Devo ter ganhado o livro logo depois que foi lançado em 2007 ou 2008. Desde então eu li inteiro pelo menos três vezes. Se tornou me livro de cabeceira, minha enciclopédia preferida, o amor da minha vida, a idealização de escrita. Eu não preciso dizer que o meu exemplar está todo marcado, grifado, pitando e um tanto quanto sujo.
Já contei sobre a história aqui (se você não conhece a história, leia o post antes de continuar esse texto por favor.) e hoje pretendo falar do tão (pelo menos por mim) esperado filme.
Fui ver no cinema domingo passado num dia de febre e garganta inflamada. Prometo que vou somente fazer a critica e não contar o filme, caso tenha algum caso de spoiller, eu volto e aviso antecipadamente.
Minha maior expectativa e claro, por consequência, minha maior decepção: a narração da morte
É o que particularmente mais me fascina no livro e por isso desde que eu soube que o filme seria lançado fiquei esperando por algo muito bom. Mas, o que é o destaque no livro não foi destaque no filme. Não sou roteirista e não tenho ideia de como desenvolver isso, mas esperava uma voz feminina, apática e com algumas passagens em específicas do livro como por exemplo algumas "verdadezinhas" que ela conta parando um momento da história. Eu realmente esperava essa pausa.
Minha maior surpresa: as atuações
Impecáveis é uma palavra que define muito bem. Especialmente da menina que interpretou Liesel (que desde o trailer era o meu "pé atrás". O olhar penetrante de todos eles foi algo que realmente me surpreendeu. O ódio, a esperança e a dúvida foram extremamente bem colocados através dos olhares dos atores, bem como "sentido" enquanto eu lia o livro. Apesar de também se decepcionar com a Rosa, porque eu esperava que ela fosse gorda como no livro, ela foi indicada ao Óscar, então me recuso a fazer qualquer crítica a sua atuação. :p
O cenário e os figurinos também estão muito bem colocados. Esperava a Biblioteca do Prefeito muito maior.
A adaptação do roteiro foi muito boa, o que faz com que o filme seja um bom filme, em minha humilde opinião. A história foi coerente e transmitiu com a linguagem cinematográfica a história e a essência que o livro pretende. Eu, como fã, tinha minhas cenas preferidas e algumas delas não entraram, óbvio! Mas não posso ser hipócrita o suficiente em falar que essas cenas que não entraram prejudicaram o entendimento geral do filme.
Conclusão geral é que vale a pena assistir, simplesmente pelo fato de que é uma boa história. E "quando a morte conta uma história, você deve parar para ouvir"
"O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.” LISPECTOR, Clarice
Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens
sábado, 15 de fevereiro de 2014
sábado, 5 de maio de 2012
um vício
Hoje fiquei durante duas horas dentro de uma livraria, sem se preocupar nem me dar conta do tempo.
Fiquei subindo e descendo escadas, olhando livro por livro. Estante por estante. Me perdi no tempo e no espaço. Como se algo me chamasse para dentro, como se algum imã me puxasse cada vez mais pra dentro.
Já fiquei mais que duas horas perdida em meio a livros, estantes e autores. Já fiquei mais que duas horas mergulhada em uma história, em meio a centenas de páginas e personagens.
Ler é como viajar sentado no sofá, na cama, ou na poltrona de um ônibus. É fazer amizades e viver a vida de pessoas imaginarias, com super poderes ou com sofrimentos que nem você mesmo suportaria. É adquirir experiência sem precisar se dar mal depois te ter feito uma burrada. Ler é se envolver em uma história ao ponto de chorar, gargalhar e até sentir medo enquanto o personagem em questão sente todas essas sensações.
Eu sempre tento explicar, sempre tento entender, sempre tento me colocar no lugar. Mas na real, a experiência que se tem com um livro é única e intransferível. A imaginação que me faz ler um livro e mergulhar nele é certamente diferente porque possivelmente você leu o mesmo livro e não acho de todo inspirador e envolvente quanto eu.
Nenhum livro é ruim, se você não gostou de algo que leu é porque simplesmente aquilo não foi escrito para você.
Minha paixão pelos livros começou com um tal de Menino Maluquinho, de Ziraldo. Depois ela passou por uma tal de Meg Cabot e nesse momento aí até tentaram enfiar em minha cabeça alguns 'clássicos' de Machado de Assis ou José de Alencar. Alguns foram digeríveis. Outros não. Ultimamente ando lendo tudo que me indicam, tudo que vejo na frente, tudo que seja de fácil acesso. Alguns eu gosto, outros não.
Mas é como uma droga, que vícia, que é necessário, toda hora, todo momento. Eu preciso estar lendo algum livro. Eu preciso de uma cabeceira ocupada por um livro. Eu preciso ter livros novos na estante, mesmo sabendo que vai demorar para le-los. Eu preciso ter uma estante lotada, cheia, explodindo de livros. Muito mais do que eu preciso ter uma sapateira lotada por exemplo. Sim, eu tenho mais livros que sapatos. Eu adoro sebos, adoro o cheiro de livros velhas e as páginas amareladas. Eu adoro bibliotecas e todas aquelas estantes gigantes cheia de novas histórias, de novas coisas para conhecer. Eu pararia tudo que estou fazendo por uma boa literatura, por um bom texto, por uma boa conversa entre eu e mais umas 700 páginas. Eu deixaria de dormir por um bom livro (como já deixei algumas vezes).
Tudo meio louco demais. Mas não seria um vício se não fosse louco e incompreensível.
Fiquei subindo e descendo escadas, olhando livro por livro. Estante por estante. Me perdi no tempo e no espaço. Como se algo me chamasse para dentro, como se algum imã me puxasse cada vez mais pra dentro.
Já fiquei mais que duas horas perdida em meio a livros, estantes e autores. Já fiquei mais que duas horas mergulhada em uma história, em meio a centenas de páginas e personagens.
Ler é como viajar sentado no sofá, na cama, ou na poltrona de um ônibus. É fazer amizades e viver a vida de pessoas imaginarias, com super poderes ou com sofrimentos que nem você mesmo suportaria. É adquirir experiência sem precisar se dar mal depois te ter feito uma burrada. Ler é se envolver em uma história ao ponto de chorar, gargalhar e até sentir medo enquanto o personagem em questão sente todas essas sensações.
Eu sempre tento explicar, sempre tento entender, sempre tento me colocar no lugar. Mas na real, a experiência que se tem com um livro é única e intransferível. A imaginação que me faz ler um livro e mergulhar nele é certamente diferente porque possivelmente você leu o mesmo livro e não acho de todo inspirador e envolvente quanto eu.
Nenhum livro é ruim, se você não gostou de algo que leu é porque simplesmente aquilo não foi escrito para você.
Minha paixão pelos livros começou com um tal de Menino Maluquinho, de Ziraldo. Depois ela passou por uma tal de Meg Cabot e nesse momento aí até tentaram enfiar em minha cabeça alguns 'clássicos' de Machado de Assis ou José de Alencar. Alguns foram digeríveis. Outros não. Ultimamente ando lendo tudo que me indicam, tudo que vejo na frente, tudo que seja de fácil acesso. Alguns eu gosto, outros não.
Mas é como uma droga, que vícia, que é necessário, toda hora, todo momento. Eu preciso estar lendo algum livro. Eu preciso de uma cabeceira ocupada por um livro. Eu preciso ter livros novos na estante, mesmo sabendo que vai demorar para le-los. Eu preciso ter uma estante lotada, cheia, explodindo de livros. Muito mais do que eu preciso ter uma sapateira lotada por exemplo. Sim, eu tenho mais livros que sapatos. Eu adoro sebos, adoro o cheiro de livros velhas e as páginas amareladas. Eu adoro bibliotecas e todas aquelas estantes gigantes cheia de novas histórias, de novas coisas para conhecer. Eu pararia tudo que estou fazendo por uma boa literatura, por um bom texto, por uma boa conversa entre eu e mais umas 700 páginas. Eu deixaria de dormir por um bom livro (como já deixei algumas vezes).
Tudo meio louco demais. Mas não seria um vício se não fosse louco e incompreensível.
Marcadores:
biblioteca,
infância,
literatura,
livros,
textos,
vício
quinta-feira, 15 de março de 2012
7: vivendo e sobrevivendo
Não que não esteja acontecendo nada de importante.
Não que eu não esteja aprendendo muito e curtindo a cidade.
Não que eu não consiga parar e transmitir em palavras tudo que sinto.
Na verdade não tenho tido muito tempo para sentir.
Quando me propus a cursar durante um semestre meu curso em outra Universidade a ideia inicial era sugar tudo que fosse possível e aprender ao máximo, ou seja inevitavelmente ESTUDAR.
E só só e apenas o que tenho feito. Tenho lido todos os livros possíveis que me são indicados, tenho tentando manter em dia minha leitura de aula antes do professor começar a falar sobre ela. Tenho olhado cronogramas e planos de ensino para chegar na aula e saber do que se trata. Tenho tirado xerox de tudo que posso e baixado no computador que que está disponível.
Além de tudo isso ainda PRECISA me sobrar tempo para fazer trabalhos e me manter uma pessoa sociável para fazer amizades.
Tenho aula na UFSC todas as manhãs as 8:20, com exceção das sextas que entro as 10:10h. Nas segundas e quartas saio só as 17:15h.
Meu livro de literatura habitual já está esquecido a pelo menos quatro dias e estou mantendo ainda 2 livros com leitura diária e um esporadicamente (pq está no computador).
Enfim, estou extremamente feliz, apesar de algumas dificuldades em aulas práticas. Só que tais dificuldades só vão servir para que eu ultrapasse me tenha ainda mais vontade de melhorar. Eu preciso fazer com que olhe para mim como a menina que faz bem rádio e tevê.
Fora tudo isso tenho em mãos uma enciclopédia de 600 páginas para procurar TODAS as vezes que aparece a palavra informação.
Enfim, para o post não ser de todo inútil, vou indicar aqui alguns livros (que estou lendo ou está na estante esperando ansiosamente chegar sua vez).
A menina que não sabia ler, de John Harding
A guerra dos mundos, de H.G. Wells
Chatô, o rei do Brasil, de Fernando Moraes
Desculpe a nossa falha, de Fernanda Esteves (MUITO BOM!!)
Telejornalismo, de Yvor Yorke
O texto na Tv: Manual de Telejornalismo, de Vera Palernostro
Administração de Marketing, de Philip Kotler (a enciclopédia!!)
O rádio na era da informação, de Educardo Metisch
Antimaual de Jornalismo, de Antônio Brasil
Só para ilustras a foto na BRSTv com o pessoal da 2° fase, hoje em uma aula diferente :)
veja a história toda
Não que eu não esteja aprendendo muito e curtindo a cidade.
Não que eu não consiga parar e transmitir em palavras tudo que sinto.
Na verdade não tenho tido muito tempo para sentir.
Quando me propus a cursar durante um semestre meu curso em outra Universidade a ideia inicial era sugar tudo que fosse possível e aprender ao máximo, ou seja inevitavelmente ESTUDAR.
E só só e apenas o que tenho feito. Tenho lido todos os livros possíveis que me são indicados, tenho tentando manter em dia minha leitura de aula antes do professor começar a falar sobre ela. Tenho olhado cronogramas e planos de ensino para chegar na aula e saber do que se trata. Tenho tirado xerox de tudo que posso e baixado no computador que que está disponível.
Além de tudo isso ainda PRECISA me sobrar tempo para fazer trabalhos e me manter uma pessoa sociável para fazer amizades.
Tenho aula na UFSC todas as manhãs as 8:20, com exceção das sextas que entro as 10:10h. Nas segundas e quartas saio só as 17:15h.
Meu livro de literatura habitual já está esquecido a pelo menos quatro dias e estou mantendo ainda 2 livros com leitura diária e um esporadicamente (pq está no computador).
Enfim, estou extremamente feliz, apesar de algumas dificuldades em aulas práticas. Só que tais dificuldades só vão servir para que eu ultrapasse me tenha ainda mais vontade de melhorar. Eu preciso fazer com que olhe para mim como a menina que faz bem rádio e tevê.
Fora tudo isso tenho em mãos uma enciclopédia de 600 páginas para procurar TODAS as vezes que aparece a palavra informação.
Enfim, para o post não ser de todo inútil, vou indicar aqui alguns livros (que estou lendo ou está na estante esperando ansiosamente chegar sua vez).
A menina que não sabia ler, de John Harding
A guerra dos mundos, de H.G. Wells
Chatô, o rei do Brasil, de Fernando Moraes
Desculpe a nossa falha, de Fernanda Esteves (MUITO BOM!!)
Telejornalismo, de Yvor Yorke
O texto na Tv: Manual de Telejornalismo, de Vera Palernostro
Administração de Marketing, de Philip Kotler (a enciclopédia!!)
O rádio na era da informação, de Educardo Metisch
Antimaual de Jornalismo, de Antônio Brasil
Só para ilustras a foto na BRSTv com o pessoal da 2° fase, hoje em uma aula diferente :)
veja a história toda
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Fala sério amiga
Só para aproveitar que a página nova do blog está pronta hoje eu vou falar de livros. Deixarei aqui um trecho do Fala sério amiga, de Thalita Rebouças.
Quando li esse livro ano passado tudo que me vinha a cabeça era uma pessoa, que eu achava que estaria ao meu lado para sempre. É uma pena que eu nunca me lembre que sempre é um tempo muito longo.
Enfim, eu vou falar do livro... Apensar de ser destinado a adolescentes trata de assunto relacionado a todos: amizade. Porque todo mundo tem amigos, porque todo mundo (ou pelo menos a maioria das pessoas) sabe da importância deles para nossa sobrevivência, para conseguirmos enfrentar a nossa luta diária da vida. O livro é narrado em primeira pessoa e cada capitulo é uma idade da personagem, contando as histórias da vida. Malu é a personagem principal do livro, é a mesma personagem em toda série "Fala Sério" da Thalita.
Enfim, vou deixar aqui dois pedacinhos (os meus preferidos). O primeiro fala sobre a escolha da profissão da Malu (ela quis ser jornalista). O segundo fala simplesmente sobre a melhor amiga. Acompanhem de qualquer forma...
"(...) Grito por socorro, mas como a praia é deserta o grito fica no vácuo. Estou no meio de duas bocas imensas, abertas no seu máximo(...). Eu olhando tudo desesperada, até que... Opa! Uma equipe de filmagem num barco mais adiante. Olho mais atentamente e reconheço é o Gugu. (...)entrevistando um ator cujo o rosto eu nunca vi na vida real, mas que no sonho era famosésimo e lindo de doer. Por alguma razão indefinida tenho super poderes e ouço a conversa:
_Como é a sensação de ser o primeiro , na história mundial da Playboy a posar na capa da revista? (...) Eu quero dizer para os meus amigos telespectadores que isso é um furo jornalístico(...).
A gente já está longe da areia e também do Gugu quando a cobra abocanha a focal urso. Vejo tudo preto e... pá! Acordo num salto, suada. (...) Uma pena ser um pesadelo tão idiota.
Idiota é pouco. Tentei buscar significados para esse sonho, mas estava difícil. Primeiro pensei que era um aviso para eu fazer biologia marinha. Ou mesmo que o sonho vinha para me avisar que o meu futuro estava na faculdade de dança, para me tornar uma talentosa e promissora guguzete(...).
Mas, um belo dia cheguei a conclusão de que o sonho não só queria me dizer uma coisa. Ele era um sinal para que eu cursasse a faculdade de jornalismo. Não por causa do super furo do Gugu, mas porque fico arrazada de pensar que os bichos querendo me comer estão me levando para uma ida sem volta, para o meio do nada e que, por causa disso, não vou poder sair correndo para contar para todo mundo que eu, Malu, sei que Mateus Zisfrdzlago vai ser o primeiro homem na história, na his-tó-ria!, a posar como veio ao mundo para a Playboy. A sensação que tenho no sonho é que pre-ci-so dividir isso com alguém. E preciso descrever o momento com detalhes(...) Sei que preciso contar para um, duas, milhões de pessoas."
p. 178 até 181
"Aprendi uma coisa ao longo dos anos: amigo é um dos bens mais preciosos que a gente tem. Podem me chamar de lunática mas, para mim, amizade é melhor que namoro, porque, se não houver nenhum contratempo no caminho, a gente sabe que é pra sempre. Família claro, é importante, mas amigo é tão importante quanto, pois é a gente que escolhe, é a família que a gente escolhe!
Amigo bom é aquele que está junto na hora da gargalhada, mas também na hora da tristeza. Amiga fofa é aquela que entende quando você está namorando e se afasta para ficar de chamego com o sortudo em questão, mas que lhe dá um puxão de orelha quando esse afastamento dura mais que o necessário.
Amiga é aquela que te dá bronca, que te avisa que a roupa que você está pensando em experimentar é brega, que te diz discretamente quando seu dente está sujo de feijão e/ou quando sa calcinha está aparecendo. É aquela que sabe ouvir calada quando você só quer saber de falar, que dá conselhos, você pedindo ou não (e continua dando, mesmo você fazendo exatamente o contrário do que ela aconselhou). Amiga é a pessoa para quem você pre-ci-sa contar um fofoca importante de primeira mão. Com amigas, a gente troca confidências, divide lamentos e vitórias, abraços e lágrimas. Amiga é aquela que a atura e a adora apesar (e por causa) dos seus defeitos.
No dicionário, amigo é aquele que ama, que demonstra afeto, que ampara, que defende, que é companheiro, camarada. Só que não diz que é aquele que diz "eu te amo" (...) cheguei a conclusão de que ouvir essas três palavras mágicas é tão gostoso quanto dizê-las. Faz bem para o coração, pra alma e para a auto-estima.
Eu e minha melhor amiga desde sempre somos amigas de verdade, daquelas que brincam, que brigam e fazem as pazes, mas que consegue, quando é preciso, falar sério
E seguimos assim, rindo, discutindo, sempre juntas pela vida a fora."
p211 até 214
informações gerais sobre o livro:
Título: Fala Sério amiga
Autor: Thalita Rebouças
Editora: Rocco
Quando li esse livro ano passado tudo que me vinha a cabeça era uma pessoa, que eu achava que estaria ao meu lado para sempre. É uma pena que eu nunca me lembre que sempre é um tempo muito longo.
Enfim, eu vou falar do livro... Apensar de ser destinado a adolescentes trata de assunto relacionado a todos: amizade. Porque todo mundo tem amigos, porque todo mundo (ou pelo menos a maioria das pessoas) sabe da importância deles para nossa sobrevivência, para conseguirmos enfrentar a nossa luta diária da vida. O livro é narrado em primeira pessoa e cada capitulo é uma idade da personagem, contando as histórias da vida. Malu é a personagem principal do livro, é a mesma personagem em toda série "Fala Sério" da Thalita.
Enfim, vou deixar aqui dois pedacinhos (os meus preferidos). O primeiro fala sobre a escolha da profissão da Malu (ela quis ser jornalista). O segundo fala simplesmente sobre a melhor amiga. Acompanhem de qualquer forma...
"(...) Grito por socorro, mas como a praia é deserta o grito fica no vácuo. Estou no meio de duas bocas imensas, abertas no seu máximo(...). Eu olhando tudo desesperada, até que... Opa! Uma equipe de filmagem num barco mais adiante. Olho mais atentamente e reconheço é o Gugu. (...)entrevistando um ator cujo o rosto eu nunca vi na vida real, mas que no sonho era famosésimo e lindo de doer. Por alguma razão indefinida tenho super poderes e ouço a conversa:
_Como é a sensação de ser o primeiro , na história mundial da Playboy a posar na capa da revista? (...) Eu quero dizer para os meus amigos telespectadores que isso é um furo jornalístico(...).
A gente já está longe da areia e também do Gugu quando a cobra abocanha a focal urso. Vejo tudo preto e... pá! Acordo num salto, suada. (...) Uma pena ser um pesadelo tão idiota.
Idiota é pouco. Tentei buscar significados para esse sonho, mas estava difícil. Primeiro pensei que era um aviso para eu fazer biologia marinha. Ou mesmo que o sonho vinha para me avisar que o meu futuro estava na faculdade de dança, para me tornar uma talentosa e promissora guguzete(...).
Mas, um belo dia cheguei a conclusão de que o sonho não só queria me dizer uma coisa. Ele era um sinal para que eu cursasse a faculdade de jornalismo. Não por causa do super furo do Gugu, mas porque fico arrazada de pensar que os bichos querendo me comer estão me levando para uma ida sem volta, para o meio do nada e que, por causa disso, não vou poder sair correndo para contar para todo mundo que eu, Malu, sei que Mateus Zisfrdzlago vai ser o primeiro homem na história, na his-tó-ria!, a posar como veio ao mundo para a Playboy. A sensação que tenho no sonho é que pre-ci-so dividir isso com alguém. E preciso descrever o momento com detalhes(...) Sei que preciso contar para um, duas, milhões de pessoas."
p. 178 até 181
"Aprendi uma coisa ao longo dos anos: amigo é um dos bens mais preciosos que a gente tem. Podem me chamar de lunática mas, para mim, amizade é melhor que namoro, porque, se não houver nenhum contratempo no caminho, a gente sabe que é pra sempre. Família claro, é importante, mas amigo é tão importante quanto, pois é a gente que escolhe, é a família que a gente escolhe!
Amigo bom é aquele que está junto na hora da gargalhada, mas também na hora da tristeza. Amiga fofa é aquela que entende quando você está namorando e se afasta para ficar de chamego com o sortudo em questão, mas que lhe dá um puxão de orelha quando esse afastamento dura mais que o necessário.
Amiga é aquela que te dá bronca, que te avisa que a roupa que você está pensando em experimentar é brega, que te diz discretamente quando seu dente está sujo de feijão e/ou quando sa calcinha está aparecendo. É aquela que sabe ouvir calada quando você só quer saber de falar, que dá conselhos, você pedindo ou não (e continua dando, mesmo você fazendo exatamente o contrário do que ela aconselhou). Amiga é a pessoa para quem você pre-ci-sa contar um fofoca importante de primeira mão. Com amigas, a gente troca confidências, divide lamentos e vitórias, abraços e lágrimas. Amiga é aquela que a atura e a adora apesar (e por causa) dos seus defeitos.
No dicionário, amigo é aquele que ama, que demonstra afeto, que ampara, que defende, que é companheiro, camarada. Só que não diz que é aquele que diz "eu te amo" (...) cheguei a conclusão de que ouvir essas três palavras mágicas é tão gostoso quanto dizê-las. Faz bem para o coração, pra alma e para a auto-estima.
Eu e minha melhor amiga desde sempre somos amigas de verdade, daquelas que brincam, que brigam e fazem as pazes, mas que consegue, quando é preciso, falar sério
E seguimos assim, rindo, discutindo, sempre juntas pela vida a fora."
p211 até 214
informações gerais sobre o livro:
Título: Fala Sério amiga
Autor: Thalita Rebouças
Editora: Rocco
Marcadores:
amigas,
jornalismo,
livros,
Thalita Rebouças
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Bienal, doce Bienal
Tentei de diversas formas escrever. Tentei fazer algumas milhares de comparações. Só agora consegui entender que a Bienal do Livro para uma apaixonada por literatura como eu não pode ser descrita em apenas um texto. A Bienal é de muitas histórias, de muitos momentos, de muitos sorrisos inesquecíveis.
Só agora entendi que eu jamais conseguiria descrever 9h dentro do Rio Centro em apenas uma história.
Depois do almoço começou de fato o passeio. E é incrível como tudo isso ainda me fascina. Como todo esse mundo é tão difícil de ser explicado. Três pavilhões com mais mais de um milhão de livros. Andar por ali era como estar sob efeito de alguma droga, de algum anestésico. A vontade incontrolável que eu tinha era de comprar absolutamente tudo que eu via pela frente. Tá, isso foi um pouquinho exagerado, mas a vontade que eu tinha ao ver um livro de R$ 3,00 de um assunto que poderia me interessar era certamente essa. Claro que eu sei controlar meu espírito consumista e ser racional o suficiente para comprar o que valia a pena e o que eu tinha certeza que me faria feliz depois.
A maior questão é que naquelas horas que passei ali dentro não consegui senti absolutamente nada além da vontade louca de estar ali. Eu ficaria a vida toda olhando cada estante daqueles estandes. Eu leria cada sinopse de cada livro só para saber que eles existem, para conhece-los e poder compra-los e lê-los depois, um dia.
Talvez seja uma comparação esdruxula demais, mas foi quase como entrar em um campo de futebol e ver seu time arrasando. Foi quase como ver a banda favorita cantando e apontando para você. Talvez até a Bienal, ou, os livros, sejam a minha banda favorita. E cada autor ali represente de alguma forma um cantor com quem eu me identifique. A questão é que não é um gostar que possa ser explicado. (como se algum gostar pudesse! ¬¬) Não quero entrar no âmbito gosto, por não ter muita certeza sobre como argumentar sobre o assunto. Fato é que gostei, que gosto, que me faz bem, que me faz feliz. Feliz de um modo que não se explica, feliz de um modo doentio. Feliz, simplesmente feliz.
O dia passou sem que eu se quer percebesse. Eu andei muito, olhei muitos livros, e só me dei conta de que minhas pernas não estavam mais respondendo quando as 18h minha mãe disse que não aguentava mais andar. Então paramos um pouco e logo depois retomamos, ainda faltava a fila de autógrafos do Ziraldo (que vai vir em uma outa história)!
Só as 21h senti que precisava parar, que era hora de ir para casa, que eu já havia me divertido mais que o suficiente para uma mortal em um dia só. Sai do Rio Centro com três novos livros que poderei chamar de meu. Para alguém que tem um mini biblioteca em expansão em casa foi pouco, claro. Mas sai feliz, como uma criança que ganhou o seu doce preferido. (o que não deixa de ser, com certeza) Na verdade o que importa não são os livros que levei para casa e sim o contato que tive com todos os outros ali. Os que vieram morar comigo são apenas uma consequência de um dia como esse.
Por mim eu moraria os 11 dias de Bienal no Rio Centro, não para comprar livros, mas para ficar entre eles. É uma pena que precisar ser uma pessoa sensata e não poder fazer isso. É a Bienal passou contraditoriamente rápida considerando o tempo que ela demorou a chegar. Tchau Bienal, querida. A gente se vê em dois anos! :)
Só agora entendi que eu jamais conseguiria descrever 9h dentro do Rio Centro em apenas uma história.
Depois do almoço começou de fato o passeio. E é incrível como tudo isso ainda me fascina. Como todo esse mundo é tão difícil de ser explicado. Três pavilhões com mais mais de um milhão de livros. Andar por ali era como estar sob efeito de alguma droga, de algum anestésico. A vontade incontrolável que eu tinha era de comprar absolutamente tudo que eu via pela frente. Tá, isso foi um pouquinho exagerado, mas a vontade que eu tinha ao ver um livro de R$ 3,00 de um assunto que poderia me interessar era certamente essa. Claro que eu sei controlar meu espírito consumista e ser racional o suficiente para comprar o que valia a pena e o que eu tinha certeza que me faria feliz depois.
A maior questão é que naquelas horas que passei ali dentro não consegui senti absolutamente nada além da vontade louca de estar ali. Eu ficaria a vida toda olhando cada estante daqueles estandes. Eu leria cada sinopse de cada livro só para saber que eles existem, para conhece-los e poder compra-los e lê-los depois, um dia.
Talvez seja uma comparação esdruxula demais, mas foi quase como entrar em um campo de futebol e ver seu time arrasando. Foi quase como ver a banda favorita cantando e apontando para você. Talvez até a Bienal, ou, os livros, sejam a minha banda favorita. E cada autor ali represente de alguma forma um cantor com quem eu me identifique. A questão é que não é um gostar que possa ser explicado. (como se algum gostar pudesse! ¬¬) Não quero entrar no âmbito gosto, por não ter muita certeza sobre como argumentar sobre o assunto. Fato é que gostei, que gosto, que me faz bem, que me faz feliz. Feliz de um modo que não se explica, feliz de um modo doentio. Feliz, simplesmente feliz.
O dia passou sem que eu se quer percebesse. Eu andei muito, olhei muitos livros, e só me dei conta de que minhas pernas não estavam mais respondendo quando as 18h minha mãe disse que não aguentava mais andar. Então paramos um pouco e logo depois retomamos, ainda faltava a fila de autógrafos do Ziraldo (que vai vir em uma outa história)!
Só as 21h senti que precisava parar, que era hora de ir para casa, que eu já havia me divertido mais que o suficiente para uma mortal em um dia só. Sai do Rio Centro com três novos livros que poderei chamar de meu. Para alguém que tem um mini biblioteca em expansão em casa foi pouco, claro. Mas sai feliz, como uma criança que ganhou o seu doce preferido. (o que não deixa de ser, com certeza) Na verdade o que importa não são os livros que levei para casa e sim o contato que tive com todos os outros ali. Os que vieram morar comigo são apenas uma consequência de um dia como esse.
Por mim eu moraria os 11 dias de Bienal no Rio Centro, não para comprar livros, mas para ficar entre eles. É uma pena que precisar ser uma pessoa sensata e não poder fazer isso. É a Bienal passou contraditoriamente rápida considerando o tempo que ela demorou a chegar. Tchau Bienal, querida. A gente se vê em dois anos! :)
Marcadores:
Bienal,
felicidade,
livros,
rio de janeiro
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Resenhar
você já teve aula de Comunicação e Linguagem Científica? ou dependendo do curso Metodologia de Pesquisa, algum derivado? Você com certeza aprendeu a fazer resenha então. Mas a sua professora te passou o exercício chato de ter que fazer uma? Com certeza passou, mas não na semana que você tem provas e precisava estudar ao inves de ficar quebrando a cabeça numa resenha certo?
Tudo bem, eu até me diverti, afinal o tema foi livre e eu pude me deliciar com meu livro preferido: "A menina que roubava livros".
Como o trabalho ficou até mais ou menos e como eu gosto muito do livro, colocarei o resultado aqui. Indico o livros para quem ainda não leu, vale a pena!
Ai vai:

Markus Zusak é um jovem autor de 35 anos. Conhecido principalmente por seus livros infanto-juvenis. O marco de sua carreira aconteceu em 2006 com o lançamento de “A Menina que Roubava Livros.”
O autor australiano cresceu a ouvir seu pai contar histórias da Alemanha Nazista e conseguiu conciliar muito bem essas histórias a uma ideia que já tinha anteriormente, a de uma personagem roubadora de livros. "Nós temos essas imagens das marchas em fila de garotos e dos 'Heil Hitlers' e essa ideia de que todos na Alemanha estavam nisso juntos. Mas ainda havia crianças rebeldes e pessoas que não seguiam as regras e pessoas que esconderam judeus e outras pessoas em suas casas. Então eis outro lado da Alemanha Nazista", disse Zusak numa entrevista com o The Sydney Morning Herald.
Em seu livro, o autor australiano consegue fugir de toda uma estrutura padrão, começando pelo narrador da história: a morte. Poético, assustador, emocionante, sarcástico, inteligente, o texto é envolvente até a última página. Mostrando como as palavras podem mudar a vida das pessoas, mesmo em meio a situações adversas.
Liesel Meminger é a garota de quem a morte resolve contar a história. Em meio à guerra, com tantas mortes, a menina se encontra três vezes com a narradora do livro, e a passa por ela às três vezes.
Abandona pela mãe, viu seu irmão mais novo morrer no caminho de sua nova casa. No enterro de seu irmão, numa cidadezinha no meio do nada, o coveiro deixa cair o seu livro de bolso, O Manual do Coveiro. Foi o primeiro livro que Liesel roubou. Ela viveu os próximos quatro anos em uma cidade próxima de Munique com um pai acordeonista e uma mãe lavadeira rabugenta. Ai desenvolve-se toda a história. A menina aprende a ler com o Manual do Coveiro, brigou, sentiu raiva das palavras, mas se reconciliou com elas. As palavras a principio faziam com que ela se lembrasse de seu irmão, era sua última lembrança dele. Depois os livros se tornaram sua maior paixão, sua razão de viver. E foram as palavras que a salvaram.
Novas histórias vão se misturando com a Liesel no decorrer do livro. A de seu pai acordeonista, sobrevivente da Primeira Guerra. A de sua mãe, lavadeira rabugenta com um ótimo coração. A do garoto Rudy, seu melhor amigo e o amor de sua vida. A do judeu Max, que ousou a apagar as palavras de Adolf Hitler para escrever uma nova história à Liesel. A da mulher do prefeito, com sua enorme biblioteca e sua tristeza incompreensível.
Todo esse drama mostra ao leitor a Segunda Guerra sob uma nova perspectiva, onde alemães também são boas pessoas e lutam para sobreviver em meio a tantas dificuldades e inconstâncias. Toda a história remete a uma reflexão sobre o poder transformador das palavras. Todas as entre linhas dão a certeza de que a vida não é fácil, mas vale a pena ser vivida.
O livro foi um marco para literatura do mundo todo. Permaneceu durante 43 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times. Hoje, o autor vive em Sydney, na Austrália.
beijos beijos beijos
que seja uma ótima semana, de provas.
Tudo bem, eu até me diverti, afinal o tema foi livre e eu pude me deliciar com meu livro preferido: "A menina que roubava livros".
Como o trabalho ficou até mais ou menos e como eu gosto muito do livro, colocarei o resultado aqui. Indico o livros para quem ainda não leu, vale a pena!
Ai vai:

Markus Zusak é um jovem autor de 35 anos. Conhecido principalmente por seus livros infanto-juvenis. O marco de sua carreira aconteceu em 2006 com o lançamento de “A Menina que Roubava Livros.”
O autor australiano cresceu a ouvir seu pai contar histórias da Alemanha Nazista e conseguiu conciliar muito bem essas histórias a uma ideia que já tinha anteriormente, a de uma personagem roubadora de livros. "Nós temos essas imagens das marchas em fila de garotos e dos 'Heil Hitlers' e essa ideia de que todos na Alemanha estavam nisso juntos. Mas ainda havia crianças rebeldes e pessoas que não seguiam as regras e pessoas que esconderam judeus e outras pessoas em suas casas. Então eis outro lado da Alemanha Nazista", disse Zusak numa entrevista com o The Sydney Morning Herald.
Em seu livro, o autor australiano consegue fugir de toda uma estrutura padrão, começando pelo narrador da história: a morte. Poético, assustador, emocionante, sarcástico, inteligente, o texto é envolvente até a última página. Mostrando como as palavras podem mudar a vida das pessoas, mesmo em meio a situações adversas.
Liesel Meminger é a garota de quem a morte resolve contar a história. Em meio à guerra, com tantas mortes, a menina se encontra três vezes com a narradora do livro, e a passa por ela às três vezes.
Abandona pela mãe, viu seu irmão mais novo morrer no caminho de sua nova casa. No enterro de seu irmão, numa cidadezinha no meio do nada, o coveiro deixa cair o seu livro de bolso, O Manual do Coveiro. Foi o primeiro livro que Liesel roubou. Ela viveu os próximos quatro anos em uma cidade próxima de Munique com um pai acordeonista e uma mãe lavadeira rabugenta. Ai desenvolve-se toda a história. A menina aprende a ler com o Manual do Coveiro, brigou, sentiu raiva das palavras, mas se reconciliou com elas. As palavras a principio faziam com que ela se lembrasse de seu irmão, era sua última lembrança dele. Depois os livros se tornaram sua maior paixão, sua razão de viver. E foram as palavras que a salvaram.
Novas histórias vão se misturando com a Liesel no decorrer do livro. A de seu pai acordeonista, sobrevivente da Primeira Guerra. A de sua mãe, lavadeira rabugenta com um ótimo coração. A do garoto Rudy, seu melhor amigo e o amor de sua vida. A do judeu Max, que ousou a apagar as palavras de Adolf Hitler para escrever uma nova história à Liesel. A da mulher do prefeito, com sua enorme biblioteca e sua tristeza incompreensível.
Todo esse drama mostra ao leitor a Segunda Guerra sob uma nova perspectiva, onde alemães também são boas pessoas e lutam para sobreviver em meio a tantas dificuldades e inconstâncias. Toda a história remete a uma reflexão sobre o poder transformador das palavras. Todas as entre linhas dão a certeza de que a vida não é fácil, mas vale a pena ser vivida.
O livro foi um marco para literatura do mundo todo. Permaneceu durante 43 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times. Hoje, o autor vive em Sydney, na Austrália.
beijos beijos beijos
que seja uma ótima semana, de provas.
Marcadores:
comunicação,
jornalismo,
livros,
menina que roubava livros,
resenha
Assinar:
Postagens (Atom)

