não sei se caiu a ficha que já passou metade do meu tempo aqui. não se se precisava passar um tempo com a natureza depois de uma semana estressante. Só sei que na sexta eu decidi que colocaria a mochila nas costas e entraria num ônibus que eu não tinha ideia de onde me levaria.
E foi exatamente o que fiz.
Hoje de manhã acordei, coloquei biquíni, um short jeans, um camiseta e um agasalho. na mochila coloquei uma câmera fotográfica, uma canga, umas comidas, água, um livro, fones de ouvido com música. E saí. Eu tinha um foco:o norte da ilha e de lá eu iria para qualquer lugar que o ônibus me levasse.
Entrei em um Praia Brava e adorei quando percebi que era longe, as praias mais longes são sempre as mais bonitas!
Enfim eu colocarei fotos do paraíso que encontrei. Mas a conclusão que cheguei é que me faz bem. Que me deixa alegre, feliz, disposta. A conclusão que cheguei é que os ''manezinhos'' não aproveitam o lugar maravilhoso que moram (porque a praia estava vazia, o tava sol!).
E decretei para mim mesma: nos próximos dois meses sábado vai ser dia turismo. Vou pra onde o ônibus me levar, vou pra onde me indicarem, vou pra onde estiver acontecendo alguma coisa. Vou, simplesmente vou.
Tá todo mundo convidado, sábado é dia de turismo na ilha! Vem também!
E mesmo que não tiver ninguém por perto, eu ainda tenho uma mochila e uma maquina fotográfica junto de mim. Todas as coisas em volta são apenas um bônus que encontrei pelo caminho.
Não vou descrever, as fotos vão dizer muito mais que eu! (tenho vontade de colocar todas, mas vou me conter)
acompanhe a história toda
"O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.” LISPECTOR, Clarice
sábado, 12 de maio de 2012
11: um decreto
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sábado, 5 de maio de 2012
um vício
Hoje fiquei durante duas horas dentro de uma livraria, sem se preocupar nem me dar conta do tempo.
Fiquei subindo e descendo escadas, olhando livro por livro. Estante por estante. Me perdi no tempo e no espaço. Como se algo me chamasse para dentro, como se algum imã me puxasse cada vez mais pra dentro.
Já fiquei mais que duas horas perdida em meio a livros, estantes e autores. Já fiquei mais que duas horas mergulhada em uma história, em meio a centenas de páginas e personagens.
Ler é como viajar sentado no sofá, na cama, ou na poltrona de um ônibus. É fazer amizades e viver a vida de pessoas imaginarias, com super poderes ou com sofrimentos que nem você mesmo suportaria. É adquirir experiência sem precisar se dar mal depois te ter feito uma burrada. Ler é se envolver em uma história ao ponto de chorar, gargalhar e até sentir medo enquanto o personagem em questão sente todas essas sensações.
Eu sempre tento explicar, sempre tento entender, sempre tento me colocar no lugar. Mas na real, a experiência que se tem com um livro é única e intransferível. A imaginação que me faz ler um livro e mergulhar nele é certamente diferente porque possivelmente você leu o mesmo livro e não acho de todo inspirador e envolvente quanto eu.
Nenhum livro é ruim, se você não gostou de algo que leu é porque simplesmente aquilo não foi escrito para você.
Minha paixão pelos livros começou com um tal de Menino Maluquinho, de Ziraldo. Depois ela passou por uma tal de Meg Cabot e nesse momento aí até tentaram enfiar em minha cabeça alguns 'clássicos' de Machado de Assis ou José de Alencar. Alguns foram digeríveis. Outros não. Ultimamente ando lendo tudo que me indicam, tudo que vejo na frente, tudo que seja de fácil acesso. Alguns eu gosto, outros não.
Mas é como uma droga, que vícia, que é necessário, toda hora, todo momento. Eu preciso estar lendo algum livro. Eu preciso de uma cabeceira ocupada por um livro. Eu preciso ter livros novos na estante, mesmo sabendo que vai demorar para le-los. Eu preciso ter uma estante lotada, cheia, explodindo de livros. Muito mais do que eu preciso ter uma sapateira lotada por exemplo. Sim, eu tenho mais livros que sapatos. Eu adoro sebos, adoro o cheiro de livros velhas e as páginas amareladas. Eu adoro bibliotecas e todas aquelas estantes gigantes cheia de novas histórias, de novas coisas para conhecer. Eu pararia tudo que estou fazendo por uma boa literatura, por um bom texto, por uma boa conversa entre eu e mais umas 700 páginas. Eu deixaria de dormir por um bom livro (como já deixei algumas vezes).
Tudo meio louco demais. Mas não seria um vício se não fosse louco e incompreensível.
Fiquei subindo e descendo escadas, olhando livro por livro. Estante por estante. Me perdi no tempo e no espaço. Como se algo me chamasse para dentro, como se algum imã me puxasse cada vez mais pra dentro.
Já fiquei mais que duas horas perdida em meio a livros, estantes e autores. Já fiquei mais que duas horas mergulhada em uma história, em meio a centenas de páginas e personagens.
Ler é como viajar sentado no sofá, na cama, ou na poltrona de um ônibus. É fazer amizades e viver a vida de pessoas imaginarias, com super poderes ou com sofrimentos que nem você mesmo suportaria. É adquirir experiência sem precisar se dar mal depois te ter feito uma burrada. Ler é se envolver em uma história ao ponto de chorar, gargalhar e até sentir medo enquanto o personagem em questão sente todas essas sensações.
Eu sempre tento explicar, sempre tento entender, sempre tento me colocar no lugar. Mas na real, a experiência que se tem com um livro é única e intransferível. A imaginação que me faz ler um livro e mergulhar nele é certamente diferente porque possivelmente você leu o mesmo livro e não acho de todo inspirador e envolvente quanto eu.
Nenhum livro é ruim, se você não gostou de algo que leu é porque simplesmente aquilo não foi escrito para você.
Minha paixão pelos livros começou com um tal de Menino Maluquinho, de Ziraldo. Depois ela passou por uma tal de Meg Cabot e nesse momento aí até tentaram enfiar em minha cabeça alguns 'clássicos' de Machado de Assis ou José de Alencar. Alguns foram digeríveis. Outros não. Ultimamente ando lendo tudo que me indicam, tudo que vejo na frente, tudo que seja de fácil acesso. Alguns eu gosto, outros não.
Mas é como uma droga, que vícia, que é necessário, toda hora, todo momento. Eu preciso estar lendo algum livro. Eu preciso de uma cabeceira ocupada por um livro. Eu preciso ter livros novos na estante, mesmo sabendo que vai demorar para le-los. Eu preciso ter uma estante lotada, cheia, explodindo de livros. Muito mais do que eu preciso ter uma sapateira lotada por exemplo. Sim, eu tenho mais livros que sapatos. Eu adoro sebos, adoro o cheiro de livros velhas e as páginas amareladas. Eu adoro bibliotecas e todas aquelas estantes gigantes cheia de novas histórias, de novas coisas para conhecer. Eu pararia tudo que estou fazendo por uma boa literatura, por um bom texto, por uma boa conversa entre eu e mais umas 700 páginas. Eu deixaria de dormir por um bom livro (como já deixei algumas vezes).
Tudo meio louco demais. Mas não seria um vício se não fosse louco e incompreensível.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
10: retomando
tenho um monte de histórias para contar
tenho um monte de novas experiências
tenho um monte de pensamentos, desilusões, alegrias, saudades, sorrisos, momentos.
entretanto tenho pouca vontade, pouca inspiração, poucas palavras.
de alguma forma tudo me parece tão estranho e tão intenso. parece que o tempo escorre por entre meus dedos e ao mesmo tempo que quero continuar aqui sinto a vontade dilacerante de voltar correndo para o Rio. A UFSC me assusta e me fascina.
Mas tenho sentido a mudança correr por entre as minhas veias, tenho sentido a confiança em cada parte de meu corpo. tenho sentido a falta de alguma coisa que não sei o que é.
Deixa eu fazer algumas atualizações que passaram batido aqui, dos já 56 dias longe de casa. Mas na verdade, onde de fato é minha casa? Será que eu ainda tenho um lugar que posso chamar de minha terra? As vezes acho que o desprendimento tem sido tanto que não me sinto mais de lugar nenhum. Enfim, os fatos:
Fui ao Beto Carrero em março com uma das meninas que mora aqui comigo. Vivi intensamente cada momento incrível daqueles dois dias no parque. Vivi intensamente cada cidade que passei e toda a aventura que tive para voltar para casa.
Saímos de Penha, SC as 17h, fomos até Navegantes de ônibus intermunicipal. Quando chegamos lá descobrimos que não tinha mais ônibus para Itajaí naquele dia e indicaram que fossemos a pé e passássemos a ponte. Atravessamos de balsa, em um porto maravilhoso, no final da tarde. O dia ainda estava claro e as luzes dos barcos já estavam acessas. Foi uma das cenas mais bonitas que vi nos últimos tempos. De Itajaí pegamos outro intermunicipal para Balneário Camburiú e só lá conseguimos um ônibus de viagem que viesse até Florianópolis.
Foi incrível!
Os programas de rádio continuam a mil todas as segundas as 16:30 e a experiência está sendo maravilhosa. O rádio é algo apaixonante, vibrante, inexplicável. Duas semanas atrás fui produtora do programa junto com a Gabi de Toni. O nosso entrevistado furou e o desafio foi achar um entrevistado naquela tarde. Faltava exatos 40min para o programa ir no ar, quando entramos na sala de um professor de botânica já indicado pelo nosso professor de radiojornalismo e pedimos para ele ir até a rádio. Ele, super fofo aceitou. Até preciso agradecer publicamente ao João de Deus, professor de botânica da UFSC, que salvou nosso dia, certamente. Eu ainda, muito abusada, pedi para ele chegar 15 min antes para conversar com os apresentadores. Tipo, para ele descer na rádio dali a 10 min. HAHAHHA.
Falando em apresentar, quem apresenta o próximo Cidadão Ponto sou eu mesma! E a tensão já rola solta.
acompanhe os programa
No Bapijor só não assisti uma das mesas, a terceira. (só a que eu mais queria ver). Porque o nosso primeiro telejornal entrou no ar bem na hora. Estou fazendo algumas matérias na rua, e participando e ajudando na hora do telejornal. Apesar de saber ser loucamente apaixonada por tudo isso, ainda estou me descobrindo e entendendo o que preciso fazer e como fazer isso. Acho que estou curtindo cada vez mais, acho que talvez um dia eu fique boa. Acho que me cobro muito mais porque preciso me sair bem, porque isso é muito mais eu comigo mesma. E talvez por isso esteja sempre insatisfeita demais. Mas acho que insatisfação é algo bom, porque te impulsiona a querer fazer melhor e continuar fazendo. Apenas a repetição pode levar a perfeição.
primeiro Conexão UFSC
segundo Conexão UFSC
a história toda
tenho um monte de novas experiências
tenho um monte de pensamentos, desilusões, alegrias, saudades, sorrisos, momentos.
entretanto tenho pouca vontade, pouca inspiração, poucas palavras.
de alguma forma tudo me parece tão estranho e tão intenso. parece que o tempo escorre por entre meus dedos e ao mesmo tempo que quero continuar aqui sinto a vontade dilacerante de voltar correndo para o Rio. A UFSC me assusta e me fascina.
Mas tenho sentido a mudança correr por entre as minhas veias, tenho sentido a confiança em cada parte de meu corpo. tenho sentido a falta de alguma coisa que não sei o que é.
Deixa eu fazer algumas atualizações que passaram batido aqui, dos já 56 dias longe de casa. Mas na verdade, onde de fato é minha casa? Será que eu ainda tenho um lugar que posso chamar de minha terra? As vezes acho que o desprendimento tem sido tanto que não me sinto mais de lugar nenhum. Enfim, os fatos:
Fui ao Beto Carrero em março com uma das meninas que mora aqui comigo. Vivi intensamente cada momento incrível daqueles dois dias no parque. Vivi intensamente cada cidade que passei e toda a aventura que tive para voltar para casa.
Saímos de Penha, SC as 17h, fomos até Navegantes de ônibus intermunicipal. Quando chegamos lá descobrimos que não tinha mais ônibus para Itajaí naquele dia e indicaram que fossemos a pé e passássemos a ponte. Atravessamos de balsa, em um porto maravilhoso, no final da tarde. O dia ainda estava claro e as luzes dos barcos já estavam acessas. Foi uma das cenas mais bonitas que vi nos últimos tempos. De Itajaí pegamos outro intermunicipal para Balneário Camburiú e só lá conseguimos um ônibus de viagem que viesse até Florianópolis.
Foi incrível!
Os programas de rádio continuam a mil todas as segundas as 16:30 e a experiência está sendo maravilhosa. O rádio é algo apaixonante, vibrante, inexplicável. Duas semanas atrás fui produtora do programa junto com a Gabi de Toni. O nosso entrevistado furou e o desafio foi achar um entrevistado naquela tarde. Faltava exatos 40min para o programa ir no ar, quando entramos na sala de um professor de botânica já indicado pelo nosso professor de radiojornalismo e pedimos para ele ir até a rádio. Ele, super fofo aceitou. Até preciso agradecer publicamente ao João de Deus, professor de botânica da UFSC, que salvou nosso dia, certamente. Eu ainda, muito abusada, pedi para ele chegar 15 min antes para conversar com os apresentadores. Tipo, para ele descer na rádio dali a 10 min. HAHAHHA.
Falando em apresentar, quem apresenta o próximo Cidadão Ponto sou eu mesma! E a tensão já rola solta.
acompanhe os programa
Também teve o Congresso Brasil Argentina Pesquisa e Investigação em Jornalismo. Dois dias de palestras inspiradoras e incentivadoras. Palestrantes interessantes e interessados. A minha maior paixão foi a última palestra de Leandro Fortes. Só mais um jornalista para minha lista de preferidos. Ele foi super o cara, falou de experiências e histórias que me fizeram apenas ter mais vontade de entrar nesse mundo instável e maluco que é o jornalismo. Até saí no site deles...
primeiro Conexão UFSC
segundo Conexão UFSC
Ainda tem toda a história da oficina de dança, mas estou sem fotos no momento, e o post vai ficar gigantesco. Então basta de acontecimentos. Preciso escrever agora. Não apenas relatar, mas tentar explicar como anda minha cabeça.. Talvez colocando em palavras as coisas também fiquem mais claras. Ou mais confusas.
Exatamente cinquenta e seis dias. Agora já tenho pessoas por perto, já me sinto mais a vontade, já penso bem menos no Rio de Janeiro e já quase me acostumei de novo com o ritmo de cidade do interior. (porque apensar de estar na capital, me sinto realmente em um cidadezinha pequena). Tenho pensado muito sobre a importância que um curso de jornalismo exerce em uma Universidade, ainda mais em grandes Universidades. Tenho pensado muito em como a teoria a o mundo acadêmico é importante para a formação na Graduação. Tenho pensado muito em como o mercado de trabalho é injusto, pessoas tão preparadas tecnicamente disputando uma vaga com alguém que não tem noção do que é a técnica. Tenho pensado muito em como sou privilegiada de estar aqui. E por mais que seja difícil algumas vezes, eu tenho tentado dar o meu máximo e absorver o máximo.
As coisas que presencio, que vejo, que olho, que escuto, que aprendo não podem ser descritas em um diário de bordo em um site na internet. Elas apenas podem ser vividas e aplicadas. Talvez por isso a quantidade de postagem aqui tem diminuído tanto nas últimas semanas. Inconscientemente eu já sabia disso, as vezes eu sinto que simplesmente relatar o que anda acontecendo não adianta muito, porque ninguém dos meus amigos, cariocas, paulistas ou brasileiros estão tendo essa experiência e tampouco entenderão tudo isso que tento compartilhar.
De qualquer forma, continuo tentando. Penso constantemente na Rural e em como as coisas lá seriam diferentes se fosse como na UFSC. Mas continuo tentando não fazer comparações.
E só para encerrar, cada vez mais eu tenho certeza de que eu nasci para o mundo, seja onde for, eu sempre estarei feliz. Pelo simples fato de ter a certeza que estou longe de casa e que o retorno é a melhor sensação do mundo.
ps. desculpem pelo post grande, prometo que tentarei manter-lhes atualizados para evitar acontecimentos como esse.
a história toda
sábado, 31 de março de 2012
Televisão sem fama
"(...)Dessa forma, não é surpreendente constatar a a alta proporção de jovens inciantes e recém-formados que sonham em trabalhar com telejornalismo, porque gostam - para serem visos por uma audiência de milhões, em lugares exóticos do planeta, apreciando o que algum colaborador da cobertura internacional chamou, certa vez, de "banco da frente da história". Em resumo mesmo que essa seja uma posição desconfortável, eles querem ser famosos."
do livro Telejornalismo de Ivor Yorke, página 123.
Cansei de ler esse tipo de comentário em livros e manuais de TJ.
E preciso dizer em um lugar público (no caso esse)
SOU ALUNA DE JORNALISMO, QUERO TRABALHAR COM TJ E NÃO QUERO TER FAMA. REPITO, NÃO QUERO SER FAMOSA!
Minha escolha pela televisão foi simplesmente pelo fato de ter a certeza que o jornalismo que vou fazer chegará a muito mais lugares. Minha escolha pela televisão foi simplesmente pelo fato de eu acreditar com todas as minhas forças que uma imagem produz mais impacto que um milhão de palavras. Minha escolha pela televisão se deu simplesmente pelo fato de eu me apaixonar loucamente pela produção ao entrar no estúdio pela primeira vez. E essa coisa de paixão não há muito como ser explicada.
Preciso deixar claro também que meu objetivo como jornalista de televisão não é ir no municipal cobrir o Ballet Bolshoi (eu quero ir ao municipal para ver o o Bolshoi e não para trabalhar). Meu objetivo é ir ao Oriente Médio e mostrar o que está acontecendo por lá. Tenho plena consciência que vou me deparar com cenas que a maioria das pessoas não vão ver pela televisão, como a pobreza extrema e milhares de pessoas mortas.
O lance todo é saber transmitir tudo isso que vou ver de forma sutil, sucinta e tocante. Esse é o barato da televisão, tocar pelas imagens, mexer com as sensações.
O de menos é a fama, o reconhecimento, o estrelismo.
Escutei um dia desses do meu professor que todo telejornalista tem que almejar ser o apresentador. Desculpe mas eu descordo totalmente. Meu objetivo passa longe da bancada do Jornal Nacional. Eu gosto da rua, da inconstância, da correria, do calor, da adrenalina, do transito, do perigoso. Eu gosto da apuração, gosto do povo, do contato com o real.
Sim eu quero ser jornalista de televisão, mas não para distribuir autógrafos nem apresentar o Jornal Nacional. Quero ser telejornalista para levar ao mundo a imagem que ninguém viu. Para estar do lado daquela senhora que perdeu sua casa depois de um bombardeio na Faixa de Gaza.
Não sei de onde todas essas pessoas que escrevem livros e artigos tiraram a ideia de que o estudante de jornalismo quer trabalhar na televisão para ser famoso. Se foi de pesquisas, eu estou fora delas e como na maioria dos casos me torno uma exceção.
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quinta-feira, 29 de março de 2012
9: Cidadão Ponto
Segunda-feira, 26 de março de 2012.
Aula de Radiojornalismo I
Estávamos trabalhando no programa há duas semanas com precisão. Na primeira decidimos nome, publico alvo, discutimos sobre temas, e fizemos toda a montagem. Na segunda focamos no tema que íamos abordar no primeiro programa.
Tudo estava programado para ser o Zero.
Para quem não sabe, todo tipo de objeto jornalístico antes de ir ao ar, ou ser distribuído ao publico, tem um teste. Um programa zero, que serve como um "ensaio" para ver o que funciona ou não. Só que o professor confiou na gente e algumas horas antes de ir "ao ar" ele disse:
-Vamos colocar na rádio, ao vivo!
-Calma ae professor, esse é o primeiro, não vai ao ar! Se ficar bom a gente coloca gravado depois, lembra?
-Não, mudei de ideia, vai ser ao vivo, aberto ao publico.
E sorriu, daquele jeitinho fofo que só ele consegue fazer.
Então, pronto, teríamos um programa ao vivo. Naquela tarde qualquer de segunda-feira.
Terminamos tudo relativamente tranquilo e cada uma foi para o seu hospital pegar a pauta do dia. O tema do programa era saúde.
Eu estava de repórter e fui mandada para o Hospital Universitário (H.U.), porque era dentro do campus e não corria o risco de eu me perder sozinha pela cidade. (:
Só que queriam me ver trabalhando né e me deram duas pautas: a primeira era procurar alguém que tivesse esperado meses para a marcação de consulta. a segunda era tentar falar com alguém sobre os Terapeutas da Alegria. Eu seria a primeira e a última a entrar ao vivo no programa.
Cheguei ao HU faltando 30min para começar o Cidadão Ponto. A primeira pauta foi bem fácil de achar. Conversei com a secretária administrativa, que marca as consultas no hospital e depois com alguns pacientes esperando a hora da consulta. Achei um senhor que estava para marcar o retorno no dermatologista desde de dezembro. Ele morava há pouco mais de 1h do HU (fazendo o trajeto de carro!!).
Ele concordou em falar. Eu perguntei que horas estava marcado a consulta e ele me disse que as 17h o médico começaria a atender. Eu disse que voltaria logo. (a produção do programa me ligaria as 16:40h e ainda faltavam 20min!). Fiz meu texto.
Fui adiantar minha segunda pauta: Terapeutas da Alegria. E aí foi divertido... Conversei com a mulher da recepção lá na sala onde ficam as visitas, ela me disse que não sabia de nada. Tinha um médico saindo e eu abordei ele, ele me disse que eu poderia ir perguntar na diretoria do hospital. Voltei na mulher e disse que queria ir na diretoria. Ela me deixou entrar. Subi dois lances de escada e lá eles me disseram que era para eu ir na Biblioteca no andar de cima. Na biblioteca me falaram para ir na pediatria, um andar pra baixo. Na pediatria me mandaram para a psicologia mais um andar pra baixo. Na psicologia... meu celular tocou! (a essa altura eu já nem sabia mais por onde tinha entrado! já tinha rodado quase o hospital todo!)
-Você ta pronta?
-CALMA AE POLI EU NUM TO PERTO DO MEU ENTREVISTADO AGORA, TO PERDIDA NO HOSPITAL! ME LIGA DAQUI 5MIN PARA EU PODER DESCOBRIR COMO EU SAIO DAQUI!
Comecei a andar bem rápido pelos corredores do hospital, perguntei para um enfermeiro e ele me indicou a saída.
Corri para o outro lado do hospital e á estava meu entrevistado, sentado tranquilo... Me recompus e fui falar com ele... Disse que entraríamos logo. Fiquei esperando meu celular tocar! Tocou, eu entrei, falei e no final para assinar a matéria:
-Eu FUI Mariana Dias para o Cidadão Ponto.
AHHH QUE RAIVA, eu num sou mais Mariana Dias! Que droga, que droga que drogaa!
Liguei na rádio para avisar que minha segunda pauta ia cair porque ninguém sabia dos Terapeutas da Alegria. E eles me disseram que ótimo porque não ia dar tempo de qualquer forma.
Enfim, mais depois que passou foi tão bom, um alívio, uma felicidade! Eu voltei direto para casa e não conseguia parar de sorrir, porque eu sabia que tinha passado e tinha dado certo.
Foi a sensação primaria de trabalhar como jornalista na rádio, foi mágico! E cada vez mais eu me apaixono por essa loucura!
Na segunda que vem o tema do programa é Educação e eu estarei como webmaster. Ou seja, produzindo e pegando perguntas da internet.
Acompanhe o programa!
E para quem perdeu
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Aula de Radiojornalismo I
Estávamos trabalhando no programa há duas semanas com precisão. Na primeira decidimos nome, publico alvo, discutimos sobre temas, e fizemos toda a montagem. Na segunda focamos no tema que íamos abordar no primeiro programa.
Tudo estava programado para ser o Zero.
Para quem não sabe, todo tipo de objeto jornalístico antes de ir ao ar, ou ser distribuído ao publico, tem um teste. Um programa zero, que serve como um "ensaio" para ver o que funciona ou não. Só que o professor confiou na gente e algumas horas antes de ir "ao ar" ele disse:
-Vamos colocar na rádio, ao vivo!
-Calma ae professor, esse é o primeiro, não vai ao ar! Se ficar bom a gente coloca gravado depois, lembra?
-Não, mudei de ideia, vai ser ao vivo, aberto ao publico.
E sorriu, daquele jeitinho fofo que só ele consegue fazer.
Então, pronto, teríamos um programa ao vivo. Naquela tarde qualquer de segunda-feira.
Terminamos tudo relativamente tranquilo e cada uma foi para o seu hospital pegar a pauta do dia. O tema do programa era saúde.
Eu estava de repórter e fui mandada para o Hospital Universitário (H.U.), porque era dentro do campus e não corria o risco de eu me perder sozinha pela cidade. (:
Só que queriam me ver trabalhando né e me deram duas pautas: a primeira era procurar alguém que tivesse esperado meses para a marcação de consulta. a segunda era tentar falar com alguém sobre os Terapeutas da Alegria. Eu seria a primeira e a última a entrar ao vivo no programa.
Turma de Radiojornalismo I do programa Cidadão Ponto, a cidade ponto a ponto nas ondas do rádio. Antes de cada um sair para fazer o que lhe era prescrito. :)
Cheguei ao HU faltando 30min para começar o Cidadão Ponto. A primeira pauta foi bem fácil de achar. Conversei com a secretária administrativa, que marca as consultas no hospital e depois com alguns pacientes esperando a hora da consulta. Achei um senhor que estava para marcar o retorno no dermatologista desde de dezembro. Ele morava há pouco mais de 1h do HU (fazendo o trajeto de carro!!).
Ele concordou em falar. Eu perguntei que horas estava marcado a consulta e ele me disse que as 17h o médico começaria a atender. Eu disse que voltaria logo. (a produção do programa me ligaria as 16:40h e ainda faltavam 20min!). Fiz meu texto.
Fui adiantar minha segunda pauta: Terapeutas da Alegria. E aí foi divertido... Conversei com a mulher da recepção lá na sala onde ficam as visitas, ela me disse que não sabia de nada. Tinha um médico saindo e eu abordei ele, ele me disse que eu poderia ir perguntar na diretoria do hospital. Voltei na mulher e disse que queria ir na diretoria. Ela me deixou entrar. Subi dois lances de escada e lá eles me disseram que era para eu ir na Biblioteca no andar de cima. Na biblioteca me falaram para ir na pediatria, um andar pra baixo. Na pediatria me mandaram para a psicologia mais um andar pra baixo. Na psicologia... meu celular tocou! (a essa altura eu já nem sabia mais por onde tinha entrado! já tinha rodado quase o hospital todo!)
-Você ta pronta?
-CALMA AE POLI EU NUM TO PERTO DO MEU ENTREVISTADO AGORA, TO PERDIDA NO HOSPITAL! ME LIGA DAQUI 5MIN PARA EU PODER DESCOBRIR COMO EU SAIO DAQUI!
Comecei a andar bem rápido pelos corredores do hospital, perguntei para um enfermeiro e ele me indicou a saída.
Corri para o outro lado do hospital e á estava meu entrevistado, sentado tranquilo... Me recompus e fui falar com ele... Disse que entraríamos logo. Fiquei esperando meu celular tocar! Tocou, eu entrei, falei e no final para assinar a matéria:
-Eu FUI Mariana Dias para o Cidadão Ponto.
AHHH QUE RAIVA, eu num sou mais Mariana Dias! Que droga, que droga que drogaa!
Liguei na rádio para avisar que minha segunda pauta ia cair porque ninguém sabia dos Terapeutas da Alegria. E eles me disseram que ótimo porque não ia dar tempo de qualquer forma.
Enfim, mais depois que passou foi tão bom, um alívio, uma felicidade! Eu voltei direto para casa e não conseguia parar de sorrir, porque eu sabia que tinha passado e tinha dado certo.
Foi a sensação primaria de trabalhar como jornalista na rádio, foi mágico! E cada vez mais eu me apaixono por essa loucura!
Na segunda que vem o tema do programa é Educação e eu estarei como webmaster. Ou seja, produzindo e pegando perguntas da internet.
Acompanhe o programa!
E para quem perdeu
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terça-feira, 20 de março de 2012
oito: retrocedendo a uma revolução
Ando pensando muito sobre a profissão de jornalista.
Tenho poucas conclusões sobre o assunto, mas estudando aqui sempre tenho a impressão que eu vou MESMO ser jornalista.
Não sei porque... Talvez as aulas praticas tenham me remetido a um mercado de trabalho. Talvez o posicionamento dos professores tenham me remetido a tevê Globo. Talvez seja só um ambiente diferente que tenha me remetido vibrações positivas. Talvez ler todos esses livros e manuais sobre o assunto tenham me dado a impressão de estar mais inserida.
Fato é que eu fico mesmo me imaginando na rua com um microfone na mão. Eu fico mesmo treinando em casa e observando o modo de falar, se posicionar e gesticular do telejornalista.
Sim eu tenho achado extremamente difícil as aulas práticas. Tenho achado extremamente difícil controlar minha voz e tentar fazer com que ela fique grave. Tenho observado textos de telejornais e prestado atenção em tudo.
A UFSC me remete a pratica, mesmo na aula teórica. Eu fico achando suposições, fico pensando de verdade na entrevista e na situação. Os professores te transportam para um mundo meio a par de tudo que já vivi. Estar envolvida com um programa de rádio obrigatoriamente dentro da aula de Radiojornalismo I é fascinante no mínimo.
Acho que tudo ainda é fascinante, tudo novo, tudo como eu sempre quis e sonhei. Exatamente como eu sempre achei que aconteceria quando eu entrasse para a faculdade de jornalismo.
É como se tudo isso aqui fosse um mundo de fantasia, um mundo de sonhos. É como se eu tivesse dormindo e a qualquer momento vou acordar e ter que voltar para a teórica realidade Ruralina. Não que isso não me seja bom, eu só consigo encarar algumas questões aqui depois de tantas aulas teóricas, com certeza. Se não fossem elas eu ainda estaria perguntando ao professor se devo ou não colocar uma informação de fontes não seguras na matéria. (como estavam hoje os meninos da 1° fase).
Se não fossem as aulas teóricas eu ainda estaria achando que o jornalista escreve o que quer quado bem entende. Se não fossem as aulas teóricas eu nunca teria visto o jornal como um produto que busca capital, como qualquer outro produto da sociedade capitalista. E todas coisas desse tipo.
Mas, aqui é diferente, de algum modo eu tenho um incentivo que nunca tive de querer ser boa, de querer ser a melhor, de querer melhorar, de querer, sempre querer. Não sei se pelos professores que a todo momento contam sobre as redações e nos deixam tão próximo da realidade (que antes pra mim parecia uma utopia) ou se por simplesmente se tratar de um intercâmbio que vai acabar a qualquer momento. Não sei como, mas me peguei minha imaginação voando por um trabalho em emissora de teve e de alguma forma achei que isso fosse possível de novo, como eu achava que seria antes de entrar para o Jornalismo.
Não sei se estou conseguindo ser clara, receio que não. Por isso pararei de repetir sobre tudo isso e deixarei como está, preciso voltar a me concentrar em ser uma boa jornalista.
Também, não sei se tudo isso vai passar quando eu colocar os pés na Rural de novo, ou quando eu me cansar de tudo isso e talvez não ver desenvolvimento nenhum. E quem sabe quando eu descobrir que nada disso é pra mim. Talvez, eu não sei.
Então ainda vou sonhando e achando que posso ser alguém. Então volto a deixar meus pensamentos voarem como eles faziam aos 17 anos. Então volto a achar que tudo é possível quando se tem interesse como me ensinaram quando eu tinha uns 14 anos.
É como um retrocesso, é como um renascimento. É como uma revolução.
Algumas fotos do final de semana na Lagoa da Conceição em Florianópolis.
a história toda
Tenho poucas conclusões sobre o assunto, mas estudando aqui sempre tenho a impressão que eu vou MESMO ser jornalista.
Não sei porque... Talvez as aulas praticas tenham me remetido a um mercado de trabalho. Talvez o posicionamento dos professores tenham me remetido a tevê Globo. Talvez seja só um ambiente diferente que tenha me remetido vibrações positivas. Talvez ler todos esses livros e manuais sobre o assunto tenham me dado a impressão de estar mais inserida.
Fato é que eu fico mesmo me imaginando na rua com um microfone na mão. Eu fico mesmo treinando em casa e observando o modo de falar, se posicionar e gesticular do telejornalista.
Sim eu tenho achado extremamente difícil as aulas práticas. Tenho achado extremamente difícil controlar minha voz e tentar fazer com que ela fique grave. Tenho observado textos de telejornais e prestado atenção em tudo.
A UFSC me remete a pratica, mesmo na aula teórica. Eu fico achando suposições, fico pensando de verdade na entrevista e na situação. Os professores te transportam para um mundo meio a par de tudo que já vivi. Estar envolvida com um programa de rádio obrigatoriamente dentro da aula de Radiojornalismo I é fascinante no mínimo.
Acho que tudo ainda é fascinante, tudo novo, tudo como eu sempre quis e sonhei. Exatamente como eu sempre achei que aconteceria quando eu entrasse para a faculdade de jornalismo.
É como se tudo isso aqui fosse um mundo de fantasia, um mundo de sonhos. É como se eu tivesse dormindo e a qualquer momento vou acordar e ter que voltar para a teórica realidade Ruralina. Não que isso não me seja bom, eu só consigo encarar algumas questões aqui depois de tantas aulas teóricas, com certeza. Se não fossem elas eu ainda estaria perguntando ao professor se devo ou não colocar uma informação de fontes não seguras na matéria. (como estavam hoje os meninos da 1° fase).
Se não fossem as aulas teóricas eu ainda estaria achando que o jornalista escreve o que quer quado bem entende. Se não fossem as aulas teóricas eu nunca teria visto o jornal como um produto que busca capital, como qualquer outro produto da sociedade capitalista. E todas coisas desse tipo.
Mas, aqui é diferente, de algum modo eu tenho um incentivo que nunca tive de querer ser boa, de querer ser a melhor, de querer melhorar, de querer, sempre querer. Não sei se pelos professores que a todo momento contam sobre as redações e nos deixam tão próximo da realidade (que antes pra mim parecia uma utopia) ou se por simplesmente se tratar de um intercâmbio que vai acabar a qualquer momento. Não sei como, mas me peguei minha imaginação voando por um trabalho em emissora de teve e de alguma forma achei que isso fosse possível de novo, como eu achava que seria antes de entrar para o Jornalismo.
Não sei se estou conseguindo ser clara, receio que não. Por isso pararei de repetir sobre tudo isso e deixarei como está, preciso voltar a me concentrar em ser uma boa jornalista.
Também, não sei se tudo isso vai passar quando eu colocar os pés na Rural de novo, ou quando eu me cansar de tudo isso e talvez não ver desenvolvimento nenhum. E quem sabe quando eu descobrir que nada disso é pra mim. Talvez, eu não sei.
Então ainda vou sonhando e achando que posso ser alguém. Então volto a deixar meus pensamentos voarem como eles faziam aos 17 anos. Então volto a achar que tudo é possível quando se tem interesse como me ensinaram quando eu tinha uns 14 anos.
É como um retrocesso, é como um renascimento. É como uma revolução.
Algumas fotos do final de semana na Lagoa da Conceição em Florianópolis.
a história toda
quinta-feira, 15 de março de 2012
7: vivendo e sobrevivendo
Não que não esteja acontecendo nada de importante.
Não que eu não esteja aprendendo muito e curtindo a cidade.
Não que eu não consiga parar e transmitir em palavras tudo que sinto.
Na verdade não tenho tido muito tempo para sentir.
Quando me propus a cursar durante um semestre meu curso em outra Universidade a ideia inicial era sugar tudo que fosse possível e aprender ao máximo, ou seja inevitavelmente ESTUDAR.
E só só e apenas o que tenho feito. Tenho lido todos os livros possíveis que me são indicados, tenho tentando manter em dia minha leitura de aula antes do professor começar a falar sobre ela. Tenho olhado cronogramas e planos de ensino para chegar na aula e saber do que se trata. Tenho tirado xerox de tudo que posso e baixado no computador que que está disponível.
Além de tudo isso ainda PRECISA me sobrar tempo para fazer trabalhos e me manter uma pessoa sociável para fazer amizades.
Tenho aula na UFSC todas as manhãs as 8:20, com exceção das sextas que entro as 10:10h. Nas segundas e quartas saio só as 17:15h.
Meu livro de literatura habitual já está esquecido a pelo menos quatro dias e estou mantendo ainda 2 livros com leitura diária e um esporadicamente (pq está no computador).
Enfim, estou extremamente feliz, apesar de algumas dificuldades em aulas práticas. Só que tais dificuldades só vão servir para que eu ultrapasse me tenha ainda mais vontade de melhorar. Eu preciso fazer com que olhe para mim como a menina que faz bem rádio e tevê.
Fora tudo isso tenho em mãos uma enciclopédia de 600 páginas para procurar TODAS as vezes que aparece a palavra informação.
Enfim, para o post não ser de todo inútil, vou indicar aqui alguns livros (que estou lendo ou está na estante esperando ansiosamente chegar sua vez).
A menina que não sabia ler, de John Harding
A guerra dos mundos, de H.G. Wells
Chatô, o rei do Brasil, de Fernando Moraes
Desculpe a nossa falha, de Fernanda Esteves (MUITO BOM!!)
Telejornalismo, de Yvor Yorke
O texto na Tv: Manual de Telejornalismo, de Vera Palernostro
Administração de Marketing, de Philip Kotler (a enciclopédia!!)
O rádio na era da informação, de Educardo Metisch
Antimaual de Jornalismo, de Antônio Brasil
Só para ilustras a foto na BRSTv com o pessoal da 2° fase, hoje em uma aula diferente :)
veja a história toda
Não que eu não esteja aprendendo muito e curtindo a cidade.
Não que eu não consiga parar e transmitir em palavras tudo que sinto.
Na verdade não tenho tido muito tempo para sentir.
Quando me propus a cursar durante um semestre meu curso em outra Universidade a ideia inicial era sugar tudo que fosse possível e aprender ao máximo, ou seja inevitavelmente ESTUDAR.
E só só e apenas o que tenho feito. Tenho lido todos os livros possíveis que me são indicados, tenho tentando manter em dia minha leitura de aula antes do professor começar a falar sobre ela. Tenho olhado cronogramas e planos de ensino para chegar na aula e saber do que se trata. Tenho tirado xerox de tudo que posso e baixado no computador que que está disponível.
Além de tudo isso ainda PRECISA me sobrar tempo para fazer trabalhos e me manter uma pessoa sociável para fazer amizades.
Tenho aula na UFSC todas as manhãs as 8:20, com exceção das sextas que entro as 10:10h. Nas segundas e quartas saio só as 17:15h.
Meu livro de literatura habitual já está esquecido a pelo menos quatro dias e estou mantendo ainda 2 livros com leitura diária e um esporadicamente (pq está no computador).
Enfim, estou extremamente feliz, apesar de algumas dificuldades em aulas práticas. Só que tais dificuldades só vão servir para que eu ultrapasse me tenha ainda mais vontade de melhorar. Eu preciso fazer com que olhe para mim como a menina que faz bem rádio e tevê.
Fora tudo isso tenho em mãos uma enciclopédia de 600 páginas para procurar TODAS as vezes que aparece a palavra informação.
Enfim, para o post não ser de todo inútil, vou indicar aqui alguns livros (que estou lendo ou está na estante esperando ansiosamente chegar sua vez).
A menina que não sabia ler, de John Harding
A guerra dos mundos, de H.G. Wells
Chatô, o rei do Brasil, de Fernando Moraes
Desculpe a nossa falha, de Fernanda Esteves (MUITO BOM!!)
Telejornalismo, de Yvor Yorke
O texto na Tv: Manual de Telejornalismo, de Vera Palernostro
Administração de Marketing, de Philip Kotler (a enciclopédia!!)
O rádio na era da informação, de Educardo Metisch
Antimaual de Jornalismo, de Antônio Brasil
Só para ilustras a foto na BRSTv com o pessoal da 2° fase, hoje em uma aula diferente :)
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domingo, 11 de março de 2012
6: uma inevitável comparação
Exatamente 11 dias em Florianópolis. Exatamente 11 dias longe de casa, longe dos amigos, longe de meus pais. Exatamente como a 2 anos atrás. Só que dessa vez eu estou cozinhando e lavando roupas, porque não tenho minha mãe aqui do lado.
Exatamente os mesmos sentimentos de desencontros, felicidades efêmeras, desânimos, sorrisos passageiros, um pouco de desconforto, um pouco de insegurança e todo aquele blábláblá contraditório.
Mas não é disso que vou falar aqui, por que depois que você muda e muda de novo e de novo as coisas acontecem sempre como um dejavu e você supera e se acostuma, e sabe que vai melhorar.
O que me chamou muita atenção foi estudar a mesma coisa com pessoas diferentes. Em sentidos bons e ruins. Calma, eu vou explicar!
São dois pontos principais: O jornalismo na Rural é receptivo, é simpático, é materno. Todo mundo que chega lá de fora acaba achando sua turma. Todo mundo conversa, fica lado a lado, ajuda, trata bem, pergunta se precisa de alguma coisa, interage. Isso de alguma forma acontece, tanto pelos docentes, quanto pelos discentes. Jornal na Rural é o curso da integração, mesmo com tantos problemas, tá todo mundo ali lado a lado disposto a (quase sempre) ajudar o outro, trocar com o outro, doar-se ao outro.
Me lembro na entrada da segunda turma, vieram alguns calouros de outros estados e não tinham lugar para morar no primeiro dia de aula. Alguns veteranos abriram sua própria casa para eles passarem a noite.
Acho que nós, a primeira turma meio que aprendemos a ser ruralinos de uma forma instintiva. Essa coisa de ser amigo de todo mundo é meio exclusivo da Rural né.
O Jornalismo na UFSC é cada um por si e Deus contra todos. Pelo menos é assim que me sinto depois de uma semana frequentando aulas. Claro que todo mundo tem seu grupo, e todo mundo mais ou menos conhece todo mundo. Mas, a impressão que tenho é que eles não estão muito preocupados quando você chega de transferência ou de qualquer tipo de intercâmbio. Eles vão estar ali para tirar dúvidas e te dar oi, mas não para de fato ser seus amigos ou interagir com você, não para fazerem você ser do grupo. É fechado, não tem vivencia com ninguém além deles mesmos. São conhecidos na Universidade toda por serem 'metidos e se acharem'. Bem o reflexo do que a maioria da sociedade brasileira pensa dos profissionais da área. O jornaleiros da UFSC pensam neles mesmos, como algo isolado da Universidade. Programas feitos são consumidos pelos próprios, sem se preocupar muito com o que acontece no resto do campus.
O segundo ponto: O Jornalismo Rural é imaturo, inseguro, polemico (no pior sentido). TUDO que se coloca em discussão é resultado para 200mil comentários sejam contra ou a favor. E quando não, comentários pejorativos e sem relevância nenhuma. Zoação para o que (se foi exposto) deveria ter tratado com serenidade. E pior, NUNCA leva a lugar nenhum. Discussões e opiniões expostas num grupo do Facebook e que ninguém nunca toma uma atitude para resolver e melhorar. Ninguém nunca está aberto a novas sugestões e criticas construtivas para fazer de si mesmo pessoas melhores. Porque todo mundo já se acha o melhor! Atitudes de turmas de Ensino Médio que pouco estão se importando com o que é dado em aula e com o que deveria estar aprendendo com o professor. O que vejo na Rural são alunos que querem uma ementa fechada mas que não cumprem se quer a leitura obrigatória da disciplina, o que dirá ouvem e tiram duvidas sobre o que o professor propõe. E claro, depois acham SUPER correto ir escrever "cartas abertas" para reclamar da disciplina e dizer que NUNCA mais terão oportunidade de estudar algo do tipo e que não foi dado. Entre tantos outros exemplos que eu nem preciso ficar aqui citando. O que vejo nas três turmas de Jornalismo da UFRRJ é uma preocupação excessiva com o moralismo coletivo e pouquíssima preocupação em uma auto-reflexão.
Vejo na UFSC um Jornalismo maduro e disposto a aprender e sugar do professor tudo que ele pode oferecer. Vejo alunos interessados, dispostos e abertos a quantas possibilidades são necessárias. Alunos que mandam e-mail para o professor cobrando ementa para se atualizar da leitura obrigatória sem mesmo o professor ter citado sobre ela na aula de apresentação. Vejo alunos que estão disposto a aprender a mexer no programa de edição de áudio para se tornar um profissional preparado e não estão esperando que o professor pegue pela mão, sente do lado e ensine passo-a-passo. Vejo alunos que desde o primeiro semestre de faculdade são incentivados a participar do programa de rádio que os próprios alunos montaram por iniciativa própria e sem supervisão de professor nenhum. O que vejo no Jornalismo da UFSC são estudantes focados a se prepararem como bons profissionais e não esperando estimulo do professor para fazer isso e muito menos reclamando disso ou daquilo. Também vi professores comprometidos que começam a aula na hora que foi marcado e não admitem atraso por parte dos alunos. É como uma via de mão dupla, eles cobram e são cobrados.
E tenho apenas duas colocações a fazer:
a primeira
Sei que fazer comparações é meio chato e insuportável, mas foi inevitável depois de ler tantos cometários desnecessários no Grupo de Jornalismo UFRRJ. E estou expondo minha opinião em minha página pessoal, por se tratar de uma opinião pessoal! Queridos coleguinhas da Rural, pensem sobre comprometimento com sua futura profissão em primeiro lugar. Porque gostaria realmente que TODOS vocês ai tivessem a mesma experiência que estou tendo aqui para aprender um pouco sobre tudo isso. E o objetivo do post é exatamente esse: compartilhar a experiência!
a segunda:
preciso expor que todas as impressões que tive sobre o Jornalismo na UFSC foram em relação a primeira semana de aula, que podem sofrer milhares de mutações até julho.
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terça-feira, 6 de março de 2012
5: nunca mais estarei atrasada
Sai de casa as 8:10h para entrar as 8:20h
Um tempo razoável considerando que são apenas 2km e que o ônibus faz em 5min
Só que estava transito e eu sinceramente não esperava transito em Florianópolis
Cheguei na aula as 8:35h, por sorte sabia onde era a sala
Entrei
-Com licença...
O professor parou tudo que estava fazendo, olhou no fundo dos meus olhos e disse:
-Qual teu nome?
Merda, lá vem esporro...
-Mariana
-Escuta Mariana, a aula não estava marcada as 8:20? Pois na minha aula chegou depois disso leva falta e não há outro modo de reprovar se não for por falta. Espero que tenha ficado claro. Sente-se logo e acompanhe...
-Me desculpe
E eu sentei.
Era uma turma de calouros e TODO mundo ficou olhando pra mim com cara de assustado, claro! Maldita Rural com sua cultura do atraso, maldito transito de Florianópolis.
Mas, sinceramente, foi uma das melhores aulas que já tive na vida. Ele conseguiu explicar objetividade e me fez entender sem contestar como ninguém nunca tinha conseguido até hoje. Consegui repensar com precisão os meus últimos dois anos de faculdade. E como ele mesmo disse: "Jornalismo é para os fortes, os que tem uma camada protetora contra esporro e pressão." Se bem que ainda estou trabalhando na parte da camada contra pressão.
Acompanhe a história toda
Um tempo razoável considerando que são apenas 2km e que o ônibus faz em 5min
Só que estava transito e eu sinceramente não esperava transito em Florianópolis
Cheguei na aula as 8:35h, por sorte sabia onde era a sala
Entrei
-Com licença...
O professor parou tudo que estava fazendo, olhou no fundo dos meus olhos e disse:
-Qual teu nome?
Merda, lá vem esporro...
-Mariana
-Escuta Mariana, a aula não estava marcada as 8:20? Pois na minha aula chegou depois disso leva falta e não há outro modo de reprovar se não for por falta. Espero que tenha ficado claro. Sente-se logo e acompanhe...
-Me desculpe
E eu sentei.
Era uma turma de calouros e TODO mundo ficou olhando pra mim com cara de assustado, claro! Maldita Rural com sua cultura do atraso, maldito transito de Florianópolis.
Mas, sinceramente, foi uma das melhores aulas que já tive na vida. Ele conseguiu explicar objetividade e me fez entender sem contestar como ninguém nunca tinha conseguido até hoje. Consegui repensar com precisão os meus últimos dois anos de faculdade. E como ele mesmo disse: "Jornalismo é para os fortes, os que tem uma camada protetora contra esporro e pressão." Se bem que ainda estou trabalhando na parte da camada contra pressão.
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segunda-feira, 5 de março de 2012
4: (enfim) o oficial primeiro dia
Claro que como todo primeiro dia de 'colégio' eu dormi mal por estar ansiosa. Quer dizer, eu dormi bem até as 6 da manhã e depois fiquei com medo de perder hora. (isso porque eu tinha que estar na UFSC no máximo 10h).
O celular despertou as 8:30 e eu finalmente pude levantar da cama, tomar uma banho, colocar uma roupa, tomar café e sair... Lá fora o sol brilhava forte, estava quente e o céu estava azul. Um dia considerado lindo para a maioria dos brasileiros (daqueles que gostam do calor). Para mim estava lindo porque era primeiro dia de aula! O ônibus demorou 10min a passar, o que me pareceu uma eternidade!
15 min depois de ter saído de casa estava na UFSC e suava! Parece que o sol lá brilha mais forte do que em qualquer outro lugar da cidade! "Um sol particular para cada um." como ouvi pessoas reclamando pelo corredor do jornal. Mas o shoppinzinho (como é chamado o prédio de jornal lá) estava cheio! E o campus tinha muitos alunos! Com certeza a maior concentração de homens lindos por metro quadrado! hahahahaha
Fui até a secretaria validar umas disciplinas que faltavam, burocracias comuns e necessárias.
Para andar no prédio, eu fiquei com um pouco de medo de pedir informações, todo mundo ia achar que eu era caloura e ir zoar comigo! Fiquei até com vergonha depois que todo mundo me ajudou e deu informações certas e tudo...
A aula começava as 10:10h. Fui feliz assistir Redação para Tv. E chagando lá, adivinhem?? NÃO TEVE AULA! Essa é uma disciplina de primeira fase (como eles denominam período, ou semestre). E os calouros estavam numa aula de 'recepção' no Centro de Eventos.
Esperei para encontrar um peruano que tinha conversado pela internet, e fomos para o RU (aqui ninguém sabe o que é bandejão). Ele me apresentou o Ru, o lugar de comprar tickets e onde fazia carteirinha. Adivinham? ESTAVA LOTADO! Claro! Invés de almoçar eu fui para a fila da carteirinha e quando sai de lá já era quase hora de voltar para aula de novo.
Quando recebi a carteirinha do RU, me entregaram junto um copinho. Achei legal ganhar um copinho, mas não entendi o motivo... Então Carlos (o peruano) me explicou que lá dentro eles não dão copos para que você coloque seu suco. Por isso o copinho!
Depois da imensa fila, eu ainda precisava comprar tickets e almoçar. Mas eu não podia me dar ao luxo de almoçar na hora que o RU estava fechando como normalmente faço, PORQUE EU TINHA AULA!! Então, o Carlos me mostrou um restaurante que tinha comida barata e acabamos almoçando lá. E a comida era MESMO barata! (e foi a primeira coisa que paguei barato nessa cidade!)
Depois do almoço: AULA. Dessa vez foi com o pessoal da segunda fase. Radiojornalismo I. E, morram de inveja queridos coleguinhas: meu professor atende pelo nome de Eduardo Meditsch. E aí a gente começou a aula numa sala que se chama: Redação para rádio. *linda* Computadores em mesas que rodeiam a sala toda, um datashow no teto, uma mesa do professor (com outro PC) em baixo. Mas preciso comentar, nossos computadores são mais novos. hihihihi. O professor se apresentou, mandou que falássemos de nós (as vezes eu tenho vontade de gravar minha história e só apertar o botãozinho para não precisar repetir tantas vezes. mas foi só um pensamento!). Conversa vai e vem, percebi que terei que acompanhar as aulas de Redação para Rádio, porque eles já tem uma boa noção do assunto devido a essa disciplina de primeira fase. E eu? Bom, achei que fosse começar a entender de rádio agora. hahahaha. Mas são só dois créditos, tudo bem, tudo ok! Vou assistir como ouvinte.
O professor me disse que vai mandar alguns textos para que a gente leia toda aula, e precisamos ler Guerra dos Mundos para daqui 1 mês... Pois é, já temos alguns trabalhinhos para o primeiro dia de aula. E foi SÓ o primeiro dia!
Depois fomos para o laboratório de rádio. Aii que emoção! Parecia uma rádio de verdade! *o* O professor colocou alguns documentários para ouvirmos e foi bem legal e interessante. Se bem que teve uma hora que achei que aula nunca fosse ter fim! Bem nesse momento o abençoado deu intervalo.
Após o intervalo foi falar com a gente um ex(lindo)-aluno de jornalismo da UFSC que trabalhou na rádio nacional da China por 4 anos e meio. Foi bem interessante, ele contou sobre o trabalho, sobre a censura na China, sobre as 'aventuras' como estrangeiro... (viu? prestei atenção em tudo!) Ouvimos alguns programas de outros países, como Canadá e Austrália. Conversa vai e vem, descobri porque chamam o prédio de jornal de 'shoppinzinho'. Segundo o professor Eduardo, antes de reformarem o prédio de jornal, eles estudavam num lugar que parecia um 'galpão' (a expressão que ele usou). Depois de reformado, ele ficou todo bonitinho, claro, novo e os alunos entravam e falavam: "Nossa isso aqui tá parecendo um shoppinzinho!" e ficou...
Então, FINALMENTE, a aula acabou e eu pude vir para casa. Voltei a pé e levei 15min pra chegar :))
Ainda estou contente e animada, mesmo tendo conhecido pouca gente, mesmo tendo conhecido pouca coisa. Começo de semestre afinal né, tudo sempre é lindo! hahahaha
Só que esqueci de uma coisa essencial hoje: levar a camera para a UFSC, isso explica a falta de fotos no post.
A história toda:
três
O celular despertou as 8:30 e eu finalmente pude levantar da cama, tomar uma banho, colocar uma roupa, tomar café e sair... Lá fora o sol brilhava forte, estava quente e o céu estava azul. Um dia considerado lindo para a maioria dos brasileiros (daqueles que gostam do calor). Para mim estava lindo porque era primeiro dia de aula! O ônibus demorou 10min a passar, o que me pareceu uma eternidade!
15 min depois de ter saído de casa estava na UFSC e suava! Parece que o sol lá brilha mais forte do que em qualquer outro lugar da cidade! "Um sol particular para cada um." como ouvi pessoas reclamando pelo corredor do jornal. Mas o shoppinzinho (como é chamado o prédio de jornal lá) estava cheio! E o campus tinha muitos alunos! Com certeza a maior concentração de homens lindos por metro quadrado! hahahahaha
Fui até a secretaria validar umas disciplinas que faltavam, burocracias comuns e necessárias.
Para andar no prédio, eu fiquei com um pouco de medo de pedir informações, todo mundo ia achar que eu era caloura e ir zoar comigo! Fiquei até com vergonha depois que todo mundo me ajudou e deu informações certas e tudo...
A aula começava as 10:10h. Fui feliz assistir Redação para Tv. E chagando lá, adivinhem?? NÃO TEVE AULA! Essa é uma disciplina de primeira fase (como eles denominam período, ou semestre). E os calouros estavam numa aula de 'recepção' no Centro de Eventos.
Esperei para encontrar um peruano que tinha conversado pela internet, e fomos para o RU (aqui ninguém sabe o que é bandejão). Ele me apresentou o Ru, o lugar de comprar tickets e onde fazia carteirinha. Adivinham? ESTAVA LOTADO! Claro! Invés de almoçar eu fui para a fila da carteirinha e quando sai de lá já era quase hora de voltar para aula de novo.
Quando recebi a carteirinha do RU, me entregaram junto um copinho. Achei legal ganhar um copinho, mas não entendi o motivo... Então Carlos (o peruano) me explicou que lá dentro eles não dão copos para que você coloque seu suco. Por isso o copinho!
Depois da imensa fila, eu ainda precisava comprar tickets e almoçar. Mas eu não podia me dar ao luxo de almoçar na hora que o RU estava fechando como normalmente faço, PORQUE EU TINHA AULA!! Então, o Carlos me mostrou um restaurante que tinha comida barata e acabamos almoçando lá. E a comida era MESMO barata! (e foi a primeira coisa que paguei barato nessa cidade!)
Depois do almoço: AULA. Dessa vez foi com o pessoal da segunda fase. Radiojornalismo I. E, morram de inveja queridos coleguinhas: meu professor atende pelo nome de Eduardo Meditsch. E aí a gente começou a aula numa sala que se chama: Redação para rádio. *linda* Computadores em mesas que rodeiam a sala toda, um datashow no teto, uma mesa do professor (com outro PC) em baixo. Mas preciso comentar, nossos computadores são mais novos. hihihihi. O professor se apresentou, mandou que falássemos de nós (as vezes eu tenho vontade de gravar minha história e só apertar o botãozinho para não precisar repetir tantas vezes. mas foi só um pensamento!). Conversa vai e vem, percebi que terei que acompanhar as aulas de Redação para Rádio, porque eles já tem uma boa noção do assunto devido a essa disciplina de primeira fase. E eu? Bom, achei que fosse começar a entender de rádio agora. hahahaha. Mas são só dois créditos, tudo bem, tudo ok! Vou assistir como ouvinte.
O professor me disse que vai mandar alguns textos para que a gente leia toda aula, e precisamos ler Guerra dos Mundos para daqui 1 mês... Pois é, já temos alguns trabalhinhos para o primeiro dia de aula. E foi SÓ o primeiro dia!
Depois fomos para o laboratório de rádio. Aii que emoção! Parecia uma rádio de verdade! *o* O professor colocou alguns documentários para ouvirmos e foi bem legal e interessante. Se bem que teve uma hora que achei que aula nunca fosse ter fim! Bem nesse momento o abençoado deu intervalo.
Após o intervalo foi falar com a gente um ex(lindo)-aluno de jornalismo da UFSC que trabalhou na rádio nacional da China por 4 anos e meio. Foi bem interessante, ele contou sobre o trabalho, sobre a censura na China, sobre as 'aventuras' como estrangeiro... (viu? prestei atenção em tudo!) Ouvimos alguns programas de outros países, como Canadá e Austrália. Conversa vai e vem, descobri porque chamam o prédio de jornal de 'shoppinzinho'. Segundo o professor Eduardo, antes de reformarem o prédio de jornal, eles estudavam num lugar que parecia um 'galpão' (a expressão que ele usou). Depois de reformado, ele ficou todo bonitinho, claro, novo e os alunos entravam e falavam: "Nossa isso aqui tá parecendo um shoppinzinho!" e ficou...
Então, FINALMENTE, a aula acabou e eu pude vir para casa. Voltei a pé e levei 15min pra chegar :))
Ainda estou contente e animada, mesmo tendo conhecido pouca gente, mesmo tendo conhecido pouca coisa. Começo de semestre afinal né, tudo sempre é lindo! hahahaha
Só que esqueci de uma coisa essencial hoje: levar a camera para a UFSC, isso explica a falta de fotos no post.
A história toda:
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