Já estou no Rio desde o dia 11/07 mas estava evitando finalmente terminar esse diário de bordo. Talvez porque enquanto eu não fizesse isso em minha cabeça a mobilidade não acabaria, sei lá. Parece difícil imaginar a realidade ruralina outra vez. Mesmo já tendo ido a Seropédica, mesmo já tendo me estressado com meus amigos, mesmo já estar estudando comunicação de novo. Mesmo já tendo deixado a UFSC pra trás.
O balanço que preciso fazer desses quatro meses que passei longe de casa é o post que li no blog de uns amigos da UFSC.
"(...)E é nessas horas que você se dá conta de como é insignificante comparado ao tamanho do mundo. Ou que o mundo é pequeno demais para caber todos os seus sonhos. Depende de como se olha.
Você se dá conta que pode viver perfeitamente bem no mundinho em que você está e que tudo é estável. Mas algo falta. Quando você parte para outra cidade ou país, acha rapidamente os defeitos e virtudes do local. Admira, mas sente falta do lugar da onde você era.
Quando seu ciclo de amizades se transforma, você fica feliz por conhecer novas pessoas. Vê que existem milhares de homens e mulheres diferentes por todo o mundo. Ainda assim, sente falta daquele seu amigo retardado que só falava besteira.
(...)
Deseja que seus diferentes círculos de amizade fossem reativados e que você pudesse falar com todos. É quando se dá conta que nada disso é possível e que você não consegue se adaptar a lugar algum. E nem quer ser assim tão adaptado.
Nenhum lugar é tão perfeitamente feito pra você. Mas nenhum lugar também é tão ruim. Você não tem mais uma zona de conforto e seu “status quo” é único e exclusivamente, você mesmo.
E nessas horas que você consegue perceber a dimensão e beleza de cada lugar, de cada rosto, de cada sorriso. É assim que você aproveita mais o ambiente em que trabalha ou se diverte muito em uma simples saída com os amigos para comer cachorro quente. Tudo se torna melhor, mais bonito, mais crítico e também mais difícil.
Quem sabe isso seja apenas uma desculpa para aqueles que gostam de se aventurar, viajar, conhecer o mundo. Mas você já se perguntou até quando vai durar o mundinho em que você está tão perfeitamente feliz? E o que vai fazer depois disso? O que vai ser da sua vida?(...)"
leia aqui o texto completo
Voltei a mesma pessoa, voltei uma pessoa diferente. Não sei diferente em que, nem o quanto essa diferença vai gritar. Me sinto melhor, mais feliz, me sinto mais dona do mundo e ao mesmo tempo sinto que ele é tão grande que nunca serei capaz de ser dona nem de mim mesma. Mesmo assim tenho evitado meus amigos da UFSC, tenho evitado olhar fotos e sentir saudades. Tenho preenchido meu tempo com o máximo de coisas que consigo (isso não tem sido muito difícil, tenho feito nada e tudo nesses dias). Mas sei que um dia a saudades vai chegar desesperadamente e eu vou ter que sentir. Mas sei lá, as vezes acho que ela nem dói tanto assim mais. Até que ela chegue claro.
Não quero comentar sobre minha grande experiência profissional, porque tudo que relatei nos últimos meses por aqui... Mas mesmo aprendendo tantas coisas sobre minha futura profissão eu ainda aprendi coisas sobre a vida. O que mais me chamou a atenção e que eu preciso compartilhar aqui é que a gente aprende a fazer as coisas, ninguém nasce sabendo. Claro que tem um ou outro que nasce com o dom, mas isso não me impediu de aprender e estar caminhando para ser boa. A repetição leva a perfeição. Nunca acreditei muito nessa coisa de aprender a fazer, até que provei para mim mesma que seria capaz e acho que fiz um bom trabalho no final das contas.
E só para concluir, eu não quero prolongar demais, tudo em nossas vidas deixa marcas. Tudo que vivemos, aprendemos, sentimos, absolutamente tudo nos modifica, nos influência de alguma forma. E sempre deixamos um pouco de nós e sempre levamos um pouco dos outros.
Tchau UFSC, o sonho acabou.
a história toda
"O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.” LISPECTOR, Clarice
terça-feira, 24 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
14: a úlltima aula
4 meses e 3 dias eu entrava na mesma sala que hoje está sendo minha última aula.
a turma que me acolheu aumentou um pouquinho, tá a maioria das pessoas dentro da sala.
estamos ouvindo o trabalho final de radiojornalismo I, ah como deu trabalho, mas parece que tá todo mundo satisfeito com o resultado final. bons trabalhos, bons sorrisos, boas lembranças... e quantas lembranças.
me sinto um pouco melancólica de ter que dar tchau, de ter que lagar tudo isso, de ter que acordar desse sonho.
hora pesadelo, hora sonho hora felicidade, hora tristeza.
cheguei uma universitária e vou embora, bom ainda sou uma universitária... mas aprendi mais, cresci mais, entendi mais, e continua com várias dúvidas. fiz alguns programas, comprei roupas novas, aprendi a editar algumas coisas, estou falando com um sotaque diferente, escrevi pouco e li muito, fiz amigos desses que a gente vai levar pra sempre. ou talvez daqueles que a gente vai guardar pra sempre. e vai ficar apenas na lembrança.
continuo sem saber sobre meu destino, continuo sem saber minha vocação. acho que tenho aceitado que posso fazer o que precisaram que eu faça.
hoje estou com minha baby-look do jornalismo da Rural, vesti ela para me lembrar que pertenço a esse lugar e quando cheguei na UFSC vesti o agasalho do Jornalismo UFSC, tal vez para que eu me lembra que estou levando um pouco desse lugar comigo, e espero estar deixando um pouco de mim aqui.
tudo que estou tentando fazer é escrever dentro da sala tudo o que aprendi/senti nesse tempo estudando em um lugar que não é meu.
e talvez tudo que estou conseguindo concluir é que qualquer lugar pode ser meu. Principalmente quando se encontra no caminho pessoas que realmente querem que você passe a participar da vida dela.
acho que sou uma pessoa de sorte, encontrei boas pessoas, fiz bons amigos, aprendi boas e muitas coisas.
a história toda
a turma que me acolheu aumentou um pouquinho, tá a maioria das pessoas dentro da sala.
estamos ouvindo o trabalho final de radiojornalismo I, ah como deu trabalho, mas parece que tá todo mundo satisfeito com o resultado final. bons trabalhos, bons sorrisos, boas lembranças... e quantas lembranças.
me sinto um pouco melancólica de ter que dar tchau, de ter que lagar tudo isso, de ter que acordar desse sonho.
hora pesadelo, hora sonho hora felicidade, hora tristeza.
cheguei uma universitária e vou embora, bom ainda sou uma universitária... mas aprendi mais, cresci mais, entendi mais, e continua com várias dúvidas. fiz alguns programas, comprei roupas novas, aprendi a editar algumas coisas, estou falando com um sotaque diferente, escrevi pouco e li muito, fiz amigos desses que a gente vai levar pra sempre. ou talvez daqueles que a gente vai guardar pra sempre. e vai ficar apenas na lembrança.
continuo sem saber sobre meu destino, continuo sem saber minha vocação. acho que tenho aceitado que posso fazer o que precisaram que eu faça.
hoje estou com minha baby-look do jornalismo da Rural, vesti ela para me lembrar que pertenço a esse lugar e quando cheguei na UFSC vesti o agasalho do Jornalismo UFSC, tal vez para que eu me lembra que estou levando um pouco desse lugar comigo, e espero estar deixando um pouco de mim aqui.
tudo que estou tentando fazer é escrever dentro da sala tudo o que aprendi/senti nesse tempo estudando em um lugar que não é meu.
e talvez tudo que estou conseguindo concluir é que qualquer lugar pode ser meu. Principalmente quando se encontra no caminho pessoas que realmente querem que você passe a participar da vida dela.
acho que sou uma pessoa de sorte, encontrei boas pessoas, fiz bons amigos, aprendi boas e muitas coisas.
Parece cômico eu terminar e começar o semestre no mesmo lugar, parece cômico eu começar e terminar o semestre com a mesma turma, aquela mesma que eu fiz os melhores amigos, aquela mesma que eu vivi os momentos mais tensos e aqueles que vou guardar para sempre. Talvez seja só predestinação. Talvez seja só destino.
Chegou a hora de ir embora, chegou a hora de deixar tudo isso para trás e voltar para o lugar que me ensinou a ser alguém, e voltar para as pessoas que me ajudaram quando eu mais precisei. chegou a hora de conviver diariamente com a saudade, chegou a hora de... ir. enfim o fim.
só não achei que chegaria a hora tão rápido.
vou tentar escrever antes de subir no avião, mas ainda assim, as emoções já se misturam, a despedida já se aproxima, mais um capítulo da minha história está chegando ao fim.
esperei tanto pelas férias, e quando elas chegam eu penso que talvez poderia durar mais um pouquinho...
Obrigada UFSC, Obrigada Jor, Obrigada 11.2, Obrigada meninas do SAFC, Obrigada a todos aqueles que estiveram comigo, que me ajudaram, que confiaram em mim.
é só agradecer o que eu preciso.
obrigada, obrigada, obrigada.
terça-feira, 3 de julho de 2012
devaneios da madrugada
comecei a escrever sobre a vida.
sobre todos os milhões de sentimento que permiam minha cabeça e meu coração diariamente.
sobre mais um daqueles post melancólicos e dramáticos que não farão sentido nenhum daqui uns meses. ou que até farão, mas que eu vou achar tudo uma idiotice de novo.
porque sentimentos vão e voltam e depois que eles vão agente acha que nem foi tão forte e devastador quanto pareceu na hora.
porque eu faço com que todos os sentimentos sejam excluídos, sejam exterminados. é melhor para todos, é mais fácil para mim.
tem sido cada vez mais difícil me concentrar em outras coisas e deixar tudo isso pra trás, apensar de ter certeza que preciso fazer disso um passado.
até porque a vida toda é sempre um passado.
acho que é esse o assunto de hoje, o passado, o tempo. parece tudo meio estranho e dramático. parece tudo meio...
ontem era hoje e amanhã vai ser hoje que se tornará ontem. tudo e nada. depois de um monte de anos vivendo a gente morre. e meu maior desespero é morrer tendo simplesmente passado pela vida. por isso me apaixono, por isso aceito, por isso tento dormir pouco, por isso tento desfrutar de tudo, por isso tento me privar de nada, por não guardo dinheiro. eu vou morrer afinal e toda essa maravilha de vida vai acabar. por isso agradeço todos os dias em continuar a respirar. por isso morro de vontade de fazer as maiores loucuras e mais do que isso, busco sempre estar ao lado das pessoas que fariam todas e qualquer loucuras por mim, para mim e comigo. por isso tento fazer todas e qualquer loucuras para, com e por aqueles que eu acho que vale a pena.
afinal é tudo uma loucura. e todos deveriam participar dela, se entregar a ela.
ainda assim é tudo uma contante contradição, porque eu comecei esse post dizendo que bloqueio sentimentos, que não vivo, que prefiro esquecer e fingir que nada aconteceu. prefiro deixar no passado e continuar sorrindo.
talvez porque sorrir e viver intensamente seja algo que deveria ser sinônimo, embora não seja. ainda assim eu costumo acreditar que são e continuo sorrindo, e continuo bem, e continuo feliz. mesmo que não seja nada disso, mesmo que seja tudo isso junto.
acho que cada um tem seu jeito de viver, acho que cada um tem seu jeito de encarar a realidade, não sei o que é certo ou errado. não sei o que é bom ou não. não sei se vou morrer feliz vivendo assim, desse jeito inconstante e contraditório.só sei que tudo que tenho buscado é felicidade, só sei que tenho feito apenas as coisas me deixam com um sorriso no rosto por uma semana depois de ter durado apenas 1min. porque eu acho que são elas que valem a pena. mesmo assim continuo bloqueando. o bloqueio é a forma que tenho de tentar continuar sorrindo, de tentar continuar vivendo, de tentar não simplesmente passar pela vida. e vai continuar assim, até que alguém me prove ser tão louco quanto eu e que eu tenha certeza que vale a pena.
sobre todos os milhões de sentimento que permiam minha cabeça e meu coração diariamente.
sobre mais um daqueles post melancólicos e dramáticos que não farão sentido nenhum daqui uns meses. ou que até farão, mas que eu vou achar tudo uma idiotice de novo.
porque sentimentos vão e voltam e depois que eles vão agente acha que nem foi tão forte e devastador quanto pareceu na hora.
porque eu faço com que todos os sentimentos sejam excluídos, sejam exterminados. é melhor para todos, é mais fácil para mim.
tem sido cada vez mais difícil me concentrar em outras coisas e deixar tudo isso pra trás, apensar de ter certeza que preciso fazer disso um passado.
até porque a vida toda é sempre um passado.
acho que é esse o assunto de hoje, o passado, o tempo. parece tudo meio estranho e dramático. parece tudo meio...
ontem era hoje e amanhã vai ser hoje que se tornará ontem. tudo e nada. depois de um monte de anos vivendo a gente morre. e meu maior desespero é morrer tendo simplesmente passado pela vida. por isso me apaixono, por isso aceito, por isso tento dormir pouco, por isso tento desfrutar de tudo, por isso tento me privar de nada, por não guardo dinheiro. eu vou morrer afinal e toda essa maravilha de vida vai acabar. por isso agradeço todos os dias em continuar a respirar. por isso morro de vontade de fazer as maiores loucuras e mais do que isso, busco sempre estar ao lado das pessoas que fariam todas e qualquer loucuras por mim, para mim e comigo. por isso tento fazer todas e qualquer loucuras para, com e por aqueles que eu acho que vale a pena.
afinal é tudo uma loucura. e todos deveriam participar dela, se entregar a ela.
ainda assim é tudo uma contante contradição, porque eu comecei esse post dizendo que bloqueio sentimentos, que não vivo, que prefiro esquecer e fingir que nada aconteceu. prefiro deixar no passado e continuar sorrindo.
talvez porque sorrir e viver intensamente seja algo que deveria ser sinônimo, embora não seja. ainda assim eu costumo acreditar que são e continuo sorrindo, e continuo bem, e continuo feliz. mesmo que não seja nada disso, mesmo que seja tudo isso junto.
acho que cada um tem seu jeito de viver, acho que cada um tem seu jeito de encarar a realidade, não sei o que é certo ou errado. não sei o que é bom ou não. não sei se vou morrer feliz vivendo assim, desse jeito inconstante e contraditório.só sei que tudo que tenho buscado é felicidade, só sei que tenho feito apenas as coisas me deixam com um sorriso no rosto por uma semana depois de ter durado apenas 1min. porque eu acho que são elas que valem a pena. mesmo assim continuo bloqueando. o bloqueio é a forma que tenho de tentar continuar sorrindo, de tentar continuar vivendo, de tentar não simplesmente passar pela vida. e vai continuar assim, até que alguém me prove ser tão louco quanto eu e que eu tenha certeza que vale a pena.
domingo, 17 de junho de 2012
capítulo treze
senti uma vontade dilacerante de parar tudo que estou fazendo, tudo que
preciso fazer para escrever.
não sei bem o que, nem porque.
a única coisa que tenho certa até agora é que daqui a exatos 33 dias eu estarei no Rio de Janeiro as 19:50h (agora).
e mesmo eu ainda tendo tanta coisa para fazer nesses 33 dias, tudo parece que está correndo por minhas mãos e eu não consigo fazer com que isso se eternize de alguma forma. talvez por isso a vontade de escrever.
as coisas em Florianópolis andam cada vez melhor e isso me chateia. as pessoas andam cada vez mais legais e isso me entristece. seria muito mais fácil se tudo tivesse difícil, se todas as pessoas continuassem em seu particular mundo. sem se envolver demais, sem possíveis saudades futuras.
mas nunca disseram que seria fácil e a cada dia que entro pelo corredor de pisos branquinhos do JOR UFSC eu me sinto pertencendo ainda mais àquele lugar. Cada domingo em casa vendo um filme ou fazendo qualquer besteira para comer eu me sinto cada vez mais pertencendo a esse lugar. Cada chuva que chega e me faz estender as roupas no varal de dentro eu me sinto cada vez mais aceitando que minha roupas vão demorar a semana toda para secar e que Florianópolis é assim mesmo. Cada meio de mês que chega e eu vejo que não tenho mais dinheiro eu me sinto cada vez mais na realidade de uma cidade rica, com pessoas ricas (ou não).
e cada mudança é um novo aprendizado, e cada mudança é uma nova saudade. acho que aprendi a julgar menos pela aparência. quando cheguei na UFSC achei que nunca fosse me acostumar a realidade do Jornalismo daqui. Achei que nunca fosse gostar dessas pessoas estranhas que aparentemente não gostavam de mim. mas daí veio uma turma de Calouros B e me fez de alguma forma me sentir inserida. JOR 2011.2. um monte de gente perdida, sem saber direito o que fazer nem porque está ali, talvez por isso tenha dado certo comigo né... Mais ou menos como a minha indecisão constante e eterna.
não sei nem quando, nem como aconteceu, mas sei que eu passei a me considerar eles, e eles meio que me adotaram. e me inseriram no resto do JOR. e claro que há algumas pessoinhas fofas que levarei para sempre e que não é 2011.2, mas talvez eu só tenha tido contato com elas porque eles me ensinaram de alguma forma a sobreviver no JOR UFSC.
preciso comentar que calei minha boca com muita gente que achava insuportável, e talvez esse tenha sido meu maior aprendizado de intercambista. conhecer antes de pré-julgar ou de não curtir porque não fui com a cara, ou porque disse alguma coisa que eu não concordei. a maioria dessas pessoas que eu pré-julguei me impressionaram e me fizeram morder a língua milhares de vezes. cada um tem seu jeito, sua criação, seus costumes, cada um está evoluindo e aprendendo tanto quanto eu todos os dias.
enfim, não estou encerrando meu diário e bordo, até porque muita coisa pode rolar em um mês. só preciso agradecer publicamente a 2011.2 por terem me adotado, por terem me suportado, por terem me ensinado, por terem simplesmente me aceitado. cara, sério, vocês são demais! e eu já estou morta de saudades.
enfim Florianópolis, enfim a UFSC. enfim o (quase) fim
veja a hirstória toda dessa intercambista maluca
não sei bem o que, nem porque.
a única coisa que tenho certa até agora é que daqui a exatos 33 dias eu estarei no Rio de Janeiro as 19:50h (agora).
e mesmo eu ainda tendo tanta coisa para fazer nesses 33 dias, tudo parece que está correndo por minhas mãos e eu não consigo fazer com que isso se eternize de alguma forma. talvez por isso a vontade de escrever.
as coisas em Florianópolis andam cada vez melhor e isso me chateia. as pessoas andam cada vez mais legais e isso me entristece. seria muito mais fácil se tudo tivesse difícil, se todas as pessoas continuassem em seu particular mundo. sem se envolver demais, sem possíveis saudades futuras.
mas nunca disseram que seria fácil e a cada dia que entro pelo corredor de pisos branquinhos do JOR UFSC eu me sinto pertencendo ainda mais àquele lugar. Cada domingo em casa vendo um filme ou fazendo qualquer besteira para comer eu me sinto cada vez mais pertencendo a esse lugar. Cada chuva que chega e me faz estender as roupas no varal de dentro eu me sinto cada vez mais aceitando que minha roupas vão demorar a semana toda para secar e que Florianópolis é assim mesmo. Cada meio de mês que chega e eu vejo que não tenho mais dinheiro eu me sinto cada vez mais na realidade de uma cidade rica, com pessoas ricas (ou não).
e cada mudança é um novo aprendizado, e cada mudança é uma nova saudade. acho que aprendi a julgar menos pela aparência. quando cheguei na UFSC achei que nunca fosse me acostumar a realidade do Jornalismo daqui. Achei que nunca fosse gostar dessas pessoas estranhas que aparentemente não gostavam de mim. mas daí veio uma turma de Calouros B e me fez de alguma forma me sentir inserida. JOR 2011.2. um monte de gente perdida, sem saber direito o que fazer nem porque está ali, talvez por isso tenha dado certo comigo né... Mais ou menos como a minha indecisão constante e eterna.
não sei nem quando, nem como aconteceu, mas sei que eu passei a me considerar eles, e eles meio que me adotaram. e me inseriram no resto do JOR. e claro que há algumas pessoinhas fofas que levarei para sempre e que não é 2011.2, mas talvez eu só tenha tido contato com elas porque eles me ensinaram de alguma forma a sobreviver no JOR UFSC.
preciso comentar que calei minha boca com muita gente que achava insuportável, e talvez esse tenha sido meu maior aprendizado de intercambista. conhecer antes de pré-julgar ou de não curtir porque não fui com a cara, ou porque disse alguma coisa que eu não concordei. a maioria dessas pessoas que eu pré-julguei me impressionaram e me fizeram morder a língua milhares de vezes. cada um tem seu jeito, sua criação, seus costumes, cada um está evoluindo e aprendendo tanto quanto eu todos os dias.
enfim, não estou encerrando meu diário e bordo, até porque muita coisa pode rolar em um mês. só preciso agradecer publicamente a 2011.2 por terem me adotado, por terem me suportado, por terem me ensinado, por terem simplesmente me aceitado. cara, sério, vocês são demais! e eu já estou morta de saudades.
enfim Florianópolis, enfim a UFSC. enfim o (quase) fim
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quinta-feira, 31 de maio de 2012
A favor da greve
Como jornalista eu deveria noticiar e relatar o que está acontecendo. EU deveria falar que 47 instituições de ensino superior federal estão em greve em todo país. E que isso resulta em mais de 1 milhão de alunos sem aula.
Como jornalista eu deveria explicar que os professores lutam pelo aumento do piso salarial, reestruturação de carreira e melhorias nas condições de ensino nas universidade desde o ano passado com o governo federal. E que pelo andar das coisas o governo não pretende ceder tão cedo sobre a restruturação de carreira e afins.
Mas na verdade eu preciso contar sobre mim. Até porque, esse é o intuito do blog.
Eu nunca entendi direito a greve sabe? Sempre achei uma idiotice as pessoas pararem de trabalhar para conseguir aumento ou outros direitos. Pensava aqui com minha ignorância que isso só deixaria os 'patrões' mais chateados e fariam com que eles ficassem mais bravos. Sempre achei que se você quisesse ganhar mais precisava trabalhar mais para isso. AH, doce ilusão romântica sobre o capitalismo que colocam em nossas cabeças.
Mas eu sempre pensei isso sobre a greve, talvez porque eu sempre relacionava com o ato de ficar em casa, esperando que alguém fizesse alguma coisa.
Claro que hoje em dia já aprendi o motivo e justificativa da greve, hoje já aprendi que não é trabalhando mais que se consegue direitos. E que a greve é uma medida extrema que deve ser tomada quando realmente não há outra saída.
Não vou envolver motivos pessoais que com certeza me faria ir contra a todas as alegrias e orgulhos que vou expor aqui. Não vou falar sobre o fato que simplifica muito mais as coisas para mim (em específico e nesse momento) o fato da UFSC não estar em greve. O mais importante nesse momento é falar da greve em sim.
Costumamos acreditar em algo porque vimos ou fizemos com que isso desse certo. Nunca tinha visto nenhuma greve em Universidades Federais tão de perto.
Acredito que a única forma de conquistar depois de não conseguir com negociações é ocupando e chamando a atenção. Já tinha comentado com as pessoas em relação a outras vivencias (dentro da Universidade inclusive). Ainda assim, só temos votos diretos hoje graças a um bando de estudantes malucos que foram as ruas pedir as Diretas Já.
Cheguei a acreditar que esse tipo de movimento não aconteceria mais. Ver os alunos de diversas universidades do país decretando GREVE foi emocionante, pelo menos pra mim. Ver esse vídeo, com tantas pessoas, com tantos JOVENS me fez ter uma esperança sobre um futuro. É claro que esses em torno de 2 mil pessoas que compareceram aí é praticamente insignificante perto de 1 milhão de alunos sem aula. Mas podemos ver atos como esses em todo o país. Hoje, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro fechou uma BR para protestar. TODAS ESSAS PESSOAS A FAVOR DA EDUCAÇÃO;
acho sinceramente lindo! Porque eu sempre acreditei que uma educação melhor é a chave para todos os problemas do país.
Aumentar significantemente o número de vagas nas instituições federais e não dar condições se quer para os professores darem aula não quer dizer progressos nenhum. Aumentar o número de vagas e se quer liberar contratação de professores não faz Universidade nenhuma de qualidade. Aumentar vagas e não dar condições de ensino, pesquisa e extensão não trás excelência a ninguém.
PEDIMOS QUALIDADE DE ENSINO E NÃO QUANTIDADE DE VAGAS.
acredito sinceramente que atos de greve com manifestações chamam a atenção e resolvem problemas.
Como jornalista eu deveria explicar que os professores lutam pelo aumento do piso salarial, reestruturação de carreira e melhorias nas condições de ensino nas universidade desde o ano passado com o governo federal. E que pelo andar das coisas o governo não pretende ceder tão cedo sobre a restruturação de carreira e afins.
Mas na verdade eu preciso contar sobre mim. Até porque, esse é o intuito do blog.
Eu nunca entendi direito a greve sabe? Sempre achei uma idiotice as pessoas pararem de trabalhar para conseguir aumento ou outros direitos. Pensava aqui com minha ignorância que isso só deixaria os 'patrões' mais chateados e fariam com que eles ficassem mais bravos. Sempre achei que se você quisesse ganhar mais precisava trabalhar mais para isso. AH, doce ilusão romântica sobre o capitalismo que colocam em nossas cabeças.
Mas eu sempre pensei isso sobre a greve, talvez porque eu sempre relacionava com o ato de ficar em casa, esperando que alguém fizesse alguma coisa.
Claro que hoje em dia já aprendi o motivo e justificativa da greve, hoje já aprendi que não é trabalhando mais que se consegue direitos. E que a greve é uma medida extrema que deve ser tomada quando realmente não há outra saída.
Não vou envolver motivos pessoais que com certeza me faria ir contra a todas as alegrias e orgulhos que vou expor aqui. Não vou falar sobre o fato que simplifica muito mais as coisas para mim (em específico e nesse momento) o fato da UFSC não estar em greve. O mais importante nesse momento é falar da greve em sim.
Costumamos acreditar em algo porque vimos ou fizemos com que isso desse certo. Nunca tinha visto nenhuma greve em Universidades Federais tão de perto.
Acredito que a única forma de conquistar depois de não conseguir com negociações é ocupando e chamando a atenção. Já tinha comentado com as pessoas em relação a outras vivencias (dentro da Universidade inclusive). Ainda assim, só temos votos diretos hoje graças a um bando de estudantes malucos que foram as ruas pedir as Diretas Já.
Cheguei a acreditar que esse tipo de movimento não aconteceria mais. Ver os alunos de diversas universidades do país decretando GREVE foi emocionante, pelo menos pra mim. Ver esse vídeo, com tantas pessoas, com tantos JOVENS me fez ter uma esperança sobre um futuro. É claro que esses em torno de 2 mil pessoas que compareceram aí é praticamente insignificante perto de 1 milhão de alunos sem aula. Mas podemos ver atos como esses em todo o país. Hoje, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro fechou uma BR para protestar. TODAS ESSAS PESSOAS A FAVOR DA EDUCAÇÃO;
acho sinceramente lindo! Porque eu sempre acreditei que uma educação melhor é a chave para todos os problemas do país.
Aumentar significantemente o número de vagas nas instituições federais e não dar condições se quer para os professores darem aula não quer dizer progressos nenhum. Aumentar o número de vagas e se quer liberar contratação de professores não faz Universidade nenhuma de qualidade. Aumentar vagas e não dar condições de ensino, pesquisa e extensão não trás excelência a ninguém.
PEDIMOS QUALIDADE DE ENSINO E NÃO QUANTIDADE DE VAGAS.
acredito sinceramente que atos de greve com manifestações chamam a atenção e resolvem problemas.
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domingo, 20 de maio de 2012
12: como escrever um texto jornalístico básico
Os parágrafos precisam ter de 5 a 7 linhas.
Você vai precisar de MUITA informação. O máximo que puder.
1° parágrafo: lead. a parte mais importante da notícia. terá três frases.
1° frase: longa e forte. Dizer o que aconteceu, geralmente com quem e onde. Mas isso pode mudar, é sempre o mais importante que deve aparecer aqui.
2° frase: apoia a primeira, dá informações complementares. Geralmente como se deu, quais foram as consequências.
3° frase: perspectiva do acontecimento.
2° parágrafo: desenvolver um tópico frasal, retornar ao gancho dando mais informações, Explorar as informações. Elas sempre aparecem de acordo com sua relevância. Os demais parágrafos vão nessa mesma linha. Não há uma quantidade certa, depende da massa de informação que você possuir.
3° ou último parágrafo: informações burocráticas do tipo organizadores, horários de funcionamento, telefones, sites,contatos. Tudo isso sempre por último.
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fotos do passeio de sábado, em Praia da Armação - sul da ilha de Florianópolis
Você vai precisar de MUITA informação. O máximo que puder.
1° parágrafo: lead. a parte mais importante da notícia. terá três frases.
1° frase: longa e forte. Dizer o que aconteceu, geralmente com quem e onde. Mas isso pode mudar, é sempre o mais importante que deve aparecer aqui.
2° frase: apoia a primeira, dá informações complementares. Geralmente como se deu, quais foram as consequências.
3° frase: perspectiva do acontecimento.
2° parágrafo: desenvolver um tópico frasal, retornar ao gancho dando mais informações, Explorar as informações. Elas sempre aparecem de acordo com sua relevância. Os demais parágrafos vão nessa mesma linha. Não há uma quantidade certa, depende da massa de informação que você possuir.
3° ou último parágrafo: informações burocráticas do tipo organizadores, horários de funcionamento, telefones, sites,contatos. Tudo isso sempre por último.
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fotos do passeio de sábado, em Praia da Armação - sul da ilha de Florianópolis
sábado, 12 de maio de 2012
11: um decreto
não sei se caiu a ficha que já passou metade do meu tempo aqui. não se se precisava passar um tempo com a natureza depois de uma semana estressante. Só sei que na sexta eu decidi que colocaria a mochila nas costas e entraria num ônibus que eu não tinha ideia de onde me levaria.
E foi exatamente o que fiz.
Hoje de manhã acordei, coloquei biquíni, um short jeans, um camiseta e um agasalho. na mochila coloquei uma câmera fotográfica, uma canga, umas comidas, água, um livro, fones de ouvido com música. E saí. Eu tinha um foco:o norte da ilha e de lá eu iria para qualquer lugar que o ônibus me levasse.
Entrei em um Praia Brava e adorei quando percebi que era longe, as praias mais longes são sempre as mais bonitas!
Enfim eu colocarei fotos do paraíso que encontrei. Mas a conclusão que cheguei é que me faz bem. Que me deixa alegre, feliz, disposta. A conclusão que cheguei é que os ''manezinhos'' não aproveitam o lugar maravilhoso que moram (porque a praia estava vazia, o tava sol!).
E decretei para mim mesma: nos próximos dois meses sábado vai ser dia turismo. Vou pra onde o ônibus me levar, vou pra onde me indicarem, vou pra onde estiver acontecendo alguma coisa. Vou, simplesmente vou.
Tá todo mundo convidado, sábado é dia de turismo na ilha! Vem também!
E mesmo que não tiver ninguém por perto, eu ainda tenho uma mochila e uma maquina fotográfica junto de mim. Todas as coisas em volta são apenas um bônus que encontrei pelo caminho.
Não vou descrever, as fotos vão dizer muito mais que eu! (tenho vontade de colocar todas, mas vou me conter)
acompanhe a história toda
E foi exatamente o que fiz.
Hoje de manhã acordei, coloquei biquíni, um short jeans, um camiseta e um agasalho. na mochila coloquei uma câmera fotográfica, uma canga, umas comidas, água, um livro, fones de ouvido com música. E saí. Eu tinha um foco:o norte da ilha e de lá eu iria para qualquer lugar que o ônibus me levasse.
Entrei em um Praia Brava e adorei quando percebi que era longe, as praias mais longes são sempre as mais bonitas!
Enfim eu colocarei fotos do paraíso que encontrei. Mas a conclusão que cheguei é que me faz bem. Que me deixa alegre, feliz, disposta. A conclusão que cheguei é que os ''manezinhos'' não aproveitam o lugar maravilhoso que moram (porque a praia estava vazia, o tava sol!).
E decretei para mim mesma: nos próximos dois meses sábado vai ser dia turismo. Vou pra onde o ônibus me levar, vou pra onde me indicarem, vou pra onde estiver acontecendo alguma coisa. Vou, simplesmente vou.
Tá todo mundo convidado, sábado é dia de turismo na ilha! Vem também!
E mesmo que não tiver ninguém por perto, eu ainda tenho uma mochila e uma maquina fotográfica junto de mim. Todas as coisas em volta são apenas um bônus que encontrei pelo caminho.
Não vou descrever, as fotos vão dizer muito mais que eu! (tenho vontade de colocar todas, mas vou me conter)
acompanhe a história toda
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sábado, 5 de maio de 2012
um vício
Hoje fiquei durante duas horas dentro de uma livraria, sem se preocupar nem me dar conta do tempo.
Fiquei subindo e descendo escadas, olhando livro por livro. Estante por estante. Me perdi no tempo e no espaço. Como se algo me chamasse para dentro, como se algum imã me puxasse cada vez mais pra dentro.
Já fiquei mais que duas horas perdida em meio a livros, estantes e autores. Já fiquei mais que duas horas mergulhada em uma história, em meio a centenas de páginas e personagens.
Ler é como viajar sentado no sofá, na cama, ou na poltrona de um ônibus. É fazer amizades e viver a vida de pessoas imaginarias, com super poderes ou com sofrimentos que nem você mesmo suportaria. É adquirir experiência sem precisar se dar mal depois te ter feito uma burrada. Ler é se envolver em uma história ao ponto de chorar, gargalhar e até sentir medo enquanto o personagem em questão sente todas essas sensações.
Eu sempre tento explicar, sempre tento entender, sempre tento me colocar no lugar. Mas na real, a experiência que se tem com um livro é única e intransferível. A imaginação que me faz ler um livro e mergulhar nele é certamente diferente porque possivelmente você leu o mesmo livro e não acho de todo inspirador e envolvente quanto eu.
Nenhum livro é ruim, se você não gostou de algo que leu é porque simplesmente aquilo não foi escrito para você.
Minha paixão pelos livros começou com um tal de Menino Maluquinho, de Ziraldo. Depois ela passou por uma tal de Meg Cabot e nesse momento aí até tentaram enfiar em minha cabeça alguns 'clássicos' de Machado de Assis ou José de Alencar. Alguns foram digeríveis. Outros não. Ultimamente ando lendo tudo que me indicam, tudo que vejo na frente, tudo que seja de fácil acesso. Alguns eu gosto, outros não.
Mas é como uma droga, que vícia, que é necessário, toda hora, todo momento. Eu preciso estar lendo algum livro. Eu preciso de uma cabeceira ocupada por um livro. Eu preciso ter livros novos na estante, mesmo sabendo que vai demorar para le-los. Eu preciso ter uma estante lotada, cheia, explodindo de livros. Muito mais do que eu preciso ter uma sapateira lotada por exemplo. Sim, eu tenho mais livros que sapatos. Eu adoro sebos, adoro o cheiro de livros velhas e as páginas amareladas. Eu adoro bibliotecas e todas aquelas estantes gigantes cheia de novas histórias, de novas coisas para conhecer. Eu pararia tudo que estou fazendo por uma boa literatura, por um bom texto, por uma boa conversa entre eu e mais umas 700 páginas. Eu deixaria de dormir por um bom livro (como já deixei algumas vezes).
Tudo meio louco demais. Mas não seria um vício se não fosse louco e incompreensível.
Fiquei subindo e descendo escadas, olhando livro por livro. Estante por estante. Me perdi no tempo e no espaço. Como se algo me chamasse para dentro, como se algum imã me puxasse cada vez mais pra dentro.
Já fiquei mais que duas horas perdida em meio a livros, estantes e autores. Já fiquei mais que duas horas mergulhada em uma história, em meio a centenas de páginas e personagens.
Ler é como viajar sentado no sofá, na cama, ou na poltrona de um ônibus. É fazer amizades e viver a vida de pessoas imaginarias, com super poderes ou com sofrimentos que nem você mesmo suportaria. É adquirir experiência sem precisar se dar mal depois te ter feito uma burrada. Ler é se envolver em uma história ao ponto de chorar, gargalhar e até sentir medo enquanto o personagem em questão sente todas essas sensações.
Eu sempre tento explicar, sempre tento entender, sempre tento me colocar no lugar. Mas na real, a experiência que se tem com um livro é única e intransferível. A imaginação que me faz ler um livro e mergulhar nele é certamente diferente porque possivelmente você leu o mesmo livro e não acho de todo inspirador e envolvente quanto eu.
Nenhum livro é ruim, se você não gostou de algo que leu é porque simplesmente aquilo não foi escrito para você.
Minha paixão pelos livros começou com um tal de Menino Maluquinho, de Ziraldo. Depois ela passou por uma tal de Meg Cabot e nesse momento aí até tentaram enfiar em minha cabeça alguns 'clássicos' de Machado de Assis ou José de Alencar. Alguns foram digeríveis. Outros não. Ultimamente ando lendo tudo que me indicam, tudo que vejo na frente, tudo que seja de fácil acesso. Alguns eu gosto, outros não.
Mas é como uma droga, que vícia, que é necessário, toda hora, todo momento. Eu preciso estar lendo algum livro. Eu preciso de uma cabeceira ocupada por um livro. Eu preciso ter livros novos na estante, mesmo sabendo que vai demorar para le-los. Eu preciso ter uma estante lotada, cheia, explodindo de livros. Muito mais do que eu preciso ter uma sapateira lotada por exemplo. Sim, eu tenho mais livros que sapatos. Eu adoro sebos, adoro o cheiro de livros velhas e as páginas amareladas. Eu adoro bibliotecas e todas aquelas estantes gigantes cheia de novas histórias, de novas coisas para conhecer. Eu pararia tudo que estou fazendo por uma boa literatura, por um bom texto, por uma boa conversa entre eu e mais umas 700 páginas. Eu deixaria de dormir por um bom livro (como já deixei algumas vezes).
Tudo meio louco demais. Mas não seria um vício se não fosse louco e incompreensível.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
10: retomando
tenho um monte de histórias para contar
tenho um monte de novas experiências
tenho um monte de pensamentos, desilusões, alegrias, saudades, sorrisos, momentos.
entretanto tenho pouca vontade, pouca inspiração, poucas palavras.
de alguma forma tudo me parece tão estranho e tão intenso. parece que o tempo escorre por entre meus dedos e ao mesmo tempo que quero continuar aqui sinto a vontade dilacerante de voltar correndo para o Rio. A UFSC me assusta e me fascina.
Mas tenho sentido a mudança correr por entre as minhas veias, tenho sentido a confiança em cada parte de meu corpo. tenho sentido a falta de alguma coisa que não sei o que é.
Deixa eu fazer algumas atualizações que passaram batido aqui, dos já 56 dias longe de casa. Mas na verdade, onde de fato é minha casa? Será que eu ainda tenho um lugar que posso chamar de minha terra? As vezes acho que o desprendimento tem sido tanto que não me sinto mais de lugar nenhum. Enfim, os fatos:
Fui ao Beto Carrero em março com uma das meninas que mora aqui comigo. Vivi intensamente cada momento incrível daqueles dois dias no parque. Vivi intensamente cada cidade que passei e toda a aventura que tive para voltar para casa.
Saímos de Penha, SC as 17h, fomos até Navegantes de ônibus intermunicipal. Quando chegamos lá descobrimos que não tinha mais ônibus para Itajaí naquele dia e indicaram que fossemos a pé e passássemos a ponte. Atravessamos de balsa, em um porto maravilhoso, no final da tarde. O dia ainda estava claro e as luzes dos barcos já estavam acessas. Foi uma das cenas mais bonitas que vi nos últimos tempos. De Itajaí pegamos outro intermunicipal para Balneário Camburiú e só lá conseguimos um ônibus de viagem que viesse até Florianópolis.
Foi incrível!
Os programas de rádio continuam a mil todas as segundas as 16:30 e a experiência está sendo maravilhosa. O rádio é algo apaixonante, vibrante, inexplicável. Duas semanas atrás fui produtora do programa junto com a Gabi de Toni. O nosso entrevistado furou e o desafio foi achar um entrevistado naquela tarde. Faltava exatos 40min para o programa ir no ar, quando entramos na sala de um professor de botânica já indicado pelo nosso professor de radiojornalismo e pedimos para ele ir até a rádio. Ele, super fofo aceitou. Até preciso agradecer publicamente ao João de Deus, professor de botânica da UFSC, que salvou nosso dia, certamente. Eu ainda, muito abusada, pedi para ele chegar 15 min antes para conversar com os apresentadores. Tipo, para ele descer na rádio dali a 10 min. HAHAHHA.
Falando em apresentar, quem apresenta o próximo Cidadão Ponto sou eu mesma! E a tensão já rola solta.
acompanhe os programa
No Bapijor só não assisti uma das mesas, a terceira. (só a que eu mais queria ver). Porque o nosso primeiro telejornal entrou no ar bem na hora. Estou fazendo algumas matérias na rua, e participando e ajudando na hora do telejornal. Apesar de saber ser loucamente apaixonada por tudo isso, ainda estou me descobrindo e entendendo o que preciso fazer e como fazer isso. Acho que estou curtindo cada vez mais, acho que talvez um dia eu fique boa. Acho que me cobro muito mais porque preciso me sair bem, porque isso é muito mais eu comigo mesma. E talvez por isso esteja sempre insatisfeita demais. Mas acho que insatisfação é algo bom, porque te impulsiona a querer fazer melhor e continuar fazendo. Apenas a repetição pode levar a perfeição.
primeiro Conexão UFSC
segundo Conexão UFSC
a história toda
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tenho um monte de pensamentos, desilusões, alegrias, saudades, sorrisos, momentos.
entretanto tenho pouca vontade, pouca inspiração, poucas palavras.
de alguma forma tudo me parece tão estranho e tão intenso. parece que o tempo escorre por entre meus dedos e ao mesmo tempo que quero continuar aqui sinto a vontade dilacerante de voltar correndo para o Rio. A UFSC me assusta e me fascina.
Mas tenho sentido a mudança correr por entre as minhas veias, tenho sentido a confiança em cada parte de meu corpo. tenho sentido a falta de alguma coisa que não sei o que é.
Deixa eu fazer algumas atualizações que passaram batido aqui, dos já 56 dias longe de casa. Mas na verdade, onde de fato é minha casa? Será que eu ainda tenho um lugar que posso chamar de minha terra? As vezes acho que o desprendimento tem sido tanto que não me sinto mais de lugar nenhum. Enfim, os fatos:
Fui ao Beto Carrero em março com uma das meninas que mora aqui comigo. Vivi intensamente cada momento incrível daqueles dois dias no parque. Vivi intensamente cada cidade que passei e toda a aventura que tive para voltar para casa.
Saímos de Penha, SC as 17h, fomos até Navegantes de ônibus intermunicipal. Quando chegamos lá descobrimos que não tinha mais ônibus para Itajaí naquele dia e indicaram que fossemos a pé e passássemos a ponte. Atravessamos de balsa, em um porto maravilhoso, no final da tarde. O dia ainda estava claro e as luzes dos barcos já estavam acessas. Foi uma das cenas mais bonitas que vi nos últimos tempos. De Itajaí pegamos outro intermunicipal para Balneário Camburiú e só lá conseguimos um ônibus de viagem que viesse até Florianópolis.
Foi incrível!
Os programas de rádio continuam a mil todas as segundas as 16:30 e a experiência está sendo maravilhosa. O rádio é algo apaixonante, vibrante, inexplicável. Duas semanas atrás fui produtora do programa junto com a Gabi de Toni. O nosso entrevistado furou e o desafio foi achar um entrevistado naquela tarde. Faltava exatos 40min para o programa ir no ar, quando entramos na sala de um professor de botânica já indicado pelo nosso professor de radiojornalismo e pedimos para ele ir até a rádio. Ele, super fofo aceitou. Até preciso agradecer publicamente ao João de Deus, professor de botânica da UFSC, que salvou nosso dia, certamente. Eu ainda, muito abusada, pedi para ele chegar 15 min antes para conversar com os apresentadores. Tipo, para ele descer na rádio dali a 10 min. HAHAHHA.
Falando em apresentar, quem apresenta o próximo Cidadão Ponto sou eu mesma! E a tensão já rola solta.
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Também teve o Congresso Brasil Argentina Pesquisa e Investigação em Jornalismo. Dois dias de palestras inspiradoras e incentivadoras. Palestrantes interessantes e interessados. A minha maior paixão foi a última palestra de Leandro Fortes. Só mais um jornalista para minha lista de preferidos. Ele foi super o cara, falou de experiências e histórias que me fizeram apenas ter mais vontade de entrar nesse mundo instável e maluco que é o jornalismo. Até saí no site deles...
primeiro Conexão UFSC
segundo Conexão UFSC
Ainda tem toda a história da oficina de dança, mas estou sem fotos no momento, e o post vai ficar gigantesco. Então basta de acontecimentos. Preciso escrever agora. Não apenas relatar, mas tentar explicar como anda minha cabeça.. Talvez colocando em palavras as coisas também fiquem mais claras. Ou mais confusas.
Exatamente cinquenta e seis dias. Agora já tenho pessoas por perto, já me sinto mais a vontade, já penso bem menos no Rio de Janeiro e já quase me acostumei de novo com o ritmo de cidade do interior. (porque apensar de estar na capital, me sinto realmente em um cidadezinha pequena). Tenho pensado muito sobre a importância que um curso de jornalismo exerce em uma Universidade, ainda mais em grandes Universidades. Tenho pensado muito em como a teoria a o mundo acadêmico é importante para a formação na Graduação. Tenho pensado muito em como o mercado de trabalho é injusto, pessoas tão preparadas tecnicamente disputando uma vaga com alguém que não tem noção do que é a técnica. Tenho pensado muito em como sou privilegiada de estar aqui. E por mais que seja difícil algumas vezes, eu tenho tentado dar o meu máximo e absorver o máximo.
As coisas que presencio, que vejo, que olho, que escuto, que aprendo não podem ser descritas em um diário de bordo em um site na internet. Elas apenas podem ser vividas e aplicadas. Talvez por isso a quantidade de postagem aqui tem diminuído tanto nas últimas semanas. Inconscientemente eu já sabia disso, as vezes eu sinto que simplesmente relatar o que anda acontecendo não adianta muito, porque ninguém dos meus amigos, cariocas, paulistas ou brasileiros estão tendo essa experiência e tampouco entenderão tudo isso que tento compartilhar.
De qualquer forma, continuo tentando. Penso constantemente na Rural e em como as coisas lá seriam diferentes se fosse como na UFSC. Mas continuo tentando não fazer comparações.
E só para encerrar, cada vez mais eu tenho certeza de que eu nasci para o mundo, seja onde for, eu sempre estarei feliz. Pelo simples fato de ter a certeza que estou longe de casa e que o retorno é a melhor sensação do mundo.
ps. desculpem pelo post grande, prometo que tentarei manter-lhes atualizados para evitar acontecimentos como esse.
a história toda
sábado, 31 de março de 2012
Televisão sem fama
"(...)Dessa forma, não é surpreendente constatar a a alta proporção de jovens inciantes e recém-formados que sonham em trabalhar com telejornalismo, porque gostam - para serem visos por uma audiência de milhões, em lugares exóticos do planeta, apreciando o que algum colaborador da cobertura internacional chamou, certa vez, de "banco da frente da história". Em resumo mesmo que essa seja uma posição desconfortável, eles querem ser famosos."
do livro Telejornalismo de Ivor Yorke, página 123.
Cansei de ler esse tipo de comentário em livros e manuais de TJ.
E preciso dizer em um lugar público (no caso esse)
SOU ALUNA DE JORNALISMO, QUERO TRABALHAR COM TJ E NÃO QUERO TER FAMA. REPITO, NÃO QUERO SER FAMOSA!
Minha escolha pela televisão foi simplesmente pelo fato de ter a certeza que o jornalismo que vou fazer chegará a muito mais lugares. Minha escolha pela televisão foi simplesmente pelo fato de eu acreditar com todas as minhas forças que uma imagem produz mais impacto que um milhão de palavras. Minha escolha pela televisão se deu simplesmente pelo fato de eu me apaixonar loucamente pela produção ao entrar no estúdio pela primeira vez. E essa coisa de paixão não há muito como ser explicada.
Preciso deixar claro também que meu objetivo como jornalista de televisão não é ir no municipal cobrir o Ballet Bolshoi (eu quero ir ao municipal para ver o o Bolshoi e não para trabalhar). Meu objetivo é ir ao Oriente Médio e mostrar o que está acontecendo por lá. Tenho plena consciência que vou me deparar com cenas que a maioria das pessoas não vão ver pela televisão, como a pobreza extrema e milhares de pessoas mortas.
O lance todo é saber transmitir tudo isso que vou ver de forma sutil, sucinta e tocante. Esse é o barato da televisão, tocar pelas imagens, mexer com as sensações.
O de menos é a fama, o reconhecimento, o estrelismo.
Escutei um dia desses do meu professor que todo telejornalista tem que almejar ser o apresentador. Desculpe mas eu descordo totalmente. Meu objetivo passa longe da bancada do Jornal Nacional. Eu gosto da rua, da inconstância, da correria, do calor, da adrenalina, do transito, do perigoso. Eu gosto da apuração, gosto do povo, do contato com o real.
Sim eu quero ser jornalista de televisão, mas não para distribuir autógrafos nem apresentar o Jornal Nacional. Quero ser telejornalista para levar ao mundo a imagem que ninguém viu. Para estar do lado daquela senhora que perdeu sua casa depois de um bombardeio na Faixa de Gaza.
Não sei de onde todas essas pessoas que escrevem livros e artigos tiraram a ideia de que o estudante de jornalismo quer trabalhar na televisão para ser famoso. Se foi de pesquisas, eu estou fora delas e como na maioria dos casos me torno uma exceção.
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