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domingo, 20 de maio de 2012

12: como escrever um texto jornalístico básico

Os parágrafos precisam ter de 5 a 7 linhas.
Você vai precisar de MUITA informação. O máximo que puder.

1° parágrafo: lead. a parte mais importante da notícia. terá três frases.
                1° frase: longa e forte. Dizer o que aconteceu, geralmente com quem e onde. Mas isso pode mudar, é sempre o mais importante que deve aparecer aqui.
                2° frase: apoia a primeira, dá informações complementares. Geralmente como se deu, quais foram as consequências.
                3° frase: perspectiva do acontecimento.

2° parágrafo: desenvolver um tópico frasal, retornar ao gancho dando mais informações, Explorar as informações. Elas sempre aparecem de acordo com sua relevância. Os demais parágrafos vão nessa mesma linha. Não há uma quantidade certa, depende da massa de informação que você possuir.

3° ou último parágrafo: informações burocráticas do tipo organizadores, horários de funcionamento, telefones, sites,contatos. Tudo isso sempre por último.

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fotos do passeio de sábado, em Praia da Armação - sul da ilha de Florianópolis







sábado, 5 de maio de 2012

um vício

Hoje fiquei durante duas horas dentro de uma livraria, sem se preocupar nem me dar conta do tempo.
Fiquei subindo e descendo escadas, olhando livro por livro. Estante por estante. Me perdi no tempo e no espaço. Como se algo me chamasse para dentro, como se algum imã me puxasse cada vez mais pra dentro.
Já fiquei mais que duas horas perdida em meio a livros, estantes e autores. Já fiquei mais que duas horas mergulhada em uma história, em meio a centenas de páginas e personagens.
Ler é como viajar sentado no sofá, na cama, ou na poltrona de um ônibus. É fazer amizades e viver a vida de pessoas imaginarias, com super poderes ou com sofrimentos que nem você mesmo suportaria. É adquirir experiência sem precisar se dar mal depois te ter feito uma burrada. Ler é se envolver em uma história ao ponto de chorar, gargalhar e até sentir medo enquanto o personagem em questão sente todas essas sensações.
Eu sempre tento explicar, sempre tento entender, sempre tento me colocar no lugar. Mas na real, a experiência que se tem com um livro é única e intransferível. A imaginação que me faz ler um livro e mergulhar nele é certamente diferente porque possivelmente você leu o mesmo livro e não acho de todo inspirador e envolvente quanto eu.
Nenhum livro é ruim, se você não gostou de algo que leu é porque simplesmente aquilo não foi escrito para você.
Minha paixão pelos livros começou com um tal de Menino Maluquinho, de Ziraldo. Depois ela passou por uma tal de Meg Cabot e nesse momento aí até tentaram enfiar em minha cabeça alguns 'clássicos' de Machado de Assis ou José de Alencar. Alguns foram digeríveis. Outros não. Ultimamente ando lendo tudo que me indicam, tudo que vejo na frente, tudo que seja de fácil acesso. Alguns eu gosto, outros não.
Mas é como uma droga, que vícia, que é necessário, toda hora, todo momento. Eu preciso estar lendo algum livro. Eu preciso de uma cabeceira ocupada por um livro. Eu preciso ter livros novos na estante, mesmo sabendo que vai demorar para le-los. Eu preciso ter uma estante lotada, cheia, explodindo de livros. Muito mais do que eu preciso ter uma sapateira lotada por exemplo. Sim, eu tenho mais livros que sapatos. Eu adoro sebos, adoro o cheiro de livros velhas e as páginas amareladas. Eu adoro bibliotecas e todas aquelas estantes gigantes cheia de novas histórias, de novas coisas para conhecer. Eu pararia tudo que estou fazendo por uma boa literatura, por um bom texto, por uma boa conversa entre eu e mais umas 700 páginas. Eu deixaria de dormir por um bom livro (como já deixei algumas vezes).
Tudo meio louco demais. Mas não seria um vício se não fosse louco e incompreensível.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

sobre o ato de escrever: começar pelo final

Andava procurando um modo de explicar minha mudança em relação ao desespero inicial de nunca se tornar uma grande jornalista, de ser eternamente incompreendida, de toda dúvida em relação a tudo (como nesse ou nesse outro post). Depois de ler tantas coisas e pensar ainda mais sobre elas cheguei a uma conclusão que me parece óbvia agora:
todo o problema parte/partia do ato da escrita

A história tem começo, meio e possivelmente um fim. (que, certamente abre a porta para um novo começo).
O começo: antes de entrar para jornalismo eu tinha a certeza que isso era tudo que eu queria fazer e que com certeza desempenharia bem esse papel. Todas as pessoas ao meu redor também acreditavam nisso. O que, de certa forma, ficou bem confortável.
O meio: eu entrei para faculdade e pirei ao perceber que não era boa o bastante para estar ali e que o jornalismo não era nada do que eu achava e que eu não poderia dessa forma desempenhar o papel que acreditava e que eu não poderia desempenhar papel nenhum. Em resumo me senti um lixo.
O fim: Entendi que... Bom aí começa o post de hoje.


Quando eu surtei e me senti um lixo, procurei acreditar desesperadamente que poderia com certeza melhorar. Tentei de todas as formas escrever do jeito que agradava aquela ou aquela outra professora. Claro que cada uma me cobrava um estilo, claro que cada uma me falava uma coisa, claro que cada uma tinha um gosto diferente. O que mais me frustava era entregar um texto que eu sinceramente achava que estava bom e alguém me devolvia pedindo para eu trocar essa ou aquela palavra. Trocava. Passei a ser uma máquina. Fiquei um tanto (muito) desiludida com tudo isso. Eu não queria trocar a palavra porque isso mudaria todo o sentido do meu texto! Usar intelectuais ao invés de estudiosos faz toda a diferença para as entrelinhas!
E, por algum tempo tive dúvidas sobre o que eu de fato queria para o meu futuro.
Mas porque tantas dúvidas? Isso era tudo que eu sempre quis! Todos esses livros, esses textos, esses estudos, esse conhecimento! Escolhi ser jornalista justamente porque sempre quis saber e entender sobre tudo e todos, porque a minha paixão é por todas as profissões e, com o jornalismo eu posso ser todas!
Então, fui atrás do que eu achava que era bom pra mim, fui escrever de acordo com as regras. Fui escrever o final da história primeiro e resumir tudo em 10 linhas. Mas tudo isso se tornou um martírio! Era tão chato! Daí eu fui atrás das orações complexas e longas. Das palavras que a gente tira do dicionário de sinônimos do Word. As frases longas e complicadas também nunca fizeram meu estilo.
Me peguei perdida no momento em que eu tinha espaço para contar a história do jeito que eu queria. Em meio a tantas regras e exigências eu não conseguia ser mais eu mesma.
E então eu percebi que o barato de escrever é praticar como a dança: diariamente e com muito prazer. O lance da obrigação e das regras estraga toda a diversão. Abstrai de tudo e passei a escrever com as regras que meu coração faz.
Os maiores elogios do meu blog que ouço é em relação ao texto simples e verdadeiro. Orações curtas que significam. Entendi então que essa é minha forma de escrever, entendi o lance do estilo que os professores tanto falavam.
Não sou perfeita, meu texto muito menos. Minhas vírgulas nunca estão no lugar porque eu sempre emprego-as quando quero dar um ar dramático ou uma pausa para reflexão no texto. Do jeitinho que aprendi quando tinha 10 anos e estava sendo alfabetizada.
Não, eu não estou desprezando nada do que tenho aprendido na Universidade, no curso de jornalismo e com meus excelentes professores. Só parei de tentar provar para os próprios que vou ser uma grande jornalista porque escrevo bem. Só parei de tentar provar para mim mesma que preciso agrada-los com "bons" textos. ♫ Porque mentir para si mesmo é sempre a pior mentira... ♫ Afinal o bem, o bonito, o certo, o direito é sempre tão relativo!
Preciso apenas escrever, porque isso é com certeza muito maior que eu. Preciso escrever pelo prazer de ver letras formando palavras, pelo prazer de ver palavras formando frases, pelo prazer de ver frases formando histórias, pelo prazer de ver histórias formando vidas...
E isso talvez não fará de mim a melhor e mais excepcional jornalista, mas certamente fará de mim a pessoa mais feliz do mundo. E isso, por enquanto basta.
E claro, toda certeza serve somente para ser desconstituída.

domingo, 12 de junho de 2011

Literatura, jornalismo, textos, palavras...

Essa semana minha amiga de quarto (e de casa) estava terminando um texto para o Blog do ICHS e pediu que eu ouvisse o que ela escreveu. Em meio a tantos verbos objetivos, orações diretas, palavras que devem ser empregadas ao invés de outras, virgula no lugar certo, eu fiquei refletindo... Como é chato esse tal texto jornalístico! 
Alguns dias antes, eu estava estudando e lendo Clarice Lispector com a finalidade de apresentar um trabalho na aula de Jornalismo Impresso II, para falar de crônicas. E foi inevitável não fazer a comparação entre os textos. Não que minha amiga tenha feito um texto chato, de maneira alguma, ele era até bem interessante e falava sobre uma palestra que aconteceu na Universidade e que eu não fui por pura preguiça e falta de vontade. Fato é que as crônicas de Clarice, os seus contos e suas frases subjetivas me encantam e me interessam bem mais. E pensando bem eu nunca gostei das coisas tão claras. Explicação demais perde toda a graça da interpretação e descoberta.
Mês passado, participei do Intercom Sudeste, em São Paulo. Durante os dias de Encontro eu vi e ouvi muitas coisas que me inspiraram, foi realmente uma recarga de energias. Uma das frases que mais me marcaram e que eu certamente levarei para toda a vida foi: "O jornalismo não pode ser objetivo, porque não falamos sobre objetos. Ele precisa ser subjetivo, porque falamos sobre sujeitos." E, então apesar entender, aceitar e concordar plenamente com isso eu fico me perguntado porque na faculdade a gente aprende totalmente o contrário?
Sim, eu me sinto totalmente incomodada com o jornalismo ultimamente. Quando mais eu estudo, mais eu aprendo, mais duvidas e aversões eu tenho. Mas não há como, me desculpe, eu não consigo me ver fazendo outra coisa. Entretanto eu usarei as palavras que uma outra amiga de minha casa me disse essa semana também: "Nem sempre o que a gente gosta de fazer é o que a gente faz bem."
Se um dia alguém descobrir o que eu faço bem, por favor me conta tá! Então eu passo a trabalhar com isso. Enquanto isso eu vou insistindo no que eu gosto. Ou no que restou para mim. :*