Me considero uma pessoa eclética. Ouço muitos tipos de musica, caminho por várias tribos e conheço tipos de diversos de pessoas. Sem demais pré-conceitos, sem demais conceitos formados.
Entendo de música bem menos do que gostaria, seja por falta de interesse ou por pura preguiça mesmo. Costumo ouvir tudo que me indicam ou que se faz disponível. Eu gosto do resultado final do som e pouco me importa sobre quem o fez. Simplesmente a arte pela arte.
Tenho preferencias e elas com certeza desempenham influências sobre meu modo de pensar e de ouvir o mundo. Gosto de Claudia Leitte, Capital e Ana Carolina. Incoerente (ou não) eu sei...
Fato é que eu fui no Rock in Rio e vi Ed Motta, Sandra de Sá, Paralamas, Titãs, Maria Gadú, Claudia Leite, Katy Perry, Elton Jonh e Riahna.
Durante o show vi muita gente falando mal, principalmente de Claudia Leitte. Particularmente achei que ela foi infeliz na escolha de seu repertório. Ela poderia ter levantado muito mais a galera e tivesse optado por cantar musicas antigas (e por consequência) conhecidas. Mas não foi isso o que mais me incomodou. O que chegou a me tirar do sério foram pessoas falando mal e boicotando o show. Ninguém foi obrigado a estar ali. E 99% dos que estavam até pagaram para entrar, sabendo exatamente quem cantaria e que ordem isso aconteceria. Se não estava satisfeito com o que estava acontecendo no palco por que ficar ali por perto então? Por que não ir até a Rock Street e fazer um lanche? E por que tanta implicância com uma cantora nacional (que não canta rock) quando a maioria dos shows também não foi de rock? Porque, assim, a Rihana cantou qualquer coisa menos rock e não foi nem um pouco criticada pelo publico. Ah! Ela não é brasileira, esqueci do detalhe que os brasileiros não gostam de sua própria música e de seu próprio país. Mas claro que no momento que alguém lá em cima fala que somos terceiro mundo, todos mundo se ofende. (Pouco) hipócrita não?
Não reclamei sobre o fato do festival ter alguns (a minoria) cantores que não são de rock, afinal de contas a minha concepção é que se trata de um festival de musica e não um festival de rock. Apesar de já ter sido (um dia) um festival de rock. E talvez o nome seja apenas para manter um tradição, ou qualquer coisa do tipo. Não tenho uma opinião formada sobre o marketing que rola por aí...
Essencial seria que roqueiros, no mínimo, respeitassem os demais tipos musicais. E que fosse reciproco.
Essencial seria que o brasileiro desse conta de sua (rica) cultura e aproveitasse esse tipo de evento para mostra-la ao mundo.
"O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.” LISPECTOR, Clarice
domingo, 25 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Agora eu Entendi Tudo
As vezes eu ficava pensando no passado. As vezes eu ficava forçando para que as coisas voltassem como antes.
Voltou o Necom, li Deleuze, passei uma sexta em Campinas entre amigos e entendi tudo.
As coisas sempre acontecem por algum proposito e elas sempre acabam. Não adianta a gente achar que um dia vai ter uma vida legal como planejamos porque vivemos um "devir" (leia Diálogos, Deleuze) num momento qualquer. Não adiantar forçar e tentar controlar tudo ao redor para fazer com que as pessoas que amamos permaneçam ao nosso lado. As coisas vão mudar sempre, considerando que o presente é sempre a mudança, a transição, o movimento.
"Nenhum homem entra duas vezes no mesmo rio. Porque o rio sempre se movimenta e o homem sempre muda."
Amor nós temos de uma noite, de uma semana, de um mês ou quem sabe de uma vida inteira. E o grande lance é saber aproveitar e viver o instante do devir, o instante do presente. O grande lance é saber amar naquele instante, de cabeça e por completo. Porque depois passa. E depois a gente entende que nada vai ser igual. E depois a gente percebe que não demos lutar para que seja mesmo. Não porque eu ou você desistimos de tudo isso, mas simplesmente porque mudou, porque tinha que mudar.
Saudades é um sentimento que permeia o homem em toda a sua vida e o que descobri foi que ela precisa estar presente. E que o fato de ela existir não significa que devemos fazer com que tudo aconteça de novo para que ela se acabe. Pelo contrário, é melhor mudar tudo e não voltar atrás, é melhor deixar a saudade lá gritando.
As pessoas vão e vem, e a vida passa.
A gente encontra e desencontra. O destino e o futuro não são algo que de fato podemos controlar.
Entendi tudo mesmo sabendo explicar pouco sobre tudo isso. Me senti feliz porque tenho plena certeza de que vivi o devir. Tenho plena certeza que sentirei saudades sempre. E isso significa que houve algum tipo de transformação ali, e que mudou tudo.
Voltou o Necom, li Deleuze, passei uma sexta em Campinas entre amigos e entendi tudo.
As coisas sempre acontecem por algum proposito e elas sempre acabam. Não adianta a gente achar que um dia vai ter uma vida legal como planejamos porque vivemos um "devir" (leia Diálogos, Deleuze) num momento qualquer. Não adiantar forçar e tentar controlar tudo ao redor para fazer com que as pessoas que amamos permaneçam ao nosso lado. As coisas vão mudar sempre, considerando que o presente é sempre a mudança, a transição, o movimento.
"Nenhum homem entra duas vezes no mesmo rio. Porque o rio sempre se movimenta e o homem sempre muda."
Amor nós temos de uma noite, de uma semana, de um mês ou quem sabe de uma vida inteira. E o grande lance é saber aproveitar e viver o instante do devir, o instante do presente. O grande lance é saber amar naquele instante, de cabeça e por completo. Porque depois passa. E depois a gente entende que nada vai ser igual. E depois a gente percebe que não demos lutar para que seja mesmo. Não porque eu ou você desistimos de tudo isso, mas simplesmente porque mudou, porque tinha que mudar.
Saudades é um sentimento que permeia o homem em toda a sua vida e o que descobri foi que ela precisa estar presente. E que o fato de ela existir não significa que devemos fazer com que tudo aconteça de novo para que ela se acabe. Pelo contrário, é melhor mudar tudo e não voltar atrás, é melhor deixar a saudade lá gritando.
As pessoas vão e vem, e a vida passa.
A gente encontra e desencontra. O destino e o futuro não são algo que de fato podemos controlar.
Entendi tudo mesmo sabendo explicar pouco sobre tudo isso. Me senti feliz porque tenho plena certeza de que vivi o devir. Tenho plena certeza que sentirei saudades sempre. E isso significa que houve algum tipo de transformação ali, e que mudou tudo.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Bienal, doce Bienal
Tentei de diversas formas escrever. Tentei fazer algumas milhares de comparações. Só agora consegui entender que a Bienal do Livro para uma apaixonada por literatura como eu não pode ser descrita em apenas um texto. A Bienal é de muitas histórias, de muitos momentos, de muitos sorrisos inesquecíveis.
Só agora entendi que eu jamais conseguiria descrever 9h dentro do Rio Centro em apenas uma história.
Depois do almoço começou de fato o passeio. E é incrível como tudo isso ainda me fascina. Como todo esse mundo é tão difícil de ser explicado. Três pavilhões com mais mais de um milhão de livros. Andar por ali era como estar sob efeito de alguma droga, de algum anestésico. A vontade incontrolável que eu tinha era de comprar absolutamente tudo que eu via pela frente. Tá, isso foi um pouquinho exagerado, mas a vontade que eu tinha ao ver um livro de R$ 3,00 de um assunto que poderia me interessar era certamente essa. Claro que eu sei controlar meu espírito consumista e ser racional o suficiente para comprar o que valia a pena e o que eu tinha certeza que me faria feliz depois.
A maior questão é que naquelas horas que passei ali dentro não consegui senti absolutamente nada além da vontade louca de estar ali. Eu ficaria a vida toda olhando cada estante daqueles estandes. Eu leria cada sinopse de cada livro só para saber que eles existem, para conhece-los e poder compra-los e lê-los depois, um dia.
Talvez seja uma comparação esdruxula demais, mas foi quase como entrar em um campo de futebol e ver seu time arrasando. Foi quase como ver a banda favorita cantando e apontando para você. Talvez até a Bienal, ou, os livros, sejam a minha banda favorita. E cada autor ali represente de alguma forma um cantor com quem eu me identifique. A questão é que não é um gostar que possa ser explicado. (como se algum gostar pudesse! ¬¬) Não quero entrar no âmbito gosto, por não ter muita certeza sobre como argumentar sobre o assunto. Fato é que gostei, que gosto, que me faz bem, que me faz feliz. Feliz de um modo que não se explica, feliz de um modo doentio. Feliz, simplesmente feliz.
O dia passou sem que eu se quer percebesse. Eu andei muito, olhei muitos livros, e só me dei conta de que minhas pernas não estavam mais respondendo quando as 18h minha mãe disse que não aguentava mais andar. Então paramos um pouco e logo depois retomamos, ainda faltava a fila de autógrafos do Ziraldo (que vai vir em uma outa história)!
Só as 21h senti que precisava parar, que era hora de ir para casa, que eu já havia me divertido mais que o suficiente para uma mortal em um dia só. Sai do Rio Centro com três novos livros que poderei chamar de meu. Para alguém que tem um mini biblioteca em expansão em casa foi pouco, claro. Mas sai feliz, como uma criança que ganhou o seu doce preferido. (o que não deixa de ser, com certeza) Na verdade o que importa não são os livros que levei para casa e sim o contato que tive com todos os outros ali. Os que vieram morar comigo são apenas uma consequência de um dia como esse.
Por mim eu moraria os 11 dias de Bienal no Rio Centro, não para comprar livros, mas para ficar entre eles. É uma pena que precisar ser uma pessoa sensata e não poder fazer isso. É a Bienal passou contraditoriamente rápida considerando o tempo que ela demorou a chegar. Tchau Bienal, querida. A gente se vê em dois anos! :)
Só agora entendi que eu jamais conseguiria descrever 9h dentro do Rio Centro em apenas uma história.
Depois do almoço começou de fato o passeio. E é incrível como tudo isso ainda me fascina. Como todo esse mundo é tão difícil de ser explicado. Três pavilhões com mais mais de um milhão de livros. Andar por ali era como estar sob efeito de alguma droga, de algum anestésico. A vontade incontrolável que eu tinha era de comprar absolutamente tudo que eu via pela frente. Tá, isso foi um pouquinho exagerado, mas a vontade que eu tinha ao ver um livro de R$ 3,00 de um assunto que poderia me interessar era certamente essa. Claro que eu sei controlar meu espírito consumista e ser racional o suficiente para comprar o que valia a pena e o que eu tinha certeza que me faria feliz depois.
A maior questão é que naquelas horas que passei ali dentro não consegui senti absolutamente nada além da vontade louca de estar ali. Eu ficaria a vida toda olhando cada estante daqueles estandes. Eu leria cada sinopse de cada livro só para saber que eles existem, para conhece-los e poder compra-los e lê-los depois, um dia.
Talvez seja uma comparação esdruxula demais, mas foi quase como entrar em um campo de futebol e ver seu time arrasando. Foi quase como ver a banda favorita cantando e apontando para você. Talvez até a Bienal, ou, os livros, sejam a minha banda favorita. E cada autor ali represente de alguma forma um cantor com quem eu me identifique. A questão é que não é um gostar que possa ser explicado. (como se algum gostar pudesse! ¬¬) Não quero entrar no âmbito gosto, por não ter muita certeza sobre como argumentar sobre o assunto. Fato é que gostei, que gosto, que me faz bem, que me faz feliz. Feliz de um modo que não se explica, feliz de um modo doentio. Feliz, simplesmente feliz.
O dia passou sem que eu se quer percebesse. Eu andei muito, olhei muitos livros, e só me dei conta de que minhas pernas não estavam mais respondendo quando as 18h minha mãe disse que não aguentava mais andar. Então paramos um pouco e logo depois retomamos, ainda faltava a fila de autógrafos do Ziraldo (que vai vir em uma outa história)!
Só as 21h senti que precisava parar, que era hora de ir para casa, que eu já havia me divertido mais que o suficiente para uma mortal em um dia só. Sai do Rio Centro com três novos livros que poderei chamar de meu. Para alguém que tem um mini biblioteca em expansão em casa foi pouco, claro. Mas sai feliz, como uma criança que ganhou o seu doce preferido. (o que não deixa de ser, com certeza) Na verdade o que importa não são os livros que levei para casa e sim o contato que tive com todos os outros ali. Os que vieram morar comigo são apenas uma consequência de um dia como esse.
Por mim eu moraria os 11 dias de Bienal no Rio Centro, não para comprar livros, mas para ficar entre eles. É uma pena que precisar ser uma pessoa sensata e não poder fazer isso. É a Bienal passou contraditoriamente rápida considerando o tempo que ela demorou a chegar. Tchau Bienal, querida. A gente se vê em dois anos! :)
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Inspiração, cadê você?
Não, eu não abandonei o blog.
Até tenho entrado com frequência aqui. Olhado, lido. Mudado um coisa aqui outra lá.
E não que minha vida tenha parado. Tem até bastante coisa acontecendo ao mesmo tempo. A Bienal esse fim de semana foi ótima!
Mas, a inspiração do lado de cá resolveu tirar férias sem aviso prévio.
Parece que as palavras ão são suficientes para descrever o que precisa ser dito.
Tantas palavras e expressões no mundo, tanta coisa acontecendo, e alguns códigos não tem sido capazes de dizer o que bate dentro do meu coração.
Desculpe, as palavras se calaram, elas não querem me contar o real motivo dos acontecimentos e menos ainda o sentimento que por eles se misturam.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Dia do Estudante
as 23:45 do dia 11 de agosto.
Minha única certeza sobre o assunto: A educação (dessas que a agente recebe na escola) precisa SIM ser reformulada, o governo precisa em PRIMEIRO lugar investir nela. Se trata da base de todas as outras coisas. Minha concepção é que se temos uma BOA educação básica, teremos um bom país, com bons cidadãos, com bons políticos e com bons profissionais.
Não que o investimento da saúde não seja importante, mas, quem vai formar um bom médico se não a professora que lhe deu aula na primeira série? Não que investimentos em moradia também não seja importante, mas, quem vai formar um bom engenheiro se não aquele profissional que lhe ensinou a fazer contas na segunda ou terceira série? Quem vai formar um professor para dar aula para futuros médicos e engenheiros se não um outro professor?
As crianças vão para a escola aos 6 anos, sem referencia nenhuma de adultos ao não ser seus próprios pais, que podem ou não terem cumprido seu dever como tal. Cabe ao professor se colocar a disposição e a referencia dessa criança indefesa que saiu de casa pela primeira vez com intuito de estudar. Mesmo sem saber o que é ser um estudante, a criança sabe que isso DEVE ser uma coisa boa, caso contrário, seus pais (que supostamente) o amam tanto não lhes teria mandado para aquele lugar.
Entendam, eu não estou sendo alienada e dizendo que o resultado para todos os problemas do mundo é a formação de bons professores e o investimento em educação, mas com certeza a maioria desses problemas se neutralizariam se tivéssemos no mínimo consciência sobre a importância dos estudos na vida das pessoas.
Tenho uma teoria de que político nenhum tem realmente interesse em melhorar a educação básica. Porque se isso acontecer, a longo prazo talvez as pessoas entendam que aqueles que estão "no poder" não valem nada e os expulsem de lá. Mas isso é apenas uma teoria boba e sem importância.
Algumas coisas ainda permanecem em dúvida em minha cabeça. Muitas vezes, eu como estudante de graduação me pergunto porque eu estou me empenhando tanto em uma Universidade Federal quando um cara que pede dinheiro no sinal vai possivelmente ganhar a mesma coisa que eu depois de formada. Mas talvez a essência do estudante não seja mesmo ganhar muito dinheiro, seja fazer a diferença no mundo de alguma forma. Nos dias de hoje ser um estudante é um desafio, assumir esse papel é dificultoso e problemático. Eu não vou entrar no caso inversão de valores, não tenho certeza sobre tal assunto. Fato é que escolher estudar é muito mais escolher ser do ter.
Afinal de contas tivemos um presidente sem diploma universitário, temos um dono de televisão sem uma graduação e há pouco tempo assistimos um filme baseado na vida de uma prostitua milhonaria. Não estou dizendo que tais "personagens" não tiveram sua luta, o que quero dizer é que todos eles tem muitas coisas. Um universitário que vive longe da família (mesmo que de segunda a sexta) aprende muito mais sobre o ser, sobre amigos, sobre a formação de seu caráter e a educação que seus pais lutaram para lhe dar. Um universitário que trabalha o dia todo para pagar uma faculdade aprende muito sobre o ser quando tem que deixar de tomar aquele sorvete no sábado a tarde para não faltar na mensalidade da Faculdade no fim do mês.
E mesmo durante o ensino básico, escolhe-se ser um estudante. Escolhe-se levar a sério o que está sendo ensinado, escolhe-se respeitar e admirar seu professor pelo lindo trabalho que ele faz.
Concluo dizendo a vocês que escolher ser um estudante está muito além de conhecer para ter um vida melhor. Escolher ser um estudante é aprender sobre o ser e conhecer pelo prazer de saber sobre as coisas. Não é para qualquer um, talvez até você não escolha, seja escolhido.Feliz daquele que tem prazer em estudar e saber que é através desse saber que vai se construir um ser que é diferente de todos os outros e que vai fazer a diferença sobre eles.
as 00:19
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Mas e o tempo...
por Mariana Dias, quarta, 20 de abril de 2011 às 17:39
Eu fico refletindo sobre o tempo. Todo mundo diz que ele é a cura para tudo. Todo mundo sempre me disse que ele resolve tudo. Eu sempre tive o tempo como algo soberano, que está além de todas as coisas. Só que quando pude conviver com ele de perto, percebi que o tempo não cura nada, que o tempo não é responsável por nada. A vida passa a ser intensa e efêmera. Pelo pouco que tenho aprendido a efemeridade é muito mais poderosa que o tal tempo. Sinceramente acho o tempo um cretino.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
a inconstância da vida
Uma notícia me deixou indignada semana passada. Não pela notícia em si, mas sim pelo modo triste como foi transmitida. Fiquei indignada porque em meus pensamentos isso já era um fato. Entretanto eles precisavam ouvir o médico dizer isso. Depois da indignação chegou o incomodo, medo, necessidade de tomar uma atitude de mudar algo que não se pode ser mudado.
Comecei a ler sobre o assunto e não achei o que queria. Eu queria que alguém me dissesse que conseguiu vencer a doença, que está conseguindo pelo menos lidar diariamente com ela. Mas tudo que eu encontro para ler são sintomas, explicações médicas simplificadas e relatos de morte. E quanto mais eu lia, mais desesperada eu ficava.
O que me fez refletir sobre a inconstância de nossa respiração, de nosso corpo, de nosso humor, de nossas vidas. Podemos acordar bem e ter um ataque cardíaco sem aparente justificativa. E as vezes eu acho que é melhor morrer assim. Sofrer de uma doença degenarativa é como se despedir da vida a cada manhã e ao mesmo tempo sentir seu corpo se deteriorizando a cada noite.
Ainda há muito o que ser lido e pesquisado sobre o caso. Ainda haverá muitas reuniões e discussões chatas em família. Mas será mesmo que ainda há muito tempo?
Estou assustada, só agora percebi que precisa ser feito alguma coisa. Não sei o que mudou, porque eu já sabia que a doença existia, mesmo antes da médica ter dito, mas mudou alguma coisa.
Não sei se pelo meu avô, para polpar o sofrimento de minha mãe, ou se por ambos, mas alguma coisa realmente precisa ser feita.
Li hoje: "Minha mãe foi virando um vegetalzinho..." Tentei imaginar a cena... Assustadora demais essa doença. E fica pior ainda quando você percebe que ela está dentro de sua família.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
são esses...
1 ano, 5 meses e 1 dia. Tempo suficiente para reconstruir uma vida. Tempo suficiente para aprender costumes, gestos, falas, Tempo suficiente para adquirir confiança, conhecer e entender pessoas.
Hoje eu preciso reconhecer para mim mesma que é SIM tempo suficiente para ter conquistado amigos. Desculpe-me a contradição. Nos últimos meses tudo que tenho falado é da falta que amigos me fazem. Nos últimos meses tudo que tenho feito é reclamado para quem quer ouvir que não me sinto inserida e que amigos são só os que estão há 600km de distancia.
Resolvi parar de ser hipócrita. Cansei de ser vítima. Resolvi olhar para minha realidade e aceitá-la.
Aceitei que todas as pessoas são diferentes e que por mais que seja tudo que eu quero eu nunca vou encontrar amigos como os que tenho em Campinas. Entretanto percebi que isso não vai impedir de que eu encontre amigos. Desculpe-me isso parece obvio demais, todavia, só agora consegui admitir e entender. E, acho... melhor, tenho certeza, que esse que agora chamo com toda convicção de amigos precisam de um reconhecimento.
Foram as duas semanas mais corridas, intensas, e difíceis que eu tive esse período e todas as pessoas que convivem comigo diariamente na Rural não participavam de tudo que eu precisava fazer. Cada uma estava no seu mundo particular de final de período e eu estava em vários mundos ao mesmo tempo. No final dessas duas semanas eu percebi o quanto esses que convivo diariamente me ajudaram, estiveram ao meu lado e fizeram muito mais do que sua obrigação.
Limparam minha parte em casa, estudaram para Teoria II comigo dentro de um Teatro, me ouviram reclamar e me estressar, me aguentaram falando loucamente da prova de carro, se preocuparam em pensar em mim durante a prova, me abraçaram todas as manhãs de cansaço, sorriram e me deram um "Bom Dia" carinhoso que na maioria das vezes me desarmava do estrese, entregaram trabalho, me obrigaram a comer, me levaram doce, me mandaram dormir cedo, me emprestaram computador e internet... Eu poderia listar quantas outras coisas aqui, coisas que somente amigos fazem uns pelos outros.
E não há como agradecer, não há como demostrar, não há como explicar. Eu apenas me sinto na obrigação de pedir desculpas por ter demorado tanto tempo a perceber o quanto você se tornaram essenciais em minha vida. Com certeza se eu não tivesse amigos por perto eu não teria conseguido sobreviver a essas duas últimas semanas... Obrigada, Obrigada, Obrigada.
1 ano, 5 meses e 1 dia. Talvez eu ainda sinta falta, talvez eu sinta saudades para sempre. E é claro que as vezes tudo que eu vou querer são meus amigos de Campinas por perto. Eu sei que ainda há muito o que superar, eu sei que ainda há muito o que aprender. Hoje, eu consigo ver amigos ao meu lado, tudo muito diferente do que eu sempre tive, mas ainda assim amigos. E eu tenho me tornado quem eu sou graças a vocês... Obrigada Amigos Ruralinos! E isso é tudo que eu consigo dizer, mesmo não dizendo quase nada. O maior fato é que são vocês e que palavras são pequenas demais para explicar esse tipo de sentimento.
ps. eu não vou citar nomes nem colocar fotos, posso estar sendo injusta com alguém. Todos vocês sabem que me ajudaram de alguma forma. :)
Hoje eu preciso reconhecer para mim mesma que é SIM tempo suficiente para ter conquistado amigos. Desculpe-me a contradição. Nos últimos meses tudo que tenho falado é da falta que amigos me fazem. Nos últimos meses tudo que tenho feito é reclamado para quem quer ouvir que não me sinto inserida e que amigos são só os que estão há 600km de distancia.
Resolvi parar de ser hipócrita. Cansei de ser vítima. Resolvi olhar para minha realidade e aceitá-la.
Aceitei que todas as pessoas são diferentes e que por mais que seja tudo que eu quero eu nunca vou encontrar amigos como os que tenho em Campinas. Entretanto percebi que isso não vai impedir de que eu encontre amigos. Desculpe-me isso parece obvio demais, todavia, só agora consegui admitir e entender. E, acho... melhor, tenho certeza, que esse que agora chamo com toda convicção de amigos precisam de um reconhecimento.
Foram as duas semanas mais corridas, intensas, e difíceis que eu tive esse período e todas as pessoas que convivem comigo diariamente na Rural não participavam de tudo que eu precisava fazer. Cada uma estava no seu mundo particular de final de período e eu estava em vários mundos ao mesmo tempo. No final dessas duas semanas eu percebi o quanto esses que convivo diariamente me ajudaram, estiveram ao meu lado e fizeram muito mais do que sua obrigação.
Limparam minha parte em casa, estudaram para Teoria II comigo dentro de um Teatro, me ouviram reclamar e me estressar, me aguentaram falando loucamente da prova de carro, se preocuparam em pensar em mim durante a prova, me abraçaram todas as manhãs de cansaço, sorriram e me deram um "Bom Dia" carinhoso que na maioria das vezes me desarmava do estrese, entregaram trabalho, me obrigaram a comer, me levaram doce, me mandaram dormir cedo, me emprestaram computador e internet... Eu poderia listar quantas outras coisas aqui, coisas que somente amigos fazem uns pelos outros.
E não há como agradecer, não há como demostrar, não há como explicar. Eu apenas me sinto na obrigação de pedir desculpas por ter demorado tanto tempo a perceber o quanto você se tornaram essenciais em minha vida. Com certeza se eu não tivesse amigos por perto eu não teria conseguido sobreviver a essas duas últimas semanas... Obrigada, Obrigada, Obrigada.
1 ano, 5 meses e 1 dia. Talvez eu ainda sinta falta, talvez eu sinta saudades para sempre. E é claro que as vezes tudo que eu vou querer são meus amigos de Campinas por perto. Eu sei que ainda há muito o que superar, eu sei que ainda há muito o que aprender. Hoje, eu consigo ver amigos ao meu lado, tudo muito diferente do que eu sempre tive, mas ainda assim amigos. E eu tenho me tornado quem eu sou graças a vocês... Obrigada Amigos Ruralinos! E isso é tudo que eu consigo dizer, mesmo não dizendo quase nada. O maior fato é que são vocês e que palavras são pequenas demais para explicar esse tipo de sentimento.
ps. eu não vou citar nomes nem colocar fotos, posso estar sendo injusta com alguém. Todos vocês sabem que me ajudaram de alguma forma. :)
sábado, 2 de julho de 2011
Silêncio que grita
Uma palavra não dita. Um silêncio, que gerou outro silêncio, que gerou outro silêncio maior.
Conforto, menos problemas, desconforto. Como se algo tivesse faltando, e de certa forma, é claro que falta, faltam as palavras!
Entretanto eu descobri que as palavras não dizem quase nada. Eu descobri que o silêncio grita. E gostei dele.
O silêncio é incomodo, é inquietante.
Lembro-me uma vez de dizer em um caderno de memórias que o silencio me incomodou, porque eu desesperadamente gostaria que o sujeito gritasse em meus ouvidos, e ele não o fez. O silencio, na época, me feriu muito mais do que o grito.
E quando essa história toda de silêncio começou talvez tudo que eu quisesse era ferir alguém. As pessoas são diferentes, eu não consegui. O resultado foi o incomodo. Incomodei.
Desculpe-me eu tenho tentado muito falar, reclamar e resolver. Só que eu descobri que o silêncio grita, incomoda e vicia. Vicia. Vicia. Eu já não sei mais viver sem ele por perto e tenho tentado de todas as formas faze-lo ficar longe.
Silêncio. Incomodo. Gritaria. Incomodo do outro lado. Distancia. Silêncio. Vicio. Silêncio. Uma discussão bêbada. Um bem estar momentâneo. Baú. Silêncio. Incomodo.
Se não ficou claro, eu vou tentar ser mais direta. Acontece que uma amizade precisa ser reciproca. E antes que eu continue, me sinto na obrigação de definir "amizade" por se tratar de algo tão abrangente e amplo.
Amizade, na minha concepção, é aquele sentimento que você sente por uma pessoa e que te obriga a compartilhar tudo ao lado dela. Inexplicavelmente. E isso define tudo. Ou, talvez não defina nem metade do que realmente significa. Ou talvez nem seja nada disso. Nem precise ser reciproca, nem precise dividir nada.
Eu estou tentando ser clara, eu juro! O causador de todo um silêncio foi a ausência de uma atitude. Bajulação? Sentir falta de casa para mim é saudade, não drama. Ou, talvez nunca ninguém entenda isso... Porque agora minha casa é aqui etoda aquela merda toda aquela ladainha de sempre.
Plenamente certa eu certamente não estou. Afinal, ninguém é dono de verdade nenhuma. E talvez eu tenha exagerado, ou esperado demais, ou colocado muita fé, ou depositado muita confiança, ou, ou, ou... Talvez.
E as vezes tudo que eu mais queria era ter minha casinha de quarto e cozinha. Mas, na verdade eu só queria ter de volta a amiga que dividia essa casa comigo. Na verdade, a que divide o quarto comigo atualmente eu nem sei quem é. Desculpe-me, eu tentei, sinceramente, não com todas as forças... O silêncio me impediu, a paciência sumiu e, bom eu não também não sou muito de bajulações.
ps. eu sei que o blog é secreto e que eu não deveria ter lido, mas foi apenas um acaso. desculpe-me, mas eu precisei responder da mesma forma que recebi.
Conforto, menos problemas, desconforto. Como se algo tivesse faltando, e de certa forma, é claro que falta, faltam as palavras!
Entretanto eu descobri que as palavras não dizem quase nada. Eu descobri que o silêncio grita. E gostei dele.
O silêncio é incomodo, é inquietante.
Lembro-me uma vez de dizer em um caderno de memórias que o silencio me incomodou, porque eu desesperadamente gostaria que o sujeito gritasse em meus ouvidos, e ele não o fez. O silencio, na época, me feriu muito mais do que o grito.
E quando essa história toda de silêncio começou talvez tudo que eu quisesse era ferir alguém. As pessoas são diferentes, eu não consegui. O resultado foi o incomodo. Incomodei.
Desculpe-me eu tenho tentado muito falar, reclamar e resolver. Só que eu descobri que o silêncio grita, incomoda e vicia. Vicia. Vicia. Eu já não sei mais viver sem ele por perto e tenho tentado de todas as formas faze-lo ficar longe.
Silêncio. Incomodo. Gritaria. Incomodo do outro lado. Distancia. Silêncio. Vicio. Silêncio. Uma discussão bêbada. Um bem estar momentâneo. Baú. Silêncio. Incomodo.
Se não ficou claro, eu vou tentar ser mais direta. Acontece que uma amizade precisa ser reciproca. E antes que eu continue, me sinto na obrigação de definir "amizade" por se tratar de algo tão abrangente e amplo.
Amizade, na minha concepção, é aquele sentimento que você sente por uma pessoa e que te obriga a compartilhar tudo ao lado dela. Inexplicavelmente. E isso define tudo. Ou, talvez não defina nem metade do que realmente significa. Ou talvez nem seja nada disso. Nem precise ser reciproca, nem precise dividir nada.
Eu estou tentando ser clara, eu juro! O causador de todo um silêncio foi a ausência de uma atitude. Bajulação? Sentir falta de casa para mim é saudade, não drama. Ou, talvez nunca ninguém entenda isso... Porque agora minha casa é aqui e
Plenamente certa eu certamente não estou. Afinal, ninguém é dono de verdade nenhuma. E talvez eu tenha exagerado, ou esperado demais, ou colocado muita fé, ou depositado muita confiança, ou, ou, ou... Talvez.
E as vezes tudo que eu mais queria era ter minha casinha de quarto e cozinha. Mas, na verdade eu só queria ter de volta a amiga que dividia essa casa comigo. Na verdade, a que divide o quarto comigo atualmente eu nem sei quem é. Desculpe-me, eu tentei, sinceramente, não com todas as forças... O silêncio me impediu, a paciência sumiu e, bom eu não também não sou muito de bajulações.
ps. eu sei que o blog é secreto e que eu não deveria ter lido, mas foi apenas um acaso. desculpe-me, mas eu precisei responder da mesma forma que recebi.
sábado, 18 de junho de 2011
A magia da grande cidade
Dia desses estava eu em um ponto de ônibus esperando por um amigo. A noite começava a chegar e a chuva insistia em cair. Sozinha e sem muito o que fazer passei a reparar nas luzes da cidade. A noite sempre me fascinou, as luzes, as estrelas. O escuro te impede de ter uma visão ampla e segura, por isso passa a ser tão interessante, te induz a buscar, a descobrir, a se adentrar, a investigar e se entregar totalmente. O escuro é imprevisível. No escuro você enxerga o que não existe, ou não enxerga o que existe, de acordo com o que seus olhos são capazes de ver.Mas nem só de escuridão se vive, porque quando a noite cai, o sol desaparece, as luzes da rua ligam automáticas. Ninguém precisa ir lá e pedir para acende-las, elas sabem que precisam estar ligadas para que você consiga ter a visão necessária. Mesmo que embasada, mesmo que dificultosa.
Por isso a cidade grande a noite se torna tão bonita. Ela consegue manter a escuridão e fazer com que as luzes te guiem por onde é necessário ser guiado. Já por volta das 20h, quando as pessoas já chegaram em casa depois de um expediente de trabalho, as ruas ficam tranquilas e os carros passam pelo sinal verde da a minha frente borrando as luzes. Eu não vejo dentro do carro, eu não vejo a cor do carro. Mas eu sei que ali tem um carro. Porque mesmo com escuro as luzes me possibilitam ver a sombra que o reflete.
Enquanto a chuva insiste em cair, acaba se configurando na paisagem. Na noite da grande metrópole a chuva faz toda a diferença. Em um ambiente melancólico, frio, triste, a chuva se insere e se coloca como trilha sonora de uma vida. O som do carro passando e borrando a luz é diferente quando há chuva.
No céu só é possível ver as estrelas mais boitas, as que mais brilham. Eu vejo estrelas meio que como pessoas, que olham por mim, que se lembram de mim. E as que resistem a poluição e luzes das grandes cidades são as que mais merecem apoio, elas se esforçaram para que continuassem brilhando dentro de algum coração. Entendam, eu não estou dizendo que o céu de estrelas é mais bonito na grande metrópole do que no interior, em hipótese nenhuma! Eu adoro o céu de Seropédica! Só acho que as grandes estrelas são as que aparecem na cidade, são as que se esforçaram muito para estar ali.
E o tempo passa... E a cidade não pára! Nunca!Foto 2: Campinas, SP
Foto 1: Centro do Rio de Janeiro
ps. o post da semana era para ter sido um poema feito em uma quinta-feira ociosa por três amigas revoltadas e entediadas. Por ética eu preferi falar o que já era programado. Mas eu preciso comentar... O tema do poema era: "O sonho da casa limpa". (rsrsrsrsr) Desculpe-me, apenas as minhas duas amigas entenderão isso.
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