terça-feira, 18 de setembro de 2012

quantas outras eu poderia ter sido?


Me peguei pensando sobre como seria minha vida se eu tivesse seguido por outro caminho. Nunca tinha de fato reparado quantas escolhas eu já fiz, quantas coisas eu já deixei para trás, quantas outras possibilidades de vida eu poderia ter tido. Melhores? Piores? Mais felizes ou não? 


Na verdade eu nunca saberei o quanto eu seria mais feliz ou mais triste se tivesse escolhido mudar de academia de ballet aos 8 anos. Talvez eu tivesse me formado e me tornado um grande bailarina, uma grande professora. Talvez eu tivesse chego a mesma conclusão depois de um tempo e abandonado o ballet. E será que eu sorriria ao saber que tudo deu certo? Ou será que eu ficaria pensando que seria mais feliz se tivesse feito uma faculdade e me formado jornalista? 

Na verdade eu nunca saberei se eu seria mais feliz se eu tivesse escolhido ir para qualquer outra escola na 5° série. Porque isso mudaria toda a minha vida, todos os meus amigos, todos os meus amores. E quem sabe isso mudaria até meus objetivos de vida, minha futura profissão. Quem sabe eu não teria virado médica? Acho que eu não teria ido tanto ao cinema e me apaixonado pela telona. 

Na verdade eu nunca saberei se eu seria mais feliz se eu tivesse correspondido um amor no 1° colegial. Daqueles que quando você olha para o garoto hoje você nunca entende porque mesmo não quis tentar? Será que eu seria mais feliz se tivesse focado menos no estudos e mais no amor, e mais na dança, e mais na arte e mais nas baladas antes do tempo? 


Na verdade eu nunca saberei se eu seria mais feliz se eu tivesse me conformado em ficar em Campinas, em ter uma vida estável e não experimentar o doce gosto da mudança, da renovação. E então eu provavelmente casaria com alguém que estudou comigo ou com um vizinho que esteve sempre por perto e eu nunca reparei. Então eu teria virado professora de ballet e estaria feliz com minhas alunas, estaria realizada. Só viria as vezes ao Rio de Janeiro visitar meus pais e passear. Mas então eu sempre ia me perguntar se eu seria mais feliz se tivesse escolhido me mudar.


E mesmo depois que eu vim para o Rio de Janeiro, eu poderia ter escolhido a vida estável de uma Faculdade Particular e algumas horas de dança em uma academia perto de minha casa. Talvez eu tivesse empregada, talvez eu tivesse com um carro. Talvez eu ficasse arrependida pelo resto da vida de não ter ido estudar em uma Universidade Federal e realizar meu sonho. 


O que importa mesmo é que em qualquer outro lugar que eu estivesse eu estaria me questionando sobre como eu seria se tivesse feito outra escolha, se tivesse seguido por outro caminho. Quantas outras de mim mesma eu já tive a oportunidade de me tornar e deixei para trás? Quantas outras pessoas eu deixei de conhecer, ou me afastei, ou se afastou por causa de uma escolha, por causa de um caminho, por causa de uma ideia diferente. Quantas outras pessoas já passaram pela minha vida e se foram, e seguiram caminhos diferentes do meu? Seja por minha escolha, seja pela escolha de outro. 

Na verdade eu sempre vou achar que poderia ter sido mais feliz, que poderia ter aproveitado mais, que poderia estar me sentido mais inserida, que poderia ter mantido pessoas ao meu lado, que poderia... que poderia.. que poderia. 

Apenas o que tenho certeza sobre tudo isso é a gente sempre tem uma escolha a fazer, mesmo que a escolha seja não mudar nada. Mesmo não mudando nada, você ainda continua a escolher o caminho da não-mudança. O que tenho certeza é que nunca termos certeza sobre nada que escolhermos, que nunca teremos certeza sobre o que seria SE fosse uma coisa ou outra. 


O mais importante se todos esses SE'S que deixamos para trás é quando vemos em nossa frente algo que nos trás um sorriso nos lábios, daqueles que vem sem a gente perceber e que é impossível conter. Ter a certeza se esses sorrisos chegariam com mais frequencia se eu tivesse feito isso ou aquilo eu nunca vou saber, mas eu sei que o sorriso está aqui e isso é suficiente. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

sobre morrer

um daqueles textos copiados e clichês. 
mas que nos faz refletir sobre uma vida que PRECISA ser vivida, porque inevitavelmente e quando a gente menos espera ela acaba. ENTÃO VIVA!



A morte, por si só, é uma piada pronta.
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta ideia: MORRER!
A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente... De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis.
Qual é? Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça. Por isso viva tudo que há para viver. Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida... Perdoe... Sempre!
Pedro Bial

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

essa metamorfose ambulante

Fiquei pensando em um modo de escrever um monte de coisas que gritam dentro de minha cabeça sem ser vulgar, sem ser clichê e sem parecer aquele monte de baboseiras idiotas que ninguém costuma entender nem se interessar.
Mas é que na real acho bem difícil viver. E ainda assim sou absolutamente apaixonada pela vida.

No decorrer de de minha vida criei uma série de teorias e certezas sobre a vida. Aprendi o que era certo e errado. Aprendi o que era mal e o que era bem. Criei uma série de convicções que ao meu ver criavam que eu era. E de certa forma todas essas ideias contruiram quem eu sou hoje. (só que ao contrário)
Eu sempre tive horror a qualquer tipo de mudança. Eu adiava todas elas o máximo que podia. Eu gostava da rotina, da segurança, da certeza. eu gostava de chegar em um lugar e conhecer exatamente cada pedacinho dali, de saber exatamente o que eu precisava fazer. Eu planejava tudo e em minha cabeça eu tinha tudo em minhas mãos. Eu podia dominar o mundo se quisesse naquela época. Eu pelo menos eu achava que podia.
Então veio a maior mudança, aquela que por instinto eu sempre achei que fosse acontecer. Aquela que eu aceitei, que eu fiquei feliz, veio a mudança que eu gostei porque era a unica que eu queria.
Não sei bem como nem quando o medo de mudar passou. Não sei como nem quando isso influenciou quem eu me tornei hoje. Quando eu me dei conta a mudança já fazia parte de mim, quando eu me dei conta eu já gostava disso.
E junto da mudança veio a descontrução de todas as teorias, uma a uma. Como uma fileira de dominó que cai em efeito cascasta. uma por uma, uma atrás da outra. A mudança me proporcionou uma nova visão de vida. O convivio com as novas coisas me proporcionou um novo senso de realidade. Não acredito em metade das coisas que acreditava, a outra metade tenho dúvias.
Tenho apenas duas certezas na vida: 1-vou morrer 2-Deus existe
Todas as outras coisas são relativas, mutáveis e discutiveis.
Acho que é tudo uma questão de mudança, de mudança de habito, de mudança de ângulo (e porque não?) de mudança de gosto.
Comecei a me questionar de tudo que eu achava errado e tanta gente perto de mim fazia. Comecei a me questionar sobre tudo que eu acredtidava piamente e que talvez nunca tivesse feito sentido. Comecei a me questionar se alguma coisa realmente faz sentido nessa vida.
chegar em casa as 5, 6, 9 horas da manhã depois de ter saído as 22h é de fato errado? São apenas marginais que ficam na rua até essa hora? Será mesmo que todas as pessoas nascem com uma pré-destinação? Drogados são todos vagabundos? Jornais populares não fazem jornalismo sério? Esquerda é errado e direita é certo? Porque eu não posso usar um micro-shots e posso usar uma calça de ginastica? Porque é considerado errado acordar as 11h da manhã? Porque a gente chega aos 20 e tem que NECESSARIAMENTE estar namorado? Porque mesmo a gente precisa namorar um tempão antes de casar? Porque eu preciso ler o jornal todos os dias e saber de tudo que acontece no mundo? Porque eu preciso saber a formula da velocidade média se eu nunca vou precisar calcular isso? Porque eu nunca posso chorar em publico, nem ficar doente, nem estar depressiva, nem estar sorrindo a toa?
E tantas outras regras que a sociedade vai nos ensinando e que ninguém questiona nem pensa sobre isso. Acho que tenho aprendido a aceitar, aceitar é tudo que tenho feito e lutado para conseguir. Aceitar sem pré-conceitos, sem pré-julgamentos, aceitar simplesmente assim.




Parei de me questionar sobre quem eu sou, ou quem serei, ou o que eu quero. Parei de ter uma velha opinião formada sobre tudo. Gosto de estar em constante mudança. Gosto de fazer merda e saber que nunca mais vou repetir isso, mas que pelo menos fiz. Gosto de ter histórias pra contar. Gosto de ter listas de lugares que conheci. Gosto de viajar, de conhecer, de explorar. Como bem disse Raul: "Se hoje eu te odeio/ amanha lhe tenho amor." E essa é a graça da vida, a metamorfose, a mudança. Pelo menos eu só aprendi a graça da vida depois de gostar e parar de ter medo de tantas mudanças.
Parei de pensar sobre o que as pessoas vão pensar de mim. Aquelas que realmente importam vão dizer isso na sua cara. Se realmente importar o que elas estão dizendo eu vou (re)pensar o assunto e tomar atitudes ou não e relação a mudanças. EU vou mudar e mudar de novo. E de novo. E de novo. Até que... até que eu morra, porque nada mais chato do que a rotina.

não sou nada daquilo do que achei que fosse me tornar. não sou nada daquilo do que era. não realizei nada daquelas teorias e idealizações que fiz um dia. mas sou muito mais feliz do que imaginei que fosse possível. e tudo isso muda,
"Eu quero dizer,
Agora, o oposto do que eu disse antes"

terça-feira, 24 de julho de 2012

quinze, o último

Já estou no Rio desde o dia 11/07 mas estava evitando finalmente terminar esse diário de bordo. Talvez porque enquanto eu não fizesse isso em minha cabeça a mobilidade não acabaria, sei lá. Parece difícil imaginar a realidade ruralina outra vez. Mesmo já tendo ido a Seropédica, mesmo já tendo me estressado com meus amigos, mesmo já estar estudando comunicação de novo. Mesmo já tendo deixado a UFSC pra trás.
O balanço que preciso fazer desses quatro meses que passei longe de casa é o post que li no blog de uns amigos da UFSC.

"(...)E é nessas horas que você se dá conta de como é insignificante comparado ao tamanho do mundo. Ou que o mundo é pequeno demais para caber todos os seus sonhos. Depende de como se olha.

Você se dá conta que pode viver perfeitamente bem no mundinho em que você está e que tudo é estável. Mas algo falta. Quando você parte para outra cidade ou país, acha rapidamente os defeitos e virtudes do local. Admira, mas sente falta do lugar da onde você era.

Quando seu ciclo de amizades se transforma, você fica feliz por conhecer novas pessoas. Vê que existem milhares de homens e mulheres diferentes por todo o mundo. Ainda assim, sente falta daquele seu amigo retardado que só falava besteira.
(...)
Deseja que seus diferentes círculos de amizade fossem reativados e que você pudesse falar com todos. É quando se dá conta que nada disso é possível e que você não consegue se adaptar a lugar algum. E nem quer ser assim tão adaptado.

Nenhum lugar é tão perfeitamente feito pra você. Mas nenhum lugar também é tão ruim. Você não tem mais uma zona de conforto e seu “status quo” é único e exclusivamente, você mesmo.

E nessas horas que você consegue perceber a dimensão e beleza de cada lugar, de cada rosto, de cada sorriso. É assim que você aproveita mais o ambiente em que trabalha ou se diverte muito em uma simples saída com os amigos para comer cachorro quente. Tudo se torna melhor, mais bonito, mais crítico e também mais difícil.

Quem sabe isso seja apenas uma desculpa para aqueles que gostam de se aventurar, viajar, conhecer o mundo. Mas você já se perguntou até quando vai durar o mundinho em que você está tão perfeitamente feliz? E o que vai fazer depois disso? O que vai ser da sua vida?(...)"


leia aqui o texto completo

Voltei a mesma pessoa, voltei uma pessoa diferente. Não sei diferente em que, nem o quanto essa diferença vai gritar. Me sinto melhor, mais feliz, me sinto mais dona do mundo e ao mesmo tempo sinto que ele é tão grande que nunca serei capaz de ser dona nem de mim mesma. Mesmo assim tenho evitado meus amigos da UFSC, tenho evitado olhar fotos e sentir saudades. Tenho preenchido meu tempo com o máximo de coisas que consigo (isso não tem sido muito difícil, tenho feito nada e tudo nesses dias). Mas sei que um dia a saudades vai chegar desesperadamente e eu vou ter que sentir. Mas sei lá, as vezes acho que ela nem dói tanto assim mais. Até que ela chegue claro.
Não quero comentar sobre minha grande experiência profissional, porque tudo que relatei nos últimos meses por aqui... Mas mesmo aprendendo tantas coisas sobre minha futura profissão eu ainda aprendi coisas sobre a vida. O que mais me chamou a atenção e que eu preciso compartilhar aqui é que a gente aprende a fazer as coisas, ninguém nasce sabendo. Claro que tem um ou outro que nasce com o dom, mas isso não me impediu de aprender e estar caminhando para ser boa. A repetição leva a perfeição. Nunca acreditei muito nessa coisa de aprender a fazer, até que provei para mim mesma que seria capaz e acho que fiz um bom trabalho no final das contas.

E só para concluir, eu não quero prolongar demais, tudo em nossas vidas deixa marcas. Tudo que vivemos, aprendemos, sentimos, absolutamente tudo nos modifica, nos influência de alguma forma. E sempre deixamos um pouco de nós e sempre levamos um pouco dos outros.

Tchau UFSC, o sonho acabou.


a história toda

segunda-feira, 9 de julho de 2012

14: a úlltima aula

4 meses e 3 dias eu entrava na mesma sala que hoje está sendo minha última aula.
a turma que me acolheu aumentou um pouquinho, tá a maioria das pessoas dentro da sala.
estamos ouvindo o trabalho final de radiojornalismo I, ah como deu trabalho, mas parece que tá todo mundo satisfeito com o resultado final. bons trabalhos, bons sorrisos, boas lembranças... e quantas lembranças.
me sinto um pouco melancólica de ter que dar tchau, de ter que lagar tudo isso, de ter que acordar desse sonho.
hora pesadelo, hora sonho hora felicidade, hora tristeza.
cheguei uma universitária e vou embora, bom ainda sou uma universitária... mas aprendi mais, cresci mais, entendi mais, e continua com várias dúvidas. fiz alguns programas, comprei roupas novas, aprendi a editar algumas coisas, estou falando com um sotaque diferente, escrevi pouco e li muito, fiz amigos desses que a gente vai levar pra sempre. ou talvez daqueles que a gente vai guardar pra sempre. e vai ficar apenas na lembrança.
continuo sem saber sobre meu destino, continuo sem saber minha vocação. acho que tenho aceitado que posso fazer o que precisaram que eu faça.
hoje estou com minha baby-look do jornalismo da Rural, vesti ela para me lembrar que pertenço a esse lugar e quando cheguei na UFSC vesti o agasalho do Jornalismo UFSC, tal vez para que eu me lembra que estou levando um pouco desse lugar comigo, e espero estar deixando um pouco de mim aqui.
tudo que estou tentando fazer é escrever dentro da sala tudo o que aprendi/senti nesse tempo estudando em um lugar que não é meu.
e talvez tudo que estou conseguindo concluir é que qualquer lugar pode ser meu. Principalmente quando se encontra no caminho pessoas que realmente querem que você passe a participar da vida dela.
acho que sou uma pessoa de sorte, encontrei boas pessoas, fiz bons amigos, aprendi boas e muitas coisas.

Parece cômico eu terminar e começar o semestre no mesmo lugar, parece cômico eu começar e terminar o semestre com a mesma turma, aquela mesma que eu fiz os melhores amigos, aquela mesma que eu vivi os momentos mais tensos e aqueles que vou guardar para sempre. Talvez seja só predestinação. Talvez seja só destino.
Chegou a hora de ir embora, chegou a hora de deixar tudo isso para trás e voltar para o lugar que me ensinou a ser alguém, e voltar para as pessoas que me ajudaram quando eu mais precisei. chegou a hora de conviver diariamente com a saudade, chegou a hora de... ir. enfim o fim. 
só não achei que chegaria a hora tão rápido. 

vou tentar escrever antes de subir no avião, mas ainda assim, as emoções já se misturam, a despedida já se aproxima, mais um capítulo da minha história está chegando ao fim. 
esperei tanto pelas férias, e quando elas chegam eu penso que talvez poderia durar mais um pouquinho...

Obrigada UFSC, Obrigada Jor, Obrigada 11.2, Obrigada meninas do SAFC, Obrigada a todos aqueles que estiveram comigo, que me ajudaram, que confiaram em mim. 
é só agradecer o que eu preciso. 
obrigada, obrigada, obrigada. 

a história toda

terça-feira, 3 de julho de 2012

devaneios da madrugada

comecei a escrever sobre a vida.
sobre todos os milhões de sentimento que permiam minha cabeça e meu coração diariamente.
sobre mais um daqueles post melancólicos e dramáticos que não farão sentido nenhum daqui uns meses. ou que até farão, mas que eu vou achar tudo uma idiotice de novo.
porque sentimentos vão e voltam e depois que eles vão agente acha que nem foi tão forte e devastador quanto pareceu na hora.
porque eu faço com que todos os sentimentos sejam excluídos, sejam exterminados. é melhor para todos, é mais fácil para mim.
tem sido cada vez mais difícil me concentrar em outras coisas e deixar tudo isso pra trás, apensar de ter certeza que preciso fazer disso um passado. 
até porque a vida toda é sempre um passado.
acho que é esse o assunto de hoje, o passado, o tempo. parece tudo meio estranho e dramático. parece tudo meio...
ontem era hoje e amanhã vai ser hoje que se tornará ontem. tudo e nada. depois de um monte de anos vivendo a gente morre. e meu maior desespero é morrer tendo simplesmente passado pela vida. por isso me apaixono, por isso aceito, por isso tento dormir pouco, por isso tento desfrutar de tudo, por isso tento me privar de nada, por não guardo dinheiro. eu vou morrer afinal e toda essa maravilha de vida vai acabar. por isso agradeço todos os dias em continuar a respirar. por isso morro de vontade de fazer as maiores loucuras e mais do que isso, busco sempre estar ao lado das pessoas que fariam todas e qualquer loucuras por mim, para mim e comigo. por isso tento fazer todas e qualquer loucuras para, com e por aqueles que eu acho que vale a pena. 
afinal é tudo uma loucura. e todos deveriam participar dela, se entregar a ela.


ainda assim é tudo uma contante contradição, porque eu comecei esse post dizendo que bloqueio sentimentos, que não vivo, que prefiro esquecer e fingir que nada aconteceu. prefiro deixar no passado e continuar sorrindo.
talvez porque sorrir e viver intensamente seja algo que deveria ser sinônimo, embora não seja. ainda assim eu costumo acreditar que são e continuo sorrindo, e continuo bem, e continuo feliz. mesmo que não seja nada disso, mesmo que seja tudo isso junto. 
acho que cada um tem seu jeito de viver, acho que cada um tem seu jeito de encarar a realidade, não sei o que é certo ou errado. não sei o que é bom ou não. não sei se vou morrer feliz vivendo assim, desse jeito inconstante e contraditório.só sei que tudo que tenho buscado é felicidade, só sei que tenho feito apenas as coisas me deixam com um sorriso no rosto por uma semana depois de ter durado apenas 1min. porque eu acho que são elas que valem a pena. mesmo assim continuo bloqueando. o bloqueio é a forma que tenho de tentar continuar sorrindo, de tentar continuar vivendo, de tentar não simplesmente passar pela vida. e vai continuar assim, até que alguém me prove ser tão louco quanto eu e que eu tenha certeza que vale a pena.

domingo, 17 de junho de 2012

capítulo treze

senti uma vontade dilacerante de parar tudo que estou fazendo, tudo que preciso fazer para escrever.
não sei bem o que, nem porque.
a única coisa que tenho certa até agora é que daqui a exatos 33 dias eu estarei no Rio de Janeiro as 19:50h (agora).
e mesmo eu ainda tendo tanta coisa para fazer nesses 33 dias, tudo parece que está correndo por minhas mãos e eu não consigo fazer com que isso se eternize de alguma forma. talvez por isso a vontade de escrever.
as coisas em Florianópolis andam cada vez melhor e isso me chateia. as pessoas andam cada vez mais legais e isso me entristece. seria muito mais fácil se tudo tivesse difícil, se todas as pessoas continuassem em seu particular mundo. sem se envolver demais, sem possíveis saudades futuras.
mas nunca disseram que seria fácil e a cada dia que entro pelo corredor de pisos branquinhos do JOR UFSC eu me sinto pertencendo ainda mais àquele lugar. Cada domingo em casa vendo um filme ou fazendo qualquer besteira para comer eu me sinto cada vez mais pertencendo a esse lugar. Cada chuva que chega e me faz estender as roupas no varal de dentro eu me sinto cada vez mais aceitando que minha roupas vão demorar a semana toda para secar e que Florianópolis é assim mesmo. Cada meio de mês que chega e eu vejo que não tenho mais dinheiro eu me sinto cada vez mais na realidade de uma cidade rica, com pessoas ricas (ou não).
e cada mudança é um novo aprendizado, e cada mudança é uma nova saudade. acho que aprendi a julgar menos pela aparência. quando cheguei na UFSC achei que nunca fosse me acostumar a realidade do Jornalismo daqui. Achei que nunca fosse gostar dessas pessoas estranhas que aparentemente não gostavam de mim. mas daí veio uma turma de Calouros B e me fez de alguma forma me sentir inserida. JOR 2011.2. um monte de gente perdida, sem saber direito o que fazer nem porque está ali, talvez por isso tenha dado certo comigo né... Mais ou menos como a minha indecisão constante e eterna.
não sei nem quando, nem como aconteceu, mas sei que eu passei a me considerar eles, e eles meio que me adotaram. e me inseriram no resto do JOR. e claro que há algumas pessoinhas fofas que levarei para sempre e que não é 2011.2, mas talvez eu só tenha tido contato com elas porque eles me ensinaram de alguma forma a sobreviver no JOR UFSC.
preciso comentar que calei minha boca com muita gente que achava insuportável, e talvez esse tenha sido meu maior aprendizado de intercambista. conhecer antes de pré-julgar ou de não curtir porque não fui com a cara, ou porque disse alguma coisa que eu não concordei. a maioria dessas pessoas que eu pré-julguei me impressionaram e me fizeram morder a língua milhares de vezes. cada um tem seu jeito, sua criação, seus costumes, cada um está evoluindo e aprendendo tanto quanto eu todos os dias.
enfim, não estou encerrando meu diário e bordo, até porque muita coisa pode rolar em um mês. só preciso agradecer publicamente a 2011.2 por terem me adotado, por terem me suportado, por terem me ensinado, por terem simplesmente me aceitado. cara, sério, vocês são demais! e eu já estou morta de saudades.

enfim Florianópolis, enfim a UFSC. enfim o (quase) fim


veja a hirstória toda dessa intercambista maluca

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A favor da greve

Como jornalista eu deveria noticiar e relatar o que está acontecendo. EU deveria falar que 47 instituições de ensino superior federal estão em greve em todo país. E que isso resulta em mais de 1 milhão de alunos sem aula.
Como jornalista eu deveria explicar que os professores lutam pelo aumento do piso salarial, reestruturação de carreira e melhorias nas condições de ensino nas universidade desde o ano passado com o governo federal. E que pelo andar das coisas o governo não pretende ceder tão cedo sobre a restruturação de carreira e afins.
Mas na verdade eu preciso contar sobre mim. Até porque, esse é o intuito do blog.
Eu nunca entendi direito a greve sabe? Sempre achei uma idiotice as pessoas pararem de trabalhar para conseguir aumento ou outros direitos. Pensava aqui com minha ignorância que isso só deixaria os 'patrões' mais chateados e fariam com que eles ficassem mais bravos. Sempre achei que se você quisesse ganhar mais precisava trabalhar mais para isso. AH, doce ilusão romântica sobre o capitalismo que colocam em nossas cabeças.
Mas eu sempre pensei isso sobre a greve, talvez porque eu sempre relacionava com o ato de ficar em casa, esperando que alguém fizesse alguma coisa.
Claro que hoje em dia já aprendi o motivo e justificativa da greve, hoje já aprendi que não é trabalhando mais que se consegue direitos. E que a greve é uma medida extrema que deve ser tomada quando realmente não há outra saída.
Não vou envolver motivos pessoais que com certeza me faria ir contra a todas as alegrias e orgulhos que vou expor aqui. Não vou falar sobre o fato que simplifica muito mais as coisas para mim (em específico e nesse momento) o fato da UFSC não estar em greve. O mais importante nesse momento é falar da greve em sim.

Costumamos acreditar em algo porque vimos ou fizemos com que isso desse certo. Nunca tinha visto nenhuma greve em Universidades Federais tão de perto.
Acredito que a única forma de conquistar depois de não conseguir com negociações é ocupando e chamando a atenção. Já tinha comentado com as pessoas em relação a outras vivencias (dentro da Universidade inclusive). Ainda assim, só temos votos diretos hoje graças a um bando de estudantes malucos que foram as ruas pedir as Diretas Já.


Cheguei a acreditar que esse tipo de movimento não aconteceria mais. Ver os alunos de diversas universidades do país decretando GREVE foi emocionante, pelo menos pra mim. Ver esse vídeo, com tantas pessoas, com tantos JOVENS me fez ter uma esperança sobre um futuro. É claro que esses em torno de 2 mil pessoas que compareceram aí é praticamente insignificante perto de 1 milhão de alunos sem aula. Mas podemos ver atos como esses em todo o país. Hoje, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro fechou uma BR para protestar. TODAS ESSAS PESSOAS A FAVOR DA EDUCAÇÃO;
acho sinceramente lindo! Porque eu sempre acreditei que uma educação melhor é a chave para todos os problemas do país.
Aumentar significantemente o número de vagas nas instituições federais e não dar condições se quer para os professores darem aula não quer dizer progressos nenhum. Aumentar o número de vagas e se quer liberar contratação de professores não faz Universidade nenhuma de qualidade. Aumentar vagas e não dar condições de ensino, pesquisa e extensão não  trás excelência a ninguém.
PEDIMOS QUALIDADE DE ENSINO E NÃO QUANTIDADE DE VAGAS.

acredito sinceramente que atos de greve com manifestações chamam a atenção e resolvem problemas.

domingo, 20 de maio de 2012

12: como escrever um texto jornalístico básico

Os parágrafos precisam ter de 5 a 7 linhas.
Você vai precisar de MUITA informação. O máximo que puder.

1° parágrafo: lead. a parte mais importante da notícia. terá três frases.
                1° frase: longa e forte. Dizer o que aconteceu, geralmente com quem e onde. Mas isso pode mudar, é sempre o mais importante que deve aparecer aqui.
                2° frase: apoia a primeira, dá informações complementares. Geralmente como se deu, quais foram as consequências.
                3° frase: perspectiva do acontecimento.

2° parágrafo: desenvolver um tópico frasal, retornar ao gancho dando mais informações, Explorar as informações. Elas sempre aparecem de acordo com sua relevância. Os demais parágrafos vão nessa mesma linha. Não há uma quantidade certa, depende da massa de informação que você possuir.

3° ou último parágrafo: informações burocráticas do tipo organizadores, horários de funcionamento, telefones, sites,contatos. Tudo isso sempre por último.

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fotos do passeio de sábado, em Praia da Armação - sul da ilha de Florianópolis







sábado, 12 de maio de 2012

11: um decreto

não sei se caiu a ficha que já passou metade do meu tempo aqui. não se se precisava passar um tempo com a natureza depois de uma semana estressante. Só sei que na sexta eu decidi que colocaria a mochila nas costas e  entraria num ônibus que eu não tinha ideia de onde me levaria.
E foi exatamente o que fiz.
Hoje de manhã acordei, coloquei biquíni, um short jeans, um camiseta e um agasalho. na mochila coloquei uma câmera fotográfica, uma canga, umas comidas, água, um livro, fones de ouvido com música. E saí. Eu tinha um foco:o norte da ilha e de lá eu iria para qualquer lugar que o ônibus me levasse.
Entrei em um Praia Brava e adorei quando percebi que era longe, as praias mais longes são sempre as mais bonitas!
Enfim eu colocarei fotos do paraíso que encontrei. Mas a conclusão que cheguei é que me faz bem. Que me deixa alegre, feliz, disposta. A conclusão que cheguei é que os ''manezinhos'' não aproveitam o lugar maravilhoso que moram (porque a praia estava vazia, o tava sol!).
E decretei para mim mesma: nos próximos dois meses sábado vai ser dia turismo. Vou pra onde o ônibus me levar, vou  pra onde me indicarem, vou pra onde estiver acontecendo alguma coisa. Vou, simplesmente vou.
Tá todo mundo convidado, sábado é dia de turismo na ilha! Vem também!
E mesmo que não tiver ninguém por perto, eu ainda tenho uma mochila e uma maquina fotográfica junto de mim. Todas as coisas em volta são apenas um bônus que encontrei pelo caminho.
Não vou descrever, as fotos vão dizer muito mais que eu! (tenho vontade de colocar todas, mas vou me conter)











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