Passei uma semana incrível, daquelas que tudo é sempre lindo e ótimo, mesmo que falte, mesmo que você ainda queira mais coisas. No fim de semana tinha ao meu lado duas amigas, daquelas que você conhece há quase 10 anos, ou talvez um pouco menos. Mas que independente do tempo de amizade, independente do tempo que ficamos longe, nada muda entre a gente.
Uma delas teve que ir trabalhar, claro, porque alguém tem que trabalhar sempre né, hahhahaha! Mas, a gente começou a falar de coisas antigas, começamos a olhar fotos compartilhadas virtualmente. Daquelas bem de Flogão mesmo.
Aquele mundo onde todo mundo amava todo mundo. Aquele mundo onde todas as fotos e todas as músicas eram o máximo. Aquele mundo onde todo mundo era BFF de todo mundo. Por isso não julgo os adolescentes de hoje em dia, eu também já usei o eu te amo com a mesma frequencia (ou talvez mais ainda) com que se fala bom dia. Mas já escrevi sobre isso em outubro de 2011.
E lendo cada post daquele, e dando risada de cada drama e de cada momento que para mim parecia o fim do mundo percebi que cresci. Mas que não mudei.
Calma, eu explico. Hoje, dou risada de tudo que outrora parecia que era o fim, que eu não sobreviveria. Mas que sobrevivi. Como uma briga com amigas ou uma divergência de opiniões, entre outras coisas desse tipo. Mas eu continuo tendo a visão extrema do mundo, como ame ou odeie.
O que realmente vale é ter a certeza que um dia aquilo foi importante, que um dia não gostar da mesma banda de suas amigas implicava em não ser do grupo, e que não ser do grupo era extremamente triste e dramático. ERA. Assim como o dia em uma chácara com piscina com uma amiga era mais que perfeito. O que me deixa feliz é poder ler tudo isso hoje em dia e morrer de vergonha e morrer de dar risada.
Cresci, mas não mudei. Meus sentimentos continuam os mesmos. Esse jeito de achar que tudo é o fim do mundo continua igualzinho, só as prioridades que mudaram. Hoje o fim do mundo é não conseguir ser ouvida e respeitada por algo que sei fazer bem, ou ser julgada por algo que não sou quando as pessoas nem sabe quem eu sou na verdade. Tenho certeza que daqui uns 5 ou 6 anos tudo isso vai ser patético outra vez, e mais uma vez vou entender que me tornei uma pessoa melhor.
É o ciclo da vida afinal.
Peguei uma foto um pouco antiga do meu flogão.
o título da foto foi: euzinhHa
Leia o post
"O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.” LISPECTOR, Clarice
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Desafio dos 50 dias, o primeiro capítulo de um semestre.
Lançou uma modinha no Facebook desde o final do ano passado: Desafio dos 50 dias. São 50 fotos, de temas e assuntos diversos. A primeira vista parece mais uma daquelas correntes inúteis que rolam pela rede. Mas, se pararmos e lermos com calma, sutilmente, cada um dos 50 desafios propostos, percebemos que passa a ser uma reflexão sobre si mesmo. Eu, por exemplo, nunca tinha pensando em qual é o meu momento preferido na história, e esse é só o segundo dia! Além disso, passa até ser uma brincadeira divertida, você fica lá, ansiosa esperando o que seu amiguinho vai colocar no dia 28.

Claro que 50 dias é MUITA coisa, e chega um momento em que você acha que não vai acabar nunca! Mesmo assim, você insiste, afinal quem não gosta de um desafio? :p
Enfim, hoje é o dia 32 (é, tá acabando *=*) e a postagem foi:

Dia 32: Uma foto que represente o ano atual
Viagens e mudanças
E nada melhor num dia como esse para contar sobre o primeiro capítulo de um semestre chamado Mobilidade Acadêmica.
De acordo com os correios, meus documentos chegaram na UFSC dia 05/12/2011. E eu estava tranquila, esperando uma tal de carta de aceite. Quer dizer, tranquila não né, eu estava mandando em médio 20 e-mails por dia procurando um lugar para morar. E no dia 10/01/2012 (mais de um mês depois) nada ainda da carta. De acordo com a Rural, era só esperar, mas nesse momento do mês eu já estava bem preocupada com isso. Comecei a fazer contato com TODAS as pessoas possíveis, na Rural, na UFSC, e em qualquer outro lugar que poderia me dar uma posição. Lá na UFSC ninguém sabia dos meus documentos, ninguém sabia que eu existia. Lá na Rural meu quiosque (onde se faz a pré-matrícula) estava fechado. Fiquei, no mínimo desesperada. Lá pelo dia 15/01/2012 coloquei o meu joelho o chão e fui falar com Deus, joguei a real com ele sabe? A minha oração foi mais ou menos assim:
"Deus, no final do ano passado, quando me ligaram e disseram que poderia ir para Florianópolis eu tive certeza que era da sua vontade, por que é assim que as coisas acontecem. Então, eu tô fazendo o possível sabe? Tô correndo atrás, mandando e-mail, perguntando, enchendo o saco das pessoas o dia todo! Eu já até falei com a coordenadora de jornalismo da UFSC Deus! A Partir daqui deixo o senhor encarregado pelo impossível, porque é sua especialidade afinal.(...)"
E, sério, no dia seguinte apareceu um anjo. Ele trabalha a 300km do campus que vou estudar, mas começou a se importar comigo. Passamos a trocar e-mail e na terça-feira, 24/01/2012, ele achou, por um milagre, o número do meu processo na UFSC. Gente, entendam, um monte de gente já tinha procurado esse número e só ele achou! Enfim, portando esse número descobriram quem eu era e minha carta de aceite chegou.
FOI COMO TER RECEBIDO A REPOSTA DA MOBILIDADE ACADÊMICA DE NOVO!
Ainda assim, todos os dias eu tenho colocado meu joelho no chão antes de dormir, e pedido para que Deus continue tomando frente desse momento da minha vida, porque tenho certeza que foi Ele que me mandou para Florianópolis.
Claro que eu tive vontade de matar todos os funcionários públicos do país, claro que eu tive vontade de jogar uma bomba em todas as instituições federais do Brasil.
Estudar em uma instituição publica é um presente para qualquer pessoa. Mas é uma dor de cabeça contante em relação a qualquer tipo de processo aberto, qualquer tipo de ajuda de custo, qualquer tipo de documentação, qualquer tipo de programa a participar.
Ainda assim, é um constante aprendizado e preparação para a vida, você aprende que se você QUER mesmo alguma coisa, precisa correr atrás dela e não esperar um funcionário resolver isso para você.
E agora, a missão é achar um lugar para morar!
ps. detesto ficar contanto histórias sobre Deus, sempre parece que estou induzindo as pessoas a acreditarem em uma coisa que elas tem livre-arbítrio para escolher. Ainda assim, eu PRECISAVA contar um milagre, eu precisava contar ao mundo como o Meu Deus é PERFEITO.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Um poema: Me falta vida
Me falta inspiração para escrever
Me falta criatividade para escolher um tema
Me falta iniciativa para falar a verdade
Me falta tolerância para entender o próximo
Me falta amor para ver o mundo colorido
Me falta disposição para se manter por perto
Me falta paciência para esperar
Me falta calma para entender
Me falta amigos para conversar
Me falta noites para sair
Me falta finais de semana para me divertir
Me falta alguém especial para que eu chame de melhor
Me falta sorrisos
Me falta lágrimas
Me falta abraços
Me falta alegria
Me falta sabedoria para fazer a escolha certa
Me falta coragem para seguir o sonho
Me falta inteligência para entender o não dito
Me falta bons livros para me envolver
Me falta objetivos para buscar
Me falta paz para dormir
Me falta vento para embolar meus cabelos
Me falta música para acordar
Me falta filmes para ver
Me falta humildade para pedir perdão
Me falta conhecimento para entender o erro
Me falta ideias para gerar inovações
Me falta sorrisos
Me falta lágrimas
Me falta abraços
Me falta alegria
uma constatação: não escrevo poemas desde 2006 (que eu me lembre)
Me falta criatividade para escolher um tema
Me falta iniciativa para falar a verdade
Me falta tolerância para entender o próximo
Me falta amor para ver o mundo colorido
Me falta paciência para esperar
Me falta calma para entender
Me falta amigos para conversar
Me falta noites para sair
Me falta finais de semana para me divertir
Me falta alguém especial para que eu chame de melhor
Me falta sorrisos
Me falta lágrimas
Me falta abraços
Me falta alegria
Me falta sabedoria para fazer a escolha certa
Me falta coragem para seguir o sonho
Me falta inteligência para entender o não dito
Me falta bons livros para me envolver
Me falta objetivos para buscar
Me falta paz para dormir
Me falta vento para embolar meus cabelos
Me falta música para acordar
Me falta filmes para ver
Me falta humildade para pedir perdão
Me falta conhecimento para entender o erro
Me falta ideias para gerar inovações
Me falta sorrisos
Me falta lágrimas
Me falta abraços
Me falta alegria
uma constatação: não escrevo poemas desde 2006 (que eu me lembre)
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Televisão (aberta) Brasileira
Décima segunda edição, são doze anos de um programa com tantas discussões, com tantas polemicas, com tantas críticas (sejam boas ou ruins). Pedro Bial, o apresentador, é considerado o pior dos profissionais da área "por se render a esse lixo" - como dizem tantos metidos a intelectuais brasileiros.
Incentivo a bebidas alcoólicas, sexo e qualquer outro tipo de coisas consideras não aceitáveis pela sociedade. Vigiar pessoas vinte e quatro horas por dia, combinações de voto e "panelinhas", uma vida imitada na televisão em busca de um prêmio de um milhão e meio de reais. E quem não quer um milhão e meio? Mas espere, vamos analisar algumas coisas... Imitação de vida, bebidas, sexo... Tudo isso também acontece na telenovela também não é? E assim, nesse caso os "participantes" não ganham um milhão e meio, ganham muito mais do que isso, todos eles, não apenas o "vencedor"! (desculpe, não vou me arriscar a fazer contas) Porque nesse caso são chamados de atores? Porque nesse caso são considerados famosos? Porque nesse caso não são julgados? Porque ninguém diz que novela é um lixo?
E aquele programa do Rodrigo Faro que fica desfilando homens para as mulheres escolher? Aquilo é um programa legal e inofensivo?
E espera, quem disse que televisão foi feita para ser educativa? Quem disse que televisão foi feita para deixar seu filho calmo com musicas legais (a TV Cultura foi feita pra isso, a televisão brasileira no geral, não). E por que ficar acusando tanto o BBB se em toda a televisão brasileira acontece "barbaridades" todos os dias? Por que só com o BBB? Por que só com a Globo? Claro, porque é tudo que os brasileiros assistem, porque até os metidos a intelectuais ficam assistindo isso toda hora, todos os dias.
Preciso apenas fazer duas colocações a respeito de minha revolta em relação a tanta discussão inútil:
Primeira: a televisão foi feita para entretenimento, para que a população sente no sofá depois de um dia cansado de trabalho e se divirta, e saiba do que aconteceu e do que está acontecendo, sem ter que pensar muito.
Segunda: Se você acha a televisão brasileira (ou o BBB) um merda, você com certeza assiste, ou já assistiu para ter essa opinião. E se ainda assim continuar incomodado(a), desligue a televisão e vá ler um livro, ao invés de ficar reclamando na internet. É isso que intelectuais fazem afinal não?
e sim, eu assisto novela e assisto BBB. E tantas outras coisas inúteis que passam na TV, porque quando quero ser acrescentada por algo, desligo a TV e leio um livro.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Fala sério amiga
Só para aproveitar que a página nova do blog está pronta hoje eu vou falar de livros. Deixarei aqui um trecho do Fala sério amiga, de Thalita Rebouças.
Quando li esse livro ano passado tudo que me vinha a cabeça era uma pessoa, que eu achava que estaria ao meu lado para sempre. É uma pena que eu nunca me lembre que sempre é um tempo muito longo.
Enfim, eu vou falar do livro... Apensar de ser destinado a adolescentes trata de assunto relacionado a todos: amizade. Porque todo mundo tem amigos, porque todo mundo (ou pelo menos a maioria das pessoas) sabe da importância deles para nossa sobrevivência, para conseguirmos enfrentar a nossa luta diária da vida. O livro é narrado em primeira pessoa e cada capitulo é uma idade da personagem, contando as histórias da vida. Malu é a personagem principal do livro, é a mesma personagem em toda série "Fala Sério" da Thalita.
Enfim, vou deixar aqui dois pedacinhos (os meus preferidos). O primeiro fala sobre a escolha da profissão da Malu (ela quis ser jornalista). O segundo fala simplesmente sobre a melhor amiga. Acompanhem de qualquer forma...
"(...) Grito por socorro, mas como a praia é deserta o grito fica no vácuo. Estou no meio de duas bocas imensas, abertas no seu máximo(...). Eu olhando tudo desesperada, até que... Opa! Uma equipe de filmagem num barco mais adiante. Olho mais atentamente e reconheço é o Gugu. (...)entrevistando um ator cujo o rosto eu nunca vi na vida real, mas que no sonho era famosésimo e lindo de doer. Por alguma razão indefinida tenho super poderes e ouço a conversa:
_Como é a sensação de ser o primeiro , na história mundial da Playboy a posar na capa da revista? (...) Eu quero dizer para os meus amigos telespectadores que isso é um furo jornalístico(...).
A gente já está longe da areia e também do Gugu quando a cobra abocanha a focal urso. Vejo tudo preto e... pá! Acordo num salto, suada. (...) Uma pena ser um pesadelo tão idiota.
Idiota é pouco. Tentei buscar significados para esse sonho, mas estava difícil. Primeiro pensei que era um aviso para eu fazer biologia marinha. Ou mesmo que o sonho vinha para me avisar que o meu futuro estava na faculdade de dança, para me tornar uma talentosa e promissora guguzete(...).
Mas, um belo dia cheguei a conclusão de que o sonho não só queria me dizer uma coisa. Ele era um sinal para que eu cursasse a faculdade de jornalismo. Não por causa do super furo do Gugu, mas porque fico arrazada de pensar que os bichos querendo me comer estão me levando para uma ida sem volta, para o meio do nada e que, por causa disso, não vou poder sair correndo para contar para todo mundo que eu, Malu, sei que Mateus Zisfrdzlago vai ser o primeiro homem na história, na his-tó-ria!, a posar como veio ao mundo para a Playboy. A sensação que tenho no sonho é que pre-ci-so dividir isso com alguém. E preciso descrever o momento com detalhes(...) Sei que preciso contar para um, duas, milhões de pessoas."
p. 178 até 181
"Aprendi uma coisa ao longo dos anos: amigo é um dos bens mais preciosos que a gente tem. Podem me chamar de lunática mas, para mim, amizade é melhor que namoro, porque, se não houver nenhum contratempo no caminho, a gente sabe que é pra sempre. Família claro, é importante, mas amigo é tão importante quanto, pois é a gente que escolhe, é a família que a gente escolhe!
Amigo bom é aquele que está junto na hora da gargalhada, mas também na hora da tristeza. Amiga fofa é aquela que entende quando você está namorando e se afasta para ficar de chamego com o sortudo em questão, mas que lhe dá um puxão de orelha quando esse afastamento dura mais que o necessário.
Amiga é aquela que te dá bronca, que te avisa que a roupa que você está pensando em experimentar é brega, que te diz discretamente quando seu dente está sujo de feijão e/ou quando sa calcinha está aparecendo. É aquela que sabe ouvir calada quando você só quer saber de falar, que dá conselhos, você pedindo ou não (e continua dando, mesmo você fazendo exatamente o contrário do que ela aconselhou). Amiga é a pessoa para quem você pre-ci-sa contar um fofoca importante de primeira mão. Com amigas, a gente troca confidências, divide lamentos e vitórias, abraços e lágrimas. Amiga é aquela que a atura e a adora apesar (e por causa) dos seus defeitos.
No dicionário, amigo é aquele que ama, que demonstra afeto, que ampara, que defende, que é companheiro, camarada. Só que não diz que é aquele que diz "eu te amo" (...) cheguei a conclusão de que ouvir essas três palavras mágicas é tão gostoso quanto dizê-las. Faz bem para o coração, pra alma e para a auto-estima.
Eu e minha melhor amiga desde sempre somos amigas de verdade, daquelas que brincam, que brigam e fazem as pazes, mas que consegue, quando é preciso, falar sério
E seguimos assim, rindo, discutindo, sempre juntas pela vida a fora."
p211 até 214
informações gerais sobre o livro:
Título: Fala Sério amiga
Autor: Thalita Rebouças
Editora: Rocco
Quando li esse livro ano passado tudo que me vinha a cabeça era uma pessoa, que eu achava que estaria ao meu lado para sempre. É uma pena que eu nunca me lembre que sempre é um tempo muito longo.
Enfim, eu vou falar do livro... Apensar de ser destinado a adolescentes trata de assunto relacionado a todos: amizade. Porque todo mundo tem amigos, porque todo mundo (ou pelo menos a maioria das pessoas) sabe da importância deles para nossa sobrevivência, para conseguirmos enfrentar a nossa luta diária da vida. O livro é narrado em primeira pessoa e cada capitulo é uma idade da personagem, contando as histórias da vida. Malu é a personagem principal do livro, é a mesma personagem em toda série "Fala Sério" da Thalita.
Enfim, vou deixar aqui dois pedacinhos (os meus preferidos). O primeiro fala sobre a escolha da profissão da Malu (ela quis ser jornalista). O segundo fala simplesmente sobre a melhor amiga. Acompanhem de qualquer forma...
"(...) Grito por socorro, mas como a praia é deserta o grito fica no vácuo. Estou no meio de duas bocas imensas, abertas no seu máximo(...). Eu olhando tudo desesperada, até que... Opa! Uma equipe de filmagem num barco mais adiante. Olho mais atentamente e reconheço é o Gugu. (...)entrevistando um ator cujo o rosto eu nunca vi na vida real, mas que no sonho era famosésimo e lindo de doer. Por alguma razão indefinida tenho super poderes e ouço a conversa:
_Como é a sensação de ser o primeiro , na história mundial da Playboy a posar na capa da revista? (...) Eu quero dizer para os meus amigos telespectadores que isso é um furo jornalístico(...).
A gente já está longe da areia e também do Gugu quando a cobra abocanha a focal urso. Vejo tudo preto e... pá! Acordo num salto, suada. (...) Uma pena ser um pesadelo tão idiota.
Idiota é pouco. Tentei buscar significados para esse sonho, mas estava difícil. Primeiro pensei que era um aviso para eu fazer biologia marinha. Ou mesmo que o sonho vinha para me avisar que o meu futuro estava na faculdade de dança, para me tornar uma talentosa e promissora guguzete(...).
Mas, um belo dia cheguei a conclusão de que o sonho não só queria me dizer uma coisa. Ele era um sinal para que eu cursasse a faculdade de jornalismo. Não por causa do super furo do Gugu, mas porque fico arrazada de pensar que os bichos querendo me comer estão me levando para uma ida sem volta, para o meio do nada e que, por causa disso, não vou poder sair correndo para contar para todo mundo que eu, Malu, sei que Mateus Zisfrdzlago vai ser o primeiro homem na história, na his-tó-ria!, a posar como veio ao mundo para a Playboy. A sensação que tenho no sonho é que pre-ci-so dividir isso com alguém. E preciso descrever o momento com detalhes(...) Sei que preciso contar para um, duas, milhões de pessoas."
p. 178 até 181
"Aprendi uma coisa ao longo dos anos: amigo é um dos bens mais preciosos que a gente tem. Podem me chamar de lunática mas, para mim, amizade é melhor que namoro, porque, se não houver nenhum contratempo no caminho, a gente sabe que é pra sempre. Família claro, é importante, mas amigo é tão importante quanto, pois é a gente que escolhe, é a família que a gente escolhe!
Amigo bom é aquele que está junto na hora da gargalhada, mas também na hora da tristeza. Amiga fofa é aquela que entende quando você está namorando e se afasta para ficar de chamego com o sortudo em questão, mas que lhe dá um puxão de orelha quando esse afastamento dura mais que o necessário.
Amiga é aquela que te dá bronca, que te avisa que a roupa que você está pensando em experimentar é brega, que te diz discretamente quando seu dente está sujo de feijão e/ou quando sa calcinha está aparecendo. É aquela que sabe ouvir calada quando você só quer saber de falar, que dá conselhos, você pedindo ou não (e continua dando, mesmo você fazendo exatamente o contrário do que ela aconselhou). Amiga é a pessoa para quem você pre-ci-sa contar um fofoca importante de primeira mão. Com amigas, a gente troca confidências, divide lamentos e vitórias, abraços e lágrimas. Amiga é aquela que a atura e a adora apesar (e por causa) dos seus defeitos.
No dicionário, amigo é aquele que ama, que demonstra afeto, que ampara, que defende, que é companheiro, camarada. Só que não diz que é aquele que diz "eu te amo" (...) cheguei a conclusão de que ouvir essas três palavras mágicas é tão gostoso quanto dizê-las. Faz bem para o coração, pra alma e para a auto-estima.
Eu e minha melhor amiga desde sempre somos amigas de verdade, daquelas que brincam, que brigam e fazem as pazes, mas que consegue, quando é preciso, falar sério
E seguimos assim, rindo, discutindo, sempre juntas pela vida a fora."
p211 até 214
informações gerais sobre o livro:
Título: Fala Sério amiga
Autor: Thalita Rebouças
Editora: Rocco
Marcadores:
amigas,
jornalismo,
livros,
Thalita Rebouças
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Tudo novinho : D
Oi gente,
Eu sou a Cati a prima da Mari : D,
Não eu não vou começar a postar aqui no blog dela (hauahuaha')
Eu que fiz o designer novo \õ/ Eu amei e vocês ? Quer um novo designer pro seu blog totalmente GRÁTIS ? Click ->> AQUI <<- que eu te atenderei o mas rápido possível e com o maior prazer : D
é isso não divia nem tar postando mais é só para avisar o novo designer : D
Beijão :*
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Mimada, Chata, Inconstante, Incoerente
Falar que alguém é feio não te faz mais bonito
Falar que alguém é gordo não te faz ser magro
Jogar toda a culpa em alguém não te faz ter menos culpa
E por aí segue...
São mais ou menos essas palavras usadas no final do filme Meninas Malvadas. Comédiazinha norte-americana fútil de adolescentes. (assistam, até tem uma boa lição de moral)
E ainda digo, gritar não te faz ter mais respeito, ou ser mais escutada.
Entretanto, não falar mal, não cometar a gordura, não colocar a culpa, não gritar, não não não. Isso tudo é muito difícil.
Afinal de contas ninguém é perfeito e nem todo mundo está disposto a abrir mão de tudo, ou de algumas coisas. Seja lá o que for, as coisas ficam mais confortáveis quando são do nosso jeito. Claro que ficam.
O desafio é abrir mão, sem gritar, sem jogar erros na cara, sem criar problemas ou discussões. O desafio é ser menos intransigente, menos mimada, menos menos menos. O desafio é importar-se menos. Cada vez menos.
Reconheço ter todos esses defeitos, reconheço criar problemas desnecessários, reconheço querer sempre as coisas do meu jeito. E reconheço estar sendo difícil mudar. Porque nenhuma mudança é fácil.
Só que tomei uma decisão: só vale a pena mudar por aqueles que mudariam por você. Só vale a pena dar preferencia aqueles que tem você como preferencia. Só vale a pena manter do lado aqueles que querem você por perto.
E depois, todos os outros, o desafio é importa-se menos, cada vez menos. Menos, menos, menos.
E como diz minha amiga e xará Mari Leite, porque eu devo tratar como prioridade quem me trata como opção?
E viva as mudanças, e viva o começo de uma vida mais feliz.
Falar que alguém é gordo não te faz ser magro
Jogar toda a culpa em alguém não te faz ter menos culpa
E por aí segue...
São mais ou menos essas palavras usadas no final do filme Meninas Malvadas. Comédiazinha norte-americana fútil de adolescentes. (assistam, até tem uma boa lição de moral)
E ainda digo, gritar não te faz ter mais respeito, ou ser mais escutada.
Entretanto, não falar mal, não cometar a gordura, não colocar a culpa, não gritar, não não não. Isso tudo é muito difícil.
Afinal de contas ninguém é perfeito e nem todo mundo está disposto a abrir mão de tudo, ou de algumas coisas. Seja lá o que for, as coisas ficam mais confortáveis quando são do nosso jeito. Claro que ficam.
O desafio é abrir mão, sem gritar, sem jogar erros na cara, sem criar problemas ou discussões. O desafio é ser menos intransigente, menos mimada, menos menos menos. O desafio é importar-se menos. Cada vez menos.
Reconheço ter todos esses defeitos, reconheço criar problemas desnecessários, reconheço querer sempre as coisas do meu jeito. E reconheço estar sendo difícil mudar. Porque nenhuma mudança é fácil.
Só que tomei uma decisão: só vale a pena mudar por aqueles que mudariam por você. Só vale a pena dar preferencia aqueles que tem você como preferencia. Só vale a pena manter do lado aqueles que querem você por perto.
E depois, todos os outros, o desafio é importa-se menos, cada vez menos. Menos, menos, menos.
E como diz minha amiga e xará Mari Leite, porque eu devo tratar como prioridade quem me trata como opção?
E viva as mudanças, e viva o começo de uma vida mais feliz.
ps1. fiquei muito feliz porque várias pessoas vieram perguntar o que estava acontecendo com meu blog na semana que ele ficou fechado. vocês são uns queridos, obrigada por lerem minhas besteiras e devaneios.
ps2. minha prima linda que fez o desing. por isso ficou esse tempo fora do ar.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Copacabana feliz ou não
Pelo segundo ano consecutivo passo a virada do ano em um dos lugares mais famosos do mundo. Uma queima de fogos impecável, um povo feliz e diversidade reinando sempre.
Cenário: Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil.
Data: 31 de dezembro de 2011. 8 pessoas e um tempo chuvoso.
Estávamos todos em casa, na região da Barra da Tijuca e descemos de carro até o Leblon por volta das 18h. Paramos o carro na avenida principal e bem movimentada e pegamos um ônibus circular que nos deixou atrás do Copacabana Palace por volta das 19:30h
E daí por diante é meio previsível, chuva, andamos a toa, chuva, comemos um lanche, chuva, compramos 4 guardas-chuva, chuva, comemos mais um pouco em uma cantina italiana, chuva, calçadão, chuva, fogos, chuva, 2012, chuva, abraços, chuva, champanhe, chuva e caminhamos para tentar pegar algo que nos levássemos de volta para o Leblon.
Caminhamos entre ruas interditadas, sem sinal de taxi ou ônibus por volta de 30min. Seguindo o fluxo conseguimos encontrar A Rua com transito parado cheio de taxes e ônibus. Em meio ao transito parado achamos um ônibus no meio da avenida que ia para o nosso destino e o motorista (um amor ou não) abriu a porta (no meio da avenida!) e entramos. Por sorte o ônibus ainda estava vazio e conseguimos os 8 sentar-se.
Dali, levamos mais 1h para chegar até onde o carro estava, caminho esse que levariamos normalmente 15min no máximo, sem demais complicações.
Relatei alguns momentos tensos na volta do Reveillon de Copacabana de dentro do ônibus. Segue:
Fora cenas como pessoas desesperadas dando sinal e o motorista ignorando, a fila gigantesca do metrô que dava voltas no quarteirão. Entre tantos outros momentos de puro caus.
Ano passado, levei quase 1h para encontrar um ônibus que fosse possível entrar que estivesse indo na direção a Barra da Tijuca, para chegar em casa mais de duas horas, caminho que costumo fazer em 1h e um pouquinho.
Dois anos consecutivos.Um mesmo cenário. Destinos diferentes. Um mesmo e preocupante problema.
E a mídia continua a insistir para que todos desçam com o transporte publico para Copacabana, e a prefeitura da cidade continua a fechar ruas e prejudicar o transito.
Acho ótimo que as ruas sejam fechadas, isso proporciona mais segurança e conforto aos espectadores da linda festa. Acho excelente que o transporte publico esteja a disposição da população e dos turistas.
Entretanto, tudo precisa ser feito com organização e responsabilidade.
De que adianta colocar mil onibus da rua depois da meia noite se nem os motoristas sabem que rota eles devem fazer? De que adianta 500 taxes trabalhando quando o transito está parado e não há prioridade para eles? De que adianta ônibus para todos os pontos da cidade se ninguém sabe que ponto ele sai? Se o motorista não pára ao ver o sinal das pessoas?
Costumo ser bem otimista em relação a grandes eventos no Brasil e até acho que olimpíadas e copa vão ser sucesso. Os brasileiros, quando querem, fazem as coisas funcionarem. E não vou criticar isso, a minha critica vai de encontro com o grande evento que acontece todo ano na praia e que é mostrado para o Brasil todo colocando-se em contraste com o caus que acontece nas ruas perpendiculares ao show e que tv nenhuma se atreve a mostrar. Afinal de contas, Copacabana sempre é um exemplo de segurança, de organização, de paz. Ou pelo menos é isso que o resto do mundo acha que é.
Não muito de ficar pedindo divulgação aqui, mas acredito que esse é um problema que deve se tornar publico, para que quem sabe um dia, se torne uma solução. Fique a vontade para divulgar ou não, dependendo do nível de importância que você dá ao assunto.
Cenário: Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil.
Data: 31 de dezembro de 2011. 8 pessoas e um tempo chuvoso.
Estávamos todos em casa, na região da Barra da Tijuca e descemos de carro até o Leblon por volta das 18h. Paramos o carro na avenida principal e bem movimentada e pegamos um ônibus circular que nos deixou atrás do Copacabana Palace por volta das 19:30h
E daí por diante é meio previsível, chuva, andamos a toa, chuva, comemos um lanche, chuva, compramos 4 guardas-chuva, chuva, comemos mais um pouco em uma cantina italiana, chuva, calçadão, chuva, fogos, chuva, 2012, chuva, abraços, chuva, champanhe, chuva e caminhamos para tentar pegar algo que nos levássemos de volta para o Leblon.
Caminhamos entre ruas interditadas, sem sinal de taxi ou ônibus por volta de 30min. Seguindo o fluxo conseguimos encontrar A Rua com transito parado cheio de taxes e ônibus. Em meio ao transito parado achamos um ônibus no meio da avenida que ia para o nosso destino e o motorista (um amor ou não) abriu a porta (no meio da avenida!) e entramos. Por sorte o ônibus ainda estava vazio e conseguimos os 8 sentar-se.
Dali, levamos mais 1h para chegar até onde o carro estava, caminho esse que levariamos normalmente 15min no máximo, sem demais complicações.
Relatei alguns momentos tensos na volta do Reveillon de Copacabana de dentro do ônibus. Segue:
Fora cenas como pessoas desesperadas dando sinal e o motorista ignorando, a fila gigantesca do metrô que dava voltas no quarteirão. Entre tantos outros momentos de puro caus.
Ano passado, levei quase 1h para encontrar um ônibus que fosse possível entrar que estivesse indo na direção a Barra da Tijuca, para chegar em casa mais de duas horas, caminho que costumo fazer em 1h e um pouquinho.
Dois anos consecutivos.Um mesmo cenário. Destinos diferentes. Um mesmo e preocupante problema.
E a mídia continua a insistir para que todos desçam com o transporte publico para Copacabana, e a prefeitura da cidade continua a fechar ruas e prejudicar o transito.
Acho ótimo que as ruas sejam fechadas, isso proporciona mais segurança e conforto aos espectadores da linda festa. Acho excelente que o transporte publico esteja a disposição da população e dos turistas.
Entretanto, tudo precisa ser feito com organização e responsabilidade.
De que adianta colocar mil onibus da rua depois da meia noite se nem os motoristas sabem que rota eles devem fazer? De que adianta 500 taxes trabalhando quando o transito está parado e não há prioridade para eles? De que adianta ônibus para todos os pontos da cidade se ninguém sabe que ponto ele sai? Se o motorista não pára ao ver o sinal das pessoas?
Costumo ser bem otimista em relação a grandes eventos no Brasil e até acho que olimpíadas e copa vão ser sucesso. Os brasileiros, quando querem, fazem as coisas funcionarem. E não vou criticar isso, a minha critica vai de encontro com o grande evento que acontece todo ano na praia e que é mostrado para o Brasil todo colocando-se em contraste com o caus que acontece nas ruas perpendiculares ao show e que tv nenhuma se atreve a mostrar. Afinal de contas, Copacabana sempre é um exemplo de segurança, de organização, de paz. Ou pelo menos é isso que o resto do mundo acha que é.
Não muito de ficar pedindo divulgação aqui, mas acredito que esse é um problema que deve se tornar publico, para que quem sabe um dia, se torne uma solução. Fique a vontade para divulgar ou não, dependendo do nível de importância que você dá ao assunto.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
porque mudar no ano novo?
E mais um ano chega ao final. E mais uma vez as pessoas fazem sua listinha de pedidos e objetivos. E mais uma vez chegam promessas e acordos (que nunca são cumpridos). Não entendo porque esperar até domingo, primeiro de janeiro de 2012 para se tornar uma boa pessoa, ou cortar o refrigerante, ou ser mais otimista ou reclamar menos. Penso aqui com meus botões que se eu quero mesmo emagrecer devo começar hoje e não segunda-feira. Se quero ter uma vida mais alegre basta eu começar sorrindo para o meu vizinho amanhã quando sair para trabalhar, pela manhã. Se quero deixar de lado as brigas eu preciso ligar hoje para quem me magoou ou me ofendeu e esclarecer tudo, e pedir desculpas. Porque deixar para segunda-feira? Porque deixar para o ano que vem? Porque deixar para amanhã?
Então, nesse ano novo, quero acordar na segunda-feira dia 2 de janeiro exatamente com os mesmos propósitos de domingo dia 1 e de sábado dia 31 de dezembro. Meu desejo de ano novo são pessoas melhores, mais conscientes, mais atentas, mais lutadoras, mais esperançosas todos os dias. Começando por hoje. Meu desejo de ano novo é um mundo melhor todos os dias do ano.
Não espere o ano novo para ser melhor, não faça planos de ano novo que serão esquecidos duas semanas depois. Faça planos todos os dias, faça algo bom para o seu planeta assim que levantar diariamente da cama. Não espere o ano novo para começar a agir.
Mais um ano, mais um mês, mais uma semana, mais um dia, mais uma hora, mais um segundo. Tudo muda o tempo todo, portanto não espere que o ano mude para fazer a mudança.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Quando parei de correr atrás
O ano acadêmico quase chega ao fim com gosto de PELO AMOR DE DEUS ACABE LOGO! Apenas mais uma semana, uma revista que precisa estar pronta, uma mostra de dança meio sem sentido para mim e uma nota boa na prova de sexta. Dezembro chegou e eu, imersa a tantos acontecimentos e afazeres nem percebi. Meu aniversário cada vez mais próximo e eu nem ligando.
Consegui ter cabeça para programar minhas férias em Campinas e marcar a passagem (chego dia 10/12). Entretanto, o mais espetacular de um semestre tão longo, difícil, curto e fácil não foi nenhum desses estresses e confusões (porque tiveram conflitos internos, brigas com a turma, problemas de todas as espécies). O espetacular foi que quando eu resolvi parar de me estressar, parar de correr atrás, parar de pensar sobre o futuro (e aceita-lo), parar de me envolver tanto e apenar observar foi quando tudo aconteceu. Quando eu parei de me preocupar os sonhos correram atrás de mim e ligaram em meu celular mudando meu futuro. Engraçado essa vida...
Agora, nessa última semana tudo que tenho pensado é que morarei em Santa Catarina de março a junho ou julho de 2012. Que estudarei tevê e cinema e espero ser muito feliz.
Acredito muito que as coisas acontecem quando tem que acontecer e que nada acontece por acaso. Talvez um tempo longe do mundo me fará entender muitas coisas, ou ficar mais confusas com elas. Essencial não é entender o mundo, mas aprender aproveita-lo e ser feliz. Talvez esse tempo longe do mundo me fará perceber o quanto eu amo o Rio de Janeiro, o quanto eu amo a Cia de Dança da UFRRJ, o quanto as pessoas que estão aqui ao meu lado são importantes. Talvez não seja nada disso e eu descubra que de fato estou no lugar errado.
Eu não sei, e na verdade nem quero pensar sobre isso. Não quero pensar que as pessoas farão falta, nem quero me despedir. Porque afinal vão ser umas férias e depois eu poderei ter a oportunidade de voltar e corrigir o que eu vinha fazendo errado. Ou não, talvez nada disso aconteça.
Só sei que estou feliz, muito feliz na verdade, como há muito tempo eu não ficava.
E a proposito, seguirei a ideia da minha amiga Analine, enquanto estiver como aluna de Mobilidade Acadêmica estudando na Universidade Federal de Santa Catarina, usarei esse blog como diário de bordo, para que meus amigos possam acompanhar meu dia-a-dia catarinense. Na verdade, contarei todo o processo de mudança aqui também. Em fevereiro, procurai um lugar para morar. :)
Preciso voltar ao última semana de aula e aos intermináveis trabalhos acadêmicos
Consegui ter cabeça para programar minhas férias em Campinas e marcar a passagem (chego dia 10/12). Entretanto, o mais espetacular de um semestre tão longo, difícil, curto e fácil não foi nenhum desses estresses e confusões (porque tiveram conflitos internos, brigas com a turma, problemas de todas as espécies). O espetacular foi que quando eu resolvi parar de me estressar, parar de correr atrás, parar de pensar sobre o futuro (e aceita-lo), parar de me envolver tanto e apenar observar foi quando tudo aconteceu. Quando eu parei de me preocupar os sonhos correram atrás de mim e ligaram em meu celular mudando meu futuro. Engraçado essa vida...
Agora, nessa última semana tudo que tenho pensado é que morarei em Santa Catarina de março a junho ou julho de 2012. Que estudarei tevê e cinema e espero ser muito feliz.
Acredito muito que as coisas acontecem quando tem que acontecer e que nada acontece por acaso. Talvez um tempo longe do mundo me fará entender muitas coisas, ou ficar mais confusas com elas. Essencial não é entender o mundo, mas aprender aproveita-lo e ser feliz. Talvez esse tempo longe do mundo me fará perceber o quanto eu amo o Rio de Janeiro, o quanto eu amo a Cia de Dança da UFRRJ, o quanto as pessoas que estão aqui ao meu lado são importantes. Talvez não seja nada disso e eu descubra que de fato estou no lugar errado.
Eu não sei, e na verdade nem quero pensar sobre isso. Não quero pensar que as pessoas farão falta, nem quero me despedir. Porque afinal vão ser umas férias e depois eu poderei ter a oportunidade de voltar e corrigir o que eu vinha fazendo errado. Ou não, talvez nada disso aconteça.
Só sei que estou feliz, muito feliz na verdade, como há muito tempo eu não ficava.
E a proposito, seguirei a ideia da minha amiga Analine, enquanto estiver como aluna de Mobilidade Acadêmica estudando na Universidade Federal de Santa Catarina, usarei esse blog como diário de bordo, para que meus amigos possam acompanhar meu dia-a-dia catarinense. Na verdade, contarei todo o processo de mudança aqui também. Em fevereiro, procurai um lugar para morar. :)
Preciso voltar ao última semana de aula e aos intermináveis trabalhos acadêmicos
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