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domingo, 23 de junho de 2013

#vemprarua (?)

Linda!
Linda imagem!
Linda semana!
Lindas manifestações!
Linda a vontade, a disposição e todos esses milhares de protestos que tomaram conta de todo o país na última semana.
Acredito fortemente que são ações como essa que marcam uma melhoria na nação, acredito fortemente que  são ações como essa que moldam uma população. E sim, acho super legitimo ir pra rua, deixar as pessoas sem ônibus para ir pra casa (como eu mesma sofri essa semana). Acho legitimo ir pra rua e ferrar com o trânsito e fechar o metrô. Porque só assim é possível chamar a atenção, porque causar transtornos é exatamente a essência de qualquer tipo de manifestação. Principalmente no caso de ser uma manifestação popular. Que fico claro: transtornos e depredação ao patrimônio (seja publico ou privado) não querem dizer a mesma coisa. A essência de todas essas manifestações no país foi ser pacifica. E todo mundo sabe disso e não é necessário dar mais ibope para a vândalos e baderneiros aproveitadores.
Tentei acompanhar a semana toda, só depois de perceber a dimensão que isso tomou. Preciso admitir que a principio estava meio aérea (propositalmente) a tudo isso. Enfim, me arrepiei quando vi a tomada do Planalto em Brasília, principalmente pelo simbolismo que isso representa para o país.

Era o povo brasileiro mostrando ao mundo que tinha acordado e que estava disposto a lutar por um país melhor. Repito:
Lindo! Lindo!
Mas não tive vontade de ir para rua. E não fui em nenhum dos dias da semana.
Primeiro: termo usado errado, pelo menos no Rio de Janeiro, o transporte não é publico, é coleitvo! O transporte não é responsabilidade do municipio nem do estado. Ele é coordenado de empresas privadas! Não quero aqui descutir se isso deveria ser municipal ou estadual, só quero tratar de fatos. Sim, eu também entendo que a prefeitura tem responsabilidades em relação ao transporte, mas precisamos entender que o transporte é coletivo até o momento.
Não acho que o nosso transporte coletivo tenha um preço justo, eu utilizo e entendo que a qualidade é ruim, que o intervalo entre um ônibus e outro (dependendo da linha) é grande. Mas daí a dizer que o transporte demora para fazer a sua rota ou que ele é lotado em horários do rush é exagero. O transporte demora a fazer a rota porque o transito na cidade está péssimo e isso já é outra questão. O transporte coletivo fica super lotado em horário do rush em qualquer lugar do mundo! Parem de hipocrisia por favor! Tá todo mundo voltando para casa no mesmo horário. É a mesma lógica da fila da entrada do Maracanã alguns minutos antes do jogo.
Contanto com isso, não acho que seja viável pedir o passe livre. Não acredito nisso considerando o sistema capitalismo que vivemos.
Também acho que a Copa das Confederações/Copa do Mundo não tem nada a ver com isso. Sou a favor de um país melhor e também sou a favor da Copa. Parem de ser hipócritas por favor, a Copa trás visibilidade ao país, gera empregos, trás turistas e, por consequência dinheiro.
E a Globo? Sabe porque todo mundo critica e fala que a emissora manipula tudo? Porque é o único canal que todo mundo vê, logo é o única emissora que se pode criticar. Acreditem o jornalismo é mais manipulador em muitos lugares que na Globo. Estão insatisfeitos? Queridos, mudem de canal, desliguem a tv, usem a internet e parem com essas manifestaçõezinhas idiotas de um dia sem globo. Se você precisa de um dia para ficar sem assistir Globo em forma de protesto o problema não está na Globo, está na sua vida!
E por fim, já que eu não quero deixar o texto ainda maior: gente, historicamente, todos os protestos populares no Brasil foram feitos com um objetivo claro e fixo. A passagem já abaixou, não adianta continuar na rua pedindo tudo que foi nos tirado nos últimos anos, a gente não vai conseguir nada sem foco. Se estão tão tão insatisfeitos assim com o governo saim e peçam o impitimam da presidente (sim presidente, porque ninguém me chama de estudanta)! Então ok, #vamosprarua !
Porque queridos, eu não posso dizer que estou tendo um problema se eu não explicar qual é o problema que tenho!
E por favor, parem de hipocrisia tá? Foram vocês que colocaram nossos representantes lá. Mesmo que não colocaram, sabem que vivemos em uma democracia onde a maioria elege seus representantes. Então paramos com essa coisa de "não me representa". Representa sim! Cobre dele e para de reclamar sem sair do sofá!
Continuo achando lindo e legitimo todas as manifestações, mas só vou para rua quando eu tiver certeza que existe um objetivo claro que poderá trazer resultados.
Nunca achei que fosse viver para ver isso, nunca achei que fosse presenciar tal revolta no país.
Lindo! Lindo!

as imagens são creditadas por: banco de dados do Google Imagens. 

ps. a falta de foco no texto reflete a falta de foco das manifestações.
ps2. podem começar as críticas, fiquem a vontade

terça-feira, 7 de maio de 2013

dispense o prefixo -in

Já quis escrever esse texto várias vezes. mas me faltou tempo, me faltou inspiração, me faltou saco para explicar sobre idéias. É que eu tenho evitado a fadiga, tenho evitado tudo e todos que eu sei que vai me deixar estressada/chateada/cansada.
Mas na verdade eu preciso escrever sobre isso. Poque quando eu escreve, tenho a sensação de que aquilo vira real. Eu tenho a sensação de que muitas pessoas vão ler e pensar a respeito. Então vai:
Descobri o maior problema do mundo!
Intolerância
Porque quem disse que funk é música ruim e rock é música boa? Quem foi que disse que drogados são marginais e ladrões? Quem falou que loira é burra? E de onde você tirou que falar pobrema é ser sem cultura? (um dia eu ainda vou falar de cultura aqui, não vou desviar o assunto, o lance hoje é o problema do mundo!) Mas ainda continuo: quem te disse que bater em mulheres no Oriente Médio é errado? Quando mesmo você começou a acreditar na balela ideia dos Direitos Humanos? Quem falou que eu quero queimar sutiãs e ser independente? Quem falou que eu não preciso de homens pra nada e que tenho que lutar contra o machismo? E quem falou que esse jornal ai da sua cidade em formato pequeninho que você paga entre R$ 0,50 e 1,50 é uma porcaria? E desde quando você tem certeza que a sua religião é a única coisa certa no mundo?
Dentre tantas outras indagações que eu poderia ficar por horas fazendo e que todas as vezes que alguém comenta eu tenho vontade de pular no pescoço e enfiar na cabeça só um pouquinho de tolerância. Independente do que você acredita, essencial é ter respeito para com o próximo e para com as suas ideias, os seus conceitos, as suas teorias, os seus pensamentos. Porque o funk é uma ótima música para quem se destina e não para você! Porque as mulheres do Oriente Médio tem uma cultura diferente e lutar a favor do tal dos Direitos Humanos nesses lugares é, em minha opinião, o mesmo que modificar a cultura. É a mesma coisa de alguém chegar aqui e me falar que eu não posso mais comer feijoada porque a vaca é sagrada na Índia! E porque ninguém diz que é errado não comer arroz todo dia? Ah é mesmo, porque os norte-americanos e os europeus não comem arroz todo dia e eles são primeiro mundo! Quanta hipocrisia! E sobre ser feminista? AH gente pára né, se a presidente Dilma acha que precisa ser chamada de presidenta porque o primeiro termo é machista, então eu vou exigir que me chamem de estudanta! Eu acho que a igualdade entre as pessoas (seja de sexos diferentes, de classe social, de cor de pela de tipo de cabelo) tem que ser trabalhada de forma diferente. Um cadeirante precisa de uma calçada adaptada para que ele possa se movimentar livremente na cidade, logo ele precisa de um tratamento diferente, exatamente por ser diferente! Odeio igualdade, odeio o socialismo!
Eu não vou me estender demais, o lance de todas essas palavras é fazer com que você pense duas vezes antes de julgar o Marcos Feliciano. É para você pense duas vezes antes de falar mal dos homossexuais. O lance de tudo isso aqui é para que você pense duas vezes antes de impor um conceito mastigada e ultrapassado sobre qualidade e igualdade. As pessoas são diferentes, e graças a Deus algumas ouvem funk e outras ouvem punk. Que bom que algumas fazem macumba e outras passam a vida dentro de um convento. Qual a graça de viver e não conhecer coisas novas? Qual a graça de andar pelo caminho e não descobrir? E viva a diferença! E viva o respeito e a tolerância com todas essas diferenças!