sábado, 28 de maio de 2011

Renúncia.

É como se o mundo parasse e nada mais importasse além daquilo. É como se não fizesse sentido para ninguém além de eu mesma. É como se minha alma saísse de meu corpo e voasse. É o prazer, é o instantâneo. E tudo é saciado em alguns minutos, e todo nervosismo do mundo é depositado em alguém por alguns minutos, mas em seguida o nervosismo é trocado por uma intensa e inexplicável alegria. Chega a parecer egoísmo tanta alegria, chega a parecer egoísmo tanta satisfação para uma pessoa só. É o que chega mais perto de tentar explicar a sensação de estar em cima de um palco.
Horas de aulas, dores musculares constantes, paixões que se dividem, esforço, suor, dores, escolhas, exercícios que se repetem, piruetas, alongamentos, pernas altas, saltos altos, braços alinhados (ou não), perfeição, disciplina. Renúncia. Renúncia. Renúncia. Renúncia...
Renunciar o que? Seguir que caminho? Escolher que lado? Conciliar como? Manter como? Tentar como? E quando a vida não oferece oportunidades? E quando nada mais faz sentido além das horas de aulas? E quando já não há mais tempo para seguir? E quando a escolha já foi feita? E quando o corpo reclama, pede, pulsa? E quando as perguntas já não fazem sentido? E quando a vida já não mostra caminhos? E quando a paixão se torna maior que a razão? E quando a vontade do prazer se impõe sobre a obrigação do desejo? E quando a gente cresce? E quando já não há mais tempo para brincar? E quando a gente percebe que quiçá poderia ter acontecido? Ou que talvez nunca acontecerá de fato? E as dúvidas? O que fazemos com perguntas sem respostas? O que fazemos com tantas interrogações? Renunciar o que? O sonho? ou o prazer?

Já não há mais ninguém por perto que me faça parar, assim como já não há ninguém que insista que eu continue. O amor pela profissão diminui a cada dia, assim como a paixão pelo prazer grita dentro do meu peito. A minha consciência sussurra para eu seguir o sonho, o meu coração grita para esquece-lo. E os meus conceitos mudam. E minhas certezas se tornam questões. Desde de pequena eu tenho certeza que é sempre melhor seguir o coração, mas agora, enquanto percorro cada vez mais o mundo dos adultos, acho que devo seguir minha consciência.
Eu não quero entrar na questão amigos, mudança e saudades. Isso já é muito batido por aqui. Entretanto, é a minha maior falta. Eu tento desesperadamente não pensar, tento desesperadamente me desprender, tento desesperadamente ficar longe. E quanto mais eu tento mais eu penso, mais eu me prendo, mais eu me mantenho por perto. Eu tento desesperadamente me sentir inserida em todo esse novo mundo e tudo que eu consigo é me sentir feliz dentro de uma sala de dança com musica alta e uma sequência de jazz. O fato é que eu não me sinto inserida em grupo nenhum. Mas eu também não entrarei nessa questão, isso é assunto para outro dia. Quem sabe em um dia de reclamação e revolta com o mundo. Porque tudo que eu tento é não pensar nisso, tudo que eu tento é mentir para mim mesma dizendo que a fase de adaptação foi um sucesso.
Fato é que eu preciso fazer uma escolha, eu preciso decidir minha vida, eu preciso levar alguma coisa a sério de verdade. Fato é que eu não consigo. Porque nada nunca fez sentido de fato. E talvez nem a vida faça, mas ainda assim eu gosto muito de vive-la intensamente. E talvez seja essa intensidade e essa fascinação em querer viver tudo é que me dê tantas dúvidas, eu não sei bem o que quero. Eu sempre quis tudo! Eu sempre tive um apetite muito maior do que meu corpo e minha mente são capazes de absorver. Algumas pessoas não sabem o que querem por não querer nada. Eu não sei o que quero por querer tudo. E sinceramente, não sei o que é pior.
Talvez a maior dúvida já esteja resolvida. Porque o meu sonho é me tornar jornalista. Sempre foi esse. Sempre será esse. E todos os tipos de prazeres precisam ser aniquilados, afinal de contas, o prazer paralisa o desejo. E mesmo sem ninguém por perto para me dizer que esse é o certo, eu sei o que fazer. Essencial é ter consciência de que o certo é seguir o sonho, lutar por ele, não desistir dele. Mesmo quando ele se torna tão difícil a ponto de nem parecer mais sonho.
Renúncia. Renunciar. Abandonar. Desistir.Abdicar. Sobre as escolhas, sobre os caminhos a seguir... Talvez seja nós mesmos que construímos caminhos diferentes, nós construímos as portas a se abrirem. Eu ainda posso abrir qualquer uma das duas que construí e se mantém em minha frente. Mesmo que eu for julgada maluca por todos os outros. É como se ninguém mais importasse, ninguém mais entendesse, ninguém mais existisse, sou eu comigo mesma. Eu e as luzes. Eu e meu coração gritando. Eu e a música. Eu e os meus pés. Eu e eu mesma... Renúncia. 


"(...)Renunciar é, sobretudo, um ato de coragem. E poucos conseguem praticá-lo. É fácil apegar-se. Difícil é desapegar-se.(...)" Carlos Romero

domingo, 17 de abril de 2011

uma ong. um projeto. uma família.

Me peguei com vontade de falar de uma vida. Me peguei com vontade de contar uma história. Me peguei com vontade de expressar algo que já está em meus pensamentos e em meu coração sabe lá há quanto tempo.
Campinas, uma cidade há mais ou menos 90km da capital de São Paulo. Jardim do Trevo, um bairro dessa cidade bem perto do centro, bem cheio de coisas, comércios, pessoas. Pouca moradia, muito trabalho, muita correria. Prodança, um projeto social, uma ONG, uma familia, dentro de uma bairro corrido, da cidade no interior de São Paulo.
Conheci o Projeto aos 7 anos dentro da minha escola. Depois de alguns anos ali, uma oportunidade de bolsa numa boa academia de Campinas.Mas depois veio a mudança de escola e o Prodança sumiu de minha vida. Alguns anos depois, já havia passado por várias academias, feito algumas amigas, e só continuava no mundo da dança porque uma paixão incontrolável pulsava em meu peito. Mas dentro das academias, junto a tantas outras pessoas com realidades tão diferentes das minhas pouca coisa fazia sentido. Até que me reencontrei por acaso com o Prodança de novo. Então, mais madura, mais certa de si, consegui achar meu lugar.
Passei a frequentar o Barracão de Arte e Dança praticamente todos os dias da semana, fazer todas as aulas e modalidades possíveis. Passei a dar aula de ballet  e descobrir uma nova forma de me realizar e de me ver feliz através de minhas alunas. Passei a participar de competições e ter uma convivência quase que diária com todos lá dentro. Então eu redescobri o significado da palavra familia. Ninguém estava tão perto, ninguém entendia tão bem, ninguém completava tanto, ninguém sabia tanto de minha vida, ninguém conhecia tanto quanto as pessoas ali de dentro. E foi uma linda história, e foram lindos momentos, e foram inesquecíveis lições, aulas, amores, amigos, alunas, teatros, coreografias, ensaios, calos, bolhas, fotos... Amigos foram e vieram. Permaneceram ou sumiram. Cada um seguiu sua vida, mas todos com o mesmo amor pelo projeto que atualmente já virou uma ONG. Talvez o que cada um ali dentro sente é muito mais do que amor, gratidão. A palavra que melhor expressa o sentimento é devoção. Alguém já pensou sobre o significado dessa palavra? DEVOÇÃOVeneração especial.Reverência. Acatamento. 
E é claro que há problemas, é claro que não é perfeito. Afinal de contas, que graça teria um lugar perfeito? Mas há a devoção, que passa por cima de todo e qualquer obstáculo, que faz nós, a familia Prodança querer sempre o melhor para todos, faz com que mesmo que você se afaste você sinta a vontade pulsando em voltar, em participar, em estar junto, em querer o melhor.




E todos já sabem que a vida fez com que eu me afastasse, a vida fez com que todos os meus sonhos fossem interrompidos, para que fosse tras de sonhos que na época eram considerados mais importantes. Só que a vida é boa com a gente as vezes. Na ultima semana, eu tive a oportunidade de desenvolver um trabalho e de estar dentro da familia Prodança durante dois dias inteiros. E nesses dias eu pude reafirmar que tudo que eu sentia lá dentro era verdadeiro e recíproco por todos os outros. Tentando me distanciar e executar o meu trabalho com a mínima interferência possível, eu vi nos olhos de cada um ali a devoção. De fora de tudo eu vi a familia, eu vi o amor. Não pela dança, não pelas aulas. Eu vi o amor pela instituição, eu vi o amor pelo projeto, eu vi o amor pela ONG. De fora da familia Prodança eu pude ver o quanto tudo aquilo ali é especial, único e inexplicável. É claro que nem metade das pessoas que vivem ali dentro podem entender o que eu estou dizendo. Algumas delas só vão quem sabe entender um dia... Talvez quando elas se forcem a ficar fora da familia por algum motivo. Pode até soar contraditório, mas quanto mais eu queria me distanciar, mais eu me sentir perto, mais eu me sentia dentro. E mesmo daquelas pessoas que nem cheguei a conhecer, mesmo daquelas pessoas que nem sabia quem eu eram e não tinham ideia da minha devoção pelo Prodança, mesmo delas eu me senti da familia. E colocando o significado de familia temos: de famíliafamiliar; íntimo; sem cerimónia.




Deixei o Prodança com um ar que voltaria no dia seguinte, e mesmo que eu não voltasse aquilo ainda faria parte de mim. Mesmo que eu ignorasse por muito tempo, mesmo que eu não conhecesse mais ninguém a voltar para lá. Ainda assim a instituição faria parte de minha vida. Ainda assim tudo que acontece ali teria de alguma forma ligação comigo. Hoje eu tenho um pedaço do Prodança em meu coração, e com certeza tem um pedaço de mim no coração daquela ONG. 
Dias depois que cheguei apareceu em meu orkut um recado: 'Você se foi e deixou saudades." Um frase tão simples e cheia de significados. A frase que me fez entender tudo que aquele lugar significa(va) em minha vida. 
Só então eu percebi que mesmo tento "indo" eu ainda faço parte de tudo aquilo e eles ainda fazem parte de mim. E eu peso licença para todos que participam e se mantem ali todos os dias, mais familia é familia. Uma vez dentro dela, a gente nunca mais consegue se desvincular. 



sábado, 16 de abril de 2011

17 de dezembro de 2009.

Eu estava fazendo 18 anos. Doces 18 anos. Estava preparada (ou achava isso) para me mudar da minha cidade natal dali há 2 meses. Eu tive uma linda festa. Eu tive algumas amigas me dizendo coisas que eu nunca imaginei escutar. Eu tive uma despedida como ninguém teve. 1 ano e dois meses depois eu tenho certeza que dentre muitas pessoas que deixei para trás em Campinas, essas são as que nunca ficarão para tras em meu coração. O texto ainda me toca muito, talvez até mais do que me tocou há 1 ano e pouco atras. Porque só hoje eu consigo entender o verdadeiro sentido dele. Só hoje eu consigo perceber do que elas realmente estavam falando. Muito sábia essas minhas amigas.

Mariana,
Os anos se passaram e percebemos o quanto você é importante para nós. Você nos mostrou como uma amizade pode ser linda, quando existe verdade, companheirismo, carinho, amor e simplicidade. Ano que vem não será a mesma coisa sem você. É né, Rio 40 graus, mais um de seus sonhos sendo realizado.
Aquela menininha em que conhecemos na 5°série, hoje está se tornando uma grande mulher. E lhe desejamos nessa data muitas felicidades, saúde, amor e que Deus ilumine seus passos. Pois você merece tudo isso e mais um pouco.
Continue com esse sorriso maravilhoso que contagia a todos. É bom pararmos por aqui se não vamos ficar até amanhã dizendo o quanto você é maravilhosa. Viemos aqui fazer essa pequena homenagem e dizer o quanto TE AMAMOS.


Esse texto foi escrito em uma folha de guardanapo que estava sobre a mesa. As palavras são simples e ele é todo marcado pela oralidade. Mas cada vez eu leio eu çembro do rosto de cada uma, do olhos triste e felizes de cada amiga que permaneceu ao meu lado. E eu devo confessar que morri de medo de tudo isso acabar. Mas hoje, eu sou feliz, porque sim, eu tenho amigas de verdade que moram há 600km da minha casa e ainda assim permanecem por perto.

Mari Leite, Mi, Dane, Rentatinha, Leli, Nessa, Ju. eu amo vocês. sempre.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Lá no mundo do "se"

E as vezes, eu me pego pensando em como seria minha vida "se" eu não estivesse mudado para o Rio. Logo que esses pensamentos indesejados aparecem eu os espanto sem demora. Afim de contas para que ficar pensando sobre algo que nunca aconteceria? As vezes eu fico refletindo sobre a felicidade, e talvez eu acho que eu poderia ter tido uma vida muito mais feliz no interior de São Paulo. Uma vida previsivel e esperada: teria entrada para o jornalismo da PUCC, trabalharia como professora de ballet até conseguir um bom estágio. Estagiaria na EPTV Campinas e teria na Faculdade uma ótima formação televisiva. Casaria bem provavelmente com um vizinho ou um antigo amigo de Ensino Médio. Manteria todos os meus amigos de escola e largaria o ballet sem ao menos perceber que isso estava acontecendo. Compraria um terreno em qualquer condominio fechado e construiria a casa dos sonhos. Daquelas sem portão com gramado verdinho na frente e dois carros na garagem. Seria feliz e morreria sentada na cadeira de balanço em frente a minha casa com um sorriso nos lábios, logo depois de ter completado 100 anos, contando algum história de festival de dança aos meus netos, quiçá bisnetos... Quase como um filme... Quase perfeito demais para se tornar realidade.
Só que há 2 anos atrás, isso era tudo que eu não queria para a minha vida. Essa história de viveram felizes para sempre nunca foi meu sonho. Eu nunca gostei de ser princesa, eu preferia ser a idealizadora, eu preferia ser a dona da história.Porque eu nunca gostei de previsões, porque eu nunca gostei de rotina.
E hoje eu realizei meu sonho, eu escrevi minha história. Eu moro na "Cidade Maravilhosa", eu estudo numa Universidade Federal, eu faço o curso que sempre sonhei. Eu tenho a oportunidade de ter duas lindas casas... Tenho algumas pessoas importantes e especiais, tenho algumas pessoas inesquecíveis. Tenho tantas histórias a contar, tantas maluquices já realizadas... E ainda assim eu penso no "se". E ainda assim eu sinto saudade. E ainda assim eu fico me perguntando "se" eu seria mais feliz com minha vida de filme americano.
E dai vem o peso na cosnciencia... Eu construi e venho construindo a minha propria história, era para eu ser a pessoa mais feliz do mundo. E porque ainda assim eu me pego pensando no "se"? Egoísmo, egoísmo, egoísmo. Porque talvez hoje o que me faria mais feliz é ter algumas pessoas de Campinas por perto. E só... Porque eu só percebi a importancia que elas tem em minha vida depois que me vi longe delas. E eu que achava que valorizava meus amigos, e eu que achava que seria boa o suficiente para viver sem eles.
Saudade. esse é meu nome. Saudade, esse é meu coração. Saudade. essa sou eu.
Saudade. só saudade.
E as vezes eu fico no mundo do "se" talvez porque o mundo do "se" tem me interessado muito mais do que a história que eu escrevi. Talvez porque, nunca ninguém me contei que quando se resolve escrever a história o mundo tira a sua borracha.
E "se" eu conseguir achar o amor da minha vida, construir uma casa com um grama verdinha e morrer depois dos 100 anos com dois carros na garagem, eu vou contar aos meus netos que ainda que seja bem mais bonito e tranquilo escolher ser a princesa, é melhor que eles escolham ser a escritora... Mas eu vou avisa-los que quando escolhe-se esse papel, o mudo te tira a borracha.
Ainda assim, vale a pena... Isso quando não entramos no mundodo "se". É o mais racional, deixar o "se" para tras e ignora-lo todas as vezes em que eles inssistir em aparecer.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sagitariana, eu?

Nem sempre ela dirá coisas que você quer ouvir. Na maioria das vezes , ela vai deixa-lo arrepiado com suas observações desconcertantes e francas. Mas de vez em quando dirá coisas tão maravilhosas que vão faze-lo dançar de felicidade. (talvez meus amigos da faculdade já entenderam isso)
Ela talvez seja um pouco franca demais porque vê o mundo tal como ele é.
Ela não gosta de mentiras, e dificilmente alguma mulher de sagitário costuma mentir. A menos que tenha um ascendente em capricórnio, esta mulher dificilmente conseguirá convencer as pessoas quando estiver contando uma mentira. E a gente tem que admitir que isto é uma ótima qualidade, não é? (mentir é preciso, as vezes, talvez eu tenha ascendencia em Capricónio).
As sagitarianas são muito independentes, e ambos os sexos mantém uma certa distância aos laços familiares.
Quando quiser que ela faça algo, peça-lhe. Não tente mandar nela. A técnica dos homens das cavernas não funciona com esta mulher. Ela não nasceu para ser mandada, odeia ter que receber ordens e abomina todo homem que tente aprisiona-la. Ela gosta de ser protegida, mas não gosta de ser mandada. Se nem mesmo seu pai consegue domina-la, não vai ser qualquer um que vai achar que pode lhe dar ordens!
A sagitariana não é de abrir mão da própria personalidade e da independência por homem algum. Deve ser por isso que as sagitarianas -logo atrás das aquarianas, - representam o maior numero de mulheres divorciadas! (ok, por isso eu escolho bem, para não fazer parte dessas estatisticas)
Quanto mais nervosas ela fica, mais sarcástica e cínica se torna.
A sagitariana pode manda-lo para o inferno com um grande sorriso nos lábios e ainda ridiculariza-lo na frente de todos, como se estivesse se divertindo. Ela tem esta capacidade de torna-lo o bobo da côrte, e ainda sair por cima como se nem tivesse sentido a força de suas ofensas.
Mas nem sempre ela será tão "amável" assim, quando estiver realmente irritada. Enfrentar a raiva desta mulher não é a melhor coisa do mundo. Como todo sagitariano(homem ou mulher) ela não é de armar o barraco, mas se resolver faze-lo é melhor se esconder até a tempestade passar.
Feliz daquele que tem a sorte de ter uma mulher de sagitário como amiga.
Ela alegrará suas festas, será sua melhor confidente e sempre estará ao seu lado quando todos seus amigos tiverem abandonado o barco. Ela é tão generosa, paciente e atenciosa com todos os amigos, que seu telefone dificilmente fica muito tempo sem tocar. (ok, isso é mentira, o meu nunca toca!) Se repararem bem, a maioria das sagitarianas sempre recebem telefonemas de amigos que nunca conseguem esquece-las, mesmo que estejam distantes.
Ela é uma das poucas mulheres que costuma ter amigos de infância. Sim, eu disse amigos. Os mesmos que rolavam com ela na rua enquanto jogavam bola, e que um dia perceberam que aquela garota com jeito desajeitado de moleque, que andava descalça, um dia se tornou uma linda mulher.
Tentem reparar em uma sagitariana andando. Vejam como a maioria costuma andar com o nariz empinado, parecendo um cavalo puro sangue. Vejam como ela é uma mulher elegante e confiante, mesmo quando tropeça e sai derrubando tudo pelo caminho! Sim, a coisa mais dificil de encontrar é uma sagitariana que não seja um pouco desajeitada.
Também costuma ter uma atitude um tanto displicente em relação a envolvimentos amorosos, o que pode levar algumas pessoas a achar que é uma mulher fria e insensível.
Puro engano! Ela se emociona ao assistir um filme triste e sonha com você durante as noites em que estiver solitária, mesmo que nunca confesse isto. É possível que ela tenha guardado todos os bilhetes de amor que você escreveu, restos de flores que enviou e a primeira entrada do cinema que foram juntos.
Mas não espere ver este seu tesouro tão cedo! A sagitariana não gosta de revelar seus segredinhos de amor. Deixar que você veja estes segredos é assumir que está apaixonada. E ela odeia sentir-se fragilizada!
Quando este romance acaba, por dentro ela pode estar chorando, mas responderá com tanta inteligência e habilidade as perguntas dos amigos, que todos pensarão que tudo não passou de um simples namorico de verão. Mal sabem como ela pode estar arrasada por dentro.
A idade realmente não importa quando o assunto é a sagitariana. Elas permanecem meninas mesmo quando envelhecem. (talvez eu nem tenha sindrome de Peter Pan então)
E elas adoram ser tratadas como meninas sapecas que não param no canto, sempre prontas a correr na rua com os garotos! E, é esta alegria de viver, este eterno otimismo que enfeitiçam os homens de bom gosto! Nenhuma mulher pode ser tão apaixonada pela vida quanto a sagitariana, e transmitir este amor por todos os cantos por onde passa.
Estar ao seu lado é viver o bom humor e acreditar no futuro. Não importa que ela tenha milhões de amigos que ocupam grande parte do seu tempo, nem que passe o tempo todo planejando viagens ou sonhos que ainda quer realizar.
Amar uma mulher de sagitário é recompensador e nunca é monótono. Não importa que ela não tenha aprendido a dizer o quanto te ama, para ela isto é difícil.
A melhor maneira que elas tem para demonstrar o que sentem, é pela a ação. Nenhuma mulher beija tão gostoso ou erradia tanta vida e alegria quanto um anjinho de sagitário que chegou a conclusão - após passar várias noites em claro - de que o que sente por você não é amizade, mas amor!
E, quando as setas do arqueiro penetram em nossos corações, não ha magia no mundo que possa nos livrar do poder do amor de uma sagitariana!




um texto adaptado de: http://www.revistaandros.com.br/sagitariana.html

E preciso acrescentar que não acretido no Zoodiaco, não acho que as previsões possam influenciar a nossa vida de alguma forma, mas de alguma forma as personalidades sempre meu signo sempre se parecem muito comigo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove.
Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha.
Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra.
É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama.


(William Shakespeare)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A Jaula de Humanos



Leticia e Mari Mendes em minha casa. O plano de sábado era ir ao Shopping Via Parque, encontrar a Taís lá, visitar a Casa de Vidro do Big Brother Brasil 11. E fomos. Enfrentamos um calor (a)normal do verão carioca de ônibus. E logo que chegamos na Avenida Ayrton Senna, onde se encontra o shopping já pudemos perceber o tamanho do tumulto que aquela "Casa de Vidro" estava causando. Na entrada a fila de carros estava grande, e isso causava um pequeno congestionamento que se refletia no transito da avenida. Ao entrar no shopping não foi muito dificil encontrar o lugar procurado. Tanto pelo shopping não ser muito grande, quanto por a maioria das pessoas estarem se encaminhado para lá. E quando avistamos a casa foi a decepção: "Achei que isso fosse bem maior!". É isso que a mídia nos mostra sempre certo? A Grandeza!



E ao observar todas aquelas pessoas gritando:"Michelle, eu te amo!" comecei a me perguntar o que fazia com que elas amassem alguém que mal conhecem, e que a principio não tem nenhum talento em especial. E bom, dai vocês já podem perceber onde isso foi parar, é o instinto jornalisco onde quer que eu esteja. Na mesma hora eu e Leticia tivemos uma ideia: "Isso tem tudo a ver com o Necom! Vamos fazer pesquisa de campo (no campo!)" E a partir dai eu nao me importei muito com os Brothers, afinal eu assisto o programa nas terças feiras só para ouvir o (lindo) texto do Bial!



Começamos a programar as perguntas e até pensamos que seria legal tentar uma entrevista com um dos Brothers. Ou com o Vinicius Valverde. Só que jornalista não gosta de entrevista certo? Conseguimos conversar com uma moça da produção, Isabela.
Ela nos contou que não se precisa fazer muito coisa para as pessoas irem até o shopping. É só colcoar a casa lá e todo mundo vai, que as espctativas sempre são atingidas... Ah gente, fala sério! Brasileiro é mesmo alienado né? Pensem, os Brothers estão dentro de uma "jaula" de luxo, e as pessoas passam em frente a ela como num zoologico para ver animais, e todo mundo acha um máximo! E eu não vou ser hipócrita, eu também acho, eu fui lá ver. Claro que muito mais por curiosidade do que por amor as pessoas que estavam lá como animais. E refletindo um pouco mais, amor? Bem banalizada essa palavra, afinal de contas será que é possivel amar alguém que você não conhece? Que nem sabe da sua existencia? Talvez um pouco de exagera chamar de amor certo?



Entramos na fila, para passar em frente a "jaula" e ver o animais de perto. E na fila começamos a questionar umas meninas de 13 anos, sobre o amor que elas sentem pelo... Igor o nome dele? E elas super defendendo sabe? "Ah porque ele é sincero, ele foi injustiçado ao sair! Eu amo o Igor como uma relação de fã, ídolo sabe?" E eu: "Você acredita que é possivel ser 'você mesmo' em frente as cameras?" E ela: Não. Tem que jogar um pouco também né, por isso que eu gosto tanto do Igor, ele é tão sincero!" E eu continuo a me questionar depois de já ter entrevistado a garota: Como ele pode ser sincero e estar jogando? Ela não acabou de me dizer que não é possivel ser você mesmo diante das cameras? E essa coisa de ídolo? Meu Deus! O que ele faz para que ele se torne um ídolo? Qual é o talento dele?



Passar em frente a jaula é de fato muito interessante, os Brothers lá sorrindo, pulando, fazendo gracinhas, como verdadeiros macacos pedindo banana no Zoológico. A diferença é que eles pedem votos. "Me deixe voltar para A Casa!"


Casamos, eu, Leticia, Mariana, Taís. Fomos almoçar. E quando eu chego na Praça de Alimentação recebo o telefonema de minha mae: "Onde você tá? o Vinicius Valverde está aqui na minha frente, na fila pro almoço!" E lá fomos nós quatro, correndo para o outro lado da Praça de Alimentação com a minha mae. E dai aquela indecisão, ou a gente pode a foto, ou a gente pede as perguntas... A FOTO! Afinal de contas ninguém é de ferro! hahahahahaha.



E depois lá no meio da praça de alimentação encontramos a familia da Michelle. E ai sim resolvemos ser profissionais, fomos lá fazer as perguntas. "Você acha que sua filha está sendo a mesma pessoa lá dentro?" E a mãe: "Ela está sendo exatamente a mesma! Pena que ninguém ainda entendeu ela!" e eu: O que é mais importante? o dinheiro ou o auto reconhecimento, ou o reconhecimento das pessoas?" E o pai: "O dinheiro é importante, mas a midia muda muito a vida das pessoas também, quem não gosta de ser reconhecido?"
Pronto, a gente não precisa comtar mais nada depois disso né?

Vamos almoçar, eu estou morta e cansei de trabalho por hoje! Tchau!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Feliz Ano Novo de Novo

E todo fim de ano é a mesma coisa.
Natal, presentes, dinheiro, festas, novas roupas, correria. Ano Novo, viagens, roupas brancas, bebedeira, amigos. Correria, planos, promessas, alegria.

Pense em um modo de fazer promessas que você vai de fato cumprir. Pense em um modo de mudar o mundo começando a mudar o seu mundo. Pense em um modo de parar de reclamar de tudo e perguntar-se o que eu posso fazer a respeito. Pense em um modo de mudar de verdade, de revolucionar. Mudar não é simplesmente fazer algo diferente, entretanto previsível. Mudar é tomar uma atitude que ninguém espera que você tome. É cotar o cabelo bem curtinho depois de te-lo usado grande a vida toda. Pense em um modo de fazer a diferença. E fazer a diferença não é aparecer em rede nacional por ter inventado uma super maquina que diminui a poluição. Fazer a diferença é dar o que comer para um mendigo na rua, sem que ninguém veja, sem que ninguém saiba. E sem ficar se vangloriando por isso depois. E não apenas pense, mas coloque em prática.
Ano novo sempre é aquele ritual das promessas e papeizinhos, que se esquecem, que se perdem depois. Metas foram feitas para serem cumpridas.
Não se importe tanto em mudar tudo, em fazer tudo. VIVA! As pessoas mais interessantes são aquelas que tem obetivos e que não se prendem fielmente neles. Isso pode até ser um pouco contraditório, mas afinal de contas o que na vida não é uma contradição?
Tentar entender tudo é querer saber muito!
E para que levar tudo tão a sério se daqui alguns meses o ano é Ano Novo de Novo?

Um Ano Novo de novo cada vez melhor para todos n´so. Afinal de contas é sempre esse o objetivo maior de tudo: MELHORAR, certo? Seja da forma que for, seja como for. MELHORE, mesmo sem saber como fazer isso!