terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fala sério amiga

Só para aproveitar que a página nova do blog está pronta hoje eu vou falar de livros. Deixarei aqui um trecho do Fala sério amiga, de Thalita Rebouças.
Quando li esse livro ano passado tudo que me vinha a cabeça era uma pessoa, que eu achava que estaria ao meu lado para sempre. É uma pena que eu nunca me lembre que sempre é um tempo muito longo.
Enfim, eu vou falar do livro... Apensar de ser destinado a adolescentes trata de assunto relacionado a todos: amizade. Porque todo mundo tem amigos, porque todo mundo (ou pelo menos a maioria das pessoas) sabe da importância deles para nossa sobrevivência, para conseguirmos enfrentar a nossa luta diária da vida. O livro é narrado em primeira pessoa e cada capitulo é uma idade da personagem, contando as histórias da vida. Malu é a personagem principal do livro, é a mesma personagem em toda série "Fala Sério" da Thalita.
Enfim, vou deixar aqui dois pedacinhos (os meus preferidos). O primeiro fala sobre a escolha da profissão da Malu (ela quis ser jornalista). O segundo fala simplesmente sobre a melhor amiga. Acompanhem de qualquer forma...

"(...) Grito por socorro, mas como a praia é deserta o grito fica no vácuo. Estou no meio de duas bocas imensas, abertas no seu máximo(...). Eu olhando tudo desesperada, até que... Opa! Uma equipe de filmagem num barco mais adiante. Olho mais atentamente e reconheço é o Gugu. (...)entrevistando um ator cujo o rosto eu nunca vi na vida real, mas que no sonho era famosésimo e lindo de doer. Por alguma razão indefinida tenho super poderes e ouço a conversa:
_Como é a sensação de ser o primeiro , na história mundial da Playboy a posar na capa da revista? (...) Eu quero dizer para os meus amigos telespectadores que isso é um furo jornalístico(...).
A gente já está longe da areia e também do Gugu quando a cobra abocanha a focal urso. Vejo tudo preto e... pá! Acordo num salto, suada. (...) Uma pena ser um pesadelo tão idiota.
Idiota é pouco. Tentei buscar significados para esse sonho, mas estava difícil. Primeiro pensei que era um aviso para eu fazer biologia marinha. Ou mesmo que o sonho vinha para me avisar que o meu futuro estava na faculdade de dança, para me tornar uma talentosa e promissora guguzete(...).
Mas, um belo dia cheguei a conclusão de que o sonho não só queria me dizer uma coisa. Ele era um sinal para que eu cursasse a faculdade de jornalismo. Não por causa do super furo do Gugu, mas porque fico arrazada de pensar que os bichos querendo me comer estão me levando para uma ida sem volta, para o meio do nada e que, por causa disso, não vou poder sair correndo para contar para todo mundo que eu, Malu, sei que Mateus Zisfrdzlago vai ser o primeiro homem na história, na his-tó-ria!, a posar como veio ao mundo para a Playboy. A sensação que tenho no sonho é que pre-ci-so dividir isso com alguém. E preciso descrever o momento com detalhes(...) Sei que preciso contar para um, duas, milhões de pessoas."
p. 178 até 181


"Aprendi uma coisa ao longo dos anos: amigo é um dos bens mais preciosos que a gente tem. Podem me chamar de lunática mas, para mim, amizade é melhor que namoro, porque, se não houver nenhum contratempo no caminho, a gente sabe que é pra sempre. Família claro, é importante, mas amigo é tão importante quanto, pois é a gente que escolhe, é a família que a gente escolhe!
Amigo bom é aquele que está junto na hora da gargalhada, mas também na hora da tristeza. Amiga fofa é aquela que entende quando você está namorando e se afasta para ficar de chamego com o sortudo em questão, mas que lhe dá um puxão de orelha quando esse afastamento dura mais que o necessário.
Amiga é aquela que te dá bronca, que te avisa que a roupa que você está pensando em experimentar é brega, que te diz discretamente quando seu dente está sujo de feijão e/ou quando sa calcinha está aparecendo. É aquela que sabe ouvir calada quando você só quer saber de falar, que dá conselhos, você pedindo ou não (e continua dando, mesmo você fazendo exatamente o contrário do que ela aconselhou). Amiga é a pessoa para quem você pre-ci-sa contar um fofoca importante de primeira mão.  Com amigas, a gente troca confidências, divide lamentos e vitórias, abraços e lágrimas. Amiga é aquela que a atura e a adora apesar (e por causa) dos seus defeitos.
No dicionário, amigo é aquele que ama, que demonstra afeto, que ampara, que defende, que é companheiro, camarada. Só que não diz que é aquele que diz "eu te amo" (...) cheguei a conclusão de que ouvir essas três palavras mágicas é tão gostoso quanto dizê-las. Faz bem para o coração, pra alma e para a auto-estima.
Eu e minha melhor amiga desde sempre somos amigas de verdade, daquelas que brincam, que brigam e fazem as pazes, mas que consegue, quando é preciso, falar sério
E seguimos assim, rindo, discutindo, sempre juntas pela vida a fora."
p211 até 214

informações gerais sobre o livro:
Título: Fala Sério amiga
Autor: Thalita Rebouças
Editora: Rocco

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tudo novinho : D

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Oi gente,
Eu sou a Cati a prima da Mari : D,
Não eu não vou começar a postar aqui no blog dela (hauahuaha')
Eu que fiz o designer novo \õ/ Eu amei e vocês ? Quer um novo designer pro seu blog totalmente GRÁTIS ?  Click ->> AQUI <<- que eu te atenderei o mas rápido possível e com o maior prazer : D

é isso não divia nem tar postando mais é só para avisar o novo designer : D


Beijão :*

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mimada, Chata, Inconstante, Incoerente

Falar que alguém é feio não te faz mais bonito
Falar que alguém é gordo não te faz ser magro
Jogar toda a culpa em alguém não te faz ter menos culpa
E por aí segue...
São mais ou menos essas palavras usadas no final do filme Meninas Malvadas. Comédiazinha norte-americana fútil de adolescentes. (assistam, até tem uma boa lição de moral)
E ainda digo, gritar não te faz ter mais respeito, ou ser mais escutada.
Entretanto, não falar mal, não cometar a gordura, não colocar a culpa, não gritar, não não não. Isso tudo é muito difícil.
Afinal de contas ninguém é perfeito e nem todo mundo está disposto a abrir mão de tudo, ou de algumas coisas. Seja lá o que for, as coisas ficam mais confortáveis quando são do nosso jeito. Claro que ficam.
O desafio é abrir mão, sem gritar, sem jogar erros na cara, sem criar problemas ou discussões. O desafio é ser menos intransigente, menos mimada, menos menos menos. O desafio é importar-se menos. Cada vez menos.
Reconheço ter todos esses defeitos, reconheço criar problemas desnecessários, reconheço querer sempre as coisas do meu jeito. E reconheço estar sendo difícil mudar. Porque nenhuma mudança é fácil.
Só que tomei uma decisão: só vale a pena mudar por aqueles que mudariam por você. Só vale a pena dar preferencia aqueles que tem você como preferencia. Só vale a pena manter do lado aqueles que querem você por perto.
E depois, todos os outros, o desafio é importa-se menos, cada vez menos. Menos, menos, menos.
E como diz minha amiga e xará Mari Leite, porque eu devo tratar como prioridade quem me trata como opção?

E viva as mudanças, e viva o começo de uma vida mais feliz.

ps1. fiquei muito feliz porque várias pessoas vieram perguntar o que estava acontecendo com meu blog na semana que ele ficou fechado. vocês são uns queridos, obrigada por lerem minhas besteiras e devaneios.
ps2. minha prima linda que fez o desing. por isso ficou esse tempo fora do ar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Copacabana feliz ou não

Pelo segundo ano consecutivo passo a virada do ano em um dos lugares mais famosos do mundo. Uma queima de fogos impecável, um povo feliz e diversidade reinando sempre.
Cenário: Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil.
Data: 31 de dezembro de 2011. 8 pessoas e um tempo chuvoso.
Estávamos todos em casa, na região da Barra da Tijuca e descemos de carro até o Leblon por volta das 18h. Paramos o carro na avenida principal e bem movimentada e pegamos um ônibus circular que nos deixou atrás do Copacabana Palace por volta das 19:30h
E daí por diante é meio previsível, chuva, andamos a toa, chuva, comemos um lanche, chuva, compramos 4 guardas-chuva, chuva, comemos mais um pouco em uma cantina italiana, chuva, calçadão, chuva, fogos, chuva, 2012, chuva, abraços, chuva, champanhe, chuva e caminhamos para tentar pegar algo que nos levássemos de volta para o Leblon.
Caminhamos entre ruas interditadas, sem sinal de taxi ou ônibus por volta de 30min. Seguindo o fluxo conseguimos encontrar A Rua com transito parado cheio de taxes e ônibus. Em meio ao transito parado achamos um ônibus no meio da avenida que ia para o nosso destino e o motorista (um amor ou não) abriu a porta (no meio da avenida!) e entramos. Por sorte o ônibus ainda estava vazio e conseguimos os 8 sentar-se.
Dali, levamos mais 1h para chegar até onde o carro estava, caminho esse que levariamos normalmente 15min no máximo, sem demais complicações.
Relatei alguns momentos tensos na volta do Reveillon de Copacabana de dentro do ônibus. Segue:


Fora cenas como pessoas desesperadas dando sinal e o motorista ignorando, a fila gigantesca do metrô que dava voltas no quarteirão. Entre tantos outros momentos de puro caus.

Ano passado, levei quase 1h para encontrar um ônibus que fosse possível entrar que estivesse indo na direção a Barra da Tijuca, para chegar em casa mais de duas horas, caminho que costumo fazer em 1h e um pouquinho.

Dois anos consecutivos.Um mesmo cenário. Destinos diferentes. Um mesmo e preocupante problema.
E a mídia continua a insistir para que todos desçam com o transporte publico para Copacabana, e a prefeitura da cidade continua a fechar ruas e prejudicar o transito.
Acho ótimo que as ruas sejam fechadas, isso proporciona mais segurança e conforto aos espectadores da linda festa. Acho excelente que o transporte publico esteja a disposição da população e dos turistas.
Entretanto, tudo precisa ser feito com organização e responsabilidade.
De que adianta colocar mil onibus da rua depois da meia noite se nem os motoristas sabem que rota eles devem fazer? De que adianta 500 taxes trabalhando quando o transito está parado e não há prioridade para eles? De que adianta ônibus para todos os pontos da cidade se ninguém sabe que ponto ele sai? Se o motorista não pára ao ver o sinal das pessoas?
Costumo ser bem otimista em relação a grandes eventos no Brasil e até acho que olimpíadas e copa vão ser sucesso. Os brasileiros, quando querem, fazem as coisas funcionarem. E não vou criticar isso, a minha critica vai de encontro com o grande evento que acontece todo ano na praia e que é mostrado para o Brasil todo colocando-se em contraste com o caus que acontece nas ruas perpendiculares ao show e que tv nenhuma se atreve a mostrar. Afinal de contas, Copacabana sempre é um exemplo de segurança, de organização, de paz.  Ou pelo menos é isso que o resto do mundo acha que é.

Não muito de ficar pedindo divulgação aqui, mas acredito que esse é um problema que deve se tornar publico, para que quem sabe um dia, se torne uma solução. Fique a vontade para divulgar ou não, dependendo do nível de importância que você dá ao assunto.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

porque mudar no ano novo?

E mais um ano chega ao final. E mais uma vez as pessoas fazem sua listinha de pedidos e objetivos. E mais uma vez chegam promessas e acordos (que nunca são cumpridos). Não entendo porque esperar até domingo, primeiro de janeiro de 2012 para se tornar uma boa pessoa, ou cortar o refrigerante, ou ser mais otimista ou reclamar menos. Penso aqui com meus botões que se eu quero mesmo emagrecer devo começar hoje e não segunda-feira. Se quero ter uma vida mais alegre basta eu começar sorrindo para o meu vizinho amanhã quando sair para trabalhar, pela manhã. Se quero deixar de lado as brigas eu preciso ligar hoje para quem me magoou ou me ofendeu e esclarecer tudo, e pedir desculpas. Porque deixar para segunda-feira? Porque deixar para o ano que vem? Porque deixar para amanhã?
Então, nesse ano novo, quero acordar na segunda-feira dia 2 de janeiro exatamente com os mesmos propósitos de domingo dia 1 e de sábado dia 31 de dezembro. Meu desejo de ano novo são pessoas melhores, mais conscientes, mais atentas, mais lutadoras, mais esperançosas todos os dias. Começando por hoje. Meu desejo de ano novo é um mundo melhor todos os dias do ano.
Não espere o ano novo para ser melhor, não faça planos de ano novo que serão esquecidos duas semanas depois. Faça planos todos os dias, faça algo bom para o seu planeta assim que levantar diariamente da cama. Não espere o ano novo para começar a agir. 

Mais um ano, mais um mês, mais uma semana, mais um dia, mais uma hora, mais um segundo. Tudo muda o tempo todo, portanto não espere que o ano mude para fazer a mudança.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Quando parei de correr atrás

O ano acadêmico quase chega ao fim com gosto de PELO AMOR DE DEUS ACABE LOGO! Apenas mais uma semana, uma revista que precisa estar pronta, uma mostra de dança meio sem sentido para mim e uma nota boa na prova de sexta. Dezembro chegou e eu, imersa a tantos acontecimentos e afazeres nem percebi. Meu aniversário cada vez mais próximo e eu nem ligando.
Consegui ter cabeça para programar minhas férias em Campinas e marcar a passagem (chego dia 10/12). Entretanto, o mais espetacular de um semestre tão longo, difícil, curto e fácil não foi nenhum desses estresses e confusões (porque tiveram conflitos internos, brigas com a turma, problemas de todas as espécies). O espetacular foi que quando eu resolvi parar de me estressar, parar de correr atrás, parar de pensar sobre o futuro (e aceita-lo), parar de me envolver tanto e apenar observar foi quando tudo aconteceu. Quando eu parei de me preocupar os sonhos correram atrás de mim e ligaram em meu celular mudando meu futuro. Engraçado essa vida...
Agora, nessa última semana tudo que tenho pensado é que morarei em Santa Catarina de março a junho ou julho de 2012. Que estudarei tevê e cinema e espero ser muito feliz.
Acredito muito que as coisas acontecem quando tem que acontecer e que nada acontece por acaso. Talvez um tempo longe do mundo me fará entender muitas coisas, ou ficar mais confusas com elas. Essencial não é entender o mundo, mas aprender aproveita-lo e ser feliz. Talvez esse tempo longe do mundo me fará perceber o quanto eu amo o Rio de Janeiro, o quanto eu amo a Cia de Dança da UFRRJ, o quanto as pessoas que estão aqui ao meu lado são importantes. Talvez não seja nada disso e eu descubra que de fato estou no lugar errado.
Eu não sei, e na verdade nem quero pensar sobre isso. Não quero pensar que as pessoas farão falta, nem quero me despedir. Porque afinal vão ser umas férias e depois eu poderei ter a oportunidade de voltar e corrigir o que eu vinha fazendo errado. Ou não, talvez nada disso aconteça.
Só sei que estou feliz, muito feliz na verdade, como há muito tempo eu não ficava.

E a proposito, seguirei a ideia da minha amiga Analine, enquanto estiver como aluna de Mobilidade Acadêmica  estudando na Universidade Federal de Santa Catarina, usarei esse blog como diário de bordo, para que meus amigos possam acompanhar meu dia-a-dia catarinense. Na verdade, contarei todo o processo de mudança aqui também. Em fevereiro, procurai um lugar para morar. :)

Preciso voltar ao última semana de aula e aos intermináveis trabalhos acadêmicos

sábado, 26 de novembro de 2011

O Ballet de Moscou, dançando

Hoje, quase uma semana depois eu consigo colocar no papel o que vi domingo, 20 de novembro de 2011. Era uma sala de cinema, em um cinema de rua qualquer do Rio de Janeiro. Mas, em Moscou, do outro lado do planeta o melhor ballet do mundo estava estreando. E o cinema qualquer do Rio de Janeiro transmitia ao vivo. A sala estava lotada (de idosos a propósito) e quando eu cheguei o espetáculo já havia começado. Olhei para a tela, ainda na entrada do cinema e fiquei paralisada com aquele cenário maravilhoso, com aquela bailarina perfeita, com aquele figurino excepcional. A primeira reação que tive depois de alguns segundos (talvez minutos) olhando para a tela foi pegar o meu óculos na minha bolsa e obter assim uma imagem melhor. E depois de colocá-lo tudo, que já era perfeito, ficou de algum modo indescritível mais perfeito ainda. Meu pai me cutucou e disse que eu tinha que ir para a outra entrada da sala. Eu, ainda meio boba o segui. E depois de dar a volta sentei-me no chão, sem vontade nenhuma de olhar para outro lugar além da tela de cinema. Imaginem, eu estava NO CINEMA vendo BALLET. São só duas coisas que eu mais amo na vida! E o espetáculo continuava, continuava, continuava. E cada novo bailarino que entrava no palco, cada novo figurino que surgia eu descobria que as coisas poderiam ser mais perfeitas. Intervalo de 30min e eu fui atrás de alguma coisa para comer, depois de ver algumas entrevistas dos bailarinos. Com o palco ao fundo, com outros bailarinos “passando” a coreografia. Tudo tão filme! Com meu inglês precário consegui entender algumas poucas coisas que o primeiro bailarino do Ballet de Moscou falava. Ele disse que estava aprendendo muito com o ballet russo e estava muito feliz por isso.
No inicio do segundo ato voltei a sentar no chão, no cantinho, quando uma senhora estava saindo da sala e me perguntou:
- Você está sentada ai porque não tem lugar?
Eu respondi afirmativamente.
-Estou sentada no lugar tal e tal, lá no último, senta lá eu estou indo embora.
-Ah muiiiiiito obrigada – respondi com os olhos brilhantes.
E eu almocei um lanche, meio sem ver nem sentir o que estava comendo. Estava mais interessada no primeiro bailarino, vindo recentemente do EUA. Ele flutuava entre seus saltos no palco. Ah! E ele ainda disse que estava aprendendo!
E terminou, e eu pouco consegui falar sobre o assunto. Só idolatrei meu pai pelo resto da vida por ter me proporcionado esses momentos únicos. Só achei tudo maravilhoso, tudo muito lindo, tudo perfeito. E não conseguia dizer mais nada.
Me distanciando um pouco de toda magia, hoje, consigo dizer com toda certeza que foi a dança mais linda que já vi na minha vida. Percebi que a primeira bailarina do ballet de Moscou é uma pessoa humana, ela errou o tempo da música, na estréia!
Ainda consigo falar pouco sobre isso, só quem assiste poderá dizer o quão fantástico é aquilo. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Questionamentos Evangélicos

Aprendi desde que me entendo por gente que Deus existe. Muitas coisas acontecem em minha vida e no mundo cotidiano para que eu continue acreditando sobre isso. Talvez eu interprete tudo isso pela criação dentro da igreja evangélica, talvez eu tenha um pouco da caretice dos "crentes" e um pouco da rebeldia dos adolescentes que não tiveram escolha por conhecer o "amor de Deus" desde que nasceram. 
Leio poucas coisas sobre o assunto e concordo sempre com a maioria delas. Seja no âmbito dos "ateus ou católicos" seja na defesa dos "evangélicos". 
Acredito sim que o esforço do ateu em provar que Deus não existe com certeza tem algum fundamento em dizer que ele existe. Acredito também que as igrejas evangélicas praticamente viraram lojas que expõe seus produtos de "vida feliz".
O meu maior questionamento hoje em dia são na verdade sobre as doutrinas da Igreja. Sim, com letra maiúscula, significando a instituição. Porque será que se eu fui uma pessoa boa a vida toda, amei o próximo como a mim mesma mas não frequentei a igreja todos os domingos a noite eu não mereço ser salva? Será que se eu fizer uma tatuagem no corpo eu deixarei de ser filha de Deus? 
Sem falar na interpretação da bíblia. As doutrinas precisam ser baseadas no contexto histórico em que se vive. Um século antes de Cristo era comum a mulher usar saia (assim como os homens). Isso não vai me impedir de usar uma calça jeans hoje. Ou mesmo um short curto. 
Para mim a Igreja deveria ser um lugar para que os "fiéis" se reunissem, virou uma lojinha de shopping, onde os donos ficam discutindo quantidade de público e lucros. 
E, para mim, Deus seria um Pai muito carrasco ao mandar um filho para o "inferno" porque ele foi para uma balada no final de semana. Ou, porque ele ingere bebidas alcoólica as vezes. Esse é outro ponto que me irrita: "Não posso fazer isso, minha religião não permite!" "Não posso falar isso, minha religião não permite." "Deus não vai deixar isso acontecer." Ah, fala sério! A "religião" não pode e não deve prender ninguém. O amor de Deus é muito maior que uma palavra não dita. E, se você faz contas meu bem, Deus não irá pagalas para você! Deus costuma agir no impossível. A vida é muito maior do que uma igreja e uma religião. Deus é muito mais que isso. 
Tenho certeza que Deus se mantém ao meu lado, que Ele é o único. Mas... não acredito na igreja. Em nenhuma delas por hora.



domingo, 6 de novembro de 2011

parei e configurei tudo novo de novo

E mais uma vez minha cabeça se enche de devaneios.
Tenho certeza de tudo isso está valendo a pena, mesmo que seja apenas pelos momentos vividos, pelas pessoas encontradas e pela dinâmica do saber. 
A maior questão: Será que está sendo o suficiente? Será que está sendo o melhor? Será que dará o resultado esperado, mesmo que a longo prazo? Bem longo por sinal. Cada vez mais longe, cada vez mais perto. Cada vez mais confuso.
Só decidi parar de pensar, decidi fazer o máximo para não planejar, decidi esperar que a vida me mostre o que é o melhor para mim. Decidi que chegou a hora de focar no cuidado de meu jardim e para de correr atrás de borboletas. 
Decidi que chegou a hora de dar importância para quem tá ali te ajudando. Afinal eu não faço tanta falta assim, porque quem DE FATO faz falta para mim? (posso contar, no máximo, com os dedos das mãos) E por mais que pareça que o mundo vai acabar quando alguém não for estar por perto, a gente sempre sobrevive. E permanece por perto apenas quem se esforça para isso.
E, principalmente, permanece perto de mim somente aqueles que tem paciência de entender uma mente cheia de conflitos.

Vale a pena viver, sem se preocupar muito, sem sentir muitas mágoas, vale a pena viver perto daqueles que também acham que vale a pena ter você por perto.
E que anseiam por isso, e que se importam com isso. (estar por perto)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Brasileiros indecisos. Uma opinião sobre o Enem

Sinceramente, eu não consigo entender os brasileiros.
Ouvi durante toda a minha vida escolar no ciclo básico que os vestibulares eram injustos, desumanos, dificílimos. Sempre ouvi dizer sobre o exemplo americano no processo de seleção para um aluno ingressar um uma Universidade. Prova unificada para todos os estudantes, documentação e histórico escolar. (ou algo semelhante a isso).
Ok, então vamos lá unificar todo o processo também queridos brasileiros... E três anos depois, quando quase todas as Universidades Federais e Projetos de bolsas de estudos usam a “prova de unificação” para que os alunos ingressem e iniciem o curso de graduação, todo mundo se revolta e pede de volta os vestibulares injustos e desumanos.
Em 2009, quando passei pela fase “pré vestibular” teria matado o cara que roubou a prova do Enem só para mostrar o quanto sistema do governo tinha falhas. Eu havia estudado um ano inteiro e tinha me preparado e me programado para a prova naquele fim de semana. Depois, ela foi remarcada e tudo correu (relativamente) bem. Sim, eu sou uma aluna aprovada pelo primeiro ano do Sisu.
Acredito que unificar o sistema de avaliação no vestibular é o primeiro passo para uma melhora na educação. Falhas, erros, problemas, isso é inevitável, considerando a dimensão da prova. Sabe por que não há falhas no vestibular da USP (considerado um exemplo de organização para todo o país)? 146.885 estudantes realizam a prova (em 2012). 4 milhões de alunos fizeram o Enem em 2010.  Eu sei, não se justifica o fato, a prova precisa ser feita com mais cuidado e com mais zelo pelo governo brasileiro.
Ainda assim, são apenas três anos, e acredito que as coisas devem ir se colocando no lugar. A unificação dos vestibulares federais permitiu o acesso de muitos brasileiros, que antes não podia sequer sonhar em estudar em uma instituição publica e de qualidade.
Não entendo as revoltas, não entendo o problema geral do Enem. Não entendo os brasileiros sempre insatisfeitos. Não entendo a falta de valorização dos programas nacionais. Não entendo a falta de colaboração e a falta de tolerância com o Estado. Temos sim que lutar por uma educação melhor, temos sim que lutar por ensino de qualidade. Mas, em principio é necessário rever as prioridades e os frutos de novos programas.
Essa é uma das questões positivas