sábado, 22 de outubro de 2011

essa semana passou.

Ontem, num momento sozinha e sem muito o que fazer, comecei a escrever um post para o blog em meu moleskine. E tanta coisa aconteceu essa semana, e eu tive tantas ideias que poderia ter atualizado aqui todos os dias se o dia tivesse me cedido mais umas 2h pelo menos. É, talvez um dia com 30h seria quase perfeito essa semana.
Reproduzirei aqui o que consegui rabiscar por ai.

De 17 a 21 de outubro de 2011 aconteceu simultaneamente a primeira semana acadêmica de Curso de Comunicação Social da UFRRJ (Comunicar) e a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Foi uma longa e cansativa semana. Durante o dia eu procurava e cobria os eventos da SNCT e a noite eu fotografava e assistia as palestras da Comunicar. Os dias foram inspiradores, enquanto as noites foram desestimulantes. É, aparece novamente a questão: "Meu Deus, será que é isso mesmo que eu quero?" Tudo que foi dito deveria ter me animado, deveria ter me dado forças para continuar, deveria ter... não, não teve nada. A cada palavra vinham mais e mais duvidas e mais questões. Não consegui por hora tirar nenhuma conclusão sobre as palestras, descordei de algumas coisas, concordei com outras, não entendi tantas outras. Ao mesmo tempo que eu cobria eventos, entrevistava pessoas, aprendia coisas diferentes e me sentia feliz e completa.
A SNCT foi divertida. E cada vez mais eu venho me aproximando desse mundo acadêmico sem ao menos perceber isso. Ou não... Talvez seja apenas uma empolgação e uma fase sobre coisas novas.

E os pensamento se esgotaram. E minha cabeça ficou em branco. Não sei se foi de fato a Comunicar que me desanimou. Não sei se a SNCT me animou mesmo. Eu fiquei cansada. E ainda tenho poucas certezas sobre essa semana. Que passou.
Muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e por mais que eu tente não consigo expressar uma opinião sobre cada uma delas. Todas estão entrelaçadas e confusas. Sei que tem algo errado. Sei que tem algo que me incomoda. Em todos os lugares daquela Universidade, sempre tem um incomodo com algo. Entretanto eu ainda não sei dizer qual é o problema. E essa semana, que eu andei tanto por ali, talvez esse incomodo invisível tenha me sugado, tenha me consumido. Na sexta feira o incomodo já tinha se tornado uma irritação.

o fone de ouvido resolve o problema da irritação. ele resolve todos os problemas sempre.

sábado, 8 de outubro de 2011

Nova Infância

Talvez pela proximidade do Dia das Crianças lançou-se nas redes sociais algumas campanhas contra a violência infantil, a favor da criança na escola e toda essa coisa de sempre. Claro que campanhas de conscientização são importantes, o efeitos delas é discutível, mas não vem ao caso.
Eu, particularmente não coloquei em minha foto do perfil a imagem de um personagem infantil. Não por não apoiar a causa, mas por achar desnecessário. Não critiquei quem colocou. Cada um com sua liberdade de expressar-se.
O que já tem me causado incomodo há mais tempo é a ladainha histórinha do "Fui criança e não ti tive Ipod, Ifone e blábláblá..."
Tudo uma questão de ponto de vista e respeito. Cada geração marca sua infância de uma forma, com um brinquedo ou com sua tecnologia atual. Eu fui criança, pulei elástico, brinquei de esconde-esconde e tive um bichinho virtual (ou tamagoshi, se preferirem). Meu pai foi criança e brincou de guerrinha de mamona e de caçar vaga-lume. Meus filhos com certeza serão crianças e brincarão com um Play10 quem sabe... O que não significa que a minha infância ou a do meu pai foi melhor...

Cada um aproveita o que tem, e o fato de uma criança crescer com um Ipad ao invés de um caderno de desenhos não significa que ela será mais triste ou que ela não aprenderá a desenhar. O fato de uma criança assistir Bem10 ao invés de O fantástico mundo de Boby não significa que ela se tornará mais violenta. Até porque a brincadeira do momento na infância do meu pai era guerra de mamona e isso não o fez uma pessoa violenta.
Sou a favor do video game e do Ipad. As crianças aprenderão a correr e brincar no pátio da escola ou na quadra de seus condomínios fechados. Não é o fim do mundo, acalmem-se, as criancinhas chatas do meu condomínio brincam de Elefante colorido (ou Rio Vermelho, como preferirem) quase todo fim de semana! Elas correm, andam de bicicleta, gritam bastante e me irritam o suficiente para eu saber que elas não permanecem o dia todo em casa jogando qualquer um dos seus video games super potentes.
Eu fui feliz em minha infância 90 com Tázos, Pokemón, Chiquititas, Kinder Ovo, Doug, Super Mário, entre tantos outros.
Deixem que a infância 2000 sejam felizes com seus video games e Ipads...

sábado, 1 de outubro de 2011

Mais uma vertente da profissão

Cada vez eu me apaixono mais.
Cada dia eu tenho mais dúvidas.
Cada momento eu tenho mais certeza de é que é isso que eu quero para a minha vida toda.

21 de setembro de 2011. Poderia ter sido qualquer outra quarta-feira comum de festas na Rural. Mas eu me levantei cedo, fui até o centro do Rio de Janeiro com a Letícia, montamos uma fantasia para ela, fizemos um lanche rápido e mal feito e fomos encontrar o novo professor de fotografia junto com um grupo de futuro jornalistas ruralinos no bairro da Glória.
Na verdade, pouco importa o que aconteceu até a chegada na Rádio Globo. Fascinante foi o que aconteceu lá dentro. Toda a galera estava muito animada com a visita, disso não há duvidas. Mas a maioria das pessoas que estavam ali (eu, principalmente) não faziam noção da magia do rádio.
Entramos e acompanhamos a principio uma gravação que seria colocada mais tarde. Depois fomos para outro estúdio e pudemos assistir toda a transmissão do programa que rola na rádio Globo das 13 as 15h na quarta.
Na verdade não aconteceu nada de muito diferente, foi uma transmissão animada, divertida. Acompanhamos a mesa de som por alguns momentos, a dinamicidade de como tudo acontece. Ao final do programa teve a sessão de fotos e depois uma volta pelo prédio da rádio.
O que mais me encantou no passeio não foi o que fizemos ali, foi a tensão e a apreensão que rola na hora do programa. Foi o dinamismo e a falta de rotina com que tudo acontece. Tudo exatamente cronometrado, precisa dar tudo certo, a coisa acontece na hora e não há como corrigir. Não há margem para erro.
E pesando bem, características que sempre prezei para o trabalho... falta de rotina, agilidade, tensão, instantaneidade.
Como sempre, eu dificilmente poderei explicar aqui o sentimento de acompanhar um programa de rádio. Eu sempre tento escrever coisas que não podem ser escritas. Não sei porque nem como, mas simpatizei com o lance do rádio. Gostei de ter contato  com ele.

ps. o lance mais legal é essa ai da mesa de som. *-*

domingo, 25 de setembro de 2011

Rock (?) in Rio

Me considero uma pessoa eclética. Ouço muitos tipos de musica, caminho por várias tribos e conheço tipos de diversos de pessoas. Sem demais pré-conceitos, sem demais conceitos formados.
Entendo de música bem menos do que gostaria, seja por falta de interesse ou por pura preguiça mesmo. Costumo ouvir tudo que me indicam ou que se faz disponível. Eu gosto do resultado final do som e pouco me importa sobre quem o fez. Simplesmente a arte pela arte.
Tenho preferencias e elas com certeza desempenham influências sobre meu modo de pensar e de ouvir o mundo. Gosto de Claudia Leitte, Capital e Ana Carolina. Incoerente (ou não) eu sei...

Fato é que eu fui no Rock in Rio e vi Ed Motta, Sandra de Sá, Paralamas, Titãs, Maria Gadú, Claudia Leite, Katy Perry,  Elton Jonh e Riahna.
Durante o show vi muita gente falando mal, principalmente de Claudia Leitte. Particularmente achei que ela foi infeliz na escolha de seu repertório. Ela poderia ter levantado muito mais a galera e tivesse optado por cantar musicas antigas (e por consequência) conhecidas. Mas não foi isso o que mais me incomodou. O que chegou a me tirar do sério foram pessoas falando mal e boicotando o show. Ninguém foi obrigado a estar ali. E 99% dos que estavam até pagaram para entrar, sabendo exatamente quem cantaria e que ordem isso aconteceria. Se não estava satisfeito com o que estava acontecendo no palco por que ficar ali por perto então? Por que não ir até a Rock Street e fazer um lanche? E por que tanta implicância com uma cantora nacional (que não canta rock) quando a maioria dos shows também não foi de rock? Porque, assim, a Rihana cantou qualquer coisa menos rock e não foi nem um pouco criticada pelo publico. Ah! Ela não é brasileira, esqueci do detalhe que os brasileiros não gostam de sua própria música e de seu próprio país. Mas claro que no momento que alguém lá em cima fala que somos terceiro mundo, todos mundo se ofende. (Pouco) hipócrita não?
Não reclamei sobre o fato do festival ter alguns (a minoria) cantores que não são de rock, afinal de contas a minha concepção é que se trata de um festival de musica e não um festival de rock. Apesar de já ter sido (um dia) um festival de rock. E talvez o nome seja apenas para manter um tradição, ou qualquer coisa do tipo. Não tenho uma opinião formada sobre o marketing que rola por aí...

Essencial seria que roqueiros, no mínimo, respeitassem os demais tipos musicais. E que fosse reciproco.
Essencial seria que o brasileiro desse conta de sua (rica) cultura e aproveitasse esse tipo de evento para mostra-la ao mundo.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Agora eu Entendi Tudo

As vezes eu ficava pensando no passado. As vezes eu ficava forçando para que as coisas voltassem como antes.
Voltou o Necom, li Deleuze, passei uma sexta em Campinas entre amigos e entendi tudo.

As coisas sempre acontecem por algum proposito e elas sempre acabam. Não adianta a gente achar que um dia vai ter uma vida legal como planejamos porque vivemos um "devir" (leia Diálogos, Deleuze) num momento qualquer. Não adiantar forçar e tentar controlar tudo ao redor para fazer com que as pessoas que amamos permaneçam ao nosso lado. As coisas vão mudar sempre, considerando que o presente é sempre a mudança, a transição, o movimento.
"Nenhum homem entra duas vezes no mesmo rio. Porque o rio sempre se movimenta e o homem sempre muda."
Amor nós temos de uma noite, de uma semana, de um mês ou quem sabe de uma vida inteira. E o grande lance é saber aproveitar e viver o instante do devir, o instante do presente. O grande lance é saber amar naquele instante, de cabeça e por completo. Porque depois passa. E depois a gente entende que nada vai ser igual. E depois a gente percebe que não demos lutar para que seja mesmo. Não porque eu ou você desistimos de tudo isso, mas simplesmente porque mudou, porque tinha que mudar.
Saudades é um sentimento que permeia o homem em toda a sua vida e o que descobri foi que ela precisa estar presente. E que o fato de ela existir não significa que devemos fazer com que tudo aconteça de novo para que ela se acabe. Pelo contrário, é melhor mudar tudo e não voltar atrás, é melhor deixar a saudade lá gritando.
As pessoas vão e vem, e a vida passa.
A gente encontra e desencontra. O destino e o futuro não são algo que de fato podemos controlar.
Entendi tudo mesmo sabendo explicar pouco sobre tudo isso. Me senti feliz porque tenho plena certeza de que vivi o devir. Tenho plena certeza que sentirei saudades sempre. E isso significa que houve algum tipo de transformação ali, e que mudou tudo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bienal, doce Bienal

Tentei de diversas formas escrever. Tentei fazer algumas milhares de comparações. Só agora consegui entender que a Bienal do Livro para uma apaixonada por literatura como eu não pode ser descrita em apenas um texto. A Bienal é de muitas histórias, de muitos momentos, de muitos sorrisos inesquecíveis.
Só agora entendi que eu jamais conseguiria descrever 9h dentro do Rio Centro em apenas uma história.

Depois do almoço começou de fato o passeio. E é incrível como tudo isso ainda me fascina. Como todo esse mundo é tão difícil de ser explicado. Três pavilhões com mais mais de um milhão de livros. Andar por ali era como estar sob efeito de alguma droga, de algum anestésico. A vontade incontrolável que eu tinha era de comprar absolutamente tudo que eu via pela frente. Tá, isso foi um pouquinho exagerado, mas a vontade que eu tinha ao ver um livro de R$ 3,00 de um assunto que poderia me interessar era certamente essa. Claro que eu sei controlar meu espírito consumista e ser racional o suficiente para comprar o que valia a pena e o que eu tinha certeza que me faria feliz depois.
A maior questão é que naquelas horas que passei ali dentro não consegui senti absolutamente nada além da vontade louca de estar ali. Eu ficaria a vida toda olhando cada estante daqueles estandes. Eu leria cada sinopse de cada livro só para saber que eles existem, para conhece-los e poder compra-los e lê-los depois, um dia.
Talvez seja uma comparação esdruxula demais, mas foi quase como entrar em um campo de futebol e ver seu time arrasando. Foi quase como ver a banda favorita cantando e apontando para você. Talvez até a Bienal, ou, os livros, sejam a minha banda favorita. E cada autor ali represente de alguma forma um cantor com quem eu me identifique. A questão é que não é um gostar que possa ser explicado. (como se algum gostar pudesse! ¬¬) Não quero entrar no âmbito gosto, por não ter muita certeza sobre como argumentar sobre o assunto. Fato é que gostei, que gosto, que me faz bem, que me faz feliz. Feliz de um modo que não se explica, feliz de um modo doentio. Feliz, simplesmente feliz.



O dia passou sem que eu se quer percebesse. Eu andei muito, olhei muitos livros, e só me dei conta de que minhas pernas não estavam mais respondendo quando as 18h minha mãe disse que não aguentava mais andar. Então paramos um pouco e logo depois retomamos, ainda faltava a fila de autógrafos do Ziraldo (que vai vir em uma outa história)!
Só as 21h senti que precisava parar, que era hora de ir para casa, que eu já havia me divertido mais que o suficiente para uma mortal em um dia só. Sai do Rio Centro com três novos livros que poderei chamar de meu. Para alguém que tem um mini biblioteca em expansão em casa foi pouco, claro. Mas sai feliz, como uma criança que ganhou o seu doce preferido. (o que não deixa de ser, com certeza) Na verdade o que importa não são os livros que levei para casa e sim o contato que tive com todos os outros ali. Os que vieram morar comigo são apenas uma consequência de um dia como esse.



Por mim eu moraria os 11 dias de Bienal no Rio Centro, não para comprar livros, mas para ficar entre eles. É uma pena que precisar ser uma pessoa sensata e não poder fazer isso. É a Bienal passou contraditoriamente rápida considerando o tempo que ela demorou a chegar. Tchau Bienal, querida. A gente se vê em dois anos! :)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Inspiração, cadê você?

Não, eu não abandonei o blog.
Até tenho entrado com frequência aqui. Olhado, lido. Mudado um coisa aqui outra lá. 
E não que minha vida tenha parado. Tem até bastante coisa acontecendo ao mesmo tempo. A Bienal esse fim de semana foi ótima! 
Mas, a inspiração do lado de cá resolveu tirar férias sem aviso prévio.
Parece que as palavras ão são suficientes para descrever o que precisa ser dito.
Tantas palavras e expressões no mundo, tanta coisa acontecendo, e alguns códigos não tem sido capazes de dizer o que bate dentro do meu coração.
Desculpe, as palavras se calaram, elas não querem me contar o real motivo dos acontecimentos e menos ainda o sentimento que por eles se misturam. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dia do Estudante


as 23:45 do dia 11 de agosto.


Eu não gosto dessa coisa de "datas especiais". Parei de vê-las como de fato especiais a partir do momento que percebi que as coisas mais especiais de nossas vidas acontecem em dias comuns. Entretanto eu não resisti... Falar sobre educação no (glorioso?) "Dia do Estudante" me pareceu algo propício, até pelo fato de que todos já fizeram seus cometários durante o dia.
Minha única certeza sobre o assunto: A educação (dessas que a agente recebe na escola) precisa SIM ser reformulada, o governo precisa em PRIMEIRO lugar investir nela. Se trata da base de todas as outras coisas. Minha concepção é que se temos uma BOA educação básica, teremos  um bom país, com bons cidadãos, com bons políticos e com bons profissionais.
Não que o investimento da saúde não seja importante, mas, quem vai formar um bom médico se não a professora que lhe deu aula na primeira série? Não que investimentos em moradia também não seja importante, mas, quem vai formar um bom engenheiro se não aquele profissional que lhe ensinou a fazer contas na segunda ou terceira série? Quem vai formar um professor para dar aula para futuros médicos e engenheiros se não um outro professor?
As crianças vão para a escola aos 6 anos, sem referencia nenhuma de adultos ao não ser seus próprios pais, que podem ou não terem cumprido seu dever como tal. Cabe ao professor se colocar a disposição e a referencia dessa criança indefesa que saiu de casa pela primeira vez com intuito de estudar. Mesmo sem saber o que é ser um estudante, a criança sabe que isso DEVE ser uma coisa boa, caso contrário, seus pais (que supostamente) o amam tanto não lhes teria mandado para aquele lugar.
Entendam, eu não estou sendo alienada e dizendo que o resultado para todos os problemas do mundo é a formação de bons professores e o investimento em educação, mas com certeza a maioria desses problemas se neutralizariam se tivéssemos no mínimo consciência sobre a importância dos estudos na vida das pessoas.
Tenho uma teoria de que político nenhum tem realmente interesse em melhorar a educação básica. Porque se isso acontecer, a longo prazo talvez as pessoas entendam que aqueles que estão "no poder" não valem nada e os expulsem de lá. Mas isso é apenas uma teoria boba e sem importância.
Algumas coisas ainda permanecem em dúvida em minha cabeça. Muitas vezes, eu como estudante de graduação me pergunto porque eu estou me empenhando tanto em uma Universidade Federal quando um cara que pede dinheiro no sinal vai possivelmente ganhar a mesma coisa que eu depois de formada. Mas talvez a essência do estudante não seja mesmo ganhar muito dinheiro, seja fazer a diferença no mundo de alguma forma. Nos dias de hoje ser um estudante é um desafio, assumir esse papel é dificultoso e problemático. Eu não vou entrar no caso inversão de valores, não tenho certeza sobre tal assunto. Fato é que escolher estudar é muito mais escolher ser do ter.
Afinal de contas tivemos um presidente sem diploma universitário, temos um dono de televisão sem uma graduação e há pouco tempo assistimos um filme baseado na vida de uma prostitua milhonaria. Não estou dizendo que tais "personagens" não tiveram sua luta, o que quero dizer é que todos eles tem muitas coisas. Um universitário que vive longe da família (mesmo que de segunda a sexta) aprende muito mais sobre o ser, sobre amigos, sobre a formação de seu caráter e a educação que seus pais lutaram para lhe dar. Um universitário que trabalha o dia todo para pagar uma faculdade aprende muito sobre o ser quando tem que deixar de tomar aquele sorvete no sábado a tarde para não faltar na mensalidade da Faculdade no fim do mês.
E mesmo durante o ensino básico, escolhe-se ser um estudante. Escolhe-se levar a sério o que está sendo ensinado, escolhe-se respeitar e admirar seu professor pelo lindo trabalho que ele faz.
Concluo dizendo a vocês que escolher ser um estudante está muito além de conhecer para ter um vida melhor. Escolher ser um estudante é aprender sobre o ser e conhecer pelo prazer de saber sobre as coisas. Não é para qualquer um, talvez até você não escolha, seja escolhido.
Feliz daquele que tem prazer em estudar e saber que é através desse saber que vai se construir um ser que é diferente de todos os outros e que vai fazer a diferença sobre eles.

as 00:19

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mas e o tempo...

por Mariana Dias, quarta, 20 de abril de 2011 às 17:39

Eu fico refletindo sobre o tempo. Todo mundo diz que ele é a cura para tudo. Todo mundo sempre me disse que ele resolve tudo. Eu sempre tive o tempo como algo soberano, que está além de todas as coisas. Só que quando pude conviver com ele de perto, percebi que o tempo não cura nada, que o tempo não é responsável por nada. A vida passa a ser intensa e efêmera. Pelo pouco que tenho aprendido a efemeridade é muito mais poderosa que o tal tempo. Sinceramente acho o tempo um cretino.

uma nota do encontrada perdida no FB.

Quadro: O Tempo, de Salvador Dali

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

a inconstância da vida

Uma notícia me deixou indignada semana passada. Não pela notícia em si, mas sim pelo modo triste como foi transmitida. Fiquei indignada porque em meus pensamentos isso já era um fato. Entretanto eles precisavam ouvir o médico dizer isso. Depois da indignação chegou o incomodo, medo, necessidade de tomar uma atitude de mudar algo que não se pode ser mudado.
Comecei a ler sobre o assunto e não achei o que queria. Eu queria que alguém me dissesse que conseguiu vencer a doença, que está conseguindo pelo menos lidar diariamente com ela. Mas tudo que eu encontro para ler são sintomas, explicações médicas simplificadas e relatos de morte. E quanto mais eu lia, mais desesperada eu ficava. 
O que me fez refletir sobre a inconstância de nossa respiração, de nosso corpo, de nosso humor, de nossas vidas. Podemos acordar bem e ter um ataque cardíaco sem aparente justificativa. E as vezes eu acho que é melhor morrer assim. Sofrer de uma doença degenarativa é como se despedir da vida a cada manhã e ao mesmo tempo sentir seu corpo se deteriorizando a cada noite. 

Ainda há muito o que ser lido e pesquisado sobre o caso. Ainda haverá muitas reuniões e discussões chatas em família. Mas será mesmo que ainda há muito tempo?
Estou assustada, só agora percebi que precisa ser feito alguma coisa. Não sei o que mudou, porque eu já sabia que a doença existia, mesmo antes da médica ter dito, mas mudou alguma coisa. 
Não sei se pelo meu avô, para polpar o sofrimento de minha mãe, ou se por ambos, mas alguma coisa realmente precisa ser feita. 

Li hoje: "Minha mãe foi virando um vegetalzinho..." Tentei imaginar a cena... Assustadora demais essa doença. E fica pior ainda quando você percebe que ela está dentro de sua família.