chuva, calçadão, chuva, fogos, chuva, 2012, chuva, abraços, chuva, champanhe, chuva e caminhamos para tentar pegar algo que nos levássemos de volta para o Leblon.
Caminhamos entre ruas interditadas, sem sinal de taxi ou ônibus por volta de 30min. Seguindo o fluxo conseguimos encontrar A Rua com transito parado cheio de taxes e ônibus. Em meio ao transito parado achamos um ônibus no meio da avenida que ia para o nosso destino e o motorista (um amor ou não) abriu a porta (no meio da avenida!) e entramos. Por sorte o ônibus ainda estava vazio e conseguimos os 8 sentar-se.
Dali, levamos mais 1h para chegar até onde o carro estava, caminho esse que levariamos normalmente 15min no máximo, sem demais complicações.
Relatei alguns momentos tensos na volta do Reveillon de Copacabana de dentro do ônibus. Segue:


Fora cenas como pessoas desesperadas dando sinal e o motorista ignorando, a fila gigantesca do metrô que dava voltas no quarteirão. Entre tantos outros momentos de puro caus.

Ano passado, levei quase 1h para encontrar um ônibus que fosse possível entrar que estivesse indo na direção a Barra da Tijuca, para chegar em casa mais de duas horas, caminho que costumo fazer em 1h e um pouquinho.

Dois anos consecutivos.Um mesmo cenário. Destinos diferentes. Um mesmo e preocupante problema.
E a mídia continua a insistir para que todos desçam com o transporte publico para Copacabana, e a prefeitura da cidade continua a fechar ruas e prejudicar o transito.
Acho ótimo que as ruas sejam fechadas, isso proporciona mais segurança e conforto aos espectadores da linda festa. Acho excelente que o transporte publico esteja a disposição da população e dos turistas.
Entretanto, tudo precisa ser feito com organização e responsabilidade.
De que adianta colocar mil onibus da rua depois da meia noite se nem os motoristas sabem que rota eles devem fazer? De que adianta 500 taxes trabalhando quando o transito está parado e não há prioridade para eles? De que adianta ônibus para todos os pontos da cidade se ninguém sabe que ponto ele sai? Se o motorista não pára ao ver o sinal das pessoas?
Costumo ser bem otimista em relação a grandes eventos no Brasil e até acho que olimpíadas e copa vão ser sucesso. Os brasileiros, quando querem, fazem as coisas funcionarem. E não vou criticar isso, a minha critica vai de encontro com o grande evento que acontece todo ano na praia e que é mostrado para o Brasil todo colocando-se em contraste com o caus que acontece nas ruas perpendiculares ao show e que tv nenhuma se atreve a mostrar. Afinal de contas, Copacabana sempre é um exemplo de segurança, de organização, de paz.  Ou pelo menos é isso que o resto do mundo acha que é.

Não muito de ficar pedindo divulgação aqui, mas acredito que esse é um problema que deve se tornar publico, para que quem sabe um dia, se torne uma solução. Fique a vontade para divulgar ou não, dependendo do nível de importância que você dá ao assunto.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bienal, doce Bienal

Tentei de diversas formas escrever. Tentei fazer algumas milhares de comparações. Só agora consegui entender que a Bienal do Livro para uma apaixonada por literatura como eu não pode ser descrita em apenas um texto. A Bienal é de muitas histórias, de muitos momentos, de muitos sorrisos inesquecíveis.
Só agora entendi que eu jamais conseguiria descrever 9h dentro do Rio Centro em apenas uma história.

Depois do almoço começou de fato o passeio. E é incrível como tudo isso ainda me fascina. Como todo esse mundo é tão difícil de ser explicado. Três pavilhões com mais mais de um milhão de livros. Andar por ali era como estar sob efeito de alguma droga, de algum anestésico. A vontade incontrolável que eu tinha era de comprar absolutamente tudo que eu via pela frente. Tá, isso foi um pouquinho exagerado, mas a vontade que eu tinha ao ver um livro de R$ 3,00 de um assunto que poderia me interessar era certamente essa. Claro que eu sei controlar meu espírito consumista e ser racional o suficiente para comprar o que valia a pena e o que eu tinha certeza que me faria feliz depois.
A maior questão é que naquelas horas que passei ali dentro não consegui senti absolutamente nada além da vontade louca de estar ali. Eu ficaria a vida toda olhando cada estante daqueles estandes. Eu leria cada sinopse de cada livro só para saber que eles existem, para conhece-los e poder compra-los e lê-los depois, um dia.
Talvez seja uma comparação esdruxula demais, mas foi quase como entrar em um campo de futebol e ver seu time arrasando. Foi quase como ver a banda favorita cantando e apontando para você. Talvez até a Bienal, ou, os livros, sejam a minha banda favorita. E cada autor ali represente de alguma forma um cantor com quem eu me identifique. A questão é que não é um gostar que possa ser explicado. (como se algum gostar pudesse! ¬¬) Não quero entrar no âmbito gosto, por não ter muita certeza sobre como argumentar sobre o assunto. Fato é que gostei, que gosto, que me faz bem, que me faz feliz. Feliz de um modo que não se explica, feliz de um modo doentio. Feliz, simplesmente feliz.



O dia passou sem que eu se quer percebesse. Eu andei muito, olhei muitos livros, e só me dei conta de que minhas pernas não estavam mais respondendo quando as 18h minha mãe disse que não aguentava mais andar. Então paramos um pouco e logo depois retomamos, ainda faltava a fila de autógrafos do Ziraldo (que vai vir em uma outa história)!
Só as 21h senti que precisava parar, que era hora de ir para casa, que eu já havia me divertido mais que o suficiente para uma mortal em um dia só. Sai do Rio Centro com três novos livros que poderei chamar de meu. Para alguém que tem um mini biblioteca em expansão em casa foi pouco, claro. Mas sai feliz, como uma criança que ganhou o seu doce preferido. (o que não deixa de ser, com certeza) Na verdade o que importa não são os livros que levei para casa e sim o contato que tive com todos os outros ali. Os que vieram morar comigo são apenas uma consequência de um dia como esse.



Por mim eu moraria os 11 dias de Bienal no Rio Centro, não para comprar livros, mas para ficar entre eles. É uma pena que precisar ser uma pessoa sensata e não poder fazer isso. É a Bienal passou contraditoriamente rápida considerando o tempo que ela demorou a chegar. Tchau Bienal, querida. A gente se vê em dois anos! :)

sábado, 18 de junho de 2011

A magia da grande cidade

Dia desses estava eu em um ponto de ônibus esperando por um amigo. A noite começava a chegar e a chuva insistia em cair. Sozinha e sem muito o que fazer passei a reparar nas luzes da cidade. A noite sempre me fascinou, as luzes, as estrelas. O escuro te impede de ter uma visão ampla e segura, por isso passa a ser tão interessante, te induz a buscar, a descobrir, a se adentrar, a investigar e se entregar totalmente. O escuro é imprevisível. No escuro você enxerga o que não existe, ou não enxerga o que existe, de acordo com o que seus olhos são capazes de ver.
Mas nem só de escuridão se vive, porque quando a noite cai, o sol desaparece, as luzes da rua ligam automáticas. Ninguém precisa ir lá e pedir para acende-las, elas sabem que precisam estar ligadas para que você consiga ter a visão necessária. Mesmo que embasada, mesmo que dificultosa.
Por isso a cidade grande a noite se torna tão bonita. Ela consegue manter a escuridão e fazer com que as luzes te guiem por onde é necessário ser guiado. Já por volta das 20h, quando as pessoas já chegaram em casa depois de um expediente de trabalho, as ruas ficam tranquilas e os carros passam pelo sinal verde da a minha frente borrando as luzes. Eu não vejo dentro do carro, eu não vejo a cor do carro. Mas eu sei que ali tem um carro. Porque mesmo com escuro as luzes me possibilitam ver a sombra que o reflete.
Enquanto a chuva insiste em cair, acaba se configurando na paisagem. Na noite da grande metrópole a chuva faz toda a diferença. Em um ambiente melancólico, frio, triste, a chuva se insere e se coloca como trilha sonora de uma vida. O som do carro passando e borrando a luz é diferente quando há chuva.
No céu só é possível ver as estrelas mais boitas, as que mais brilham. Eu vejo estrelas meio que como pessoas, que olham por mim, que se lembram de mim. E as que resistem a poluição e luzes das grandes cidades são as que mais merecem apoio, elas se esforçaram para que continuassem brilhando dentro de algum coração. Entendam, eu não estou dizendo que o céu de estrelas é mais bonito na grande metrópole do que no interior, em hipótese nenhuma! Eu adoro o céu de Seropédica! Só acho que as grandes estrelas são as que aparecem na cidade, são as que se esforçaram muito para estar ali.
E o tempo passa... E a cidade não pára! Nunca!
Foto 2: Campinas, SP
Foto 1: Centro do Rio de Janeiro

ps. o post da semana era para ter sido um poema feito em uma quinta-feira ociosa por três amigas revoltadas e entediadas. Por ética eu preferi falar o que já era programado. Mas eu preciso comentar... O tema do poema era: "O sonho da casa limpa". (rsrsrsrsr) Desculpe-me, apenas as minhas duas amigas entenderão isso.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Lá no mundo do "se"

E as vezes, eu me pego pensando em como seria minha vida "se" eu não estivesse mudado para o Rio. Logo que esses pensamentos indesejados aparecem eu os espanto sem demora. Afim de contas para que ficar pensando sobre algo que nunca aconteceria? As vezes eu fico refletindo sobre a felicidade, e talvez eu acho que eu poderia ter tido uma vida muito mais feliz no interior de São Paulo. Uma vida previsivel e esperada: teria entrada para o jornalismo da PUCC, trabalharia como professora de ballet até conseguir um bom estágio. Estagiaria na EPTV Campinas e teria na Faculdade uma ótima formação televisiva. Casaria bem provavelmente com um vizinho ou um antigo amigo de Ensino Médio. Manteria todos os meus amigos de escola e largaria o ballet sem ao menos perceber que isso estava acontecendo. Compraria um terreno em qualquer condominio fechado e construiria a casa dos sonhos. Daquelas sem portão com gramado verdinho na frente e dois carros na garagem. Seria feliz e morreria sentada na cadeira de balanço em frente a minha casa com um sorriso nos lábios, logo depois de ter completado 100 anos, contando algum história de festival de dança aos meus netos, quiçá bisnetos... Quase como um filme... Quase perfeito demais para se tornar realidade.
Só que há 2 anos atrás, isso era tudo que eu não queria para a minha vida. Essa história de viveram felizes para sempre nunca foi meu sonho. Eu nunca gostei de ser princesa, eu preferia ser a idealizadora, eu preferia ser a dona da história.Porque eu nunca gostei de previsões, porque eu nunca gostei de rotina.
E hoje eu realizei meu sonho, eu escrevi minha história. Eu moro na "Cidade Maravilhosa", eu estudo numa Universidade Federal, eu faço o curso que sempre sonhei. Eu tenho a oportunidade de ter duas lindas casas... Tenho algumas pessoas importantes e especiais, tenho algumas pessoas inesquecíveis. Tenho tantas histórias a contar, tantas maluquices já realizadas... E ainda assim eu penso no "se". E ainda assim eu sinto saudade. E ainda assim eu fico me perguntando "se" eu seria mais feliz com minha vida de filme americano.
E dai vem o peso na cosnciencia... Eu construi e venho construindo a minha propria história, era para eu ser a pessoa mais feliz do mundo. E porque ainda assim eu me pego pensando no "se"? Egoísmo, egoísmo, egoísmo. Porque talvez hoje o que me faria mais feliz é ter algumas pessoas de Campinas por perto. E só... Porque eu só percebi a importancia que elas tem em minha vida depois que me vi longe delas. E eu que achava que valorizava meus amigos, e eu que achava que seria boa o suficiente para viver sem eles.
Saudade. esse é meu nome. Saudade, esse é meu coração. Saudade. essa sou eu.
Saudade. só saudade.
E as vezes eu fico no mundo do "se" talvez porque o mundo do "se" tem me interessado muito mais do que a história que eu escrevi. Talvez porque, nunca ninguém me contei que quando se resolve escrever a história o mundo tira a sua borracha.
E "se" eu conseguir achar o amor da minha vida, construir uma casa com um grama verdinha e morrer depois dos 100 anos com dois carros na garagem, eu vou contar aos meus netos que ainda que seja bem mais bonito e tranquilo escolher ser a princesa, é melhor que eles escolham ser a escritora... Mas eu vou avisa-los que quando escolhe-se esse papel, o mudo te tira a borracha.
Ainda assim, vale a pena... Isso quando não entramos no mundodo "se". É o mais racional, deixar o "se" para tras e ignora-lo todas as vezes em que eles inssistir em aparecer.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

E se passaram 10 meses...

Dez meses depois eu entendo o verdadeiro sentido de duas palavras que são bases para minha vida.
Saudade. Você só aprende o verdadeiro significado de tal sentimento depois que percebe que sua vida toda fará parte dele, que todas suas melhores lembranças estão longe. Eu só aprendi o verdadeiro significado depois que consegui conversar com meu coração e entrar em um acordo racional com ele. Então eu tive plena convicção que a saudade nunca mais sairia de meu peito. Tem dias em que ela grita, e faz com que seu esterismo transborde pelos olhos. Tem dias em que ela faz um buraco tão grande no coração que parece que ele vai parar de bater. As vezes a saudade me mostra uma música, as vezes ela me mostra um recado, as vezes ela me mostra uma foto, as vezes ela me mostra uma lembrança. E eu sempre presto muito atenção em tudo que a saudade me mostra. A saudade me faz bem. E eu sei que vai ser sempre assim, e eu não quero que mude. Eu desesperadamente preciso que a saudade continue me sufocando e fazendo com que meu coração quase pare de bater. Só com esse sentimento eu poderei me lembrar todos os dias, todas as horas, todos os minutos, todos os segundos que valeu a pena. Só essa saudade vai poder gritar que existem pessoas que valem a pena, que estarão sempre em meu coração através dela, da Saudade.
Efêmeridade. Tudo passa diante dos meus olhos e corre em minha frente, entretanto é impossível pegar e guardar comigo qualquer que seja. Todo mundo que passa deixa sua marca, deixa sua lembrança. As vezes corre um pouquinho e aparece de novo. As vezes aparece depois de muito tempo e percebe que não deveria ter ido. Alguns ficam mais tempo, outros passam e você nem percebe. O que importa na verdade não é o tempo e sim a intensidade. Intensidade que faz com que se torne inesquecível ou não. A efêmeridade me ensinou que o tempo não é tão poderoso quanto eu acreditava que era. Ela me ensinou que quem tem poder aqui é a intensidade. Porque tempo não diz o que vai virar saudades. A efêmeridade me ensinou que a vida é linda quando não se acredita fielmente em tudo. Ela me mostrou que tudo faz parte dela, que tudo é efêmero. Por isso nada é totalmente certo, ou totalmente errado.

E depois de conviver bem de perto com a saudade e com a efêmeridade, eu aprendi que ambas andam juntas. E que são boas para mim. Tudo é efêmero, por isso tudo também é saudade. E para que o tempo? Viver a vida não é contar quantas velinhas você está apagando. Viver a vida é contar quantas coisas foram efêmeras e se tornaram saudades. Essas sim valem a pena!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Uma nova perspectiva sobre a Guerra Civil no Rio



Nunca Ignorar
Nunca se acomodar
Nunca Relaxar
Nunca Descansar
Nunca Desistir
Nunca se Intimidar
Nunca Fraquejar
Nunca Subestimar
Nunca Superestimar
Nunca Deixar Barato
Nunca Cochilar
Nunca Desligar

Ao acompanhar em diversas emissoras de televisão na última semana os acontecimentos do Rio de Janeiro consegui concluir algo muito diferente da maioria da população. Enquanto todos ficaram aterrorizados com os acontecimentos, eu fiquei fascinada com o trabalho de reportagem que interruptamente mostrava em tempo real os acontecimentos.
Meus olhos se enchiam e meu corpo ficava inquieto, eu não estava satisfeita ao ver as notícias chegando pela televisão. Eu queria desesperadamente estar lá, vestindo o colete a prova de balas e correndo atras dos carros de guerra. Eu queria passar a noite em claro vendo os onibus sendo queimados, entrando ao vivo com fogo atras. Eu queria amanhecer escrevendo a matéria da senhorinha que está assustada com os tiros na janela de sua casa.
E eu louca, fascinada o dia todo Globo, GloboNews, BandNews e derivados. E as pessoas olhavam para mim e perguntavam: "Você não cansa? Tá passando o dia todo a mesma coisa!" Mas jornalista não cansa, jornalista não desiste, jornalista não dorme, jornalista não pára...
E a cada nova notícia, cada novo acontecimento, cada nova explosão... Cada nova as minhas mão coçam, e meu corpo me impulsionam pára em um futuro próximo estar no meio desse mundo.
E essa paixão maluca e inexplicável me impulsiona para tudo isso.
É como Taciana Lobos me disse um dia: "Jornalismo é muito mais do que entrega, muito mais do que estilo de vida, muito mais do que simples paixão. Jornalismo é devoção." E faço dessas palavras as minhas palavras. Palavras de uma aspirante a jornalista, louca para estar no meio da guerra e mostrar para o resto do país o que está acontecendo.