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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

o quebra-cabeça



Ele era o amor da vida dela. O mundo inteiro tinha certeza disso. O garoto era um doido, vivia saindo para baladas, não se apegava a ninguém. Então ela entrou na sua vida. Menina que namora, que gosta das coisas certinhas, tradicionais. Ela era tudo que ele precisava naquele momento onde a bebida era tão constante que não sobrava mais o dinheiro para pagar o som novo do carro que ele queria tanto. Ela era uma menina bonita, olhos azuis grandes - sempre tapados com seus óculos escuros maiores ainda, cabelo desgrenhado. Ela gostava de verão, de praia, de surf. Mas odiava a pegação, a música alta e a badalação. Ele decidiu que era ela, que seria ela para sempre. Eles saim com os amigos, se davam bem com as famílias, se entendiam por um olhar, faiam planos. Namoravam, faziam loucuras e conseguiam lidar de uma forma extraordinária com o abismo de diferença que existia entre os dois. Moraram juntos um tempo e mudaram para a capital para tentar a vida. Mas eles mudaram para a capital e a capital corrompe as pessoas. A capital trás o pior da gente para cima. A capital é sinônimo de ambição. 
E foi aí que tudo deu errado. Porque ela queria a praia e ele queria o museu. Ela queria a estrada e ele queria a família. Ela queria o silêncio e ele queria a briga, a gritaria, a resposta. Ela não tinha nem a pergunta. Eles não conseguiam mais conversar, porque estar longe dos amigos fazia dele uma pessoa estressada. Estar longe da praia fazia dela uma pessoa triste. Ele sentia que perder aquela menina seria perder tudo que ele tinha conquistado na vida com seu próprio mérito. Ela sabia que perder aquele menino era perder todo o mundo que passou a brilhar para ela. Mas ela não conseguia conversar com ele e ele não conseguia conversar com ela. E o fato dele usar camiseta regata que ela conseguia relevar antes agora estava insuportável. E o fato dela odiar milho também o deixava tão triste. Mas ele precisava fazer seu tão sonhado curso de Belas Artes na capital. Mas ela precisava surfar e a praia mais próxima era há quase 10 horas dali. Começaram os gritos e a menina enfrentou seu medo de um mundo cinza e resolveu voltar para o litoral. Ela não conseguia mais lidar com o barulho. 
Ele ficou na capital, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou. Chegou o inverno e a capital ficou escura, trite. E ninguém entendeu porque e como o casal feito um para o outro acabou. Ela foi viver de novo. Descobriu outro tom de azul nas águas do litoral. Ela só não descobriu as cores nos homens. 
Só restou um monte de marcas, dois corações vazios e duas vidas em seus caminhos diferentes, distantes e com sentimentos tão parecidos. Quem dera se a capital tivesse o mar ou se o mar tivesse o museu. Quem dera a vida fosse assim, encaixável como um quebra-cabeças.  


domingo, 3 de fevereiro de 2013

dia 28

Acordei tarde, fique vendo Viver a Vida a manhã toda e depois sai com a mulher do meu tio, a filha deles e a sobrinha dela. Fomos conhecer Cascais, andar pela praia, dar uma volta no comércio, olhar as coisinhas baratas e conheceras lojas dos chineses.
Depois fomos no mercado e eu fiquei maluca com o preços dos tablets e das câmeras e dos eletronicos em geral!
Andamos a tarde toda, cheguei cansada e dormi logo.
As fotos falam por mim










domingo, 20 de maio de 2012

12: como escrever um texto jornalístico básico

Os parágrafos precisam ter de 5 a 7 linhas.
Você vai precisar de MUITA informação. O máximo que puder.

1° parágrafo: lead. a parte mais importante da notícia. terá três frases.
                1° frase: longa e forte. Dizer o que aconteceu, geralmente com quem e onde. Mas isso pode mudar, é sempre o mais importante que deve aparecer aqui.
                2° frase: apoia a primeira, dá informações complementares. Geralmente como se deu, quais foram as consequências.
                3° frase: perspectiva do acontecimento.

2° parágrafo: desenvolver um tópico frasal, retornar ao gancho dando mais informações, Explorar as informações. Elas sempre aparecem de acordo com sua relevância. Os demais parágrafos vão nessa mesma linha. Não há uma quantidade certa, depende da massa de informação que você possuir.

3° ou último parágrafo: informações burocráticas do tipo organizadores, horários de funcionamento, telefones, sites,contatos. Tudo isso sempre por último.

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fotos do passeio de sábado, em Praia da Armação - sul da ilha de Florianópolis







sábado, 12 de maio de 2012

11: um decreto

não sei se caiu a ficha que já passou metade do meu tempo aqui. não se se precisava passar um tempo com a natureza depois de uma semana estressante. Só sei que na sexta eu decidi que colocaria a mochila nas costas e  entraria num ônibus que eu não tinha ideia de onde me levaria.
E foi exatamente o que fiz.
Hoje de manhã acordei, coloquei biquíni, um short jeans, um camiseta e um agasalho. na mochila coloquei uma câmera fotográfica, uma canga, umas comidas, água, um livro, fones de ouvido com música. E saí. Eu tinha um foco:o norte da ilha e de lá eu iria para qualquer lugar que o ônibus me levasse.
Entrei em um Praia Brava e adorei quando percebi que era longe, as praias mais longes são sempre as mais bonitas!
Enfim eu colocarei fotos do paraíso que encontrei. Mas a conclusão que cheguei é que me faz bem. Que me deixa alegre, feliz, disposta. A conclusão que cheguei é que os ''manezinhos'' não aproveitam o lugar maravilhoso que moram (porque a praia estava vazia, o tava sol!).
E decretei para mim mesma: nos próximos dois meses sábado vai ser dia turismo. Vou pra onde o ônibus me levar, vou  pra onde me indicarem, vou pra onde estiver acontecendo alguma coisa. Vou, simplesmente vou.
Tá todo mundo convidado, sábado é dia de turismo na ilha! Vem também!
E mesmo que não tiver ninguém por perto, eu ainda tenho uma mochila e uma maquina fotográfica junto de mim. Todas as coisas em volta são apenas um bônus que encontrei pelo caminho.
Não vou descrever, as fotos vão dizer muito mais que eu! (tenho vontade de colocar todas, mas vou me conter)











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